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Para cumprir o seu chamado, Teresinha descobriu um caminho inteiramente novo, uma pequena via, que pode ser igualmente percorrida por cada um de nós. Trata-se de um caminho pelo qual nos tornamos ofertas de amor a Deus nas pequenas coisas do dia a dia.

A 9 de abril de 1888, o carmelo de Lisieux, na França, abria as suas portas para aquela que um dia seria a padroeira das missões: Teresa Martin, ou Teresinha do Menino Jesus, como é popularmente venerada no Brasil.

Assista a Aula com Padre Paulo Ricardo:


A própria santa é quem nos narra a grandiosidade daquele momento, “que é preciso ter passado por ele para saber o que ele é”, no seu Manuscrito A, da História de uma alma (69v):

Minha emoção não se traduziu exteriormente; depois de ter abraçado todos os membros da minha família querida, pus-me de joelhos diante de meu incomparável Pai, pedindo-lhe a sua bênção; para me dá-la ele mesmo se pôs de joelhos me abraçou chorando… Era um espetáculo que devia fazer sorrir os anjos aquele desse ancião apresentando ao Senhor sua filha ainda na primavera da vida! Alguns instantes depois, as portas da arca sagrada se fechavam sobre mim e lá eu recebia os abraços das irmãs queridas que me tinham servido de mães e que ia doravante tomar como modelos de minhas ações. Enfim meus desejos estavam realizados, minha alma sentia uma paz tão suave e tão profunda que me seria impossível exprimi-la e desde os sete anos e meio essa paz íntima permaneceu sendo meu quinhão, não me abandonou no meio das maiores provações. (grifos nossos)

A entrega heróica de Teresinha à vida religiosa coloca-nos diante de uma verdade: nós nascemos para Deus. Não há outro meio ou lugar onde o ser humano encontre a felicidade autêntica senão na realização total da sua vocação cristã. De fato, a maior parte de nós nunca terá a chance de ouvir “as portas da arca sagrada” se fecharem sobre nós, como ouviu Teresinha. Todavia, podemos imitar a sua entrega por meio do cumprimento heróico do nosso estado de vida, fazendo tudo o que está a nosso alcance por amor a Deus e à Igreja.

Para cumprir o seu chamado, Teresinha descobriu um caminho inteiramente novo, uma pequena via, que pode ser igualmente percorrida por cada um de nós. Trata-se de um caminho pelo qual nos tornamos ofertas de amor a Deus nas pequenas coisas do dia a dia.

A “pequena via” de Santa Teresinha é, deveras, uma redescoberta original do Evangelho, o que lhe rendeu o título de “doutor da Igreja”. No resumo de sua tese sobre a espiritualidade da pequena santa, o padre Conrado de Meester fala que esse “novo caminho” nada mais seria que uma resposta a uma “indagação vital” de todo ser humano, motivo pelo qual Teresinha “conseguiu causar um eco na Igreja bastante universal” (2018, p. 74).

Mas como foi que Teresa de Lisieux fez essa descoberta?

Teresinha entrou no Carmelo com apenas 15 anos de idade. Aos 16, seu pai caiu doente, após uma infecção causada pela picada de uma mosca. A doença levou o senhor Luís Martin à demência, a ponto de ele pegar em armas, durante um delírio, para defender as filhas num suposto fronte de guerra. Com medo de um acidente mais grave, a família achou por bem interná-lo numa clínica.

A situação provocou os comentários da cidade, que responsabilizou Teresinha pela doença do pai. É claro que isso causou graves constrangimentos ao coração da pequena santa, de modo que ela foi, aos poucos, descobrindo uma maneira de entregar-se a Deus nesse sofrimento. Após a morte do pai, em 1894, quando tinha ela já 21 anos, Teresinha finalmente entendeu a “pequena via” da santidade, lendo algumas citações bíblicas do Antigo Testamento, que encontrara nas anotações de sua irmã Celina, recém-chegada ao Carmelo. A descoberta foi uma verdadeira eclosão de amor, o passo decisivo para a sua entrada na sétima morada, que ocorreu na festa da Santíssima Trindade, em 1895.

A “pequena via” ajudou Teresinha a entregar-se como verdadeiro holocausto de amor pela salvação das almas. É incrível que, sem jamais ter lido Santo Tomás de Aquino, ela tenha entendido que o que santifica as almas não é a grandiosidade dos atos, mas a intensidade com que cada ação é praticada, de maneira que uma pequena ação pode converter-se numa grande declaração de amor a Jesus e ao próximo.

A intuição de Teresinha levou-a a apresentar-se à misericórdia divina com as mãos vazias. Vendo-se pequena e incapaz de qualquer mérito, olhando para os grandes santos e enxergando a sua miséria, ela simplesmente recorreu ao amor misericordioso de Cristo para que Ele mesmo realizasse a sua santificação. “O elevador que deve elevar-me até o Céu”, dizia Teresinha, “são vossos braços, ó Jesus” (Manuscrito B, 3v).

Na verdade, Teresinha apenas compreendeu que o amor perfeito é o amor misericordioso. Afinal de contas, Deus deseja almas de mãos vazias para que Ele possa derramar-se inteiramente sobre elas. Ele não quer ser obrigado a amar por justiça, a gratificar-nos segundo nossos méritos. Ele quer derramar-se de uma maneira inteiramente gratuita e inesperada, deseja entregar-se totalmente, de modo que Teresinha via que não precisava mais crescer, mas permanecer pequena (cf. Manuscrito B, 3v).

Essa espiritualidade de Teresinha produz a virtude da humildade e da magnanimidade. Colocando-nos humildemente aos pés de Deus, com as mãos vazias, admitimos nossa miséria e incapacidade para todo bem. Por outro lado, confiamos que nossa santificação é obra de um Outro, o qual não pode inspirar desejos irrealizáveis. Por isso, caminhamos na certeza de que Deus nos quer no Céu e, se correspondermos a Sua graça, um dia poderemos contemplá-lo face a face na eternidade.

Como um pequeno passarinho nas mãos de Deus, aproximemo-nos, portanto, da Sua misericórdia para que sejamos tão grandes quanto a humilde Teresinha do Menino Jesus.

 
 
 

Padre Eusébio Nierembergh relata que vivia na cidade de Aragona, na Sicília, uma menina chamada Alexandra. Sendo nobre e muito bonita, Alexandra era muito amada por dois jovens.

Movidos pelo ciúme, esses jovens lutaram um dia e se mataram. Seus parentes enfurecidos, em troca, mataram a pobre jovem como a causa de tantos problemas. Cortaram a cabeça dela e jogaram seus restos mortais em um poço.

Gritos e lamentos eram ouvidos vindos desse poço.

Naquela época Santo Domingo De Gusmão estava pregando e teve um sonho. No sonho a Santíssima Virgem lhe disse:

“Domingos, há uma serva que sempre me honrou com a saudação que libertou a humanidade do pecado. Sua cabeça está decapitada. Ela me honrou com as 150 Ave-Marias (Rosário).”

E continuou: “Confesse-a e dê-lhe a Sagrada Comunhão. Prometi que ninguém morrerá sem receber os Santos Sacramentos se rezasse meu ofício”

Alguns dias depois, São Domingos de Gusmão estava de passagem por aquele lugar e inspirado por Nosso Senhor, aproximou-se do poço e disse: “Alexandra, venha.”. Imediatamente a cabeça da falecida saiu, empoleirada na beira do poço, e pediu à santa para ouvir sua confissão.

Talvez acostumado a fenômenos bizarros, São Domingos ouviu sua confissão e deu a comunhão, na presença de um grande grupo de curiosos que se reuniram para testemunhar o milagre.


Então o santo pediu-lhe para dizer por que ela tinha recebido tal graça. Alexandra respondeu que quando foi decapitada, ela estava em um estado de pecado mortal e teria sido condenada ao inferno. Mas por causa do rosário que ela tinha o hábito de recitar, a Virgem Maria apareceu e preservou sua alma de tormentos intermináveis.

Então aconteceu que por dois dias a cabeça de Alexandra manteve a vida e quando convocada foi fixada na borda do poço, na presença de todos, e então a alma foi para o purgatório.

Mais tarde, Domingos pediu que enterrassem a cabeça da mulher com seus outros restos de seu corpo. Ela estava no purgatório e a virgem lhe prometeu sair de lá muito em breve. Domingos prometeu oferecer-lhe o santo sacrifício da missa para apressar sua partida.

Quinze dias depois, a alma de Alexandra apareceu para São Domingos, linda e radiante como uma estrela. Ela então disse-lhe que uma das principais fontes de alívio para as almas no purgatório é o rosário que é recitado para eles; e que, assim que chegam ao paraíso, rezam por aqueles que lhes aplicam essas orações poderosas.

Dito isto, São Domingos viu aquela alma feliz ascender em triunfo ao reino dos abençoados.

 
 
 

Pouco mais de 500 anos atrás, mais exatamente no dia 20 de maio de 1521, uma segunda-feira de Pentecostes, Santo Inácio de Loyola ganhou uma perna quebrada numa batalha em Pamplona. Desde então ele nunca mais foi o mesmo.

Esta breve história aconteceu pouco mais de 500 anos atrás… Mais exatamente no dia 20 de maio de 1521 — na ocasião, uma segunda-feira de Pentecostes.

A situação era grave. O território de Pamplona tinha sido integrado à Espanha havia pouco tempo, mas agora os franceses cercaram a cidade. Explicar todo o contexto histórico, político e social desse conflito nos levaria muito longe; por isso, limitemo-nos a dizer que estava presente neste dia, comandando as tropas castelhanas contra a invasão francesa, ninguém menos que Inácio de Loyola — até então um homem de armas, pessoa de confiança do reino, fidalgo ilustre com sonhos de heroísmo cavaleiresco.

O exército francês inicia o ataque. Nas trincheiras, do outro lado, está Inácio. Com palavras e com o próprio exemplo, ele anima seus companheiros a lutar com valor.

Os inimigos avançam. Inácio combate-os à medida que vão se apresentando. As armas de guerra francesas são potentes, mas Inácio não recua: faz cair um por um seus adversários, formando à frente de si uma cova de cadáveres.

A artilharia inimiga, no entanto, aumenta suas investidas e, por um flanco aberto na muralha de homens, uma lasca de pedra fere Inácio na perna esquerda; depois, uma bala de canhão lhe atinge de ricochete a perna direita, que se quebra.

É demais para Inácio, que cai no meio de seus soldados.


“Inácio é ferido na Batalha de Pamplona”, por Albert Chevallier-Tayler.

Vendo a queda do chefe, seus companheiros depõem as armas e se rendem. Inácio é feito prisioneiro, mas os franceses o respeitam pela valentia e coragem: mandam que um médico conserte sua perna e em pouco tempo o põem em liberdade.

Ao chegar no castelo onde morava, no entanto, Inácio descobre que sua perna havia sido “mal curada”. Para que não ficasse defeituoso por toda a vida, era preciso que lhe fosse quebrada a perna de novo, numa operação longa e sem anestésicos.

Inácio aceita.

Alguns dias depois da operação, porém, a perna volta a dar maus sinais. Como consequência da recuperação, uma acaba ficando maior do que a outra. Inácio não se resigna. Não quer ficar coxo. Indo contra todas as recomendações médicas, pede que lhe serrem a perna e tentem mais uma vez resolver seu problema: “Custe o que custar, não quero ficar disforme nem enfermo”.

Inácio conta trinta anos à época; está no auge da idade e das forças físicas; não pode simplesmente renunciar, sem mais, “à corte, à guerra, a tudo o que constitui o prazer e a glória da vida”. Sabe que o tratamento lhe significará alguns meses de cama, mas não quer saber. Às vezes, é preciso fazer algum “sacrifício à elegância”.

É nesta circunstância, acamado e sem nada para fazer, que Inácio pede a um criado que lhe traga alguns livros, com os quais possa se entreter e passar o tempo. “Romances de cavalaria!”, era a sua ordem, taxativa. (Bastante apropriados, convenhamos, para o gênero de vida a que aspirava nosso cavaleiro.)

Daí a pouco o pobre criado volta, trazendo consigo tudo o que conseguira encontrar: uma vida de Cristo e um livro contando a vida dos santos. Inácio esbraveja: “Como! Peço-te um romance e trazes-me livros de devoção? Estás doido!

Mas não há mesmo mais nada pela casa. O criado tinha vasculhado onde podia, e até mesmo tentara, em vão, um empréstimo. Inácio teria de se contentar com as “carolices” que tinha em mãos. — Se é a única forma de fugir ao tédio, então, que seja!


“Inácio se recupera em Loyola”, por Albert Chevallier-Tayler.

É nesse momento que a vida de Inácio sofre uma reviravolta. Ao entrar em contato com aquelas biografias extraordinárias, ele vê o quão estúpido estava sendo em fazer sacrifícios pelas coisas deste mundo e visar felicidades passageiras nesta vida — enquanto os santos, por se entregar a Deus, eram recompensados com uma felicidade infinita, no céu, que ninguém lhes poderia roubar.

Inácio se tornou outro a partir daquele dia. Mas que dores atrozes não precisou enfrentar antes para ter o seu coração transformado por Deus! Que cruz ele não precisou carregar primeiro, até encontrar a sua ressurreição!

Não precisamos chegar ao ponto de dizer que Deus “quebrou as pernas” deste grande santo da Igreja (por mais apropriada que nos pareça a metáfora); digamos simplesmente que Deus é o “divino Aproveitador” — como gosta de o chamar o Padre Paulo Ricardo —, pois se serve das mais variadas circunstâncias de nossa vida para nos atrair até Ele.

Quanto a você, qual é a sua “perna quebrada”? É uma enfermidade física, como a que acometeu Inácio? É uma decepção profissional, como a que teve Santo Afonso de Ligório? É a morte de uma pessoa, como aconteceu com São Francisco de Borja?

Seja qual for a sua resposta, o sofrimento ou a provação que estiver passando, saiba: assim como aconteceu com Santo Inácio de Loyola, Deus tem um plano para a sua vida e, talvez, esta circunstância que você vê como um grande “desgraça”, na verdade, é a ocasião que Ele escolheu, desde toda a eternidade, para visitar você e começar o caminho da sua santificação.

Fonte: padrepauloricardo.org

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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