top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Visitará San Giovanni Rotondo em 21 de junho

ROMA, quarta-feira, 27 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O programa da visita que Bento XVI realizará a San Giovanni Rotondo em 21 de junho para percorrer os lugares nos quais viveu o Pe. Pio de Pietrelcina já está definido. O anúncio foi realizado após a visita de uma delegação da prefeitura da Casa Pontifícia e de uma delegação da Guarda Vaticana.

A primeira delegação estava composta pelo prefeito e pelo regente, Dom James M. Harvey e Dom Paolo De Nicolo respectivamente, e pelo Pe. Leonardo Sapienza; e a segunda estava guiada pelo Dr. Domenico Giani.

Segundo informaram os Frades Menores Capuchinhos da província religiosa “Santo Ângelo e Padre Pio”, o Santo Padre sairá de helicóptero do Vaticano às 8h e aterrissará às 9h15 no campo esportivo “Antonio Massa” de San Giovanni Rotondo.

Depois chegará de papamóvel ao Santuário Santa Maria da Graça, às 9h35, percorrendo as principais ruas de San Giovanni Rotondo, acompanhado por Dom Domenico Umberto De Ambrosio, arcebispo Metropolitano de Lecce.

Na praça do Santuário, receberá a saudação do prefeito de San Giovanni Rotondo, Gennaro Giuliani.

No interior, será acolhido por Fr. Mauro Johri, ministro geral da ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pelos Fr. Aldo Broccato, Carlo Laborde e Francesco Dileo e pela fraternidade dos Frades Menores Capuchinhos de San Giovanni Rotondo.

Após deter-se em adoração diante do Santíssimo Sacramento, o Santo Padre visitará a cela número 1 do convento, onde o Pe. Pio faleceu.

Depois descerá à cripta para rezar diante do corpo do santo. Na cripta, só a fraternidade dos Frades Menores Capuchinhos compartilhará esse momento com o Papa.

Bento XVI acenderá duas lâmpadas diante da urna, como símbolo das visitas apostólicas dos dois últimos pontífices.

Já na sacristia, o Papa se revestirá com os ornamentos litúrgicos e se dirigirá de papamóvel à praça da igreja de São Pio de Pietrelcina, atravessando a praça de Santa Maria da Graça.

Às 10h15, presidirá a solene concelebração eucarística, ao início da qual será saudado por Dom Ambrósio.

Ao finalizar a Missa, o Santo Padre rezará a oração mariana do Ângelus no mesmo lugar.

À tarde, às 16h45, o pontífice terá um encontro com os dirigentes, funcionários e pacientes do hospital “Casa Alívio do Sofrimento”.

Antes de seu discurso, receberá a saudação de Dom Ambrosio, presidente da Casa Alivio do Sofrimento, do diretor geral e de um enfermo.

Pouco depois, também de papa-móvel, ele se dirigirá à igreja de São Pio de Pietrelcina, onde, às 17h30, terá um encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e jovens.

Após o encontro, o Santo Padre voltará de papamóvel, seguindo o mesmo percurso da ida, ao estádio municipal “Antonio Massa”, de onde partirá de helicóptero às 18h15 para aterrissar no Vaticano às 19h30.

Para garantir um acesso ordenado ao lugar da celebração eucarística e dos encontros do Santo Padre, organizou-se um sistema de reservas com a emissão de convites gratuitos.

Para isso, ativou-se uma central telefônica com o número 0882 417300, onde se atenderão ligações das 9h às 12h e das 16h às 19h.

Também podem ser solicitados convites por fax, no número 0882 417377 e por correio eletrônico, no endereço visitapapa@santuariopadrepio.it

Aos que anunciarem sua presença, será dado um passe (que deverão mostrar no pára-brisa de seu carro) que lhes permitirá ter acesso de carro a uma área reservada da localidade Pozzo cavo.

Deste estacionamento sairá um serviço de transporte que levará os peregrinos ao Anfiteatro, de onde se pode chegar caminhando ao Santuário.

As pessoas que quiserem chegar à área da celebração e dos encontros poderão seguir um caminho bem assinalado.

Quem quiser participar da celebração eucarística poderá ter acesso ao recinto da igreja de 6h30 a 8h30.

A igreja Santa Maria da Graça, inclusive a cripta, e a igreja São Pio de Pietrelcina permanecerão fechadas desde a tarde de 20 de junho.

O Santuário e a cripta se reabrirão à visita dos fiéis imediatamente após a saída do Papa (por volta das 18h30).

Para ter acesso à cripta, serão habilitadas duas entradas: a porta norte, junto à via Padre Pio, e a entrada que há junto à porta da igreja antiga. Para esse dia não será necessária a reserva.

Os organizadores destacaram que ninguém está autorizado a pedir dinheiro (exceto pelos gastos eventuais de envio a cargo do destinatário), nem pelos convites nem pelo acesso de carro ou ônibus, que será gratuito.

 
 
 

Seguindo a vida e obra de Ambrósio Autpert, monge do século VIII

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de abril de 2009 (ZENIT.org).- O Papa explicou nesta quarta-feira, durante a audiência geral com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, que a atual crise econômica mundial «nasceu da raiz da cobiça».

O Papa quis mostrar assim a atualidade da mensagem do monge e escritor cristão Ambrósio Autpert, que viveu no século VIII e que escreveu um tratado sobre a cobiça, no qual mostra que esta é a base dos vícios que combatem na alma humana.

À cobiça Autpert «opunha o desprezo do mundo», que «não é um desprezo da criação, da beleza e da bondade da criação e do Criador, mas um desprezo da falsa visão do mundo, apresentada e insinuada pela cobiça», explicou o Papa aos presentes.

«Esta insinua que o ‘ter’ seria o sumo valor de nosso ser, de nosso viver no mundo, parecendo importante. E assim falsifica a criação do mundo e destrói o mundo», acrescentou.

O Pontífice advertiu que estas palavras, «à luz da presente crise econômica mundial, revelam toda a sua atualidade. Vemos que precisamente esta crise nasceu a partir desta raiz da cobiça».

«Mas também, para o homem deste mundo, também para o rico, vale o dever de combater contra a cobiça, contra o desejo de possuir, de aparecer, contra o falso conceito de liberdade como faculdade de dispor de tudo segundo o próprio arbítrio. Também o rico deve encontrar o autêntico caminho da verdade, do amor e, assim, da vida reta», acrescentou o Papa, resumindo a mensagem deste monge medieval.

O rosto da Igreja

Seguindo com seu longo ciclo de catequeses sobre escritores cristãos do primeiro milênio da história da Igreja, o Papa se deteve hoje neste pouco conhecido monge de origem provençal, de quem afirmou que soube descobrir o «verdadeiro rosto da Igreja».

«A Igreja vive nas pessoas, e quem quer conhecer a Igreja, compreender seu mistério, deve considerar as pessoas que viveram e vivem sua mensagem, seu mistério. Por isso falo há tanto tempo, nas catequeses da quarta-feira, de pessoas das quais podemos aprender o que é a Igreja», explicou.

O Papa explicou brevemente a vida deste monge, que viveu como secular na corte carolíngia como preceptor de Carlos Magno, e que ingressou no mosteiro beneditino de São Vicente de Volturno (perto de Nápoles).

Autpert foi um escritor prolífico, cujas obras se atribuíram a outros grandes escritores, entre eles Santo Ambrósio de Milão e Santo Ildefonso.

As intrigas de seu tempo e os partidos políticos em que se dividia a própria comunidade monacal foram a causa de sua saída e seguramente de sua morte repentina, provavelmente assassinado, enquanto ia a Roma, chamado pelo Papa, para atuar como testemunha em um processo contra o abade da comunidade, o lombardo Poton.

«Ambrósio Autpert foi monge e abade em uma época marcada por fortes tensões políticas, que repercutiam também na vida interna dos mosteiros», explicou o Papa. Contudo, soube descobrir o «mistério da Igreja», refletido na Virgem Maria.

Baseando-se em sua obra principal, o comentário ao Apocalipse, Bento XVI explicou que Ambrósio Autpert «não se interessa tanto pela segunda vinda de Cristo ao final dos tempos, mas às consequências que se derivam de sua primeira vinda para a Igreja do presente, a encarnação no seio da Virgem Maria».

«No contexto da dimensão mística que pertence a todo cristão, ele considera Maria como modelo da Igreja, modelo para todos nós, porque também em nós e entre nós deve nascer Cristo.»

«Sua grande veneração e seu profundo amor pela Mãe de Deus lhe inspiram às vezes formulações que de alguma forma antecipam as de São Bernardo e da mística franciscana, sem desviar-se a formas discutíveis de sentimentalismo, porque ele não separa nunca a Maria do mistério da Igreja», acrescentou o Papa, qualificando Ambrósio Autpert como «o primeiro grande mariólogo do Ocidente».

Bento XVI concluiu sua catequese propondo o exemplo deste monge, que viveu «em um tempo de forte instrumentalização política da Igreja, na qual o nacionalismo e o tribalismo havia desfigurado o rosto da Igreja».

Apesar disso, «ele, em meio a todas estas dificuldades que conhecemos, soube descobrir o verdadeiro rosto da Igreja em Maria, nos santos. E soube assim entender o que quer dizer ser católico, ser cristão, viver da Palavra de Deus, entrar neste abismo, e assim viver o mistério da Mãe de Deus: dar novamente vida à Palavra de Deus, oferecer à Palavra de Deus a própria carne no tempo presente», acrescentou.

 
 
 

Por Papa Bento XVI Fonte: Vaticano

Caros irmãos e irmãs

Na série de catequeses sobre os Padres da Igreja, hoje gostaria de falar de uma figura pouco conhecida: Romano, o Melodista, nascido por volta de 490 em Emesa (hoje, Homs), na Síria. Teólogo, poeta e compositor, pertence à grande plêiade de teólogos que transformaram a teologia em poesia. Pensemos no seu compatriota, Santo Efrém da Síria, que viveu duzentos anos antes dele. Mas pensemos também em teólogos do Ocidente, como Santo Ambrósio, cujos hinos ainda hoje fazem parte da nossa liturgia e sensibilizam também o coração; ou num teólogo, num pensador de grande vigor como S. Tomás, que nos transmitiu os hinos da festa do Corpus Christi de amanhã; pensemos em São João da Cruz e em muitos outros. A fé é amor, e por isso cria poesia e música. A fé é alegria, e por isso cria beleza.

Assim Romano, o Melodista, é um deles, um poeta e compositor teólogo. Tendo aprendido os primeiros rudimentos de cultura grega e síria na sua cidade natal, ele transferiu-se para Berito (Beirute), aperfeiçoando aí a educação clássica e os conhecimentos rectóricos. Tendo sido ordenado diácono permanente (515 ca.), ali foi pregador durante três anos. Em seguida, transferiu-se para Constantinopla por volta do final do reino de Anastácio I (518 ca.) e ali estabeleceu-se no mosteiro, junto da igreja da Theotókos, a Mãe de Deus. Aí teve lugar o episódio-chave da sua vida: o Sinaxário informa-nos sobre a aparição em sonho da Mãe de Deus e sobre o dom do carisma poético. Com efeito, Maria obrigou-o a engolir uma folha enrolada. Quando acordou na manhã do dia seguinte era a festa da Natividade do Senhor Romano começou a declamar do ambão: “Hoje, a Virgem dá à luz o Transcendente” (Hino “Sobre a Natividade” I. Proémio). Assim, tornou-se homiliasta-cantor até à sua morte (depois de 555).

Romano permanece na história como um dos mais representativos autores de hinos litúrgicos. Nessa época, para os fiéis a homilia era praticamente a única ocasião de educação catequética. Assim, Romano apresenta-se como testemunha eminente do sentimento religioso da sua época, mas também de um modo vivaz e original de catequese. Através das suas composições, podemos dar-nos conta da criatividade do pensamento teológico, da estética e da hinografia sagrada daquela época. O lugar em que Romano pregava era um santuário da periferia de Constantinopla: ele subia ao ambão, posto no centro da igreja, e falava à comunidade recorrendo a uma encenação bastante dispendiosa: utilizava representações murais ou ícones dispostos sobre o ambão e recorria também ao diálogo. As suas homilias eram métricas cantadas, chamadas “kontáki” (kontákia). Parece que o termo kontákion, “pequena vara”, se refere à pequena haste ao redor da qual se envolvia o rolo de um manuscrito litúrgico ou de outro tipo. Os kontákia que chegaram até nós sob o nome de Romano são oitenta e nove, mas a tradição atribui-lhe mil.

Em Romano, cada kontákion é composto de estrofes, sobretudo de dezoito a vinte e quatro, com igual número de sílabas, estruturadas segundo o modelo da primeira estrofe (irmo); os acentos rítmicos dos versos de todas as estrofes modelam-se segundo os acentos do irmo. Cada estrofe termina com um estribilho (efimnio), de resto idêntico para criar a unidade poética. Além disso, as iniciais de cada uma das estrofes indicam o nome do autor (acróstico), muitas vezes precedido do adjectivo “humilde”. Uma prece em relação aos gestos celebrados ou evocados conclui o hino. Quando terminava a leitura bíblica, Romano cantava o Proémio, sobretudo em forma de oração ou de súplica. Assim, anunciava o tema da homilia e explicava o estribilho a repetir em coro no final de cada uma das estrofes, por ele declamada com cadência em voz alta.

Um exemplo significativo é-nos oferecido pelo kontákion para a Sexta-Feira da Paixão: é um diálogo dramático entre Maria e o Filho, que se desenvolve no caminho da cruz. Maria diz: “Aonde vais, Filho? Por que percorres tão rapidamente o percurso da tua vida? / Jamais teria acreditado, ó Filho, que te veria nesta condição, / e nunca teria imaginado que a tal ponto de furor chegariam os ímpios / de lançar as mãos sobre ti, contra toda a injustiça”. Jesus responde: “Por que choras, minha Mãe? […] Não deveria eu padecer? Não deveria morrer? / Então, como poderia salvar Adão?”. O Filho de Maria consola a Mãe, mas exorta-a ao seu papel na história da salvação: “Depõe portanto, Mãe, depõe a tua dor: / não te corresponde o gemer, porque foste chamada “cheia de graça”” (Maria aos pés da cruz, 1-2; 4-5). Depois, no hino sobre o sacrifício de Abraão, Sara reserva a si a decisão sobre a vida de Isaac. Abraão diz: “Quando Sara ouvir, meu Senhor, todas as tuas palavras, / conhecendo esta tua vontade, ela dir-me-á: / Se aquele que no-lo concedeu volta a tomá-lo, por que no-lo deu? / […] Tu, ó sentinela, deixa-me o meu filho, / e quando aquele que te chamou o quiser, terá que dizê-lo a mim” (O sacrifício de Abraão, 7).

Romano não adopta o solene grego bizantino da corte, mas um grego simples, próximo à linguagem do povo. Aqui, gostaria de citar um exemplo do seu modo vivaz e muito pessoal de falar do Senhor Jesus: chama-lhe “fonte que não arde e luz contra as trevas”, e diz: “Ouso ter-te na mão como uma lâmpada; / com efeito, quem leva uma candeia no meio dos homens é iluminado sem arder. / Ilumina-me, pois, Tu que és a Lâmpada inextinguível” (A Apresentação, ou Festa do Encontro, 8). A força de convicção das suas pregações fundava-se na grande coerência entre as suas palavras e a sua vida. Numa oração, ele diz: “Torna clara a minha língua, meu Salvador, abre a minha boca / e, depois de a ter enchido, trespassa o meu coração, para que o meu gesto / seja coerente com as minhas palavras” (Missão dos Apóstolos, 2).

Agora, analisemos alguns dos seus temas principais. Um tema fundamental da sua pregação é a unidade da acção de Deus na história, a unidade entre criação e história da salvação, a unidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Outro tema importante é a pneumatologia, ou seja, a doutrina sobre o Espírito Santo. Na Festa do Pentecostes, ele ressalta a continuidade que existe entre Cristo que subiu ao céu e os Apóstolos, ou seja, a Igreja, enquanto exalta a sua acção missionária no mundo: “[…] com virtude divina conquistaram todos os homens; / tomaram a cruz de Cristo como uma caneta, / utilizaram as palavras como redes e, com elas, pescaram o mundo, / tiveram o Verbo como anzol afiado, / como isca tornou-se para eles / a carne do Soberano do universo” (O Pentecostes, 2; 18).

Outro tema central é, naturalmente, a cristologia. Ele não entra no problema dos conceitos difíceis da teologia, tão debatidos naquela época, e que também muito dilaceraram a unidade não só entre os teólogos, mas também entre os cristãos na Igreja. Ele prega uma cristologia simples mas fundamental, a cristologia dos grandes Concílios. Mas sobretudo, está próximo da piedade popular de resto, os conceitos dos Concílios nasceram da piedade popular e do conhecimento do coração cristão e assim Romano sublinha o facto de que Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e sendo verdadeiro Homem-Deus, é uma só pessoa, a síntese entre a criação e o Criador: nas suas palavras humanas, ouvimos falar o próprio Verbo de Deus. “Era homem diz Cristo, mas também era Deus, / porém não dividido em dois: é Um só, Filho de um Pai que é Um só” (A Paixão, 19). Quanto à mariologia, grato à Virgem pelo dom do carisma poético, Romano recorda-a no final de quase todos os hinos e dedica-lhe os seus kontáki mais lindos: Natividade, Anunciação, Maternidade divina e Nova Eva.

Enfim, os ensinamentos morais referem-se ao juízo final (As dez virgens, [II]). Ele conduz-nos para este momento da verdade da nossa vida, do confronto com o Juiz justo, e por isso exorta à conversão na penitência e no jejum. De modo positivo, o cristão deve praticar a caridade, a esmola. Ele acentua o primado da caridade sobre a continência em dois hinos, as Bodas de Caná e as Dez virgens. A caridade é a maior das virtudes: “[…] dez virgens possuíam a virtude da virgindade intacta, /mas para cinco delas o árduo exercício não deu fruto. / As outras brilharam pelas lâmpadas do amor pela humanidade, / e foi por isso que o esposo as convidou” (As dez virgens, 1).

Humanidade palpitante, ardor de fé e profunda humildade permeiam os cantos de Romano, o Melodista. Este grande poeta e compositor recorda-nos todo o tesouro da cultura cristã, nascida da fé, nascida do coração que se encontrou com Cristo, com o Filho de Deus. Deste contacto do coração com a Verdade que é Amor nasce a cultura, nasceu toda a grande cultura cristã. E se a fé permanecer viva, também esta herança cultural não morrerá, mas permanecerá viva e presente. Os ícones falam também hoje ao coração dos fiéis, não são realidades do passado. As catedrais não são monumentos medievais, mas casas de vida, onde nos sentimos “em casa”: encontramo-nos com Deus e encontramo-nos uns com os outros. Nem sequer a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do “passado”, mas permanecerá viva e presente. E se a fé for viva, também hoje poderemos responder ao imperativo que se reitera sempre de novo nos Salmos: “Cantai ao Senhor um cântico novo”. Criatividade, invocação, canto novo, cultura nova e presença de toda a herança cultural na vitalidade da fé não se excluem, mas são uma única realidade; são presença da beleza de Deus e da alegria de ser seus filhos.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis