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VATICANO, 20 Out. 09 / 11:57 am (

ACI).- Autoridades vaticanas anunciaram esta manhã a próxima publicação de uma Constituição Apostólica para responder aos “numerosos” pedidos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam ingressar na Igreja Católica em comunhão plena.

Embora as autoridades não anteciparam cifras, sabe-se que um dos grupos que pediu dar este passo é a Comunhão Anglicana Tradicional, que conta com ao menos 400 mil pessoas, constituindo o maior grupo de anglicanos da história a ingressar na Igreja Católica.

Em uma conferência de imprensa celebrada esta manhã, o Cardeal Joseph Llevada, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, explicou que a constituição “representa uma resposta necessária a um fenômeno mundial” e oferecerá um “modelo canônico único para a Igreja universal regulável a diversas situações locais, e em sua aplicação universal, eqüitativa para os ex-anglicanos”.

O modelo prevê a possibilidade da ordenação de clérigos casados ex-anglicanos, como sacerdotes católicos e esclarece que estes não poderiam ser ordenados bispos.

O Cardeal Llevada explicou que no documento “o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê a uma reunião corporativa através da instituição de Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos fiéis ex-anglicanos entrar na plena comunhão com a Igreja católica, conservando ao mesmo tempo elementos do especifico patrimônio espiritual e litúrgico anglicano”.

“A atenção e a guia pastoral para estes grupos de fiéis ex-anglicanos será assegurada por um Ordinariato Pessoal, do qual o Ordinário será habitualmente nomeado pelo clero ex-anglicano”, indicou o Cardeal, quem assinalou que ao menos uma vintena de bispos anglicanos solicitaram ingressar na Igreja Católica.

Do mesmo modo, explicou que a nova estrutura “está em consonância com o compromisso no diálogo ecumênico” e reiterou que “a iniciativa provém de vários grupos de anglicanos que declararam que compartilham a fé católica comum, como expressa o Catecismo da Igreja Católica, e que aceitam o ministério petrino como um elemento querido por Cristo para a Igreja. Para eles chegou o tempo de expressar esta união implícita em uma forma visível de plena comunhão”.

O Cardeal Llevada sublinhou que “Bento XVI espera que o clero e os fiéis anglicanos desejosos da união com a Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições anglicanas que são preciosas para eles e de acordo com a fé católica”.

“Assim que expressam em um modo distinto a fé professada usualmente, estas tradições são um dom que deverá ser compartilhado na Igreja universal. A união com a Igreja não exige a uniformidade que ignora as diversidades culturais, como demonstra a história do cristianismo. Além disso, as numerosas e diversas tradições hoje presentes na Igreja Católica estão todas enraizadas no princípio formulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Um só Senhor, uma só fé, um só batismo’”, adicionou.

Finalmente, recordou que “nossa comunhão se reforçou por diversidades legítimas como estas, e estamos contentes de que estes homens e mulheres ofereçam suas contribuições particulares a nossa vida de fé comum”.

Em uma declaração conjunta, os arcebispos de Westminster e Canterbury, respectivamente Vincent Gerard Nichols e Rowan Williams, afirmam que o anúncio da Constituição Apostólica “acaba com um período de incerteza para os grupos que nutriam esperanças de novas formas para alcançar a unidade com a Igreja Católica”.

“Agora é a vez dos que cursaram petições desse tipo à Santa Sé responderem à Constituição Apostólica”, que é “conseqüência do diálogo ecumênico entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana”, indicaram.

Dom Augustine DiNoia, que colaborou na redação da nova estrutura, recordou que “estivemos durante 40 anos a favor da unidade. As orações encontraram respostas que não antecipamos”.

Para o Arcebispo, ocorreu um “giro tremendo” no movimento ecumênico e rechaçou as acusações de quem chama de “dissidentes” a estes anglicanos. “Eles estão assentindo ao obrar do Espírito Santo para estar em união com Pedro, com a Igreja Católica”, precisou.

Dom DiNoia explicou que ainda se trabalha nos detalhes técnicos e estes Ordinariatos Pessoais poderiam sofrer variações em sua forma final. Os detalhes completos da Constituição Apostólica serão publicados em algumas semanas.

 
 
 

Congregação para a Doutrina da Fé anuncia nova Constituição Apostólica com disposições sobre o ingresso de Anglicanos na Igreja Católica. Abaixo, a íntegra da declaração [tradução não-oficial]:

Com a preparação de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram submetidos à Santa Sé de grupos de clérigos e fiéis Anglicanos em diferentes partes do mundo que desejam entrar em plena comunhão visível.

Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê tal reunião corporativa ao estabelecer Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos antigos Anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do distintivo patrimônio espiritual e litúrgico Anglicano. Conforme os termos da Constituição Apostólica, a vigilância e o governo pastoral para tais grupos de fiéis já Anglicanos serão asseguradas através de um Ordinariato Pessoal, cujo Ordinário será habitualmente indicado entre o antigo clero Anglicano.

A vindoura Constituição Apostólica concede uma razoável e mesmo necessária resposta a um fenômeno mundial, ao oferecer um único modelo canônico para a Igreja universal que é adaptável a várias situações locais e justo aos antigos Anglicanos em sua aplicação universal. Ela provê a ordenação como padres Católicos do clero casado anteriormente Anglicano. Razões históricas e ecumênicas impedem a ordenação de homens casados como bispos tanto na Igreja Católica como Ortodoxa. A Constituição estipula, então, que o  Ordinário seja um padre ou um bispo não casado. Os seminaristas no Ordinariato deverão ser preparados ao lado de outros seminaristas Católicos, embora o Ordinariato possa estabelecer uma casa de formação para responder às necessidades particulares de formação no patrimônio Anglicano. Desta maneira, a Constituição Apostólica procura, por um lado, equilibrar a preocupação de preservar o digno patrimônio litúrgico e espiritual Anglicano, e, por outro, a preocupação de que estes grupos e seu clero sejam integrados à Igreja Católica.

O Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou esta disposição, disse: “Tentamos ir ao encontro dos pedidos por uma plena comunhão que nos últimos anos nos chegaram de Anglicanos de diferentes partes do mundo de maneira uniforme e equitativa. Com esta proposta a Igreja quer responder às legítimas aspirações destes grupos Anglicanos por unidade plena e visível com o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro”.

Estes Ordinariatos Pessoais serão formados, segundo as necessidades, mediante prévia consulta às Conferências Episcopais, e sua estrutura serão similares de certo modo àquela dos Ordinariatos Militares que foram estabelecidos na maioria dos países para prover cuidado pastoral aos membros das forças armadas e seus dependentes pelo mundo. “Aqueles Anglicanos que se aproximaram da Santa Sé deixaram claro seu desejo por plena e visível unidade na una, santa, católica e apostólica Igreja. Ao mesmo tempo, eles nos expressaram a importância de suas tradições de espiritualidade e culto Anglicanos para sua jornada de fé”, disse o Cardeal Levada.

A provisão desta nova estrutura é consistente com o empenho no diálogo ecumênimo, que continua sendo a prioridade para a Igreja Católica, particularmente através dos esforços do Conselho Pontíficio para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “A iniciativa surgiu de um número de diferentes grupos de Anglicanos”, continou o Cardeal Levada: “Eles declararam que partilham a fé Católica comum como é expressa no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério Petrino como algo desejado por Cristo à Igreja. Para eles, chegou o tempo de expressar esta unidade implícita na forma visível da plena comunhão”.

Segundo Levada, “É a esperança do Santo Padre, o Papa Bento XVI, que o clero e os fiéis Anglicanos que desejam se unir à Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições Anglicanas preciosas a eles e consistentes com a fé Católica. Enquanto estas tradições expressam de maneira diferente a fé  comum que é professada, elas são um dom a ser partilhado na Igreja universal. A unidade da Igreja não requer uma uniformidade que ignora diversidades culturais, como a história da Cristianismo mostra. Ademais, as diversas tradições presentes na Igreja Católica atualmente são todas enraizadas no princípio articulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo’ (4:5). Nossa comunhão é, portanto, fortalecida por tais diversidades legítimas, e portanto estamos felizes que estes homens e mulheres tragam consigo suas contribuições particulares para a nossa vida comum de fé”.

Informações contextuais.

Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a Igreja da Inglaterra independente da autoridade Papal, a Igreja da Inglaterra criou suas próprias confissões doutrinais, livros litúrgicos e práticas pastorais, frequentemente incorporando idéias da Reforma no continente Europeu. A expansão do Império Britânico, junto do trabalho missionário Anglicano, finalmente deu surgimento à Comunhão Anglicana em nível mundial.

No curso de mais de 450 anos de sua história, a questão da reunificação dos Anglicanos e Católicos nunca foram esquecidas. Na metade do século XIX, o movimento de Oxford (na Inglaterra) mostrou um renovado interesse nos aspectos Católicos do Anglicanismo. No início do século XX, o Cardeal Mercier, da Bélgica, entrou em conversações públicas com Anglicanos para explorar a possibilidade de união com a Igreja Católica sob a bandeira de um Anglicanismo “reunido, mas não absorvido”.

Posteriormente, no Concílio Vaticano Segundo a esperança por união foi nutrida quando o Decreto sobre Ecumenismo (n.13), referindo-se às comunhões separadas da Igreja Católica na época da Reforma, afirmou que: “Entre aquelas nas quais as tradições e instituições Católicas continuam em parte a existir, a Comunhão Anglicana ocupa lugar especial”.

Desde o Concílio, as relações entre Anglicanos e Católicos criaram um maior clima de mútuo entendimento e cooperação. A Anglican-Roman Catholic International Commission (ARCIC) produziu uma série de declarações doutrinais no curso dos anos na esperança de criar as bases para a unidade plena e visível. Para muitos em ambas comunhões, as declarações da ARCIC foram um veículo no qual uma expressão de fé comum pôde ser reconhecida.  É neste contexto que esta nova disposição deve ser vista.

Nos anos depois do Concílio, alguns Anglicanos abandonaram sua tradições de conferir as Sagradas Ordens apenas a homens ao convocar mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, alguns seguimentos da Comunhão Anglicana se afastaram do ensinamento bíblico comum sobre a sexualidade humana — já claramente afirmado no documento da ARCIC “Life in Christ” — pela ordenação de clérigos abertamente homossexuais e pela benção de uniões homossexuais. Ao mesmo tempo, enquanto a Comunhão Anglicana encara estes novos e difíceis desafios, a Igreja Católica permanece plenamente empenhada em continuar o compromisso ecumênico com a Comunhão Anglicana, particularmente através dos esforços do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Neste ínterim, muitos Anglicanos individualmente entraram em plena comunhão com a Igreja Católica. Às vezes, houve grupos de Anglicanos que entraram enquanto preservaram alguma estrutura “corporativa”. São exemplos deste ingresso a diocese Anglicana de Amritsar, Índia, e algumas paróquias individuais nos Estados Unidos, que mantiveram uma identidade Anglicana ao ingressar na Igreja Católica por uma “provisão pastoral” adotada pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa João Paulo II em 1982. Nestes casos, a Igreja Católica frequentemente dispensou das exigências de celibato para permitir àqueles clérigos Anglicanos casados que desejassem continuar seus serviços ministeriais como padres Católicos serem ordenados na Igreja Católica.

À luz destes desenvolvimentos, os Ordinariatos Pessoais estabelecidos pela Constituição Apostólica podem ser vistos como outro passo em direção à realização das aspirações por plena e visível união na Igreja de Cristo, um dos principais objetivos do movimento ecumênico.

Fonte: Versão inglesa do Comunicado disponível no Bollettino.

 
 
 

Líderes da Grã-Bretanha alertam sobre perdas dos valores comuns

Por Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 12 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O declínio do cristianismo e dos valores morais, em geral, está atingindo a Grã-Bretanha. Enquanto o número de fiéis tem decrescido há já algum tempo, alertas sobre a situação começam a vir de todos os lados.

A Grã-Bretanha já não é uma nação cristã, afirmou o bispo anglicano Paul Richardson, em um artigo publicado em 27 de junho no jornal Sunday Telegraph.

O prelado anglicano também foi crítico com seus colegas bispos por não compreenderem quão grave é a mudança na cultura contemporânea e por sua falta de ação em lidar com esta grave crise de fé.

Apenas cerca de 1% dos anglicanos frequentam cerimônias religiosas aos domingos, em média, de acordo com Richardson. “Neste ritmo, é difícil ver a Igreja sobrevivendo por mais de 30 anos, embora alguns de seus líderes estejam preparados para enfrentar essa possibilidade”, advertiu.

Ele observou também que, de cada 1.000 nascidos na Inglaterra e no País de Gales, no período 2006-2007, apenas 128 foram batizados como anglicanos. Em 1900, o número de batizados era de 609 para 1.000.

Apenas um dia antes, no jornal The Times, Rabbi Sir Jonathan Sacks, rabino chefe da Congregação das Nações da União Hebraica, lamentou a falta de um código moral partilhado na Grã-Bretanha.

Refletindo sobre a atual crise financeira e as recentes revelações de escândalos sobre despesas parlamentares, ele comentou que estes e outros problemas levaram a uma perda de confiança na sociedade.

Existe um problema essencial, porém, que é muito mais grave, ele disse: a perda do sentido tradicional da moralidade.

Somos muito morais, em alguns aspectos, tais como a pobreza mundial e o aquecimento global, o rabino sustentou, mas estes são problemas remotos e globais. Sacks declarou que, quando se trata de assuntos mais próximos de nossas próprias vidas, perdemos o nosso senso de certo e errado sobre o comportamento pessoal.

Não se trata de atuar sobre os sintomas com mais leis e sistemas de vigilância. “Sem um código moral compartilhado, não pode haver sociedade livre”, argumentou Sacks.

Quem é esse?

Duas recentes pesquisas confirmam das advertências dos líderes religiosos. Um estudo realizado pela Penguin Books, embora em conjunto com uma promoção de um recente livro sobre o tema, diz que quase dois terços dos adolescentes não acreditam em Deus.

Segundo matéria de 22 junho do jornal Telegraph, a amostra com 1.000 adolescentes evidenciou que 59% consideram que a religião tem uma influência negativa sobre o mundo.

A pesquisa também revelou que a metade dos entrevistados nunca rezou e 16% nunca foram à igreja.

Uma semana depois, o jornal Independent publicou os resultados de uma pesquisa sobre conhecimentos bíblicos. O artigo de 29 de junho relatou que muitos são ignorantes sobre as histórias e as pessoas que são fundamentais para a história do cristianismo.

Segundo os resultados preliminares da Pesquisa de Alfabetização Nacional Bíblica, realizada pelo St. John’s College Durham, menos de 10% das pessoas compreendiam os principais personagens da Bíblia e sua relevância.

Cerca de 60% não sabiam da história do Bom Samaritano; figuras como Abraão e José também eram desconhecidas para muitos estrangeiros.

Segundo o artigo do Independent, o sacerdote anglicano David Wilkinson, de St. John’s, disse que as consequências de tal ignorância vão muito além de apenas desconhecerem a Bíblia. O conhecimento dessas histórias e das personagens da Bíblia é essencial para compreender a nossa história e cultura, e não menos a arte, a música e a literatura, já que muito delas está ligado a temas religiosos, observou.

Esta é uma ignorância que o bem conhecido defensor do ateísmo Richard Dawkins tenta promover. Um artigo de 28 de junho publicado no jornal The Guardian informou que ele está organizando um acampamento ateu este ano na Inglaterra.

Camp Quest UK vai ser “livre do dogma religioso”, o artigo acrescentou. Aparentemente, os cinco dias do acampamento, subsidiado por uma bolsa da Fundação Richard Dawkins, estarão lotados.

Sem rumo

As recentes advertências dos líderes religiosos trazem expressões de preocupação. A 5 de abril, o bispo anglicano Michael Nazir-Ali publicou um artigo no Telegraph, por ocasião da sua aposentadoria como bispo de Rochester.

Nos seus quase 15 anos ali, ele disse: “eu assisti à nação ir à deriva mais longe e mais longe das suas amarras cristã”.

Esta situação levou, continuou ele, a um afrouxamento dos laços de direito, costumes e valores, e também a uma perda de identidade e de coesão. Como o rabino Sacks, ele comentou que a sociedade precisa de um “capital social de valores comuns e do reconhecimento de certas virtudes que contribuem para o florescimento pessoal e social”.

“Nossas ideias sobre a sacralidade da pessoa humana em todas as fases da vida, a igualdade e os direitos naturais e, portanto, de liberdade, comprovadamente surgiram a partir da tradição enraizada na Bíblia”, acrescentou.

O bispo Nazir-Ali observou que a Igreja anglicana está crescendo rapidamente em lugares como a África. Talvez eles tenham muito para ensinar às Igrejas ocidentais, concluiu.

Vendendo a alma

O novo líder católico da Inglaterra e País de Gales, Dom Vincent Nichols, abordou o mesmo assunto pouco antes de se tornar o arcebispo de Westminster.

Em um artigo publicado pelo jornal Telegraph a 29 de março, ele afirmou que a Grã-Bretanha já vendeu a sua alma ao perseguir uma razão puramente secular sobrepondo-se à religião.

Como resultado, a fé está agora confinada a um exercício puramente privado e os valores são extraídos de fontes materiais e seculares.

Não só os políticos da Grã-Bretanha vivem em um mundo material e puramente secular, mas também não permitem uma madura reflexão do papel fundamental da crença religiosa na sociedade, ele sustentou.

As afirmações foram publicadas pelo arcebispo Nichols em um recente livro de ensaios intitulado “A nação que esqueceu Deus.”

Em comum com os outros líderes religiosos, o arcebispo Nichols também apontou a falta de coesão social que resulta quando não há partilha de princípios e valores morais. A visão secular e liberal da pessoa humana é errada e simplesmente não funciona, ele argumentou.

Pouco amigável

Seu antecessor, o cardeal Cormac Murphy-O’Connor, tinha a mesma opinião. Em uma matéria de 6 de dezembro do jornal Telegraph, ele comentava que a Grã-Bretanha tornou-se um lugar “inimigo” para as pessoas religiosas viverem.

O aumento do secularismo resultou em uma sociedade hostil ao cristianismo e, em geral, as crenças religiosas são vistas como “uma excentricidade privada.”

O cardeal Murphy-O’Connor também observava que ateísmo é agora mais agressivo e que existe uma minoria que argumenta que a religião não tem lugar na sociedade moderna.

Estatísticas demonstram suas preocupações. O número de casamentos em igrejas católicas na Inglaterra caiu 25% durante a última década, o Telegraph relatou em 8 de janeiro.

No ano de 2000, houve 13.029 casamentos católicos, em comparação com 9.950 no ano passado. Apenas um em cada três casamentos na Inglaterra são agora sob a forma de uma cerimônia religiosa, de acordo com o Telegraph.

Provas abundantes do grave declínio da religião na Grã-Bretanha e as repetidas declarações dos líderes das Igrejas apontam para uma crescente tomada de consciência da urgência da situação e de como revertê-la.

 
 
 
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