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O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

RELATÓRIO ROCKFELLER

Nos últimos dias vimos a Pontifícia Academia das Ciências acolher oficialmente pela primeira vez na história do Vaticano a Fundação Rockefeller, em uma parceria para um evento ocorrido entre 11 e 12 de novembro de 2019, isto é bem estranho, pois a fundação Rockfeller sempre foi inimiga declarada da Igreja, vamos ver isso através do relatório Rockfeller. A prevenção da política externa dos Estados Unidos contra a Igreja Católica e as tentativas para reduzir-lhe a influência na América Latina são antigas. A bem da verdade, essa prevenção é recíproca e remonta aos tempos em que o colonialismo espanhol, sustentado por aquela, estendia seus domínios à vastidão de terras ao Sul do Rio Nusces e o protestantismo dos imigrantes ingleses expandiam-se para todo o Oeste, a partir das colônias implantadas na Nova Inglaterra. Mas eram adversários cordiais, respeitavam-se.

“Mais tarde, estoura a guerra México-Estados Unidos (18461848) e os americanos, os vitoriosos, anexam os territórios do Texas, Novo México, Califórnia, Chihuahua, Ceamila e Tamonhipes. A animosidade contra a Igreja Católica, que tomou partido ao lado do México, fica, então, mais patente, alimentada sempre por um antagonismo que ganha, agora, nova dimensão com as disputas ideológicas que dividem o mundo. Nas últimas décadas, Estados Unidos e Igreja Católica da América Latina percorreram, curiosamente, o inverso da trajetória política do passado, ou seja, enquanto os Estados Unidos marcham acelerados rumo ao conservadorismo, a Igreja Católica da América Latina alinha-se numa postura mais liberal, mais progressista. Antes, era o contrário. Trocam-se, portanto, as posições, mudam-se os papéis.”

As relações entre o governo dos Estados Unidos e a Igreja Católica da América Latina começaram, no entanto, a tomar um caminho irreversível de deterioração, a partir do momento em que o Departamento do Estado americano adotou procedimentos por demais ostensivos na manifestação de sua desconfiança quanto ao que considerava dever de lealdade da liderança dos católicos latinos para com a preservação da democracia nos Países onde tem hegemonia. A primeira atitude dessa natureza consistiu no estardalhaço que cercou a divulgação de um documento oficial, vazado em linguagem sinuosa, mas expressando de forma inequívoca a suspeita de um comportamento que não era do agrado americano. É o Relatório Rockefeller, elaborado em agosto de 1969 por uma enorme equipe comandada por Nelson A. Rockefeller, então governador do Estado de Nova York, por solicitação pessoal do presidente Nixon, que o utilizaria como subsídio à formulação do seu plano de governo para a América Latina.

“Apresentando o documento à opinião pública americana, Ted Szulc, do jornal “The New York Times”, escreve longa “introdução” em que observa que, na análise de Rockefeller sobre a ‘qualidade de Vida na América”, é amplamente visível que as forças tradicionais que suportam o velho status da América Latina \ lgreja Católica Romana e os militares – estão se voltando na direção de atitudes progressistas. À primeira vista – escreve Szulc –, os Estados Unidos consideram isso um fenômeno positivo, Mas, na prática, esse novo estado de coisas está criando um duro dilema para os americanos, e o Sr. Rockefeller está a par desses acontecimentos. Observa, mais, que a Igreja, como ele (Rockefeller) reconheceu, está incentivando agora reformas positivas. Porém, como mostraram os recentes pronunciamentos dos homens da Igreja na América Latina, o jovem clero, os padres-Operários e a politica católica ativa de esquerda não estão permitindo aos Estados Unidos verem muito mais erros na vida da América Latina. O típico da Igreja conclui Szulc é, então, tornar-se um canal adicional a um nacionalismo intenso e, compulsoriamente, ao anti-americanismo.

O Relatório Rockefeller propriamente dito, sempre com a mesma linguagem sinuosa, tem uma ótica original da sociologia da América Latina. O titulo “A cruz e a espada”, por exemplo. começa dizendo que, conquanto ainda não seja largamente reconhecido, o conjunto militar – Igreja Católica encontra-se entre as forças de hoje com o objetivo de alcançar a mutação política e social nas outras repúblicas americanas. Isto é, para ambos, uma nova atribuição. É fato histórico que, há mais de 400 anos, a ação dos militares e da Igreja Católica, agindo em comum com os senhores de terra para garantir a “estabilidade”, tem constituído uma das tradições nas Américas. Depois, procura mostrar o oportunismo que representa esse comportamento:

“Poucos imaginam a extensão do contraste que ambas essas instituições estão fazendo com o seu passado. Encontram-se factualmente ganhando a dianteira como forças para a social. econômica e politica. No caso da Igreja. trata-se do reconhecimento de uma necessidade de maior aceitação da vontade popular. Quanto aos militares. é o reflexo de uma ampliação das oportunidades para os jovens, a despeito de seus antecedentes familiares.” Essa tendência dos anos 70/80, que conhecemos como teologia da libertação, que tem claramente uma influência comunista, foi o que despertou nos EUA o desejo de investimento nas seitas protestantes para uma mudança de comportamento social. Na atualidade vemos uma atuação dos leigos contra as duas atuações, tanto a neo-conservadora americana, quanto a comunista do clero que foi infectado por essa ideologia, está nascendo um conservadorismo tipicamente católico nós últimos últimos.

O Relatório Rockefeller, a seguir, assinala que os modernos meios de comunicação e a mais disseminada educação têm causado um impulso popular de tremendo impacto na Igreja Católica. tornando-a uma força dedicada à mutação – mesmo revolucionária -, se for necessário. Aí, externa toda a sua desconfiança:

“Atualmente, a Igreja pode se encontrar, de certa forma, na mesma situação dos moços – com profundo idealismo, mas, como resultado, em alguns casos, vulnerável à penetração subversiva; pronta para fazer até a revolução, se preciso, para por cobro a injustiças, mas não certa nem quanto à finalidade da própria revolução, nem quanto ao sistema governamental através do qual alcançará a justiça almejada.”

A animosidade não se esgotou, porém, com a ruidosa divulgação do Relatório Rockefeller. Com efeito, em maio de 1980, os americanos voltam à carga contra a Igreja Católica da América Latina, dessa vez publicando um informe produzido pelo grupo de trabalho denominado “Comité de Santa Fé” para o Conselho Para Segurança Inter-americana com sede em Washington, intitulado “Uma nova politica inter-americana para os anos 80”. O Relatório de Santa Fé, como ficou conhecido, no capítulo em que trata da subversão interna, entre outras medidas sugeridas ao governo dos Estados Unidos com a finalidade de conter a expansão comunista na América Latina, recomenda, na Proposição n° 2 «Parte 2 -, que “a formulação da política americana deve isolar-se da propaganda originária da mídia geral e especializada que é inspirada por forças explicitamente hostis aos Estados Unidos”.

O Relatório de Santa Fé entende que a cobertura da realidade politica da América Latina pela mídia americana é inadequada e demonstra ser fortemente tendenciosa, favorecendo patrocinadores da transformação sócio-econômicas radical dos países menos desenvolvidos, em conjunto com linhas coletivistas. Segundo o informe, reforma e desenvolvimento são sempre indistintos da revolução comunista e pouca atenção da imprensa é dedicada às diferenças geofísicas e sociológicas peculiares entre a Guatemala, por exemplo, e a Costa Rica, ou entre Argentina e Peru. Isso resulta no encorajamento de uma concepção errônea de que as únicas alternativas são oligarquias, regimes autoritários que professam o anti-americanismo e alguma forma de populismo de esquerda ou socialismo. Afirma ainda que ativistas utilizam-se da superficialidade do conhecimento sobre determinados países. dos conceitos errôneos sobre suas reais alternativas politica econômicas, alimentando uma corrente constante de desinformação que denigre os amigos e glorifica os inimigos. E aponta o que julga relevante: “A manipulação da informação através de grupos afiliados a Igreja e outros assim chamados lobbies de direitos humanos tem desempenhado um crescente importante papel na deposição dos governos autoritários, porém pró-Estados Unidos, substituindo-os por ditaduras comunistas ou pró-comunistas, anti-Estados-Unidos, de caráter totalitário.” Na Proposição n.° 3 Parte 2 -, é sugerido que “a política externa americana deve começar a opor-se (não reagir contra) à teologia da libertação da forma como é utilizada na América Latina pelo clero da ‘Teologia da Libertação’ ”, o que é justificado com uma advertência bastante temerária: “O papel da Igreja na América Latina é vital para o conceito de liberdade política. Infelizmente, forças marxistas-leninistas têm-se utilizado da Igreja como arma politica contra a propriedade privada e o capitalismo produtivo, infiltrando na comunidade religiosa idéias que são menos cristãs do que comunistas

O REVERSO DA MEDALHA

Toda a hierarquia da Igreja Católica da América Latina, ainda sem compreender as infundadas suspeitas manifestadas pelo Relatório Rockefeller, viu com tristeza maior que o Relatório de Santa Fé, 10 anos depois, não só reafirmava, como tomava mais enfáticas as desconfianças americanas. A Igreja Católica considerou profundamente injustas as conclusões a que chegaram os dois documentos encampados pelo governo dos Estados Unidos e lembrou, com energia. qual, mais do que força das armas, tem sido o papel da cruz empunhada pelos católicos latinos na contenção da expansão comunista no continente americano. Não aceitava, absolutamente. ser submetida A investigação ou ver seus atos julgados por grupos de trabalho estranhos a Igreja. Era uma atitude desrespeitosa, insólita mesmo, que repelia com toda a firmeza.

A consequência desses episódios foi o inicio de estudos sistematizados pela Igreja Católica, com a finalidade de estabelecer a exata medida do comprometimento de organismos estrangeiros na já notória proliferação de seitas na América Latina e conhecer as implicações de natureza política acarretadas pela invasão dos credos exóticos. Um relatório volumoso, publicado em Bogotá, na Colômbia, a 25 de maio de 1984, sob a responsabilidade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), baseado em pesquisa por sua seção de Ecumenismo (SECUM), revelou então que a atividade desenvolvida pelas seitas na América Latina representa um enorme desafio para o trabalho pastoral da Igreja. Isto porque os métodos e as estratégias adotadas pelas mesmas têm sido eficazes para responder a certos aspectos pastorais em relação aos quais a Igreja Católica se descuidou ou não cobriu plenamente. Seu êxito se explica, principalmente, pelo fato de ter uma resposta apropriada para as necessidades de mudança e renovação exigidas pela sociedade latino-americana.

O informe do CELAM, intitulado ‘ ‘ A realidade do avanço das seitas”, responsabilizou as seitas por uma tendência generalizada para apresentar a sociedade como decadente e de atribuir essa crise à Igreja Católica, que estaria, assim, excluída da edificação de uma sociedade nova. A agressão contra a Igreja concentra-se na pessoa do Papa, dos bispos e dos sacerdotes, realçando seus defeitos e apontando-os como agentes do mal, necessitados de conversão. A Igreja, em outras palavras, seria a grande rameira que personificaria todo o mal. Através desse expediente, canalizam-se todos os rancores e ressentimentos contra a lgreja Católica. Assim, como opção única, oferece-se aos católicos a Oportunidade de desligarem-se das “complicadas estruturas eclesiais” para ingressar em uma igreja mais “à mão”, que lhes fale numa linguagem popular baseada em palavras da bíblia, diferente da estereotipada e incompreensível como a da sua. Nessa comunidade ideal e com essa mensagem que chega ao coração e 2‘: meme encontra-se o novo equilíbrio pessoal, a plenitude, uma grande paz, e se sente de modo palpável trabalhar “apenas a graça divina.”

Em resposta, o informe do CELAM acusa diretamente Os grupos de direita de reagirem contra os esforços de promoção humana e de conscientização social da América Latina, dizendo que eles dão ênfase à “conversão pessoal”, sem considerar as “estruturas coletivas”, numa recusa sistemática da realidade objetiva da luta de classes, só esperando um “milagre do Altíssimo para resolver o problema dos explorados”. Essa ideologia evidência apenas o interesse por uma vida fraterno-sectarista que evita encarar os conflitos sócio-políticos. Segundo o CELAM, as seitas que mais claramente manifestam uma politica de direita são as pentecostalistas o grupo mais numeroso na América Latina – e a Igreja da Unificação do Cristianismo Mundial – a seita Moon -, que professa abertamente o anticomunismo. O documento, a seguir, aponta o envolvimento pessoal do presidente dos Estados Unidos:

“A expansão das seitas nas últimas décadas, acompanhada de uma extraordinária proliferação denominacional, é uma prova Clara de sua penetração e também de sua influência política. Um aspecto notável nessa relação entre os movimentos sectários e a política é o agrupamento em tomo das tendências que surgem no interior dessas organizações evangélicas: uma corrente de esquerda e outra de direita. No caso dos movimentos de direita observa-se um apoio ao trabalho das comunidades evangélicas e agrupamentos internacionais em países do Caribe, Centro e Sul-América. Isto é consequente da politica norte-americana do Presidente Reagan, que promulga o apoio is campanhas missionarias em beneficio de seu governo.”

Ao analisar as implicações e efeitos dessa situação, o informe do CELAM observa que a polarização politica das seitas repercute fortemente sobre a vida da América Latina e também da Igreja Católica, porque sua influência esta mudando a vivência religiosa tanto a nível urbano quanto rural. Tal afirmação pode ser comprovada ao se constatar as inúmeras conversões ao pentecostalismo, Testemunhas de Jeová, Mórmons, entre outras, e observando-se, também, o trabalho incansável de seus missionários. Essa verdadeira migração religiosa demonstra que o povo espera e busca uma solução sacral, ou seja, de natureza religiosa para seus problemas fundamentais.

A polarização das seitas afeta profundamente os movimentos de direita e de esquerda e o aspecto religioso é visto envolvido na luta violenta entre a repressão e a guerrilha. Afirma o relatório que a direita religiosa chega a manipular recursos superiores aos da própria Agência Central de Inteligência (CIA) em algumas áreas, como na Guatemala.

De fato, naquele pais as seitas religiosas têm sido, para o exército e o governo em sua guerra contra a guerrilha, tão imprescindíveis quanto as armas automáticas e os helicópteros americanos. E praticamente igual a ajuda das seitas e auxílio militar que provém direta ou indiretamente dos Estados Unidos em apoio aos governos militares direitistas e com o objetivo de acabar com o comunismo na Guatemala. Defensores da presença norte-americana na nação guatemalteca importam dinheiro, política, valores e um esquema religioso pré-fabricado pelas seitas fundamentalistas e proclamam, ali, a união do exército, religião e governo na luta contra a guerrilha. As seitas constituem uma eficaz arma contra- revolucionária e são responsáveis pelos massacres e extermínios, justificados com a bíblia na mão da ditadura e a “pacificação” como obra de Deus.

Jancsó István, A construção dos estados nacionais na América latina, MONTEIRO DE LIMA, Delcio, os demônios descem do Norte;, Arcebispo Thomas Roberts, O futuro do Cristian Católico

 
 
 

O natal e o paganismo

Introdução:

Todo Natal é a mesma coisa. Começam a pipocar filmes de teor natalino na TV, as decorações começam a tomar forma, e como não poderia deixar de ser, as acusações de que o natal é uma festa pagã começam a surgir. Quem nunca ouviu que o Natal é uma cópia de festividades pagãs, que foi Constantino que “inventou” a divindade de Cristo ou que seu nascimento, na verdade representa o “deus Sol” dos pagãos?

O cristianismo sofre todo tipo de acusação desde o início. Na própria Bíblia, lemos que os fariseus acusaram Jesus de expulsar demônios pelo “poder de Belzebu, o príncipe dos demônios”. (Mat 12:24). Também lemos que o apóstolo Paulo teve que se defender de acusações injustas dos judeus diante do governador Félix (Atos 24).

Durante o cristianismo primitivo, Origenes (185 – 254 d.C), grande teólogo do segundo século, escreveu uma das primeiras defesas do cristianismo contra as acusações do filósofo pagão Celso. Em sua obra Contra Celso, ele responde as acusações de que o nascimento de Cristo fora fruto de um adultério e que Jesus aprendeu artes mágicas no Egito para enganar o povo com seus supostos milagres. Também Santo Atanásio, Santo Agostinho e Santo Irineu de Lyon, são conhecidos por suas obras apologéticas, ao combater os falsos ensinos de sua época.

Os cristãos já foram acusados inclusive de praticar incesto, pois chamavam-se de “irmãos”, de antropofágicos, pois na ceia comiam a “carne” e bebiam o “sangue” de Cristo, dentre muitas outras coisas. Até a culpa pelo incêndio em Roma eles já receberam.

Na década passada, o filme O Código Da Vinci, ajudou a piorar ainda mais as coisas, pois popularizou diversas mentiras a nível mundial. Como o relacionamento entre Jesus e Maria Madalena, e as possíveis adulterações da Bíblia.

Portanto, vemos que o cristianismo sempre foi um grande alvo das famosas “fake news”.

As acusações:

Muitas pessoas acreditam que a data do Natal na qual celebramos o nascimento de Cristo, era a comemoração da festividade pagã do Sol Invictus, que era comemorada no solstício de inverno, na segunda quinzena de dezembro, em Roma. E que à medida que os pagãos foram se convertendo, a Igreja decidiu manter a tradição pagã, apenas trocando os deuses honrados pelas festividades, substituindo um deus pagão por Jesus. 

Mas será que foi assim mesmo?

Ligar o cristianismo ao paganismo é ignorar que durante os primeiros três séculos de cristianismo, os cristãos foram perseguidos duramente, principalmente por causa de sua conduta diante dos costumes pagãos da época e na recusa de adotar tais ritos, como adorar o imperador ou os deuses romanos. Basta analisar os documentos antigos para verificarmos que os cristãos, longe de se deleitarem em festividades pagãs, eram desprezados por não participar desses costumes. Assim, já em uma das primeiras citações sobre os cristãos, encontramos o historiador romano Tácito se referindo a eles como “gente odiada”:

[ Após o incêndio em Roma] “Nero fez aparecer como culpados os cristãos, uma gente odiada por todos por suas abominações, e os castigou com mui refinada crueldade. ”  (Tácito, Annales, 15:44).

Inúmeros relatos históricos de martírios e perseguições dão testemunho que os cristãos se recusaram a abraçar as práticas pagãs e passaram a ser odiados por todos no império romano, sendo inclusive chamados de “ateus”, como Justino de Roma, no segundo século, escreve:

“Por isso, também nós somos chamados de ateus; e, tratando-se desses supostos deuses, confessamos ser ateus. Não, porém, do Deus verdadeiríssimo, pai da justiça, do bom senso e das outras virtudes, no qual não há mistura de maldade. ” (Justino de Roma, I Apologia)

Em um dos martírios mais conhecidos da história cristã, Policarpo de Esmirna, sucessor do apóstolo João como bispo de igreja em Éfeso, é forçado a adorar os deuses romanos e negar sua fé em Cristo, ele se recusa e diz: “Eu o sirvo há oitenta e seis anos, e ele não me fez nenhum mal. Como poderia blasfemar o meu rei que me salvou? ”  (O martírio de Policarpo, Coleção Patrística vol. 1 – Padres Apostólicos)

Vemos que as acusações não se sustentam, pois, os cristãos preferiam o martírio do que se contaminar com a idolatria pagã. Então porque eles adotariam deliberadamente uma festividade pagã como data do nascimento de Cristo?

O Natal cristão: Como chegamos em 25 de dezembro?

As pessoas dizem que a Bíblia não traz nenhum indicativo sobre o nascimento de Jesus. De fato, ela não menciona nenhuma data, mas ela nos aponta um norte.

A concepção de João Batista é um bom ponto histórico inicial. Não se trata de algo preciso, mas vemos que a preocupação dos cristãos primitivos em estabelecer a data do nascimento de Cristo é extremamente antiga e pautada em algumas referências bíblicas.

A Bíblia nos diz que no tempo de Herodes, rei da Judeia, Zacarias servia como sacerdote no templo do Senhor, onde recebeu a visita do anjo anunciando a vinda do seu filho.  (Lucas 1)

 Como o Evangelho de Lucas afirma que o Arcanjo Gabriel apareceu a Virgem Maria no sexto mês após a concepção de João (Lc 1,26), isso situa a concepção de Cristo no equinócio de primavera, ou seja, no momento da Páscoa Judaica, no fim de março. Seu nascimento seria assim no fim de dezembro no momento do solstício de inverno.

Seguindo essa lógica, por volta de 221 d.C, Sexto Júlio Africano escreveu a Chronographiai, na qual afirma que a Anunciação do anjo foi em 25 de março, baseado na gravidez de Isabel e o serviço de Zacarias no templo.  Uma vez que a data da Encarnação estava estabelecida, era uma simples questão de adicionar nove meses para chegar à data do nascimento em 25 de dezembro. Essa data se tornaria oficial apenas no final do quarto século. Mas isso nos mostra que longe de ser influenciado por festividades pagãs, a data de 25 de dezembro foi uma tentativa honesta de estabelecer o dia do nascimento de Jesus.

Por exemplo, desde o final do século II, vemos nos escritos de Clemente de Alexandria que esse assunto já era debatido, e algumas datas já eram apontadas. (Clemente de Alexandria, Stromata 1.21.145)

O testemunho do bispo Teófilo de Cesaréia (115-181 d.C), também nos mostra a discussão sobre a data em seu tempo, ele diz: “Devemos comemorar o aniversário de Nosso Senhor, a cada 25 de dezembro isso deve acontecer. ” (Magdeburgenses, Cent. 2. c. 6. Hospinian, De origine Festorum Chirstianorum.)

Pouco tempo depois, ainda no século II, o bispo Hipólito (170-240 d.C) escreveu em uma passagem afirmando a data de 25 de dezembro:

“O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules. ” (Hipólito, Comentário sobre Daniel 4, 23)

Já no final do 4º século, as Igrejas do Oriente haviam adotado datas especiais comemorando conjuntamente o nascimento de Cristo, a adoração dos Magos e o batismo de Jesus. Aparentemente, esses cultos foram a princípio celebrados em 6 de janeiro, porém, mais tarde, ficaram divididos entre 25 de dezembro e 6 de janeiro. 

Santo Agostinho aponta para a tradição prevalecente entre as Igrejas ocidentais no 5º século, acerca do nascimento de Cristo e da observância do Natal, e diz que é uma tradição muito antiga: “Porque é crido que Ele tenha sido concebido no 25° dia de Março, dia no qual Ele também sofreu  […] Mas Ele nasceu, de acordo com a tradição, em 25 de Dezembro” (Santo Agostinho, De Trinitate.).

É provável que as diversas tradições da Igreja primitiva acerca do tempo exato da concepção de Cristo, tenham levado às diferenças nas datas em que o Natal é celebrado no Oriente e no Ocidente. Em 336 d.C., entre Igrejas ocidentais, a observância do Natal no dia 25 de dezembro já estava bem consolidada e oficializada.

O natal como festividade pagã

Como podemos observar através de algumas fontes históricas, os cristãos não tentaram cristianizar uma festividade pagã. Na verdade, o contrário ocorreu. Assim como os gnósticos buscavam assimilar traços do cristianismo para torná-lo mais popular, os romanos importaram festividades orientais, como o Sol Invictus, para revitalizar o sistema religioso romano, que estava em declínio.

  Citando José Hermano, em sua História Universal, vemos:

“Através desta homenagem prestada ao deus nunca vencido (invictus), abriu-se o caminho para o culto do Sol, também nunca vencido, astro venerado pelos povos do Oriente sob diferentes nomes; no ano 274 d.C., Aureliano erigiu em sua honra um templo no Campo de Marte. A festa do Sol ficou estabelecida para o 25 de dezembro, data em que – segundo o calendário antigo – o astro voltava a empreender a sua ascensão”. (José Hermano, História Universal, 1985, Volume I).

O imperador Aureliano era um conhecido inimigo da fé cristã, como Eusébio de Cesareia (265 – 339 d.C) relata em sua História Eclesiástica: “Tal era então Aureliano em relação a nós; posteriormente, porém, em seu reinado, teve outros sentimentos, e foi incitado por determinados conselhos a mover-nos novamente perseguição; disso muito já se falava entre todos. ”  (História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia)

Sendo o imperador era um inimigo da fé cristã, ele buscava revitalizar a própria fé do sistema de crenças romano, como forma de combater a ascensão do cristianismo, que por volta do ano 274 d.C – apesar de ainda ser perseguido como uma religião marginal – já não mais poderia ser ignorado.

Como afirma o historiador Justo Gonzalez, o que mais comumente acontecia, era que os cultos pagãos buscavam imitar a fé cristã, que crescia e se desenvolvia rapidamente. Ele afirma que: “ aprendemos que já neste período os cultos pagãos tentavam imitar algumas das características da nova fé dinâmica. ” (Justo Gonzalez, Uma História do Pensamento Cristão Vol 1)

Conclusão:

Esse é um assunto polêmico e que divide opiniões. Existem historiadores e teólogos que defendem que o natal foi uma cristianização da festividade pagã, pois esse tipo de atitude foi feito em outras ocasiões pela igreja. Mesmo que isso fosse verdadeiro, não invalidaria as comemorações. Pois por onde passou, o cristianismo soube se adaptar às culturas, fazendo-as florescer em seu esplendor, levando cativo todo pensamento a Cristo. O cristianismo assumiu formas culturalmente diversas em todo o mundo, muito mais do que qualquer outra religião. Mas óbvio, sem negociar sua própria essência religiosa.

Não podemos nos esquecer que o cristianismo é uma religião nascida no oriente, florescida no Norte da África, solidificada na Europa e exportada para as Américas.

A data do Natal em si talvez nem seja o mais importante, mas sim o que ela representa, o nascimento do Rei. O nascimento de Jesus foi um capítulo sem precedentes na história do mundo. Foi o momento em que o Rei do universo, deixou a sua glória para habitar no meio de nós. Deixou a perfeição do seu reino, por uma manjedoura. Trocou a adoração dos anjos, pela admiração dos animais e pastores do campo.

Seu nascimento é a maior demonstração do amor de Deus. Pois foi somente quando o Verbo se faz carne, é que a natureza humana pode finalmente ser redimida. Pois somente aquele que é inteiramente Santo, poderia limpar nossa corrupção do pecado. 

O Natal não se trata de presentes trocados, daquela vontade de renovação para o próximo ano ou daquele espírito de mudar o mundo pelas nossas boas obras. O nascimento de Cristo representa a Luz em meio as trevas “O povo que andava em trevas, viu uma grande luz.” (Isaías 9:2) O natal não é sobre nós, sobre o que nós podemos fazer, mas sobre o que Deus fez por nós, e Ele “enviou o seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por meio dele. “ (João 3:17)

O nascimento de Jesus foi aguardado por muitas gerações, as Escrituras testemunham o anseio pelo “desejado das nações” durantes séculos e séculos. Então, como nós não poderíamos celebrar a sua vinda? Como não poderíamos estar alegres com esse dia glorioso?

Que o natal seja celebrado pelo seu verdadeiro motivo, a encarnação do Verbo de Deus, Cristo Jesus.

Celebremos essa data, pois independe de suas origens, a palavra do profeta se cumpriu: “ um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

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Ramon Serrano

 
 
 


O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS


As CEBs, um celeiro de comunistas e e de abusos litúrgicos


“Depois do Concílio Vaticano II, a Igreja tornou-se mais consciente da sua missão a serviço dos pobres, dos Oprimidos, dos marginalizados. Nesta opção preferencial, que não deve ser entendida como exclusiva, resplandece o verdadeiro espirito do Evangelho. Jesus Cristo declarou bem-aventurados os pobres e Ele mesmo quis ser pobre por nós. Além da pobreza material, há a falta de liberdade e de bens materiais que, de algum modo, pode chamar-se uma forma de pobreza, e é especialmente grave quando a liberdade religiosa é suprimida pela força. A Igreja deve denunciar, de maneira profética, toda a forma de miséria e de opressão, e defender e fomentar em toda a parte os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana. Isto vale sobretudo quando se trata de defender a vida humana desde o seu início , de a proteger em todas as circunstâncias contra os agressores e de a promover verdadeiramente em todos os seus aspectos.” (São João Paulo II)


O Sínodo que se realizou no Vaticano, em 24 de novembro de 1986, exprime a sua comunhão com os que sofrem perseguições por causa da sua fé e da promoção da justiça, e reza a Deus por eles. Fala que devemos entender como integral a missão salvífica da Igreja em relação ao mundo. A missão da Igreja, embora seja espiritual, implica a promoção também no campo material. Por isso, a missão da lgreja não se reduz a um monismo, de qualquer forma que ele possa ser entendido. Certamente, nessa missão há uma clara distinção, mas não separação, entre os aspectos naturais e os sobrenaturais. Esta dualidade não é um dualismo. É preciso, portanto, por de parte e superar as falsas e inúteis oposições, por exemplo, entre a missão espiritual e a diaconia em favor do mundo.


UNIÃO DOS EXTREMOS


Pode estar certo de que as comunidades eclesiais de base, tentaram colocar em prática a doutrina social da Igreja, mas o que fizeram e fazem até hoje é que tem de mais polêmico em toda essa discussão eclesiológica. No seu início, à estratégia dos comunistas era de fazer oposição as CEBs. Os comunistas eram muito ciumentos por acharem que sua condição era de vanguarda na luta pela libertação do homem do campo e não perdoam a Igreja por arrebatar- lhes essa bandeira. Ficaram enciumados. Durante muito tempo ninguém falava mais em agitação comunista no campo. Isso era coisa do passado.


A seguir a observação do presidente do partido comunista ao voltar ao Brasil, após o exílio:

“Os comunistas talvez tenham perdido o bonde da história. Estão sendo atropelados e ultrapassados pelos fatos de maneira incrivelmente impressionante na América Latina e no Brasil, em particular. No caso das comunidades eclesiais de base, é também o velho hábito do cachimbo: tudo que vem da Igreja é suspeito. E vão, teimosamente, fazendo o jogo da direita. As comunidades eclesiais de base têm, portanto, dois adversários pela frente: a direita e os comunistas.”


As CEBs, são pequenos núcleos organizados nos meios rural e urbano, congregando cada uma num reduzido número de pessoas, na maioria assalariados de baixa renda, unidos pelas mesmas motivações psicossociais, que buscavam, através da reflexão no Evangelho, um futuro melhor em comunhão com Cristo. Como veremos adiante, foram o mais notável fenômeno religioso e pastoral que sacudiu a Igreja nas décadas de 60, 70 e 80. Hoje se tornaram um celeiro dos partidos comunistas.


As primeiras noticias das CEBs estruturadas na configuração atual vieram, em 1960, de paroquias próximas a Natal, no Rio Grande do Norte, e Volta Redonda, no Estado do Rio. Depois, cobriram praticamente todo o País, sendo hoje, seguramente, mais de 87 mil. Há municípios onde elas são dezenas e um bairro populoso das cercanias de São Paulo tem mais de uma centena. Sua organização não é limitada. Basta que um grupo de pessoas de um lugar decida reunir-se em tomo de objetivos pastorais comuns, iluminados pelo Evangelho, e terá, então, nascido mais uma CEB. Estima-se que mais de um terço das CEBs existentes foram formadas por iniciativa de leigos católicos e as outras com articulação de religiosos.


O ERRO


As CEBs não distinguiam o credo de seus participantes, a tendência dominante entre alguns setores do protestantismo é considera-las um retomo a uma etapa historicamente superada no método de conquista de fiéis. Não houve um critério espiritual, só visavam as injustiças sociais, o que despertou o ciúme dos comunistas e posteriormente a infiltração destes. Os bispos acreditavam que as CEBs eram a retomada do caminho para criar obstáculos ao crescimento do protestantismo no meio rural, cujo avanço foi defendido pelo Congresso Missionário do Panamá, em 1916. Hoje às CEBs são as responsáveis pela entrada da ideologia de no seio da Igreja, em um discurso sobre o comunismo, o Papa Francisco disse em uma entrevista em 2014 sobre os comunistas: “”Eu só posso dizer que os comunistas têm roubado a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro de o Evangelho”, disse ele, citando passagens bíblicas sobre a necessidade de ajudar os pobres, os doentes e os necessitados.

“Os comunistas dizem que tudo isso é comunismo. Claro, vinte séculos mais tarde. Então, quando eles falam, pode-se dizer: ‘mas então você é cristão'”


CONFUSÃO IDEOLÓGICA NA IGREJA


Com a retomada do processo democrático no País, era esperado que as CEBs fizessem uma redefinição de seu papel pois, durante a ditadura militar, a Igreja foi, efetivamente, a única força a contrapor-se a ditadura. Então a pastoral popular se tornou um centro de manifestações permitidas de militância politica e ideológica. Evidentemente, muitas pessoas, sem fé e sem religião, que compunham as CEBs no período da ditadura militar inundaram as CEBs com ideologias marxistas. Vemos a mistura de movimentos populares e as CEBs.


“A CEB não é um movimento. E nova forma de ser Igreja. É a primeira célula do grande organismo eclesial ou, como diz Medellín, a célula inicial de estruturação eclesial. Como Igreja, a CEB guarda as características fundamentais que Cristo quis dar a comunidade eclesial. A CEB é uma maneira nova de realizar a mesma comunidade eclesial que é o Corpo de Cristo. Por isso mesmo, o ministério ou hierárquico faz parte da CEB. O bispo ou o padre não são de fora, não são meros assessores ou acompanhantes. Sua presença, mesmo não contínua, tem um sentido especial e único, já que, como em qualquer comunidade eclesial. eles tomam presente’ o Cristo cabeça.” realmente seria ótimo se tudo isso acontecesse como os bispos em Puebla e Medellín imaginaram, mas não foi bem isso que aconteceu.”


Mas apesar da militância, dois fatos provam com suficiente vigor a fidelidade da Igreja é intenção de manter as CEBs a margem da atividade politico partidária. O que demonstra que a intenção da Igreja nunca foi a manipulação política, o que é bem diferente no que vemos nas seitas pentecostais atualmente. O primeiro, ocorrido em 1982, representado pela injustificada vitória eleitoral do partido do governo militar o PDS – em vários Estados do Nordeste onde as CEBs são notoriamente hegemônicas em termos de formação de opinião. Uma mobilização política, por mais discreta e frouxa que fosse, teria virado facilmente o resultado das urnas em favor das Oposições naquelas regiões e o partido do governo militar sairia derrotado. É a partir desse evento, que começa a cooptação permanente dos melhores líderes das CEBs para militância no Partido dos Trabalhadores. em cujos quadros encontram o espaço necessário para o exercício de sua vocação política. inibida na comunidade eclesial de base. 0 PT foi, assim, crescendo às custas das CEBs. as quais passam a representar. então. uma espécie de formadora de lideranças para o recrutamento das agremiações partidárias que não lhes limitam a politização.


Outro significado e grupos extra-eclesiais pelas CEBs. Aí, com frequência, o que se nota é a total desinformação, o desejo de manipulação, quando não a intenção de fazer das CEBs o alvo dos ataques ou manipular de acordo com interesses de grupos ligados ao PT, quando ocorre a crítica são mais gerais à Igreja. Na realidade, o que esta em discussão é a missão da Igreja. O que é repudiado não são as CEBs em si mesmas e, sim, todo o processo de evangelização voltado para a crítica profética das injustiças e empenhado na construção de uma sociedade mais fraterna. As CEBs, deveriam ter o dever de praticar mais intensamente as exigências da doutrina social da Igreja. Elas tornaram visível o compromisso com os pobres. Sua própria existência e atuação é uma denúncia da iniquidade social que rouba aos pobres sua voz e sua vez. Se as CEBs sofreram perseguição foi por causa da missão da lgreja, do Evangelho, elas deveriam se constituirem herdeiras da bem-aventurança, mas o que vemos hoje não é isso, vemos os encontros desse grupo e podemos verificar que estão longe de uma missão evangelizadora, suas pautas estão marcadas pela luta de justiça social e muitas vezes fogem da mensagem da conversão em nome de uma inclusão social que não modifica o homem interior, mas somente aquele que é exterior como no 8º Encontro Mineiro de CEBs, nos dias 19 a 21 de julho de 2019, Lema: Criarei um novo céu e uma nova terra e nunca mais haverá choro ou clamor (Is 65, 17.19). Observem que o lema não diz que é o Cristo que nos dá novos céus e nova terra, mas o homem com sede de justiça, esse é um Evangelho misturado com socialismo, e escrevo isso com muita tristeza, sei que são pessoas humildes na sua maioria, mas precisam de pastores formadores que lhes deem uma orientação melhor.


Realinhando este estudo a seu tema central, veremos que a questão da ajuda externa a seitas religiosas em processo de crescimento entre nós não terá melhor compreensão, contudo, sem uma ótica do quadro de expectativas políticas existentes fora do Pais quanto à situação brasileira nesse particular. Referimo-nos, objetivamente, à preocupação de alguns círculos com o comprometimento dos católicos da América Latina com as esquerdas e sua Incapacidade de participação no anunciado esforço para conter a escalada do comunismo internacional nesta parte do Terceiro Mundo, segundo o Departamento do Estado americano. Este, também, o motivo porque agregou-se a este trabalho uma exposição mais circunstanciada das diretrizes das comunidades eclesiais de base, através das quais a Igreja expressa mais agressivamente sua vocação social.


A seguir nos próximos artigos, vamos ao enfoque do avanço das seitas pentecostais.


Jancsó István, A construção dos estados nacionais na América latina, MONTEIRO DE LIMA, Delcio, os demônios descem do Norte;, Arcebispo Thomas Roberts, O futuro do Cristian Católico

 
 
 
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