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Descubra, de uma vez por todas, porque NÃO devemos receber a Sagrada Comunhão na mão…

Devido à prática generalizada, a maioria dos católicos de hoje pensam que o infeliz gesto de se receber a S.S. Eucaristia nas mãos sempre foi algo normal.

Na verdade, pela falta de conhecimento e pela falta de piedade, as pessoas em geral não conseguem se aperceber que tal ato (receber a Sagrada Eucaristia nas mãos) é incompatível com a dignidade desse Augusto Sacramento.

A consciência de que a S.S. Eucaristia é o próprio Deus atrai os nossos joelhos para o chão em sua presença. Por isso diz o Salmo 94 “Vinde adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemos ante o Deus que nos criou”; tal gesto (de se ajoelhar) é o mais adequado diante de Nosso Senhor pois põe o ser humano em seu lugar de criatura, fazendo-o reconhecer humildemente a grandeza de Deus e o respeito que Lhe é devido.

Não é por acaso que os demônios gostam muito que se receba a S. Comunhão na mão e o inferno celebrou como grande vitória a introdução dessa infame prática na Igreja de Deus.

Continue lendo e, ao final do artigo, volte aqui para assistir uma aula especial sobre a origem da comunhão na mão:


O diabo sabe que quando alguém se ajoelha para receber Jesus Eucarístico, reforça sua fé e dá testemunho de que crê na presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento. Sabe também que o valor e a reverência daquilo em que todos põe a mão acaba por ser banalizado.

A inevitável pergunta que um católico honesto fará será: “se receber a comunhão na mão é algo mal que agrada tanto ao inferno e faz perder a reverência para com Jesus, porque tornou-se uma prática normal dentro da Santa Igreja?”

Normalmente quem faz uma pergunta assim desconhece o modo como o demônio age, e, como para tentar alcançar seu objetivo ele precisa destruir o núcleo em torno do qual gira e se alicerça toda a Igreja que é a Santíssima Eucaristia. Ignora igualmente que existe a chamada “Maçonaria Eclesiástica” cujos membros, infiltrados na Igreja, estão a serviço do inimigo para destruir a Igreja de Deus a partir de dentro e assim perder o maior número de almas possível. São muitos os cardeais, bispos e padres que fazem parte dessa organização. Outros não fazem parte, mas colaboram com seus objetivos em troca de dinheiro, poder ou outros favores; outros ainda (seguramente a maioria) colaboram de graça e com grande empenho, uma vez que foram convencidos que os caminhos ensinados e incentivados pelos revolucionários são os melhores…

Infelizmente, após a insistência de alguns bispos, o Papa Paulo VI autorizou a experiência de se receber a comunhão na mão durante um ano em três dioceses (uma na Holanda, outra na França e outra a Alemanha); após esse tempo, informado dos frutos ruins dessa prática, o Papa retirou a autorização; acontece que durante o ano que se autorizou a tal experiência naquelas três dioceses, a prática se esparramou, se alegando (falsamente) que o Papa havia autorizado, de modo que quando o Papa Paulo VI retirou sua autorização, a triste prática já havia se difundido por várias dioceses e países, especialmente na Europa. A Maçonaria Eclesiástica e seus aliados progressistas trabalharam muito para isso…

Claro que o Papa tinha a autoridade para impor sua decisão de revogar para sempre aquela infeliz autorização, mas diante da pressão de numerosos bispos e cardeais ele não quis comprar a briga. O Papa lamentou muito, mas foi fraco, não usando de sua autoridade quanto foi necessário.

João Paulo II compreendia muito melhor o desastre da prática de se receber a comunhão na mão. Falou contra e proibiu em Roma, mas não teve força para debelar esse mal de toda a Igreja pois já estava bem difundido. Limitou-se a garantir no novo Código de Direito Canônico por ele promulgado em 1983 o direito INALIENÁVEL dos fiéis receberem a Santíssima Eucaristia da forma mais piedosa, ou seja: de joelhos e na boca.

Como dito pelos demônios em vários e diferentes exorcismos, os “lá de baixo” trabalharam muito para fazer entrar na Igreja a prática de se receber a comunhão na mão, pois além de colaborar para fazer perder a fé e o respeito à Santíssima Eucaristia, faz perder muitas partículas que se desprendem das partículas maiores, fazendo Jesus Eucaristia ser jogado por terra milhares de vezes todos os dias; por isso disse o diabo em um outro exorcismo: “nós gostamos da comunhão na mão, pois assim podemos pisar em vosso Deus”. Além do que, a comunhão dada nas mãos facilitou muito o roubo de hóstias consagradas, que são utilizadas em rituais de missas negras e outras indizíveis profanações.

Se NÃO queremos colaborar com o objetivo de satanás de destruir a fé e a piedade eucarísticas, NUNCA MAIS deveríamos receber Jesus nas mãos, mas SEMPRE NA BOCA e, se possível, AJOELHADOS.

Os demônios odeiam a Deus e tudo o que é Sagrado e conduza a Deus; por isso odeiam tanto a comunhão recebida na boca e de joelhos, assim como odeiam o sagrado véu, a modéstia, etc…daí a raiva incontida daqueles padres e bispos que, influenciados ou guiados pelo inimigo, esbravejam e sobem o tom com fiéis, dizendo: “levanta, levanta!!!”; “na boca, na boca!!!”; ou simplesmente, ignoram o fiel que se ajoelhou para comungar…em todos esses casos o que se vê é um ódio irracional às coisas santas de Deus, sentimento tipicamente diabólico.

Receber A Santíssima Eucaristia na boca e de joelhos é um direito dos fiéis que NÃO pode ser negado por NENHUM sacerdote, bispo ou Conferência Episcopal. A Igreja (Santa Sé) que garante esse direito, consignado no CDC (Código de Direito Canônico) e em vários outros documentos normativos (p. Ex: Redemptionis Sacramentum), está acima dos padres, bispos e Conferências Episcopais.

Quando um padre ou bispo nega a Sagrada Comunhão na boca e/ou de joelhos querendo impor a impiedade da comunhão na mão e para tal, invoca a sua autoridade, apenas está demonstrando sua desonestidade, intolerância e soberba, uma vez que não aceita a autoridade da Igreja que o manda dar a comunhão aos fiéis que a pedem na boca e de joelhos. Nesse caso devemos perguntar: quem é o desobediente a Igreja?

Alguns para justificar o abuso de poder e a atitude arrogante dizem que a prática da comunhão na mão existe desde o início na Igreja; que a Igreja atualmente apenas restaurou uma prática antiga, etc…é preciso dizer que isso NÃO é verdade. A prática da comunhão na mão como se tem feito hoje NUNCA existiu na Igreja Primitiva. Durante os primeiros séculos, em algumas comunidades, os fiéis recebiam a Sagrada Eucaristia em um corporal colocado sobre as mãos e a levavam diretamente à boca, sem jamais tocar nelas com os dedos. Os corporais eram recolhidos e devidamente purificados. Entretanto, mesmo essa prática foi abolida pela Igreja já nos primeiros séculos por conta dos abusos que começaram a surgir, de forma que, a partir daí, o modo ordinário de se receber a Santíssima Eucaristia foi sempre NA BOCA E DE JOELHOS.

Que o fiéis não tenham medo de serem firmes na exigência do seu direito de comungar na boca e de joelhos. Não cedam à pressão, nem ao autoritarismo de padres e bispos impiedosos que não obedecem a Igreja, nem respeitam os direitos dos fiéis.

É preciso compreender que estamos em uma guerra espiritual onde NÃO devemos ceder espaço ao inimigo de Deus que quer destruir a verdadeira fé e levar as pessoas à descrença e consequentemente à condenação.

Os que têm a graça de crer, especialmente os têm uma fé mais esclarecida, NUNCA deveriam ceder ao plano no inimigo a pretexto obter o benefício da Santíssima Eucaristia, pois importa não apenas comungar e receber as graças advindas da Sagrada Eucaristia, mas antes de tudo importa honrar a Deus e fazê-lo honrado e adorado por todos, o que justamente é ofuscado pela prática da comunhão na mão.

O demônio é um ser inteligente e planeja a longo prazo. Sabia que a popularização dessa prática ajudaria a levar ao esfriamento da fé eucarística e a multiplicação dos sacrilégios e profanações tal como se pode ver em nossos dias.

Em outras palavras não deveríamos, a pretexto de obtermos os benefícios da Santíssima Eucaristia, colaborar com um plano diabólico que visa destruir a fé nessa mesma Eucaristia.

Entre receber a S.S Eucaristia nas mãos e não comungar, é melhor NÃO comungar. Quando negada a Sagrada Comunhão na boca, é melhor se recolher, fazer comunhão espiritual e atos de amor, adoração e reparação.

Não é necessário fazer escândalo nem gritarias; Respeitando Jesus Sacramentado e o sacerdote que está agindo mal, pode-se ficar ajoelhado o tempo que for preciso, depois voltar para o lugar e rezar em reparação da impiedade ocorrida.

É importante também que se invoque o Anjo da Guarda e todos os Santos Anjos presentes naquela celebração para que recolham as partículas consagradas que possam ter se perdido.

Para honrar Jesus NÃO devemos recebê-lo de um modo que lhe desagrade. Se os demônios gostam da comunhão dada na mão, nós NÃO deveríamos gostar…

Que Deus tenha misericórdia de seu povo e providencie bons pastores que os alimente com a verdade e com o Pão do Céu.

Assista o vídeo:


Um livro recém publicado em inglês por Dom Juan Rodolfo Laise, bispo emérito de San Luis, Argentina

Citando documentos oficiais do Vaticano, o Bispo Laise mostra que não existe nenhuma permissão legal no Novus Ordo para a prática da Comunhão na mão. Com base nessas evidências, ele proibiu esse abuso em sua própria diocese de San Luis, Argentina, durante seu mandato episcopal de 1971 a 2001 e, posteriormente, escreveu um livro sobre o assunto para encorajar outros bispos a examinar esse importante assunto com mais cuidado.

Da Introdução do livro:

Desde o início, sacerdotes e fiéis sob minha responsabilidade pastoral me pediram para não introduzir essa prática na diocese de San Luis. Convoquei uma reunião de padres para 8 de agosto, na qual apresentei o decreto de Roma e a instrução Memoriale Domini.

Eles concordaram unanimemente que, para o bem dos fiéis, a Comunhão na língua deveria ser mantida…

O resultado dessa reunião foi um decreto diocesano no qual reitero o pedido do papa e cumpri rigorosamente a lei vigente mantendo a proibição da Comunhão na mão.

No entanto, uma pergunta permaneceu: sendo o Memoriale Domini a única legislação em vigor, como é que todos adotaram a prática da Comunhão na mão como se fosse apenas uma opção proposta e até recomendada pela Igreja?

Buscando uma resposta para esta questão e para defender minha decisão – que foi bastante polêmica com alguns setores eclesiásticos que se manifestaram na mídia – estimulei uma investigação mais profunda sobre a história deste uso. E os resultados desta investigação encontram-se neste trabalho.

Das Conclusões:

Tudo o que foi elaborado até agora permite perceber que a história da reintrodução da comunhão na mão nada mais é do que o triunfo de um ato de desobediência. A consideração dos pormenores desta história torna-nos evidente a gravidade desta desobediência: de facto, é gravíssima sobretudo pelo próprio assunto de que trata; muito grave porque implica a resistência aberta a uma diretriz clara, explícita e solidamente fundamentada do papa; mais grave por sua extensão universal; mais grave porque quem não obedecia não eram apenas os fiéis ou sacerdotes, mas em muitos casos bispos e conferências episcopais inteiras; gravíssimo, porque não só ficaram impunes como obtiveram um êxito retumbante; mais grave, enfim, porque conseguiu que o estado de desobediência permanecesse oculto, fazendo com que se acreditasse, ao contrário, que adotavam uma proposta que

MEMORIALE DOMINI

Instrução sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão da Sagrada Congregação para o Culto Divino

Editado em 29 de maio de 1969.

Quando a Igreja celebra o memorial do Senhor, afirma pelo próprio rito a sua fé em Cristo e a sua adoração a Ele, Cristo presente no sacrifício e dado como alimento aos que participam da mesa eucarística.

Por isso, é uma grande preocupação da Igreja que a Eucaristia seja celebrada e compartilhada com a maior dignidade e fecundidade. Conserva intacta a tradição já desenvolvida que chegou até nós, cujas riquezas passaram para o uso e a vida da Igreja. As páginas da história mostram que a celebração e as recepções da Eucaristia assumiram várias formas. Nos nossos dias, os ritos da celebração da Eucaristia foram modificados de muitas e importantes maneiras, tornando-os mais adequados às necessidades espirituais e psicológicas do homem moderno. Além disso, ocorreu uma mudança na disciplina que rege a participação dos leigos no sacramento. A Sagrada Comunhão sob dois tipos, pão e vinho foi reintroduzida. Já havia sido comum na Igreja latina também, mas posteriormente foi progressivamente abandonado. Este estado de coisas generalizou-se na época do Concílio de Trento, que o sancionou e defendeu por ensino dogmático como sendo adequado às condições da época.[1]

Estas mudanças fizeram do banquete eucarístico e do fiel cumprimento do mandamento de Cristo um símbolo mais claro e vital. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, uma participação mais plena na celebração eucarística através da Comunhão sacramental suscitou aqui e ali o desejo de voltar ao antigo costume de depositar o pão eucarístico na mão do comungante, ele mesmo então comunicando, colocando-o em a boca dele.

De fato, em certas comunidades e em alguns lugares esta prática foi introduzida sem a aprovação prévia solicitada da Santa Sé e, às vezes, sem nenhuma tentativa de preparar adequadamente os fiéis.

Certamente é verdade que o uso antigo permitia que os fiéis pegassem esse alimento divino em suas mãos e o colocassem na boca.

Também é verdade que em tempos muito antigos era permitido levar consigo o Santíssimo Sacramento do local onde se celebrava o santo sacrifício. Isso era principalmente para poder dar a si mesmos o viático caso tivessem que enfrentar a morte por sua fé.

No entanto, as prescrições da Igreja e as evidências dos Padres deixam bem claro que a maior reverência foi mostrada ao Santíssimo Sacramento e que as pessoas agiram com a maior prudência. Assim, “que ninguém . . . coma essa carne sem primeiro adorá-la”[2] Quando uma pessoa toma (o Santíssimo Sacramento), ela é avisada: “…receba-o: tenha cuidado para não perder nada.”[ 3] “Pois é o Corpo de Cristo.”[4]

Além disso, o cuidado e o ministério do Corpo e Sangue de Cristo foram especialmente confiados a ministros sagrados ou a homens especialmente designados para esse fim: “Quando o presidente tiver recitado as orações e todo o povo tiver proferido uma aclamação, aqueles a quem chamamos os diáconos distribuem a todos os presentes o pão e o vinho pelos quais foram dadas graças e os levam aos ausentes»[5].

Logo a tarefa de levar a Santíssima Eucaristia aos ausentes foi confiada apenas aos ministros sagrados, para melhor garantir o respeito devido ao sacramento e atender às necessidades dos fiéis. Mais tarde, com o aprofundamento da compreensão da verdade do mistério eucarístico, do seu poder e da presença de Cristo nele, surgiu um maior sentimento de reverência para com este sacramento e sentiu-se que se exigiam uma humildade mais profunda ao recebê-lo. Assim foi estabelecido o costume de o ministro colocar uma partícula de pão consagrado na língua do comungante.

Este método de distribuição da Sagrada Comunhão deve ser mantido, tendo em conta a situação atual da Igreja em todo o mundo, não apenas porque tem atrás de si muitos séculos de tradição, mas sobretudo porque expressa a reverência dos fiéis pela Eucaristia. O costume não diminui em nada a dignidade pessoal de quem se aproxima deste grande sacramento: faz parte daquela preparação necessária para a recepção mais frutuosa do Corpo do Senhor.[6]

Esta reverência mostra que não se trata de uma participação no “pão e no vinho ordinário”[7], mas no Corpo e no Sangue do Senhor, mediante os quais “o povo de Deus partilha os benefícios do Sacrifício Pascal, renova a Nova Aliança que Deus fez com o homem de uma vez por todas pelo Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prenuncia e antecipa o banquete escatológico no reino do Pai.”[8]

Além disso, a prática que deve ser considerada tradicional garante, de forma mais eficaz, que a Sagrada Comunhão seja distribuída com o devido respeito, decoro e dignidade. Afasta o perigo de profanação das espécies sagradas, nas quais “de modo único, Cristo, Deus e homem, está presente íntegro, substancial e continuamente”[9]. pão consagrado que a Igreja sempre recomendou: “O que você deixou cair, pense nisso como se tivesse perdido um de seus próprios membros”[10].

Quando, portanto, um pequeno número de conferências episcopais e alguns bispos individuais pediram que a prática de colocar as hóstias consagradas nas mãos do povo fosse permitida em seus territórios, o Santo Padre decidiu que todos os bispos da Igreja latina deveriam ser questionados se eles achavam que oportuno introduzir este rito. Uma mudança em matéria de tal momento, baseada em uma tradição antiquíssima e venerável, não afeta apenas a disciplina. Traz consigo certos perigos que podem surgir da nova maneira de administrar a Sagrada Comunhão: o perigo de uma perda de reverência pelo augusto Sacramento do Altar, de profanação, de adulteração da verdadeira doutrina.

Três perguntas foram feitas aos bispos, e as respostas recebidas até 12 de março de 1969 foram as seguintes:

Você acha que se deve prestar atenção ao desejo de que, além da maneira tradicional, seja admitido o rito de receber a Sagrada Comunhão na mão?

Sim: 597 Não: 1.233 Sim, mas com reservas: 315 Votos inválidos: 20

  1. É seu desejo que este novo rito seja experimentado primeiro em pequenas comunidades, com o consentimento do bispo?

Sim: 751 Não: 1.215 Votos inválidos, 70

  1. Pensas que os fiéis acolherão com alegria este novo rito, depois de uma adequada preparação catequética?

Sim: 835 Não: 1.185 Votos inválidos: 128

Dos retornos fica claro que a grande maioria dos bispos acredita que a atual disciplina não deveria ser alterada e que, se fosse, a mudança seria ofensiva para os sentimentos e a cultura espiritual desses bispos e de muitos fiéis.

Portanto, levando em conta as palavras e os conselhos daqueles a quem “o Espírito Santo colocou para governar” as Igrejas,[11] em vista da gravidade do assunto e da força dos argumentos apresentados, o Santo Padre decidiu não mudar a maneira existente de administrar a Sagrada Comunhão aos fiéis.

A Sé Apostólica, portanto, exorta enfaticamente os bispos, sacerdotes e leigos a obedecerem atentamente à lei que ainda é válida e que foi novamente confirmada. Exorta-os a levar em conta o julgamento feito pela maioria dos bispos católicos, o rito agora em uso na liturgia, o bem comum da Igreja.

Onde prevalece um uso contrário, o de colocar a Sagrada Comunhão na mão, a Santa Sé – desejando ajudá-los a cumprir sua tarefa, muitas vezes difícil como é hoje em dia – atribui a essas conferências a tarefa de avaliar cuidadosamente quaisquer circunstâncias especiais que possam existir ali. , cuidando para evitar qualquer risco de falta de respeito ou de falsas opiniões sobre a Santíssima Eucaristia, e para evitar quaisquer outros efeitos nocivos que daí possam advir.

Nesses casos, as conferências episcopais examinem cuidadosamente os assuntos e tomem todas as decisões, por voto secreto e com maioria de dois terços, que sejam necessárias para regular os assuntos. Suas decisões devem ser enviadas a Roma para receber a confirmação necessária,[12] acompanhadas de um relato detalhado dos motivos que os levaram a tomar essas decisões. A Santa Sé examinará cuidadosamente cada caso, levando em conta os vínculos entre as diversas Igrejas locais e entre cada uma delas e a Igreja Universal, a fim de promover o bem comum e a edificação de todos, e para que o bom exemplo recíproco aumente a fé e piedade.

Nota: na Acta Apostolicae Sedis (pp. 546-547) a Instrução foi acompanhada de uma amostra da carta (em francês) que é enviada às hierarquias que pedem e recebem permissão para introduzir a prática da Sagrada Comunhão na mão . A carta estabelecia as seguintes regras:

  1. O novo método de administrar a Comunhão não deve ser imposto de forma a excluir o uso tradicional….

  2. O rito da Comunhão na mão deve ser introduzido com tato. Com efeito, estando em causa as atitudes humanas, está ligada à sensibilidade de quem recebe a Comunhão. Deve, portanto, ser introduzido gradativamente, a partir de grupos mais instruídos e preparados. É necessário, antes de tudo, que uma catequese adequada prepare o caminho para que os fiéis compreendam o significado da ação e a pratiquem com o respeito devido ao sacramento. O resultado desta catequese deve ser afastar qualquer sugestão de vacilação por parte da Igreja em sua fé na presença eucarística, e também remover qualquer perigo ou mesmo sugestão de profanação.

  3. O fato de que o leigo agora é capaz de receber a Sagrada Comunhão na mão não deve sugerir a ele que se trata de pão comum, ou apenas qualquer objeto sagrado. Ao contrário, deve fortalecer o senso de sua dignidade como membro do Corpo Místico de Cristo, do qual o batismo e a graça da Eucaristia o fazem parte. Experimentará assim um aumento da fé na grande realidade do Corpo e do Sangue do Senhor que toca com as mãos. Sua atitude respeitosa deve ser proporcional ao que ele está fazendo.

  4. Quanto ao modo de administrar o sacramento, pode-se seguir o método tradicional, que enfatizava a função ministerial do sacerdote ou do diácono, fazendo-os colocar a hóstia na mão do comungante. Pode-se também adotar um método mais simples, permitindo que o próprio comungante retire a hóstia do cibório. Em ambos os casos, o comungante deve consumir a hóstia antes de retornar ao seu lugar, e o papel do ministro será enfatizado por ele dizer: “O Corpo de Cristo”, ao qual o comungante responde: “Amém”.

  5. Seja qual for o método adotado, deve-se tomar cuidado para não deixar cair nenhum fragmento da hóstia….

  6. Quando a Comunhão é distribuída sob ambas as espécies, nunca é permitido colocar nas mãos dos comungantes hóstias que foram primeiro colocadas no Sangue do Senhor.

  7. Pede-se aos bispos aos quais foi permitido introduzir o novo rito da Comunhão que enviem um relatório à congregação, daqui a seis meses, sobre o resultado.

  8. [Traduzido de AAS 61 (1969), pp. 541-547.],

Endnotes

  1. 1. Cf. Council of Trent, session 21, The Doctrine of Communion under Both Kinds: Denz. 1726-1727.

  2. 2. St. Augustine, On the Psalms, 98, 9.

  3. 3. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis, V, 21.

  4. 4. Hippolytus, Apostolic Tradition, n. 37.

  5. 5. Justin, Apologia, 1, 65.

  6. 6. See St. Augustine, On the Psalms 98, 9.

  7. 7. See Justin, Apologia 1 66.

  8. 8. Instruction Eucharisticum Mysterium n. 3.

  9. 9. Ibid., n. 9.

  10. 10. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis V; 21.

  11. 11. See Acts 20:28.

  12. 12. See Vatican II Decree Christus Dominus, n. 38, par. 4.

 
 
 

Descubra, de uma vez por todas, porque NÃO devemos receber a Sagrada Comunhão na mão…

Devido à prática generalizada, a maioria dos católicos de hoje pensam que o infeliz gesto de se receber a S.S. Eucaristia nas mãos sempre foi algo normal.

Na verdade, pela falta de conhecimento e pela falta de piedade, as pessoas em geral não conseguem se aperceber que tal ato (receber a Sagrada Eucaristia nas mãos) é incompatível com a dignidade desse Augusto Sacramento.

A consciência de que a S.S. Eucaristia é o próprio Deus atrai os nossos joelhos para o chão em sua presença. Por isso diz o Salmo 94 “Vinde adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemos ante o Deus que nos criou”; tal gesto (de se ajoelhar) é o mais adequado diante de Nosso Senhor pois põe o ser humano em seu lugar de criatura, fazendo-o reconhecer humildemente a grandeza de Deus e o respeito que Lhe é devido.

Não é por acaso que os demônios gostam muito que se receba a S. Comunhão na mão e o inferno celebrou como grande vitória a introdução dessa infame prática na Igreja de Deus.

Continue lendo e, ao final do artigo, volte aqui para assistir uma aula especial sobre a origem da comunhão na mão:


O diabo sabe que quando alguém se ajoelha para receber Jesus Eucarístico, reforça sua fé e dá testemunho de que crê na presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento. Sabe também que o valor e a reverência daquilo em que todos põe a mão acaba por ser banalizado.

A inevitável pergunta que um católico honesto fará será: “se receber a comunhão na mão é algo mal que agrada tanto ao inferno e faz perder a reverência para com Jesus, porque tornou-se uma prática normal dentro da Santa Igreja?”

Normalmente quem faz uma pergunta assim desconhece o modo como o demônio age, e, como para tentar alcançar seu objetivo ele precisa destruir o núcleo em torno do qual gira e se alicerça toda a Igreja que é a Santíssima Eucaristia. Ignora igualmente que existe a chamada “Maçonaria Eclesiástica” cujos membros, infiltrados na Igreja, estão a serviço do inimigo para destruir a Igreja de Deus a partir de dentro e assim perder o maior número de almas possível. São muitos os cardeais, bispos e padres que fazem parte dessa organização. Outros não fazem parte, mas colaboram com seus objetivos em troca de dinheiro, poder ou outros favores; outros ainda (seguramente a maioria) colaboram de graça e com grande empenho, uma vez que foram convencidos que os caminhos ensinados e incentivados pelos revolucionários são os melhores…

Infelizmente, após a insistência de alguns bispos, o Papa Paulo VI autorizou a experiência de se receber a comunhão na mão durante um ano em três dioceses (uma na Holanda, outra na França e outra a Alemanha); após esse tempo, informado dos frutos ruins dessa prática, o Papa retirou a autorização; acontece que durante o ano que se autorizou a tal experiência naquelas três dioceses, a prática se esparramou, se alegando (falsamente) que o Papa havia autorizado, de modo que quando o Papa Paulo VI retirou sua autorização, a triste prática já havia se difundido por várias dioceses e países, especialmente na Europa. A Maçonaria Eclesiástica e seus aliados progressistas trabalharam muito para isso…

Claro que o Papa tinha a autoridade para impor sua decisão de revogar para sempre aquela infeliz autorização, mas diante da pressão de numerosos bispos e cardeais ele não quis comprar a briga. O Papa lamentou muito, mas foi fraco, não usando de sua autoridade quanto foi necessário.

João Paulo II compreendia muito melhor o desastre da prática de se receber a comunhão na mão. Falou contra e proibiu em Roma, mas não teve força para debelar esse mal de toda a Igreja pois já estava bem difundido. Limitou-se a garantir no novo Código de Direito Canônico por ele promulgado em 1983 o direito INALIENÁVEL dos fiéis receberem a Santíssima Eucaristia da forma mais piedosa, ou seja: de joelhos e na boca.

Como dito pelos demônios em vários e diferentes exorcismos, os “lá de baixo” trabalharam muito para fazer entrar na Igreja a prática de se receber a comunhão na mão, pois além de colaborar para fazer perder a fé e o respeito à Santíssima Eucaristia, faz perder muitas partículas que se desprendem das partículas maiores, fazendo Jesus Eucaristia ser jogado por terra milhares de vezes todos os dias; por isso disse o diabo em um outro exorcismo: “nós gostamos da comunhão na mão, pois assim podemos pisar em vosso Deus”. Além do que, a comunhão dada nas mãos facilitou muito o roubo de hóstias consagradas, que são utilizadas em rituais de missas negras e outras indizíveis profanações.

Se NÃO queremos colaborar com o objetivo de satanás de destruir a fé e a piedade eucarísticas, NUNCA MAIS deveríamos receber Jesus nas mãos, mas SEMPRE NA BOCA e, se possível, AJOELHADOS.

Os demônios odeiam a Deus e tudo o que é Sagrado e conduza a Deus; por isso odeiam tanto a comunhão recebida na boca e de joelhos, assim como odeiam o sagrado véu, a modéstia, etc…daí a raiva incontida daqueles padres e bispos que, influenciados ou guiados pelo inimigo, esbravejam e sobem o tom com fiéis, dizendo: “levanta, levanta!!!”; “na boca, na boca!!!”; ou simplesmente, ignoram o fiel que se ajoelhou para comungar…em todos esses casos o que se vê é um ódio irracional às coisas santas de Deus, sentimento tipicamente diabólico.

Receber A Santíssima Eucaristia na boca e de joelhos é um direito dos fiéis que NÃO pode ser negado por NENHUM sacerdote, bispo ou Conferência Episcopal. A Igreja (Santa Sé) que garante esse direito, consignado no CDC (Código de Direito Canônico) e em vários outros documentos normativos (p. Ex: Redemptionis Sacramentum), está acima dos padres, bispos e Conferências Episcopais.

Quando um padre ou bispo nega a Sagrada Comunhão na boca e/ou de joelhos querendo impor a impiedade da comunhão na mão e para tal, invoca a sua autoridade, apenas está demonstrando sua desonestidade, intolerância e soberba, uma vez que não aceita a autoridade da Igreja que o manda dar a comunhão aos fiéis que a pedem na boca e de joelhos. Nesse caso devemos perguntar: quem é o desobediente a Igreja?

Alguns para justificar o abuso de poder e a atitude arrogante dizem que a prática da comunhão na mão existe desde o início na Igreja; que a Igreja atualmente apenas restaurou uma prática antiga, etc…é preciso dizer que isso NÃO é verdade. A prática da comunhão na mão como se tem feito hoje NUNCA existiu na Igreja Primitiva. Durante os primeiros séculos, em algumas comunidades, os fiéis recebiam a Sagrada Eucaristia em um corporal colocado sobre as mãos e a levavam diretamente à boca, sem jamais tocar nelas com os dedos. Os corporais eram recolhidos e devidamente purificados. Entretanto, mesmo essa prática foi abolida pela Igreja já nos primeiros séculos por conta dos abusos que começaram a surgir, de forma que, a partir daí, o modo ordinário de se receber a Santíssima Eucaristia foi sempre NA BOCA E DE JOELHOS.

Que o fiéis não tenham medo de serem firmes na exigência do seu direito de comungar na boca e de joelhos. Não cedam à pressão, nem ao autoritarismo de padres e bispos impiedosos que não obedecem a Igreja, nem respeitam os direitos dos fiéis.

É preciso compreender que estamos em uma guerra espiritual onde NÃO devemos ceder espaço ao inimigo de Deus que quer destruir a verdadeira fé e levar as pessoas à descrença e consequentemente à condenação.

Os que têm a graça de crer, especialmente os têm uma fé mais esclarecida, NUNCA deveriam ceder ao plano no inimigo a pretexto obter o benefício da Santíssima Eucaristia, pois importa não apenas comungar e receber as graças advindas da Sagrada Eucaristia, mas antes de tudo importa honrar a Deus e fazê-lo honrado e adorado por todos, o que justamente é ofuscado pela prática da comunhão na mão.

O demônio é um ser inteligente e planeja a longo prazo. Sabia que a popularização dessa prática ajudaria a levar ao esfriamento da fé eucarística e a multiplicação dos sacrilégios e profanações tal como se pode ver em nossos dias.

Em outras palavras não deveríamos, a pretexto de obtermos os benefícios da Santíssima Eucaristia, colaborar com um plano diabólico que visa destruir a fé nessa mesma Eucaristia.

Entre receber a S.S Eucaristia nas mãos e não comungar, é melhor NÃO comungar. Quando negada a Sagrada Comunhão na boca, é melhor se recolher, fazer comunhão espiritual e atos de amor, adoração e reparação.

Não é necessário fazer escândalo nem gritarias; Respeitando Jesus Sacramentado e o sacerdote que está agindo mal, pode-se ficar ajoelhado o tempo que for preciso, depois voltar para o lugar e rezar em reparação da impiedade ocorrida.

É importante também que se invoque o Anjo da Guarda e todos os Santos Anjos presentes naquela celebração para que recolham as partículas consagradas que possam ter se perdido.

Para honrar Jesus NÃO devemos recebê-lo de um modo que lhe desagrade. Se os demônios gostam da comunhão dada na mão, nós NÃO deveríamos gostar…

Que Deus tenha misericórdia de seu povo e providencie bons pastores que os alimente com a verdade e com o Pão do Céu.

Assista o vídeo:


Um livro recém publicado em inglês por Dom Juan Rodolfo Laise, bispo emérito de San Luis, Argentina

Citando documentos oficiais do Vaticano, o Bispo Laise mostra que não existe nenhuma permissão legal no Novus Ordo para a prática da Comunhão na mão. Com base nessas evidências, ele proibiu esse abuso em sua própria diocese de San Luis, Argentina, durante seu mandato episcopal de 1971 a 2001 e, posteriormente, escreveu um livro sobre o assunto para encorajar outros bispos a examinar esse importante assunto com mais cuidado.

Da Introdução do livro:

Desde o início, sacerdotes e fiéis sob minha responsabilidade pastoral me pediram para não introduzir essa prática na diocese de San Luis. Convoquei uma reunião de padres para 8 de agosto, na qual apresentei o decreto de Roma e a instrução Memoriale Domini.

Eles concordaram unanimemente que, para o bem dos fiéis, a Comunhão na língua deveria ser mantida…

O resultado dessa reunião foi um decreto diocesano no qual reitero o pedido do papa e cumpri rigorosamente a lei vigente mantendo a proibição da Comunhão na mão.

No entanto, uma pergunta permaneceu: sendo o Memoriale Domini a única legislação em vigor, como é que todos adotaram a prática da Comunhão na mão como se fosse apenas uma opção proposta e até recomendada pela Igreja?

Buscando uma resposta para esta questão e para defender minha decisão – que foi bastante polêmica com alguns setores eclesiásticos que se manifestaram na mídia – estimulei uma investigação mais profunda sobre a história deste uso. E os resultados desta investigação encontram-se neste trabalho.

Das Conclusões:

Tudo o que foi elaborado até agora permite perceber que a história da reintrodução da comunhão na mão nada mais é do que o triunfo de um ato de desobediência. A consideração dos pormenores desta história torna-nos evidente a gravidade desta desobediência: de facto, é gravíssima sobretudo pelo próprio assunto de que trata; muito grave porque implica a resistência aberta a uma diretriz clara, explícita e solidamente fundamentada do papa; mais grave por sua extensão universal; mais grave porque quem não obedecia não eram apenas os fiéis ou sacerdotes, mas em muitos casos bispos e conferências episcopais inteiras; gravíssimo, porque não só ficaram impunes como obtiveram um êxito retumbante; mais grave, enfim, porque conseguiu que o estado de desobediência permanecesse oculto, fazendo com que se acreditasse, ao contrário, que adotavam uma proposta que

MEMORIALE DOMINI

Instrução sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão da Sagrada Congregação para o Culto Divino

Editado em 29 de maio de 1969.

Quando a Igreja celebra o memorial do Senhor, afirma pelo próprio rito a sua fé em Cristo e a sua adoração a Ele, Cristo presente no sacrifício e dado como alimento aos que participam da mesa eucarística.

Por isso, é uma grande preocupação da Igreja que a Eucaristia seja celebrada e compartilhada com a maior dignidade e fecundidade. Conserva intacta a tradição já desenvolvida que chegou até nós, cujas riquezas passaram para o uso e a vida da Igreja. As páginas da história mostram que a celebração e as recepções da Eucaristia assumiram várias formas. Nos nossos dias, os ritos da celebração da Eucaristia foram modificados de muitas e importantes maneiras, tornando-os mais adequados às necessidades espirituais e psicológicas do homem moderno. Além disso, ocorreu uma mudança na disciplina que rege a participação dos leigos no sacramento. A Sagrada Comunhão sob dois tipos, pão e vinho foi reintroduzida. Já havia sido comum na Igreja latina também, mas posteriormente foi progressivamente abandonado. Este estado de coisas generalizou-se na época do Concílio de Trento, que o sancionou e defendeu por ensino dogmático como sendo adequado às condições da época.[1]

Estas mudanças fizeram do banquete eucarístico e do fiel cumprimento do mandamento de Cristo um símbolo mais claro e vital. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, uma participação mais plena na celebração eucarística através da Comunhão sacramental suscitou aqui e ali o desejo de voltar ao antigo costume de depositar o pão eucarístico na mão do comungante, ele mesmo então comunicando, colocando-o em a boca dele.

De fato, em certas comunidades e em alguns lugares esta prática foi introduzida sem a aprovação prévia solicitada da Santa Sé e, às vezes, sem nenhuma tentativa de preparar adequadamente os fiéis.

Certamente é verdade que o uso antigo permitia que os fiéis pegassem esse alimento divino em suas mãos e o colocassem na boca.

Também é verdade que em tempos muito antigos era permitido levar consigo o Santíssimo Sacramento do local onde se celebrava o santo sacrifício. Isso era principalmente para poder dar a si mesmos o viático caso tivessem que enfrentar a morte por sua fé.

No entanto, as prescrições da Igreja e as evidências dos Padres deixam bem claro que a maior reverência foi mostrada ao Santíssimo Sacramento e que as pessoas agiram com a maior prudência. Assim, “que ninguém . . . coma essa carne sem primeiro adorá-la”[2] Quando uma pessoa toma (o Santíssimo Sacramento), ela é avisada: “…receba-o: tenha cuidado para não perder nada.”[ 3] “Pois é o Corpo de Cristo.”[4]

Além disso, o cuidado e o ministério do Corpo e Sangue de Cristo foram especialmente confiados a ministros sagrados ou a homens especialmente designados para esse fim: “Quando o presidente tiver recitado as orações e todo o povo tiver proferido uma aclamação, aqueles a quem chamamos os diáconos distribuem a todos os presentes o pão e o vinho pelos quais foram dadas graças e os levam aos ausentes»[5].

Logo a tarefa de levar a Santíssima Eucaristia aos ausentes foi confiada apenas aos ministros sagrados, para melhor garantir o respeito devido ao sacramento e atender às necessidades dos fiéis. Mais tarde, com o aprofundamento da compreensão da verdade do mistério eucarístico, do seu poder e da presença de Cristo nele, surgiu um maior sentimento de reverência para com este sacramento e sentiu-se que se exigiam uma humildade mais profunda ao recebê-lo. Assim foi estabelecido o costume de o ministro colocar uma partícula de pão consagrado na língua do comungante.

Este método de distribuição da Sagrada Comunhão deve ser mantido, tendo em conta a situação atual da Igreja em todo o mundo, não apenas porque tem atrás de si muitos séculos de tradição, mas sobretudo porque expressa a reverência dos fiéis pela Eucaristia. O costume não diminui em nada a dignidade pessoal de quem se aproxima deste grande sacramento: faz parte daquela preparação necessária para a recepção mais frutuosa do Corpo do Senhor.[6]

Esta reverência mostra que não se trata de uma participação no “pão e no vinho ordinário”[7], mas no Corpo e no Sangue do Senhor, mediante os quais “o povo de Deus partilha os benefícios do Sacrifício Pascal, renova a Nova Aliança que Deus fez com o homem de uma vez por todas pelo Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prenuncia e antecipa o banquete escatológico no reino do Pai.”[8]

Além disso, a prática que deve ser considerada tradicional garante, de forma mais eficaz, que a Sagrada Comunhão seja distribuída com o devido respeito, decoro e dignidade. Afasta o perigo de profanação das espécies sagradas, nas quais “de modo único, Cristo, Deus e homem, está presente íntegro, substancial e continuamente”[9]. pão consagrado que a Igreja sempre recomendou: “O que você deixou cair, pense nisso como se tivesse perdido um de seus próprios membros”[10].

Quando, portanto, um pequeno número de conferências episcopais e alguns bispos individuais pediram que a prática de colocar as hóstias consagradas nas mãos do povo fosse permitida em seus territórios, o Santo Padre decidiu que todos os bispos da Igreja latina deveriam ser questionados se eles achavam que oportuno introduzir este rito. Uma mudança em matéria de tal momento, baseada em uma tradição antiquíssima e venerável, não afeta apenas a disciplina. Traz consigo certos perigos que podem surgir da nova maneira de administrar a Sagrada Comunhão: o perigo de uma perda de reverência pelo augusto Sacramento do Altar, de profanação, de adulteração da verdadeira doutrina.

Três perguntas foram feitas aos bispos, e as respostas recebidas até 12 de março de 1969 foram as seguintes:

Você acha que se deve prestar atenção ao desejo de que, além da maneira tradicional, seja admitido o rito de receber a Sagrada Comunhão na mão?

Sim: 597 Não: 1.233 Sim, mas com reservas: 315 Votos inválidos: 20

  1. É seu desejo que este novo rito seja experimentado primeiro em pequenas comunidades, com o consentimento do bispo?

Sim: 751 Não: 1.215 Votos inválidos, 70

  1. Pensas que os fiéis acolherão com alegria este novo rito, depois de uma adequada preparação catequética?

Sim: 835 Não: 1.185 Votos inválidos: 128

Dos retornos fica claro que a grande maioria dos bispos acredita que a atual disciplina não deveria ser alterada e que, se fosse, a mudança seria ofensiva para os sentimentos e a cultura espiritual desses bispos e de muitos fiéis.

Portanto, levando em conta as palavras e os conselhos daqueles a quem “o Espírito Santo colocou para governar” as Igrejas,[11] em vista da gravidade do assunto e da força dos argumentos apresentados, o Santo Padre decidiu não mudar a maneira existente de administrar a Sagrada Comunhão aos fiéis.

A Sé Apostólica, portanto, exorta enfaticamente os bispos, sacerdotes e leigos a obedecerem atentamente à lei que ainda é válida e que foi novamente confirmada. Exorta-os a levar em conta o julgamento feito pela maioria dos bispos católicos, o rito agora em uso na liturgia, o bem comum da Igreja.

Onde prevalece um uso contrário, o de colocar a Sagrada Comunhão na mão, a Santa Sé – desejando ajudá-los a cumprir sua tarefa, muitas vezes difícil como é hoje em dia – atribui a essas conferências a tarefa de avaliar cuidadosamente quaisquer circunstâncias especiais que possam existir ali. , cuidando para evitar qualquer risco de falta de respeito ou de falsas opiniões sobre a Santíssima Eucaristia, e para evitar quaisquer outros efeitos nocivos que daí possam advir.

Nesses casos, as conferências episcopais examinem cuidadosamente os assuntos e tomem todas as decisões, por voto secreto e com maioria de dois terços, que sejam necessárias para regular os assuntos. Suas decisões devem ser enviadas a Roma para receber a confirmação necessária,[12] acompanhadas de um relato detalhado dos motivos que os levaram a tomar essas decisões. A Santa Sé examinará cuidadosamente cada caso, levando em conta os vínculos entre as diversas Igrejas locais e entre cada uma delas e a Igreja Universal, a fim de promover o bem comum e a edificação de todos, e para que o bom exemplo recíproco aumente a fé e piedade.

Nota: na Acta Apostolicae Sedis (pp. 546-547) a Instrução foi acompanhada de uma amostra da carta (em francês) que é enviada às hierarquias que pedem e recebem permissão para introduzir a prática da Sagrada Comunhão na mão . A carta estabelecia as seguintes regras:

  1. O novo método de administrar a Comunhão não deve ser imposto de forma a excluir o uso tradicional….

  2. O rito da Comunhão na mão deve ser introduzido com tato. Com efeito, estando em causa as atitudes humanas, está ligada à sensibilidade de quem recebe a Comunhão. Deve, portanto, ser introduzido gradativamente, a partir de grupos mais instruídos e preparados. É necessário, antes de tudo, que uma catequese adequada prepare o caminho para que os fiéis compreendam o significado da ação e a pratiquem com o respeito devido ao sacramento. O resultado desta catequese deve ser afastar qualquer sugestão de vacilação por parte da Igreja em sua fé na presença eucarística, e também remover qualquer perigo ou mesmo sugestão de profanação.

  3. O fato de que o leigo agora é capaz de receber a Sagrada Comunhão na mão não deve sugerir a ele que se trata de pão comum, ou apenas qualquer objeto sagrado. Ao contrário, deve fortalecer o senso de sua dignidade como membro do Corpo Místico de Cristo, do qual o batismo e a graça da Eucaristia o fazem parte. Experimentará assim um aumento da fé na grande realidade do Corpo e do Sangue do Senhor que toca com as mãos. Sua atitude respeitosa deve ser proporcional ao que ele está fazendo.

  4. Quanto ao modo de administrar o sacramento, pode-se seguir o método tradicional, que enfatizava a função ministerial do sacerdote ou do diácono, fazendo-os colocar a hóstia na mão do comungante. Pode-se também adotar um método mais simples, permitindo que o próprio comungante retire a hóstia do cibório. Em ambos os casos, o comungante deve consumir a hóstia antes de retornar ao seu lugar, e o papel do ministro será enfatizado por ele dizer: “O Corpo de Cristo”, ao qual o comungante responde: “Amém”.

  5. Seja qual for o método adotado, deve-se tomar cuidado para não deixar cair nenhum fragmento da hóstia….

  6. Quando a Comunhão é distribuída sob ambas as espécies, nunca é permitido colocar nas mãos dos comungantes hóstias que foram primeiro colocadas no Sangue do Senhor.

  7. Pede-se aos bispos aos quais foi permitido introduzir o novo rito da Comunhão que enviem um relatório à congregação, daqui a seis meses, sobre o resultado.

  8. [Traduzido de AAS 61 (1969), pp. 541-547.],

Endnotes

  1. 1. Cf. Council of Trent, session 21, The Doctrine of Communion under Both Kinds: Denz. 1726-1727.

  2. 2. St. Augustine, On the Psalms, 98, 9.

  3. 3. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis, V, 21.

  4. 4. Hippolytus, Apostolic Tradition, n. 37.

  5. 5. Justin, Apologia, 1, 65.

  6. 6. See St. Augustine, On the Psalms 98, 9.

  7. 7. See Justin, Apologia 1 66.

  8. 8. Instruction Eucharisticum Mysterium n. 3.

  9. 9. Ibid., n. 9.

  10. 10. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis V; 21.

  11. 11. See Acts 20:28.

  12. 12. See Vatican II Decree Christus Dominus, n. 38, par. 4.

 
 
 

“Não há praticamente nenhum crime que mais ofenda a Deus do que o da comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram com palavras e exemplos assombrosos. Aquele que comunga em pecado mortal comete um delito maior que o de Herodes, diz Santo Agostinho; mais horrendo que o de Judas, diz São João Crisóstomo; mais terrível do que o que cometeram os judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso acrescenta São Paulo: será réu do Corpo e Sangue de Cristo; isto diz a Glosa: será castigado como se com suas mãos tivesse matado o Filho de Deus.

A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para puni-lo no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte; de modo que, desde o tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos, por suas comunhões sacrílegas, padeciam gravíssimos males corporais, e outros morriam.

São Cipriano refere que alguns de seu tempo que recebiam a sagrada Comunhão indignamente eram acometidos de dores intoleráveis nas entranhas, até morrem arrebentados. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demônios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu poque se continuaram naquela cidade as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão Pascal. E o mesmo refere a respeito de seu tempo Santo Anselmo, por haverem cumprido mal este preceito. Lemos na vida de São Bernardo que um monge se atreveu a comungar em pecado mortal; mas – coisa terrível – assim que o santo lhe deu a Sagrada Hóstia rebentou como Judas e como ele se condenou eternamente.

Segundo o célebre P. Arbiol, havia em certo lugar uma senhora que por ocasião de uma festa muito solene foi se confessar, e o confessor, encontrando-a em uma ocasião próxima de pecar, lhe disse que não podia absolvê-la se ela não se afastasse primeiro da ocasião e que naquele dia ela não podia receber a sagrada Comunhão; mas ela quis recebê-la sem se importar com o que lhe disse o confessor, e, no momento em que teve a sagrada Hóstia na garganta, afogou-se, caindo morta na própria igreja, na presença de muitas pessoas.


Eu poderia citar um grande número de casos desta natureza, não apenas antigos, mas também modernos, embora atualmente não aconteçam tantos, porque, creio eu, os bons, por temor, se abstém de frequentar os Santos Sacramentos; e Jesus, pelo amor que nos tem e para nosso bem, prefere deixar impunes visivelmente os sacrilégios, para que os bons o recebam com frequência, visto que estes não o recebem temerosos dos castigos dos profanadores. Mas se a estes últimos não os castiga visivelmente, o faz invisivelmente com a cegueira do entendimento, a dureza de coração e com seu abandono neste mundo, e depois, no outro, com as penas eternas do inferno.

Encomenda-te a Maria Santíssima, para que te alcance os auxílios de que necessitas para poder receber com frequência e dignamente os Santos Sacramentos.

E para que conheças melhor o quanto convém receber com boa disposição os Santos Sacramentos e os diferentes efeitos que causam, por conclusão te referirei outro caso que se lê na vida dos Santos Padres:

Havia um Bispo muito virtuoso que, tendo sido avisado que duas pessoas viviam ilicitamente, suplicou ao Senhor que se dignasse lhe manifestar o estado de consciência de seus súditos. Deus ouviu suas súplicas e um dia, depois de ter distribuído a sagrada Comunhão a um grande número de pessoas, viu que uns tinham o rosto negro como o carvão, a outros lhes brilhavam os olhos, e outros estavam muito elegantes e vestidos de branco. Repetiu a súplica o bom Prelado, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. No mesmo instante apareceu um anjo e lhe disse:

“Saiba que estes que têm o rosto negro são os impuros e desonestos; esses outros aos quais brilham os olhos são os avaros, usurários e vingativos; e os que vê tão elegantes e vestidos de branco são os que se acham em graça e adornados de virtudes”.

Vieram também comungar as pessoas acusadas de trato ilícito, e as viu igualmente resplandecentes e elegantes, o que fez o Bispo pensar que havia sido enganado, mas o anjo lhe disse que era verdade quanto lhe haviam dito, mas tendo elas se afastado da ocasião [de pecar] e feito uma boa confissão, os seus pecados haviam sido perdoados, e com isto estavam bem dispostas para receber a sagrada Comunhão, a qual lhes havia causado estes admiráveis efeitos.


Portanto, amável irmão em Jesus Cristo, pelo grande amor que te professo, te suplico e peço que nunca vá receber a sagrada Comunhão em pecado mortal; mas não te assustes se te encontras em tão desgraçado estado: confessa-te logo, e verdadeiramente arrependido; pratique muitos e fervorosos atos de humildade, confiança e amor; e comungando com esta disposição estarás cheio dos grandes e celestiais frutos que causa a sagrada Eucaristia a quem a recebe dignamente.

Quero aqui dizer-te os principais, para que tu queiras recebê-la mais e mais:

1.º Aumenta a graça. 2.º Da luz à alma a fim de conhecer o bem para segui-lo e o mal para evitá-lo. 3.º Aviva a fé e a esperança. 4.º Inflama a caridade. 5.º Modera a ira e demais paixões, preservando-nos de pecar. 6.º Nos une a Jesus Cristo. 7.º Nos dá uma suavidade espiritual, pela qual se faz com gosto todas as obras de virtude. 8.º Afugenta os demônios, para que não nos tentem tantas vezes. 9.º Acalma o remorso da consciência. 10.º Nos faz ter grande confiança em Deus na hora da morte. 11.º Alimenta a alma dando-lhe vigor, assim como o pão material o dá ao corpo. 12.º Por último, nos dá especiais auxílios para perseverar no bem e chegar à eterna glória da qual é penhor certo, o que eu te desejo de todo coração, como para mim mesmo”.

Em que consiste a Comunhão Sacrilega❓

Qui manducat et bibit indigne, iudicium sibi manducat et bibit, non diiudicans corpus Domini – “O que come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não fazendo discernimento do corpo do Senhor” (1Cor 11, 29)

Antes de te aproximares da Mesa eucarística, examina sempre a tua consciência, e se por desgraça tiveres remorso de alguma falta grave, purifica a tua alma pela confissão sacramental. Quanto às culpas veniais, esforça-te por tirá-las de tua alma, ao menos as que forem deliberadas, e afasta de ti tudo o que não seja Deus. Ai daquele que comunga indignamente! Torna-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e portanto come-O e bebe-O para a sua própria condenação.

I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.”

Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus.

A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte.

No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram.

São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão pascal.


Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente.

I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.”

Que dirias do perverso que tirando a sacrossanta Hóstia da Âmbula sagrada, a atirasse a um vil monturo? Pior do que isso, diz São Vicente Ferrer, faz aquele que tem a ousadia de comungar sacrilegamente; porque, de certo modo, atenta contra o corpo de Jesus Cristo, obriga esta vítima inocente a morar em seu coração cheio de corrupção, entrega o Cordeiro imaculado nas mãos dos demônios que o insultam da mais horrenda maneira.

Pelo que Santo Agostinho compara os sacrílegos aos pérfidos Judeus, que crucificaram o nosso Redentor. Com esta diferença, porém: que os Judeus crucificaram ao Senhor da glória enquanto era terrestre e mortal, e os sacrílegos crucificam-No agora que reina no céu; aqueles só uma vez se atreveram a crucificá-Lo, estes renovam o deicídio freqüentes vezes; aqueles se tinham declarado inimigos figadais de Cristo, estes traem-No ao mesmo tempo que, pelo menos exteriormente, O reconhecem por seu Deus, simulando reverência e devoção, e imitando a Judas, abusam do sinal de paz: Osculo Filium hominis tradis (1) — “Com um beijo entregas o Filho do homem”.

É disso que Jesus se queixa sobretudo, pela boca de Davi: Si inimicus meus maledixisset mihi, sustimissem utique (2). Se um inimigo, parece dizer Jesus Cristo, me tivesse ultrajado, eu o suportaria com menos pena; mas tu, meu íntimo, meu ministro e príncipe entre o povo; tu, a quem dei tantas vezes a minha carne para sustento: tu me vendes ao demônio por um capricho, por uma vil satisfação, por um punhado de terra?

II. Mas ai do sacrílego! Ai de quem tem a ousadia de tornar-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, chegando-se indignamente à Mesa sagrada! Falando o Senhor com Santa Brígida a respeito daqueles infelizes, repetiu-lhe as palavras proferidas com relação ao pérfido Judas: Bonum erat ei, si natus non fuisset homo ille (3) — Seria melhor para eles se nunca houvessem nascido. Sim, porque, como diz São Paulo: “Quem come este pão e bebe este cálice do Senhor indignamente, come-O e bebe-O para sua própria condenação: iudicium sibi manducat et bibit.”

Segundo um padre, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas. Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores.

Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos.

E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles.

Um outro caso que li na vida dos Santos Padres:

Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram- se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados.

Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado.

Confessa-te logo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos atos de humildade, confiança e de amor a Deus e, com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente.

Meu irmão, a fim de que não te suceda tamanha desgraça, segue o aviso do mesmo Apóstolo: Probet autem seipsum homo (4) — “Examine-se, pois, a si mesmo o homem”. Examina a tua conduta, e se a consciência te acusar de alguma grave culpa, purifica-a por meio de uma boa Confissão sacramental, antes de tomar o alimento da vida eterna. — Quanto às culpas veniais, deves tirar da alma ao menos as cometidas deliberadamente e expulsar do coração tudo que não é Deus. É o que, na interpretação de São Bernardo, significam as palavras que Jesus Cristo disse aos apóstolos, antes de lhes dar a comunhão na última ceia: Qui lotus est non indiget nisi ut pedes lavet (5) — “Aquele que está lavado, não tem necessidade de lavar senão os pés”.

Meu dulcíssimo Jesus, oh! Pudesse eu lavar com minhas lágrimas, e até com meu sangue, as almas infelizes em que o vosso amor é tão ultrajado no santíssimo Sacramento! Oh, pudesse fazer com que todos os homens se abrasem em vosso amor! Mas, se isto não me é concedido, desejo ao menos, Senhor, e proponho visitar-Vos muitas vezes e receber-Vos em meu coração, para Vos adorar, como de presente o faço, em reparação dos desprezos que recebeis dos homens neste diviníssimo mistério. Ó Pai Eterno, acolhei esta fraca homenagem que hoje Vos rende o mais miserável dos homens, em reparação das injúrias feitas a vosso divino Filho sacramentado; acolhei-a unida com a honra infinita que Jesus Cristo Vos deu sobre a Cruz e Vos dá ainda todos os dias no santíssimo Sacramento. E vós, minha Mãe Maria, obtende-me a santa perseverança.

Referências: (1) Lc 22, 48 (2) Sl 54, 13 (3) Mt 26, 24 (4) 1Cor 11, 28 (5) Jo 13, 10


O Que É Pecado Mortal?

A maioria dos pecados que cometemos diariamente são pecados veniais. Geralmente não são graves delitos, e às vezes não sabemos que estamos realmente pecando.

Esses pecados veniais ainda machucam sua relação com Cristo e enfraquecem sua alma, mas isso não o remove completamente da graça de Deus.

Um pecado mortal, por outro lado, é grave (tipicamente um dos pecados cobertos pelos dez mandamentos), é cometido com seu pleno conhecimento, e com seu consentimento deliberado.

Essas três condições devem ser cumpridas para que um pecado seja considerado mortal. O pecado mortal é considerado tão grave porque você deliberadamente escolheu se afastar da graça de Deus. Você escolheu que prefere viver em pecado, e, finalmente, ser condenado ao inferno. Você rejeitou o amor de Deus.

Aqui está o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre as consequências do pecado mortal (CCC 1861).

O pecado mortal é uma possibilidade radical de liberdade humana, assim como o próprio amor. Resulta na perda da caridade e na privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. Se não é redimido pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, causa a exclusão do reino de Cristo e da morte eterna do inferno, pois nossa liberdade tem o poder de fazer escolhas para sempre, sem voltar atrás.
 
 
 
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