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H

HÁBITO

é uma inclinação adquirida pela repetição dum ato, para fazer atos semelhantes. A repetição de um ato dá à faculdade que o produz uma certa facilidade em praticá-lo, esta facilidade dispõe a faculdade a produzir constantemente o mesmo ato, e deste modo nasce e se radica o hábito. Os mesmos atos repetidos, se são maus, formam o hábito vicioso ou o vício; se são bons, formam o hábito virtuoso ou a virtude. O que se faz por hábito voluntariamente contraído e não retratado é imputável; o que se faz por hábito inadvertidamente contraído ou retratado depois de conhecido, não é imputável.

HÁBITO ECLESIÁSTICO

ou clerical é o vestuário próprio dos Eclesiásticos, os quais devem trazer hábito decente, segundo os costumes legítimos dos lugares e as prescrições do Bispo próprio (C. 136).

Sem licença do Bispo do lugar, não podem os associados de qualquer Confraria, ainda que ereta por Religiosos, trazer hábito próprio em procissões ou em outras funções sagradas (C. 713, 714).

HEREGE

é aquele que, tendo recebido o sacramento do Batismo, embora conservando o nome de cristão, nega ou põe em dúvida, pertinazmente, alguma das verdades da Fé divina e católica, propostas pela Igreja à crença dos cristãos (C. 1325). Se é notoriamente herege, fica separado da união com a Igreja Católica e não pode receber os Sacramentos (C. 731).

HERESIA

é o erro voluntário e pertinaz do cristão contra alguma verdade da Fé divina. É pecado gravíssimo, que separa o cristão radicalmente de Deus e do caminho da salvação.

HERESIARCA

é o autor de uma heresia, ou o chefe de uma seita herética.

HETERODOXO

é aquele que professa doutrina contrária à doutrina Católica.

HIERARQUIA ECLESIÁSTICA

é, por instituição divina, constituída pelos Bispos, Presbíteros e Ministros, sob a Autoridade suprema do Papa, Chefe da Igreja universal (C. 108).

Aos Apóstolos deu Jesus Cristo o poder de ensinar, reger e santificar os fiéis, e a Pedro deu o Primado sobre os outros Apóstolos, dizendo-lhes que estaria com eles até à consumação dos séculos.

São Pedro tem como sucessor o Papa; os Apóstolos têm como sucessores os Bispos, os quais têm como auxiliares os Presbíteros e os Ministros ou Clérigos menores. Desta sorte a hierarquia instituída por Jesus Cristo se perpetua na Igreja até à consumação dos séculos.

HIPERDULIA

— Ver a palavra CULTO.

HIPOCRISIA

é a simulação de pessoa alheia ou o fingimento daquilo que a pessoa não é. O fim próximo que o hipócrita tem em vista é mostrar-se diferente do que é; o fim remoto é o lucro ou a glória. A hipocrisia é sempre um pecado, mas só é mortal quando em detrimento grave da Fé, ou de pessoa, ou da Igreja.

HISSOPE

é uma varinha de madeira com pêlos na extremidade, ou haste de metal terminada por uma esfera com orifícios, que se usa na igreja para fazer aspersão da água benta.

HOLOCAUSTO

era, entre os judeus, o sacrifício em que a vítima ficava totalmente consumida pelo fogo. Deste modo manifestavam que reconheciam Deus como Senhor Supremo de todas as criaturas.

HOMEM

é uma criatura composta de corpo organizado, mas corruptível, e alma racional, espiritual e imortal.

O primeiro homem foi criado por Deus, que o colocou no paraíso terreal em estado de poder ir gozar a felicidade do Céu, depois de passar algum tempo neste mundo sem nada sofrer.

Ao primeiro homem, chamado Adão, Deus deu a primeira mulher, Eva, e de ambos descende o gênero humano. Adão ofendeu a Deus, desobedecendo-lhe, como o fez igualmente sua mulher. Como castigo, Deus expulsou-os do paraíso, sujeitou-os e a toda a sua descendência ao sofrimento e à morte, ficando privados da graça divina, sem a qual é impossível entrar no Céu.

Não obstante, o homem é a maior grandeza do mundo em que vive, não pelo corpo, que é fraqueza e corrupção, mas pela alma espiritual, pela qual conhece, raciocina, e se eleva até ao próprio Deus. Honremos a nossa própria grandeza com uma vida honrada, vivendo sempre como homens que caminham para Deus.

HOMICÍDIO

é o atentado contra a vida do próximo. É proibido pelo V Mandamento da Lei de Deus.

Mas, para ser pecado ou crime grave é necessário que seja voluntariamente praticado. Não só é criminoso aquele que mata voluntariamente, mas também aquele que manda, aconselha, ou fornece armas para matar, e ainda aquele que não impede o assassinato, podendo impedi-lo sem grave inconveniente. Todavia o homicídio é lícito em caso de legítima defesa, desde que não haja outro meio de defender a própria vida ou os bens de fortuna de valor importante.

Quem, usando do direito natural de legítima defesa, mata outrem, não mata para matar, mas para não ser morto por um malfeitor, cuja vida não nos merece mais respeito do que a nossa própria vida.

HOMILIA

é uma breve explicação do evangelho ou de alguma parte da doutrina cristã, feita nas Missas dos Domingos e Dias Santos a que assistam fiéis, quer nas igrejas, nas capelas, ou oratórios. Não só os Párocos, mas também todos os Sacerdotes que nesses dias celebram Missa a que assistem fiéis são obrigados a fazer homilia (C. 1344, 1345 e C. P.). Dessa obrigação resulta para os fiéis a obrigação de a ouvirem com a intenção de aprender e praticar.

HONESTIDADE PÚBLICA

é um impedimento dirimente do Matrimônio que nasce de um Matrimônio inválido, quer consumado quer não, e de um concubinato público ou notório. Dirime o Matrimônio no primeiro e no segundo grau de linha reta entre o homem e as consanguíneas da mulher, e vice-versa (C. 1078).

HONRA

é o prêmio de qualquer virtude; é o testemunho da excelência que há no homem, principalmente da sua virtude. É o máximo bem entre os bens exteriores.

Quanto a Deus, pode ser no coração de cada um: quanto aos homens, tem de se manifestar nos atos exteriores. É devida aos Superiores por causa da sua excelência; é devida aos que ocupam na sociedade um lugar superior.

HORAS CANÔNICAS

são o ofício divino ou a reza do Breviário, que a Lei da Igreja impõe aos Clérigos de Ordens maiores, e que devem recitar a determinadas horas.

HORA SANTA

é um exercício de devoção pedido por Jesus Cristo a santa Margarida Maria, o qual deve durar uma hora passada em oração, recordando a agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. Este exercício pode ser feito em qualquer lugar, e tanto em particular como em comum; mas é preferível fazê-lo diante do Santíssimo Sacramento. Deve ser feito de quinta para sexta-feira, e a qualquer hora desde as 14 horas, mas a hora mais própria é das 23 à meia noite.

HOSANA

canto de alegria, aclamação.

HÓSTIA

é o nome que se dá ao pedacinho de pão sem fermento, de forma circular e muito tino, que o Sacerdote consagra na Missa, e sob cujas aparências ou espécies fica, depois de consagrado, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão realmente como está no Céu.

Com a forma redonda foram usadas as hóstias desde os primeiros séculos da Igreja, mas eram grandes, para serem divididas na comunhão aos fiéis. Pela disciplina da Igreja, provavelmente desde o século XI, o Sacerdote consagra para o Sacrifício da Missa e sua comunhão uma hóstia grande e para a comunhão dos fiéis consagra hóstias menores.

A hóstia é feita de massa de farinha de trigo puro, sem fermento, porque era assim fabricado o pão que os judeus usavam na ceia pascal.

HUMILDADE

é a virtude que refreia o espírito, para que não tenda imoderadamente para coisas altas. Tender para coisas altas com confiança em Deus, não é contra a humildade. Esta virtude faz-nos conhecer a nossa facilidade e leva-nos a atribuir a Deus tudo o que temos e tudo o que fazemos de bom, pois Jesus disse que «sem Deus nada podemos fazer».

Pertence à humildade considerar os próprios defeitos, para não nos exaltarmos, o que seria orgulho: nem desprezarmos os Dons de Deus, o que sena ingratidão. Jesus Cristo disse: «Aquele que se exaltar será humilhado, aquele que se humilhar será exaltado» (Ev. S. Mat. XXIII, 12): e o Apóstolo São Pedro escreveu: «Inspirai todos a humildade uns aos outros, humilhai-vos debaixo da poderosa mão de Deus, para que vos exalte no fim da sua visita (ou no vosso julgamento) (Ep. S. Ped. V. 56).

HIPNOTISMO

é a arte de produzir no homem o sono por meios mais ou menos científicos, geralmente por aqueles que fatigam os sentidos e debilitam a atenção do que se sujeita a ser hipnotizado. O meio mais vulgar de hipnotizar é a sugestão verbal: o hipnotizante exprime verbalmente e com império o preceito de dormir, e imediatamente o homem dorme, fica completamente sujeito à vontade do hipnotizante.

Não deve ser usado por motivo de curiosidade, por causa dos perigos de ordem física e moral que daí podem resultar; pode ser usado pelos médicos e outros homens de ciência, para cura de alguma enfermidade e por motivo de progresso da ciência, contanto que se observem os direitos da honestidade.

 
 
 

G

GALHETAS

são os pequenos vasos de vidro ou de outra matéria, em que se deita o vinho e a água para a Missa. São colocadas num prato onde cai a água do Lavabo. Devem estar sempre muito limpas, como convém ao serviço em que se empregam.

GEENA

palavra usada na Sagrada Escritura para significar o lugar de tormentos eternos a que os réprobos são condenados. É uma alusão a um vale profundo, onde eram lançadas as imundícies da cidade de Jerusalém, as quais ardiam continuamente sem que o fogo se extinguisse.

GENEROSIDADE

é uma virtude que imprime à nossa vontade a força precisa para cumprir, com grandeza de ânimo e até ao fim, o que a consciência nos indica ser o nosso dever. Reconhecemos se somos generosos se, interrogando a consciência sobre se poderíamos ter feito mais por melhor cumprir um dever, ela nos responde que fizemos tudo quanto podíamos. A virtude da generosidade manifesta-se principalmente no cumprimento dos deveres de cada dia, nos sofrimentos, e no zelo.

GENUFLEXÃO

faz-se com os dois joelhos;

a) diante do Santíssimo Sacramento exposto;

b) diante do sacrário aberto, estando dentro a Hóstia consagrada;

c) diante do cofre que encerra a Hóstia consagrada para a Missa dos pré-santificados, Quinta e Sexta-feira santa. —

Faz-se a genuflexão com um joelho:

a) quando se passa diante do sacrário fechado, e diante do altar onde se está celebrando a Missa, desde a consagração até à comunhão, e quando está exposto, a não ser quando se chega ao altar da exposição ou quando se sai;

b) quando se saúda uma relíquia do santo Lenho ou de outro instrumento da Paixão de Jesus Cristo, estando exposta à veneração dos fiéis no lugar principal do altar;

c) quando se passa diante do altar durante os atos litúrgicos; (os Prelados, os Cônegos da Catedral, nos atos em que têm direito a revestir-se das insígnias canonicais, e o celebrante paramentado, saúdam a cruz com inclinação apenas);

d) Sexta-feira santa, desde que a cruz é descoberta até Sábado de Aleluia depois de Noa;

d) ao Bispo na sua diocese e ao Metropolita na sua Província eclesiástica, e ao Cardeal. Na presença de um Cardeal só a ele e a nenhum outro Prelado se faz a genuflexão.

GOZO

é um movimento da alma que se compraz em um bem presente. Como o bem se apresenta à nossa alma ou por intermédio dos sentidos, ou imediatamente pelas faculdades superiores do espírito, assim há gozos que provêem dos sentidos e gozos que nascem do espírito.

Uns e outros podem afastar-nos de Deus e levar-nos a toda a espécie de imperfeições e pecados, se não forem convenientemente moderados.

O verdadeiro gozo que uma alma cristã deve procurar encontra-se em Deus, pois só em Deus descobrimos todas as perfeições que podem satisfazer as aspirações da nossa alma. Mas esse gozo só pode ser sentido por quem traz a consciência tranquila, isenta de pecado, e ansiosa por conformar-se com Deus.

Não pode sentir esse salutar e verdadeiro gozo quem põe a sua afeição e procura prazer nas coisas passageiras, como são as riquezas, as amizades carnais, as comodidades da vida, os vãos prazeres que o mundo oferece.

GRAÇA

é um dom sobrenatural que Deus nos concede gratuitamente e pelos merecimentos de Jesus Cristo, para podermos santificar a nossa vida e obter a nossa salvação eterna.

A Graça é um bem maior que todos os bens do Universo; estes são para a vida presente que termina com a morte e não mais lhe aproveitam; a Graça é para a perfeição moral da vida presente e para a vida eterna; é já um princípio da vida celeste em nós, é Deus vindo até nós com o seu auxílio para nós nos elevarmos até Ele. O Apóstolo São Paulo diz: «A Graça de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ep. Rom. VI, 23).

A Graça de Deus é uma realidade, é alguma coisa como que o reflexo de Deus projetado na nossa alma, um princípio de ação e de força que nos é comunicado do alto. O seu caráter próprio é infundir em nós possibilidades novas, um vigor sobrenatural que não existia na nossa alma. Assim o ensina São Paulo, dizendo: «Posso tudo n’Aquele que me dá a força» (Ep. Filip. IV, 13).

A Graça é-nos tão necessária que sem ela não podemos ir para o Céu; perdemo-la se cometemos um pecado mortal; recuperamo-la por meio do sacramento da Penitência, ou por um ato de contrição perfeita não sendo possível receber o Sacramento; e conserva-se pela prática de atos de piedade, pela fuga das ocasiões de pecado, e sobretudo pela sagrada Comunhão frequente.

Chama-se Graça atual o auxílio sobrenatural, momentâneo, passageiro, que Deus concede à alma para cada ato bom que praticamos;

Graça habitual, a que permanece na alma enquanto não cometemos um pecado mortal;

Graça santificante, a que apaga o pecado e nos eleva ao estado de santidade ou de união com Deus;

Graça sacramental, a que recebemos em cada Sacramento, dando-nos a aptidão para cumprirmos de modo sobrenatural os deveres que o Sacramento nos impõe.

A Graça é comunicada aos homens, servindo-se Deus de vários meios: ou a comunica diretamente, inspirando-lhes bons pensamentos e movendo-lhes a vontade para o bem; ou indiretamente, pela pregação do Evangelho, pelos Sacramentos, e pela oração, na qual o homem está em comunicação com Deus.

GRADUAL

era o livro que continha as orações que se cantavam depois da Epístola, à Missa cantada. Agora chama-se Gradual a uns versículos que se lêem ou cantam depois da Epístola.

GREMIAL

é um pano que se coloca sobre os joelhos do Bispo que exerce uma função litúrgica, quando está sentado.

GUERRA

é uma luta armada entre duas ou mais Nações, para fazerem vingar pela força os seus direitos, verdadeiros ou pretendidos. Três condições hão de dar-se para que a guerra seja legítima:

Autoridade do supremo poder civil, causa justa, intenção reta, a qual intenção consiste no desejo de promover o bem da sociedade ou de livrá-la de um mal gravíssimo.

A causa da guerra é indicada pelo apóstolo ao. Tiago: «Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Não vêm elas das vossas paixões que combatem em vossos membros? Cobiçais e não tendes, matais, invejais e não podeis alcançar, litigais e fazeis guerras, e não tendes porque não pedis (a Deus). Pedis e não recebeis, e isto porque pedis mal, para satisfazerdes as vossas paixões» (Ep. S. Tia. IV, 1-3).

Não haveria guerras nem contendas se os homens se submetessem à vontade de Deus, se cumprissem os mandamentos do Decálogo e pedissem a Deus luzes e forças para dominarem as próprias paixões.

GUISAMENTOS

são a mesma coisa que alfaias da igreja.

GULA

é o desordenado apetite de comer e de beber. É um dos sete pecados capitais, mas só é mortal quando o excesso na comida ou na bebida prejudica gravemente a saúde ou impede o uso da razão. São efeitos da gula: o embrutecimento da inteligência, a imoderação da língua, a propensão para a luxúria, a embriaguês, o alcoolismo. Por isso Jesus Cristo nos advertiu, dizendo: «Velai sobre vós para que não suceda que os vossos corações se façam pesados com demasias de comer e de beber» (Ev. S. Luc. XXI, 34).

São remédios contra a gula: a consideração do fim porque nos alimentamos; a observação dos efeitos do excesso da comida e da bebida; a mortificação do apetite ao comer e ao beber e a prática dos exercícios de piedade.

 
 
 

F

FALSO TESTEMUNHO

é o depoimento contrário à verdade. É mais grave quando feito em juízo por aquele que jurou dizer a verdade. É sempre proibido. Está escrito na Lei de Deus: «Contra o teu próximo não dirás falso testemunho » (Exod. XX. 16). As testemunhas citadas pelo Juiz têm obrigação de dizer a verdade, e só a verdade, sem atenção aos interesses de ninguém e só aos interesses da Justiça. Uma testemunha falsa fica obrigada a reparar todo o dano que maliciosamente causou ao próximo, ainda que lhe custe igual ou maior dano, e também a retratar-se do testemunho dado, se tanto for necessário para restabelecer a Justiça.

FAMÍLIA

Foi fundada por Deus quando deu Eva por companheira a Adão, abençoando-os e dizendo-lhes que se multiplicassem. Sempre que uma mulher aceita unir-se a um homem, com a benção de Deus dada à face da Igreja, com o fim de terem filhos, fica constituída legitimamente uma família cristã. Os membros de uma família que formam o lar doméstico devem propor-se os seguintes fins:

a) o bem estar, pelo trabalho de todos;

b) a paz, suportando-se mutuamente;

c) a alegria, dedicando-se ainda que com incômodo próprio;

d) a vida virtuosa, sendo fiéis à lei de Deus e à lei da Igreja;

e) o auxílio mútuo, sobretudo nas dificuldades e nas doenças.

FATALISMO

é um sistema doutrinário, que afirma serem as ações humanas reguladas por uma necessidade exterior e superior ao mundo. Esta doutrina é a negação absoluta da nossa liberdade e da nossa responsabilidade. A verdade é esta: os acontecimentos produzidos na natureza física seguem a ordem estabelecida pelas leis que Deus impôs à natureza; os atos humanos são produzidos pela vontade do homem, pois a Providência divina não nos dispensa do uso das nobres faculdades de que nos dotou. Portanto, o que fazemos não o fazemos por assim estar escrito, mas porque o queremos fazer; depois é que fica escrito na nossa consciência e no livro da vida de cada um, e é por ele que Deus nos há de julgar e sentenciar.

É uma virtude sobrenatural que Deus infunde em nossa alma, para crermos em  tudo o que revelou, só por causa da sua Autoridade, pois não se pode enganar nem pode enganar-nos. Assim nos ensina São Paulo, dizendo: «A nossa fé não se funda na sabedoria dos homens, mas na virtude de Deus» (Ep. 1 Cor. II 5). A realização das Profecias acerca de Jesus Cristo, os milagres que operou e os que têm sido operados em seu nome, a pureza da sua doutrina imutável, a vida santa dos que a seguem, a constância dos Mártires do Cristianismo, são motivos que bastam para darmos fé ao que a Igreja Católica nos ensina ter sido revelado por Deus.

O Apóstolo São Pedro diz que «o fim da nossa fé é a salvação das almas» (Ep. I. Ped. 1, 9). É-nos de tal modo necessário ter fé que quem não a tem será condenado. Foi Jesus Cristo que o afirmou (Ev. S. Mar. XVI, 16). Todavia não basta ter fé para nos salvarmos, pois Jesus disse também que é igualmente necessário guardar os Mandamentos para termos a vida eterna (Ev. S. Mat. XIX, 17).

A nossa fé deve ser firme e universal, crendo em tudo o que a Igreja Católica ensina ter sido revelado por Deus; e prática, levando-nos a viver de harmonia com os Mandamentos da Lei de Deus.

FELICIDADE

Os homens fazem consistir a sua felicidade em cinco coisas: no prazer, na riqueza, no poder, na dignidade, na honra. Posto que sejam coisas apreciáveis, a razão e a experiência mostram que é ilusão perigosa procurar a felicidade nos bens da vida presente. Todos são contingentes, fugitivos. Só os bens do Céu são eternos, por isso só eles fazem o homem feliz após a sua passagem pelo mundo. Jesus Cristo disse: «Não queirais entesourar para vós tesouros na terra, mas entesourai para vós tesouros no Céu». A felicidade no Céu é tal que o Apóstolo São Paulo, a quem Deus concedeu a visão momentânea do Céu, escreveu: «O que os olhos não viram, nem o ouvido ouviu, nem jamais subiu ao coração do homem é o que Deus preparou para aqueles que o amam» (Ep. I Cor. II, 9). — É no Céu que se gozam todos os bens e se está isento de todos os males, por toda a eternidade. Para tanto, basta ter fé e cumprir os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja.

FESTAS RELIGIOSAS

A palavra festa quer dizer dia feliz, dia agradável, ou dia de assembléia solene. O fim das festas religiosas é recordar todos os anos os acontecimentos memoráveis da Religião. Reúnem-se os fiéis junto do Senhor de todos; cimentam entre eles a paz e a fraternidade; despertam a lembrança dos mistérios da Religião, da vida de Nosso Senhor ou dos Santos, e dos benefícios de Deus; levam os homens à gratidão para com Deus; tornam o homem melhor, mais moral, mais espiritual.

Nas festas religiosas são reprovados os arraiais, as danças e espetáculos no adro ou junto da igreja, assim como os leilões, quermesses ou rifas (C. P.) — Não podem admitir-se nas funções sagradas músicas formadas de homens e de mulheres (C. P.) Ao Bispo pertence a aplicação dos saldos das Festas (C. P.).

FESTAS DE PRECEITO

— Ver as palavras DIAS SANTOS.

FIÉIS

são todas as pessoas batizadas que praticam a Religião como a Igreja Católica ensina. Todos, qualquer que seja a categoria social, têm deveres para com os Sacerdotes, isto é, para com o Papa, os Bispos e os Clérigos em geral. São deveres dos fiéis:

a) Considerar os Sacerdotes como embaixadores de Jesus Cristo, cooperadores de Deus, dispensadores dos mistérios de Cristo, como lhes chama São Paulo (Ep. I Cor. IV, 1. — Hebr. V, 1 — 3).

b) Respeitar os Sacerdotes, não obstante as suas imperfeições e os seus defeitos, que não destroem o seu caráter sagrado.

c) Amar filialmente os Sacerdotes, que são os seus pais espirituais.

d) Obedecer-lhes em tudo o que diz respeito à ordem espiritual, como a Jesus Cristo, que disse aos seus Apóstolos: «Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos despreza, a Mim despreza» (Ev. S. Luc. XIX, 16).

e) Prestar-lhes assistência temporal, isto é, contribuir para a sua sustentação, não somente porque eles dedicam as suas faculdades, o tempo e a saúde ao bem espiritual dos fiéis, mas também por causa da benéfica ação social que exercem na vida das famílias e da sociedade, e ainda porque o seu ministério é incompatível com quaisquer ofícios rendosos. «Se nós vos semeamos as coisas espirituais, é porventura muito recolhermos as coisas temporais que vos pertencem?» diz o Apóstolo São Paulo (Ep. I Cor. IX, 11).

FILHOS

têm para com seus pais deveres impostos pela Lei de Deus: «Honra teu pai e tua mãe» (Ex. XX, 12). Tão grave é este dever dos filhos que contra aquele que não o cumpre está decretada a maldição: «Maldito seja aquele que não honra seu pai e sua mãe» (Deut. XXVII, 16). São palavras da Sagrada Escritura. No preceito da honra entram os deveres de respeito, de amor, de obediência e de assistência. Devem os filhos:

a) Respeitar seus pais, falando-lhes sempre com humildade e com a maior consideração, e sofrendo sem queixa as suas exigências e os seus castigos.

b) Amar seus pais, sendo-lhes dedicados, comprazendo-se na sua companhia, sacrificando as próprias comodidades e os próprios prazeres, para lhes serem agradáveis.

c) Ser obedientes a seus pais enquanto estiverem sob a sua dependência, como manda o Apóstolo: «Filhos, obedecei a vossos pais segundo a vontade de Deus» (Ep. Efes. VI, 1).

d) Prestar assistência a seus pais, auxiliando-os como puderem e segundo as necessidades espirituais ou temporais em que os virem, e ainda sufragando a sua alma depois da morte. O lugar de origem dos filhos é aquele em que, quando nascem, seu pai tinha o domicílio, ou sua mãe, se é ilegítimo ou póstumo. O lugar de origem dos filhos dos vagabundos é aquele em que nascem, e o dos expostos é aquele em que são encontrados (C. 90.)

Filhos legítimos são os concebidos ou nascidos de matrimônio válido ou putativo (C. 1114), presumem se legítimos os que nascem depois de seis meses do dia da celebração do Matrimônio, ou dentro de dez meses após o dia em que foi dissolvida a vida conjugal.

FLORES NOS ALTARES

É permitido colocar flores sobre a banqueta, e não sobre a mesa do altar, nem sobre o sacrário. Nos ofícios fúnebres e nos ofícios do tempo do Advento e da Quaresma não se colocam flores no altar, exceto nos Domingos Gaudete e Laetare.

FORTALEZA

é uma virtude pela qual a vontade é de tal modo robustecida que não desiste de fazer o bem, por muito árduo que ele seja, nem por causa das dificuldades, nem pelo perigo de morte. A virtude da fortaleza manifesta-se principalmente na constância em suportar o peso da dor.

Muito contribuem para conservar a fortaleza, além da oração, a comparação da fragilidade dos bens terrenos com a grandeza dos bens eternos, a previsão dos males a que estamos sujeitos, o costume de agir decididamente nas coisas pequenas, o fervoroso amor de Deus. São virtudes inseparáveis da fortaleza: a magnanimidade, a paciência e a perseverança.

FRAUDE

consiste em enganar o próximo, ao fazer ou cumprir algum contrato. É uma forma de roubar, acompanhada de mentira e de hipocrisia. Aquele que engana na qualidade, ou na quantidade, ou no preço do que tiver de vender ou comprar peca contra a justiça e fica obrigado a restituir.

FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO

são os efeitos ou produtos dos Dons do divino Espírito Santo. São 12: Caridade, dispõe-nos ao amor afetivo e efetivo para com Deus e para com o próximo. Gozo, faz-nos viver sempre contentes com as disposições da divina Providência. Paz, dispõe-nos a viver sempre de acordo com o nosso próximo, ainda que com algum prejuízo de nosso direito.

Paciência, torna-nos calmos no meio dos sofrimentos que nos visitam. Benignidade, torna-nos indulgentes e agradáveis para com o próximo. Bondade, leva-nos a prestar serviços a outrem, ainda que à custa de incômodos nossos. Magnanimidade, faz-nos suportar o que não podemos impedir, e esperar a hora favorável para praticarmos o bem e corrigirmos o mal.

Mansidão, detém o mau humor e torna amável o caráter. Fidelidade, impede de faltar à palavra dada. Modéstia, acalma a vivacidade nas ações mesmo boas e ensina a refletir antes de operar. Continência, contém nos devidos limites as exigências dos sentidos. Castidade, leva-nos a tomar precauções, a exercer vigilância e a praticar a mortificação, para evitarmos os perigos contra a pureza.

FUNERAL RELIGIOSO

é o conjunto de cerimônias litúrgicas que se fazem junto do cadáver de um cristão que vai ser sepultado.

Não obstando alguma causa grave, os cadáveres dos fiéis, antes de serem dados à sepultura, serão transportados do lugar em que se encontram, para a igreja onde há de efetuar-se o funeral, isto é, as exéquias descritas nos livros litúrgicos aprovados (C. 1215). Se com justa causa o cadáver não for levado à igreja paroquial, ou à igreja do funeral, e no cemitério houver capela apropriada, levar-se-á lá o cadáver e aí se dirão as preces do Ritual. O cadáver deve ser sepultado no cemitério do funeral, a não ser que se escolha outro, ou o falecido tenha sepultura ou jazigo de família (C. 1231).

Morrendo alguma pessoa nos três dias antes da Páscoa, será enterrada sem pompa, nem Ofício cantado nem entoado, e somente lhe rezarão em voz baixa os Responsos e Ofício de sepultura; o

mais ficará para tempo desimpedido (S. CR). Terminado o funeral, se houver algum discurso por pessoa leiga, o que não é conforme com o espírito da Igreja, os Clérigos devem retirar-se (C. P.). No acompanhamento fúnebre não pode ir senão uma cruz (S. C. R.).

O governo e a direção do acompanhamento fúnebre, assim como a designação da hora do levantamento do cadáver, é atribuição do Pároco, ao qual são obrigados a obedecer todos os que tomam parte na cerimônia (salvo os direitos de precedência de cada um) (C. 1233).

Pertence também ao Pároco determinar o caminho do préstito, o qual será em regra o mais breve e acomodado que para isso houver. Se o cemitério ficar distante da igreja, os Clérigos assistentes ao Ofício (se o houver,) poderão retirar-se após a Missa exequial.

Não é permitido aos Clérigos conduzir os cadáveres dos leigos, seja qual for a dignidade ou condição social destes (C. 1233).

Não é lícito colocar na eça ou catafalco o retrato do defunto por ocasião das exéquias (S. C. R.), nem pode ser de cor branca o caixão de pessoas adultas. É pouco conforme com o espírito da Igreja o uso de colocar coroas ou flores sobre o féretro dos adultos, aos quais só aproveitam os sufrágios.

Não devem ser admitidos no préstito fúnebre associações ou insígnias manifestamente hostis à Religião Católica (C. 1233). As bandeiras benzidas das Associações católicas com hábito leigo devem seguir atrás do féretro. (S. C. R.). A taxa dos emolumentos devidos ao Clero pelos funerais religiosos é determinada pelo Bispo (C. 1234).

Salvo direito particular, são devidos ao Pároco do defunto os emolumentos do  funeral, ainda que se não realize na igreja paroquial própria, exceto se o cadáver não pode ser levado comodamente à igreja da própria paróquia.

Se alguém tiver várias paróquias às quais possa ser comodamente levado, e for sepultado noutra, os emolumentos paroquiais são divididos entre todos os Párocos próprios (C. 1236). — (Ver a palavra SEPULTURA).

FURTO

consiste era alguém apropriar-se de coisas alheias contra a vontade racional do seu dono. É pecado contra a justiça. Mas não é pecado quando a apropriação é feita por motivo de extrema  necessidade, pois em tal caso cada um pode apropriar-se do que lhe é indispensável para sustentar a vida. Não se considera furto aquilo que se tira para bem daquele a quem se tira; como por exemplo, a mulher que tira dinheiro ao marido para que ele não gaste em vícios.

O furto é proibido pela lei de Deus, dizendo no VII Mandamento: «Não Roubar». O furto pode ser feito de vários modos; por violência, como fazem os ladrões; por dolo, enganando na quantidade ou na qualidade ou no preço dos objetos a vender; por usura, exigindo um juro elevadíssimo no empréstimo de dinheiro, etc. Aquela que furta fica com a obrigação de restituir.

 
 
 
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