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DALLAS, 24 Mar. 15 / 03:44 pm (ACI).- O grupo ateu Fundação da Libertação da Religião (FFRF, por suas siglas em inglês) atacou um diretor de escola em White Oaks, Texas (Estados Unidos), por usar passagens bíblicas nas mensagens matutinas que dirige a seus estudantes.

A FFRF soube do caso após a divulgação de um blog de áudios gravados por estudantes da escola secundária de White Oaks.

Conforme informou o superintendente das escolas públicas de White Oaks, Michael Gilbert, um representante da FFRF e dois pais da zona entraram em contato com ele, para denunciar que o diretor da escola secundária, Dan Noll, citava versículos da Bíblia durante os pronunciamentos da manhã.

Em uma carta enviada a Gilbert a inícios de março, Sam Grover, advogado da FFRF, assegurou que a prática do diretor Noll “é de caráter inconstitucional e não pode continuar”.

Grover exigiu também que o diretor Noll se desculpe e explique aos seus alunos “por que está errado que a escola respalde o cristianismo assim como qualquer religião ou não religião”.

Por sua parte, o superintendente Gilbert defendeu o diretor de escola e considerou o caso como “uma tentativa de levar-nos a um concurso de palavras com o único propósito de dar à FFRF uma grande quantidade de imprensa/reconhecimento grátis, que eles e seus pouquíssimos membros (1200 no Texas) não merecem”.

Em uma publicação em seu blog no dia 10 de março, a autoridade educativa criticou que a FFRF “e outros grupos como esse querem que ofereçamos aos estudantes citações ruins que possam usar para promover a sua agenda”.

“Podemos e faremos ajustes necessários para assegurar que nossos estudantes experimentem uma educação moralmente sã, baseada em um caráter positivo”, disse.

Gilbert assinalou que “(em minha opinião) não violamos os direitos de ninguém e/ou submetemos ninguém a um estresse indevido. Estudos bíblicos e das escrituras estão permitidos nas escolas. O requisito é que o material seja apresentado de uma forma neutra. A minha posição é que cumprimos esse padrão com os pronunciamentos matutinos”.

“Minha resposta recomendada para a FFRF é ‘lamento que se sinta assim. Estarei rezando por ti e pela sua equipe de trabalho diariamente’”.

Ao final de sua mensagem, o superintendente escolar alentou os seus leitores a “não desperdiçarem o seu tempo e esforços nestes poucos caluniadores”.

Apesar de seu firme rechaço inicial, informações recentes asseguram que devido à pressão do grupo ateu, o superintendente Gilbert teria anunciado que a partir de agora a mensagem matutina do diretor Noll “não incluirá capítulos e versículos da Bíblia”.

 
 
 

Versão áudio


O adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja. Em grego, katholikos (καθολικός) quer dizer aquilo que é conforme o todo. Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.

O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:

“Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes.”

Onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica, segundo Santo Inácio. Mas, essa palavra era usada também em outro sentido, por exemplo, São Justino quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas. O termo se aplicava também à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio.

A partir do século IV, com o surgimento de várias heresias, um outro sentido foi dado à palavra católica. São Cirilo de Jerusalém para comparar a fé ortodoxa com a fé herética, usa o termo fé católica. Ou seja, a verdadeira fé aceita a totalidade das verdades reveladas, enquanto que a fé herética escolhe aquilo em que quer acreditar, selecionando o que mais lhe convém e rejeitando os demais conteúdos da fé.

Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que inclui todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que inclui toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos. Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.

Também houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo católica. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica e, ao mesmo tempo, romana. Contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo foi salientar que a Igreja somente é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa estiver incluído nela.

Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja.

Só há uma Igreja de Cristo e essa Igreja é una, católica e apostólica. Faz parte da natureza da Igreja ser católica. Sendo assim, não se pode aceitar o significado confessional da palavra católico, pois ela não designa um ramo dos cristianismo. A fé cristã é católica por definição e não há outro verdadeiro cristianismo que não o católico. Por isso, como nas colunatas de Bernini na Praça de São Pedro, a Igreja abraça a fé na sua integridade e acolhe como mãe os católicos do mundo todo que vão em peregrinação até aquela praça, ver o Sucessor de Pedro.

 
 
 

ROMA, 05 Nov. 14 / 12:21 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na conferência “Redes Sociais e Formação Religiosa”, celebrada na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma em 30 de outubro, o Secretário dos Seminários da Congregação para o Clero, Dom Jorge Patrón Wong, convidou os fiéis a compartilharem “sem medo” a experiência da vida cristã nas redes sociais.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI o Prelado mexicano convidou os fiéis a estarem presentes nas redes sociais e compartilharem “o que fazemos todos os dias”.

“A vida do cristão é uma vida de trabalho, de oração, de alegria, também de tristeza, de vida, de seguimento de Jesus, é preciso transmitir e viver isso também nas redes sociais, não ter medo!”, animou.

Dom Patrón, que é muito ativo no seu perfil do Twitter, explica que a experiência de proximidade com Jesus precisa ser comunicada por todos os meios, e recorda que as redes sociais devem refletir o testemunho e a vida interior de cada um. “O interior e o exterior devem estar totalmente relacionados, assim como a vida divina e a vida humana de Jesus estiveram totalmente relacionadas em uma palavra que se chama amor. Sempre transmitimos e vivemos o amor de Deus”, disse.

Dom Patrón Wong recorda que a vida de um cristão é uma experiência pessoal com Jesus e “devemos comunicar essa experiência como sempre o fizemos, através das palavras, dos gestos, da arte, e hoje Deus nos pede fazê-lo através dos meios digitais: através do Facebook, do Twitter, e de todo o mundo da internet”, assinalou.

Dom Patrón Wong, nomeado recentemente pelo Papa Francisco como novo consultor da Congregação para a Evangelização dos Povos, afirmou que é preciso formar o coração dos seminaristas para que se assemelhe o máximo possível ao de Cristo.

“Se o nosso coração for o coração de Deus, tenha a segurança de que poderemos usar muito bem os meios de comunicação. Mas se o nosso coração está sujo, está cheio de rancor, de ódio, de traumas, de feridas, evidentemente isso não vai acontecer. Então, o que necessitamos, é que Jesus entre no nosso coração e do amor a Jesus, da presença do amor de Deus, ter toda a liberdade que dá para comunicarmos e vivermos o Evangelho”, concluiu.

 
 
 
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