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Pode um cristão ser espírita ou umbandista?

O espiritismo nega 40 verdades essenciais da doutrina cristã; ensina reencarnação; afirma a aparição dos espíritos do além, evocados pelos médiuns, e ensina muitas outras heresias opostas à doutrina cristã, negando principalmente o poder salvador de Jesus Cristo.

Falando mesmo de Santos, de caridade, de oração e boas obras, o espiritismo segue apenas as orientações de seu codificador, Allan Kardec, que (no seu livro de Médiuns, 2a edição, pág. 336) recomenda iludir os cristãos, aceitando no começo suas convicções para depois, pouco a pouco lhes tirar.

Já o famoso escritor do espiritismo no Brasil, Dr. Carlos Imbassahy, escreve claramente: “Nem a Bíblia prova (para nós) coisa alguma… O espiritismo não é um ramo do cristianismo, como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras (Sagradas)… “A nossa base é o ensino dos espíritos. Daí o nome espiritismo.” (A margem do Espiritismo, pág.219)

Dai vale para os cristãos a advertência de Jesus: “Cuidai-vos dos falsos profetas que se apresentam em pele de ovelha, mas por dentro são lobos vorazes.” (Mt 7, 15).

O que diz a Bíblia sobre as práticas espíritas?

Lemos em (Dt 18, 9-14): “Não se achará no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor”.

(Lev 20, 6-27): “Se uma pessoa recorrer aos espíritas, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo.” “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte.”

Nas sessões espíritas, há realmente contatos com os espíritos do além?

Não! Eis um de muito exemplos. Uma senhora nascida na Argentina, mas residente, há anos, em Curitiba, narra o seguinte: “Faz alguns anos morreu minha filha. Os espíritas me procuraram, prometendo-me que me poriam em comunicação com ela. Eu, aflitíssima como estava, aceitei e fui à sessão. Quando o chefe dos trabalhos me anunciou a presença dela, comecei, é claro, a falar em espanhol, língua essa que, em casa, nos era mais familiar. Mas para meu grande desapontamento, minha filha havia esquecido o espanhol e somente sabia falar em português. Minha decepção cresceu de ponto, atingindo o climax, quando pedi que ela me dissesse, para maior garantia de identificação, o apelido que ela tinha em casa. Até seu próprio apelido ela havia esquecido. Isto era demais. Levantei-me indignada, lançando em rosto dos responsáveis pela sessão, essa verdadeira palhaçada que estavam cometendo comigo. Em conseqüência disso, não quero nem falar em Espiritismo.”

A revista norte-americana, “Womans Companion”, para experimentar a veracidade ou mentira dos médiuns espíritas, inventou uma história sobre um tal soldado George Bertlett de 27 anos, falecido na invasão de Okinawa, que deixou a viúva, Bárbara, com dois filhos e 5.000 dólares.

Agora os repórteres desta revista, disfarçados, perguntaram a 20 diferentes médiuns espíritas, em nome da viúva Bárbara: O que devia fazer com os 5.000 dólares; e se devia casar-se novamente, com um funcionário do banco e ir morar em Nova York.

As respostas dos médiuns eram todas diferentes, às vezes contraditórias e fantásticas. Mas nenhum médium declarou: “Não consigo comunicar-me com o espírito de seu marido, porque este não existe, nem a inventada viúva Bárbara!” – E só esta resposta teria sido a verdadeira!

A Origem do Espiritismo Moderno

Em 1848, na cidade de Hydesville (Nova York), EUA, surgiu o primeiro nucleo do espiritismo moderno. Certa noite, o pastor protestante John Fox, sua esposa e suas duas filhas, Margarida e Catarina, estavam a conversar sobre estranhos fenômenos de assombração. Catarina então produziu estalos com os dedos; notaram todos então que alguém os repetia. Por sua vez, Margarida produziu estalos e encontrou eco. Apavorada, a Sra. Fox perguntou: É homem ou mulher que está batendo?, mas não obteve resposta. Insistiu então: “É espirito? Se é espirito bata duas vezes”. Produziram-se então duas braves pancadas. Conclui assim, que um espirito “desencarnado” estava em comunicação com a família.

As duas irmãs Fox, tidas como “médiuns”, confessaram posteriormente que recorreram a truques e fraudes para produzir as pancadas que a mãe, muito crédula, atribuiu a um espirito do além. O texto dessas confissões e retratações de Margaret e Catarina Fox foi publicado na imprensa norte americana – no New york Herald de 25-05-1888 e 10-09-1888, assim como no The World 22-10-1888. Acha-se tal texto reproduzido em fac-símile inglês e em tradução portuguesa no livro do frei Boaventura Kloppenburg, O Espiritismo no Brasil, Ed. Vozes, pgs 426-447) Apesar das fraudes ocorridas em sua origem, as novas praticas se espalharam pelos Estados Unidos, Canadá e México, atravessaram o Atlântico, chegando a Escócia e à Inglaterra. Em 1854, na França, León-Hippolyte-Denizart-Rivail (Allan Kardec) codificou a doutrina espirita em diversas obras muito divulgadas no Brasil. O espiritismo kardecista costuma professar os seguintes pontos:

1) O homem se compõe de alma e espirito, dotado de inteligência, vontade e consciência moral. A alma se acha encarnada num corpo, que vêm a ser “o alambique no qual o espirito tem que entrar para se purificar”. Existe também o perispirito, envoltório fluido, leve, imponderável,que serve de intermediário entre o espirito e o corpo.

As almas foram todas criadas simples e ignorantes, em igualdade de condições. Enveredaram-se, porém, pelos diversos caminhos do bem e do mal,em virtude da sua liberdade de arbitrio. Devem mediante sucessivas encarnações, purificar-se dos pecados e das paixões imoderadas a fim de atingir a perfeição – o que, por certo, necessita de muito tempo. A lei do karma, segundo o qual cada um, na encarnação seguinte paga os devios da vida anterior, rege as reencarnações do espirito.

2) Jesus cristo não passa de um espirito muito evoluido atraves das suas sucessivas reencarnações. Deus enviou o espirito de Jesus à terra não propriamente para que se purificasse, mas que ensinasse aos homens deste planeta pouco evoluido ocaminho do bem e do amor, na qualidade do Divino Missionario. Jesus foi o maior dos enviados de Deus e somente neste sentido pode ser dito Deus. Jesus se tornou, assim, “o governador espiritual deste planeta”.

Essa maneira de conceituar Jesus Cristo bem mostra que o espiritismo não pode ser fundido com o cristianismo, pois para os cristãos, é essencial professar que Jesus é Deus feito homem. A encarnação de Deus Filho nada tem a ver com a reencarnação espirita.

3) A salvação decorre não da graça de Deus, mas do esforço pessoal de cada individuo que procure se purificar do pecado original ou seja dos pecados cometidos em outras encarnações anteriores. Uma vez livre das reencarnações, o espirito do individuo deve gozar da felicidade no Reino dos Céus. Os espiritas rejeitam radicalmente o conceito biblico do inferno. Como se vê, não pode haver espiritismo cristão.

Em 1953, os Bispo do Brasil disseram que o espiritismo é o “desvio doutrinario mais perigoso” para o país, uma vez que ” nega não apenas ou outra verdade de nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar os catolicos menos avisados,a impressão erradissima de ser possivel conciliar catolicismo com espiritismo” (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola,5ª edição, 1995,pag 11).

Fonte: Livro Falsas doutrinas , seitas e religiões Autor: Prof. Felipe Aquino

Principais diferenças entre Espiritismo e Cristianismo

Espiritismo: Negam a divindade de Jesus Cristo, o qual trata-se de “um espírito muito evoluído” apenas.

Cristianismo: Segundo a Bíblia Sagrada, Jesus é verdadeiramente Deus.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus.” João 1,1

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, a glória que o Filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1,14

? O Verbo refere-se à palavra eterna do Pai, constituindo a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

“Entrando (os magos do oriente) na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostaram-se diante dele, o adoraram“.

“Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado para o céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande Júbilo.” Lucas 24,50ss

Adoração é um culto prestado somente a Deus, se Jesus realmente não O fosse, os seus apóstolos e os magos do oriente teriam caído em grande heresia.

Espiritismo: Acreditam que Jesus veio com a missão de ensinar o caminho do bem aos espíritos pouco evoluídos, não necessariamente para purificar a terra, ou seja, não acreditam no poder redentor da cruz de Cristo.

Cristianismo: O Antigo Testamento já mostra referências à missão salvadora de Jesus. Cf. Isaías 53

“hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador…” (Lc 2,11)

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), forma pela qual João Batista se refere a Cristo.

“Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo.” 1 Pd 1,18

Espiritismo: Negam a existência do inferno.

Cristianismo: Para os cristãos, o inferno é o estado para qual os pecadores que se negaram a dizer “sim” a Deus, sentem a amargura de estarem longe Dele.O inferno é evidenciado nas Sagradas Escrituras:

“Voltar-se-á em seguida para os da esquerda e lhes dirá: ‘Retirai-vos de mim malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e seus anjos.” Mt 25,41

“E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.” Mt 25,46

“Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível” Lc 3,17

Vemos também na parábola do rico e Lázaro, que o rico recebe a condenação eterna . Confira Lc 16,19-26

“A fumaça do seu tormento subirá pelos séculos dos séculos. Não terão descanso algum, dia e noite, esses que adoram a Fera e a sua imagem, e todo aquele que acaso tenha recebido o sinal de seu nome.” Apoc 14,11

Espiritismo: Negam a ressurreição dos mortos.

Cristianismo: O que diz a Bíblia:

-Cristo verdadeiramente ressuscitou: Mt28,1-9; Mc 16,1-8; Jo 20,1-8; I Cor 15, 1-4

-A ressurreição de Jesus é um argumento da nossa própria ressurreição : At 2,14-36; 3,11-26; 4,1-22; I Cor 15,1-11; II Tim 2,8

– “Os teus corpos tornarão a viver, os teus cadáveres ressurgirão”Is 26,19

Espiritismo: Não acreditam na existência do demônio, o que para ele trata-se de um espírito pouco evoluído.

Cristianismo: A Bíblia traz diversas referências a Satanás, que também é chamado de tentador, dragão, antiga serpente, maligno.

– Os demônios pecam e são lançados do céu:

Apoc 12,7-12

-Tenta nossos primeiros pais: Gen 3,1-19 ; Apoc 12,9.14s; 20,2

-Tenta o Senhor Jesus: Mt 4,1-11; Lc 4,1-13.

Espiritismo: Professam a reencarnação, que significa a volta da mesma alma humana (também chamada espírito) a este mundo, assumindo formas sucessivas, a fim de evoluir e chegar a perfeição.

Cristianismo: Vejamos o que diz a Palavra:

– “Afastai de mim a vossa ira para que eu tome alento, antes que me vá para não mais voltar” Sl 38,14

– “Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo.” Hb 9,27

– “Antes que eu parta, para não mais voltar, ao tenebroso país das sombras da morte, opaca e sombria região, reino de sombra e de caos, onde a noite faz às vezes de claridade” Jó 10,21s

– “Enquanto o homem, se pode matar por sua maldade, não pode fazer voltar o espírito uma vez saído, nem chamar de volta a alma que o Hades já recebeu”. Sabedoria 16,14

Espiritismo: Afirmam ser a reencarnação necessária para “pagar” os pecados de vidas passadas.

Cristianismo: Em João 9,1-6 , na parábola do cego de nascença, Cristo é questionado por seus discípulos por que aquele homem nascera cego, queriam saber se era em virtude dos seus pecados ou de seus pais. Entretanto, Jesus responde que nem uma coisa e nem outra; ele nascera cego para que as obras de Deus fossem manifestadas. Isso mostra que Bíblia não concorda com qualquer doutrina que diga que alguém nasceu enfermo por algum castigo de uma suposta encarnação anterior.

 
 
 

Pode um cristão ser espírita ou umbandista?

O espiritismo nega 40 verdades essenciais da doutrina cristã; ensina reencarnação; afirma a aparição dos espíritos do além, evocados pelos médiuns, e ensina muitas outras heresias opostas à doutrina cristã, negando principalmente o poder salvador de Jesus Cristo.

Falando mesmo de Santos, de caridade, de oração e boas obras, o espiritismo segue apenas as orientações de seu codificador, Allan Kardec, que (no seu livro de Médiuns, 2a edição, pág. 336) recomenda iludir os cristãos, aceitando no começo suas convicções para depois, pouco a pouco lhes tirar.

Já o famoso escritor do espiritismo no Brasil, Dr. Carlos Imbassahy, escreve claramente: “Nem a Bíblia prova (para nós) coisa alguma… O espiritismo não é um ramo do cristianismo, como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras (Sagradas)… “A nossa base é o ensino dos espíritos. Daí o nome espiritismo.” (A margem do Espiritismo, pág.219)

Dai vale para os cristãos a advertência de Jesus: “Cuidai-vos dos falsos profetas que se apresentam em pele de ovelha, mas por dentro são lobos vorazes.” (Mt 7, 15).

O que diz a Bíblia sobre as práticas espíritas?

Lemos em (Dt 18, 9-14): “Não se achará no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor”.

(Lev 20, 6-27): “Se uma pessoa recorrer aos espíritas, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo.” “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte.”

Nas sessões espíritas, há realmente contatos com os espíritos do além?

Não! Eis um de muito exemplos. Uma senhora nascida na Argentina, mas residente, há anos, em Curitiba, narra o seguinte: “Faz alguns anos morreu minha filha. Os espíritas me procuraram, prometendo-me que me poriam em comunicação com ela. Eu, aflitíssima como estava, aceitei e fui à sessão. Quando o chefe dos trabalhos me anunciou a presença dela, comecei, é claro, a falar em espanhol, língua essa que, em casa, nos era mais familiar. Mas para meu grande desapontamento, minha filha havia esquecido o espanhol e somente sabia falar em português. Minha decepção cresceu de ponto, atingindo o climax, quando pedi que ela me dissesse, para maior garantia de identificação, o apelido que ela tinha em casa. Até seu próprio apelido ela havia esquecido. Isto era demais. Levantei-me indignada, lançando em rosto dos responsáveis pela sessão, essa verdadeira palhaçada que estavam cometendo comigo. Em conseqüência disso, não quero nem falar em Espiritismo.”

A revista norte-americana, “Womans Companion”, para experimentar a veracidade ou mentira dos médiuns espíritas, inventou uma história sobre um tal soldado George Bertlett de 27 anos, falecido na invasão de Okinawa, que deixou a viúva, Bárbara, com dois filhos e 5.000 dólares.

Agora os repórteres desta revista, disfarçados, perguntaram a 20 diferentes médiuns espíritas, em nome da viúva Bárbara: O que devia fazer com os 5.000 dólares; e se devia casar-se novamente, com um funcionário do banco e ir morar em Nova York.

As respostas dos médiuns eram todas diferentes, às vezes contraditórias e fantásticas. Mas nenhum médium declarou: “Não consigo comunicar-me com o espírito de seu marido, porque este não existe, nem a inventada viúva Bárbara!” – E só esta resposta teria sido a verdadeira!

A Origem do Espiritismo Moderno

Em 1848, na cidade de Hydesville (Nova York), EUA, surgiu o primeiro nucleo do espiritismo moderno. Certa noite, o pastor protestante John Fox, sua esposa e suas duas filhas, Margarida e Catarina, estavam a conversar sobre estranhos fenômenos de assombração. Catarina então produziu estalos com os dedos; notaram todos então que alguém os repetia. Por sua vez, Margarida produziu estalos e encontrou eco. Apavorada, a Sra. Fox perguntou: É homem ou mulher que está batendo?, mas não obteve resposta. Insistiu então: “É espirito? Se é espirito bata duas vezes”. Produziram-se então duas braves pancadas. Conclui assim, que um espirito “desencarnado” estava em comunicação com a família.

As duas irmãs Fox, tidas como “médiuns”, confessaram posteriormente que recorreram a truques e fraudes para produzir as pancadas que a mãe, muito crédula, atribuiu a um espirito do além. O texto dessas confissões e retratações de Margaret e Catarina Fox foi publicado na imprensa norte americana – no New york Herald de 25-05-1888 e 10-09-1888, assim como no The World 22-10-1888. Acha-se tal texto reproduzido em fac-símile inglês e em tradução portuguesa no livro do frei Boaventura Kloppenburg, O Espiritismo no Brasil, Ed. Vozes, pgs 426-447) Apesar das fraudes ocorridas em sua origem, as novas praticas se espalharam pelos Estados Unidos, Canadá e México, atravessaram o Atlântico, chegando a Escócia e à Inglaterra. Em 1854, na França, León-Hippolyte-Denizart-Rivail (Allan Kardec) codificou a doutrina espirita em diversas obras muito divulgadas no Brasil. O espiritismo kardecista costuma professar os seguintes pontos:

1) O homem se compõe de alma e espirito, dotado de inteligência, vontade e consciência moral. A alma se acha encarnada num corpo, que vêm a ser “o alambique no qual o espirito tem que entrar para se purificar”. Existe também o perispirito, envoltório fluido, leve, imponderável,que serve de intermediário entre o espirito e o corpo.

As almas foram todas criadas simples e ignorantes, em igualdade de condições. Enveredaram-se, porém, pelos diversos caminhos do bem e do mal,em virtude da sua liberdade de arbitrio. Devem mediante sucessivas encarnações, purificar-se dos pecados e das paixões imoderadas a fim de atingir a perfeição – o que, por certo, necessita de muito tempo. A lei do karma, segundo o qual cada um, na encarnação seguinte paga os devios da vida anterior, rege as reencarnações do espirito.

2) Jesus cristo não passa de um espirito muito evoluido atraves das suas sucessivas reencarnações. Deus enviou o espirito de Jesus à terra não propriamente para que se purificasse, mas que ensinasse aos homens deste planeta pouco evoluido ocaminho do bem e do amor, na qualidade do Divino Missionario. Jesus foi o maior dos enviados de Deus e somente neste sentido pode ser dito Deus. Jesus se tornou, assim, “o governador espiritual deste planeta”.

Essa maneira de conceituar Jesus Cristo bem mostra que o espiritismo não pode ser fundido com o cristianismo, pois para os cristãos, é essencial professar que Jesus é Deus feito homem. A encarnação de Deus Filho nada tem a ver com a reencarnação espirita.

3) A salvação decorre não da graça de Deus, mas do esforço pessoal de cada individuo que procure se purificar do pecado original ou seja dos pecados cometidos em outras encarnações anteriores. Uma vez livre das reencarnações, o espirito do individuo deve gozar da felicidade no Reino dos Céus. Os espiritas rejeitam radicalmente o conceito biblico do inferno. Como se vê, não pode haver espiritismo cristão.

Em 1953, os Bispo do Brasil disseram que o espiritismo é o “desvio doutrinario mais perigoso” para o país, uma vez que ” nega não apenas ou outra verdade de nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar os catolicos menos avisados,a impressão erradissima de ser possivel conciliar catolicismo com espiritismo” (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola,5ª edição, 1995,pag 11).

Fonte: Livro Falsas doutrinas , seitas e religiões Autor: Prof. Felipe Aquino

Principais diferenças entre Espiritismo e Cristianismo

Espiritismo: Negam a divindade de Jesus Cristo, o qual trata-se de “um espírito muito evoluído” apenas.

Cristianismo: Segundo a Bíblia Sagrada, Jesus é verdadeiramente Deus.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus.” João 1,1

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, a glória que o Filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1,14

? O Verbo refere-se à palavra eterna do Pai, constituindo a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

“Entrando (os magos do oriente) na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostaram-se diante dele, o adoraram“.

“Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado para o céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande Júbilo.” Lucas 24,50ss

Adoração é um culto prestado somente a Deus, se Jesus realmente não O fosse, os seus apóstolos e os magos do oriente teriam caído em grande heresia.

Espiritismo: Acreditam que Jesus veio com a missão de ensinar o caminho do bem aos espíritos pouco evoluídos, não necessariamente para purificar a terra, ou seja, não acreditam no poder redentor da cruz de Cristo.

Cristianismo: O Antigo Testamento já mostra referências à missão salvadora de Jesus. Cf. Isaías 53

“hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador…” (Lc 2,11)

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), forma pela qual João Batista se refere a Cristo.

“Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo.” 1 Pd 1,18

Espiritismo: Negam a existência do inferno.

Cristianismo: Para os cristãos, o inferno é o estado para qual os pecadores que se negaram a dizer “sim” a Deus, sentem a amargura de estarem longe Dele.O inferno é evidenciado nas Sagradas Escrituras:

“Voltar-se-á em seguida para os da esquerda e lhes dirá: ‘Retirai-vos de mim malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e seus anjos.” Mt 25,41

“E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.” Mt 25,46

“Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível” Lc 3,17

Vemos também na parábola do rico e Lázaro, que o rico recebe a condenação eterna . Confira Lc 16,19-26

“A fumaça do seu tormento subirá pelos séculos dos séculos. Não terão descanso algum, dia e noite, esses que adoram a Fera e a sua imagem, e todo aquele que acaso tenha recebido o sinal de seu nome.” Apoc 14,11

Espiritismo: Negam a ressurreição dos mortos.

Cristianismo: O que diz a Bíblia:

-Cristo verdadeiramente ressuscitou: Mt28,1-9; Mc 16,1-8; Jo 20,1-8; I Cor 15, 1-4

-A ressurreição de Jesus é um argumento da nossa própria ressurreição : At 2,14-36; 3,11-26; 4,1-22; I Cor 15,1-11; II Tim 2,8

– “Os teus corpos tornarão a viver, os teus cadáveres ressurgirão”Is 26,19

Espiritismo: Não acreditam na existência do demônio, o que para ele trata-se de um espírito pouco evoluído.

Cristianismo: A Bíblia traz diversas referências a Satanás, que também é chamado de tentador, dragão, antiga serpente, maligno.

– Os demônios pecam e são lançados do céu:

Apoc 12,7-12

-Tenta nossos primeiros pais: Gen 3,1-19 ; Apoc 12,9.14s; 20,2

-Tenta o Senhor Jesus: Mt 4,1-11; Lc 4,1-13.

Espiritismo: Professam a reencarnação, que significa a volta da mesma alma humana (também chamada espírito) a este mundo, assumindo formas sucessivas, a fim de evoluir e chegar a perfeição.

Cristianismo: Vejamos o que diz a Palavra:

– “Afastai de mim a vossa ira para que eu tome alento, antes que me vá para não mais voltar” Sl 38,14

– “Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo.” Hb 9,27

– “Antes que eu parta, para não mais voltar, ao tenebroso país das sombras da morte, opaca e sombria região, reino de sombra e de caos, onde a noite faz às vezes de claridade” Jó 10,21s

– “Enquanto o homem, se pode matar por sua maldade, não pode fazer voltar o espírito uma vez saído, nem chamar de volta a alma que o Hades já recebeu”. Sabedoria 16,14

Espiritismo: Afirmam ser a reencarnação necessária para “pagar” os pecados de vidas passadas.

Cristianismo: Em João 9,1-6 , na parábola do cego de nascença, Cristo é questionado por seus discípulos por que aquele homem nascera cego, queriam saber se era em virtude dos seus pecados ou de seus pais. Entretanto, Jesus responde que nem uma coisa e nem outra; ele nascera cego para que as obras de Deus fossem manifestadas. Isso mostra que Bíblia não concorda com qualquer doutrina que diga que alguém nasceu enfermo por algum castigo de uma suposta encarnação anterior.

 
 
 

Versão áudio


Nesta aula sobre o espiritismo, vamos apresentar a doutrina espírita, com as palavras dos próprios adeptos dessa religião, a fim de mostrar que ela é absolutamente incompatível com a doutrina católica e com o Cristianismo tradicional.

Para tal intento, será utilizado um trecho da obra “Doutrina Espírita para Principiantes”[1], mais especificamente o segundo capítulo, que faz um resumo sistemático da doutrina espírita. Já que vários aspectos de seu surgimento – como a filiação de Allan Kardec à maçonaria e a ligação dos primeiros codificadores espíritas à teosofia – foram propositalmente omitidos da obra e levaria muito tempo trazer à luz textos biográficos e outros documentos históricos, o primeiro capítulo, que aborda a história do espiritismo, será colocado à parte nesta aula.

Em um parágrafo do segundo capítulo, sobre “O Consolador Prometido” (referência clara ao Paráclito prometido por Jesus aos seus apóstolos [2]), é possível ler:

O Consolador prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João como o «Santo Espírito», seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter todas as condições do Consolador que Jesus prometeu; ou seja, o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, pois fala sem figuras, sem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios; vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem. Jesus sabia que seria inoportuna uma revelação mais ampla, já que o homem da sua época não estava amadurecido e além disso previa que a sua mensagem seria distorcida com o correr do tempo; e por isso prometeu um Consolador.

Então, o espiritismo autoproclama-se “o Consolador prometido por Jesus”. Para nós, católicos, Jesus, ao falar desse Consolador, faz referência à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Os espíritas, porém, copiam alguns hereges antigos que também se intitulavam “o Consolador” – esse foi um artifício dos montanistas e dos milenaristas, notadamente do abade Joaquim de Fiore –, dividindo a história em três partes: o Antigo Testamento, a revelação mosaica; o Novo Testamento, a revelação cristã; e, então, o Consolador, que seria a religião inventada por eles. É precisamente nisto que consiste o cerne da chamada “revelação espírita”, como se pode ler, ainda na obra de Rivas:

Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum véu, significa literalmente descobrir de sob o véu e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa. A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é dar a conhecer um fato; se este é falso já não é um fato e por consequência não existe revelação. O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é consequência direta da sua doutrina. A ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia, povoa o espaço e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ninguém, por consequência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, a fim de servir um dia a todos, de ponto de ligação. Chegou numa época de emancipação e maturidade intelectual, na qual o homem não aceita nada às cegas. A revelação espírita é progressiva. O Espiritismo não têm dito a última palavra, mas tem aberto um campo amplo para o estudo e a observação. Pela sua natureza possui duplo caráter, é ao mesmo tempo divina e humana. Divina porque provém da iniciativa dos Espíritos e humana porque é fruto do trabalho do homem. Os ensinamentos dos Espíritos, por toda parte, nos mostram a unidade da lei. Em virtude dessa unidade, reinam na obra eterna a ordem e a harmonia.

Fica nas entrelinhas a ideia de que a revelação de Jesus foi um estágio imperfeito. Para Allan Kardec, Ele “falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave”. Essa “chave” seria o espiritismo: Jesus falou por meio de parábolas, de modo simbólico; agora, que já foi dado o “tempo à ciência para progredir”[3], os espíritas são quem têm a palavra. Essa pretensão cientificista dos espíritas traz à tona o caráter “naturalista” de sua religião. A ciência é, sem dúvida, um instrumento importante, mas deve atuar em seu âmbito próprio, que é a análise dos fenômenos da natureza. A revelação divina, ao contrário, não deve ser medida com instrumentos empíricos, que são insuficientes.

Mas, deixando de lado também o exame científico da questão espírita, é absolutamente inaceitável para um cristão dizer que o ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser “corrigido” ou “aperfeiçoado”. O Catecismo da Igreja Católica diz, com toda a clareza, que “o Filho é a Palavra definitiva do Pai, de sorte que depois dele não haverá outra Revelação”[4]; e ainda: “A fé cristã não pode aceitar ‘revelações’ que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais ‘revelações'”[5].

O livro “Doutrina Espírita para Principiantes” traz também as cinco obras fundamentais do espiritismo kardecista, todas elas escritas por Allan Kardec, pseudônimo utilizado pelo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804 – 1869), considerado o “codificador” da doutrina espírita:

1) O Livro dos Espíritos (1857): Contém os princípios da Doutrina Espírita. Trata sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec. Divide-se em quatro tópicos: «As causas primárias»; «Mundo espírita ou dos Espíritos»; «As leis morais»; e «Esperanças e consolações».

Enquanto os cristãos lançam um olhar de reverência para Jesus e para as Sagradas Escrituras, nas obras de Kardec, os espíritos estão a todo o momento corrigindo a Bíblia – a base de “O Livro dos Espíritos” são “os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns” –, fazendo uma “adaptação” completamente pervertida de seu conteúdo.

2) O Livro dos Médiuns (1861): Orienta a conduta prática das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo espiritual com o material. Mostra aos médiuns os inconvenientes da mediunidade, suas virtudes e os perigos provindos de uma faculdade descontrolada. Ensina a forma de se obter contatos proveitosos e edificantes junto à Espiritualidade. A obra demonstra ainda as consequências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o invisível e o visível. É o maior tratado de paranormalidade já escrito.

Médium, para a doutrina espírita, é uma pessoa que tem a capacidade de estabelecer comunicações entre os dois mundos: o dos “espíritos encarnados” e o dos “espíritos desencarnados”. “O Livro dos Médiuns” seria, na linguagem de Rivas, “o maior tratado de paranormalidade já escrito”. Trata-se de uma confusão constante no vocabulário espírita: eles frequentemente reputam como normais acontecimentos que são, na verdade, extraordinários. A alma de um falecido comunicar-se com os vivos, por exemplo, é algo absolutamente fora do comum, enquanto, para eles, seria algo ordinário e natural.

3) O Evangelho segundo o Espiritismo (1864): Trata-se da parte moral e religiosa da Doutrina Espírita. Ensina a teoria e a prática do Cristianismo, através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus, feitos por Allan Kardec e pelos Espíritos superiores. Mostra que as parábolas existentes no Evangelho, que aos olhos humanos parecem fantasias, na verdade exprimem o mais profundo código de conduta moral de que se tem notícia.

“O Evangelho segundo o Espiritismo” ensinaria, nas palavras de Rivas, “a teoria e a prática do Cristianismo”. Ou seja, Allan Kardec diz-se o legítimo intérprete do Evangelho, tendo recebido a chave de interpretação dos espíritos. Essa ideia é de uma pretensão indubitavelmente inaceitável para os cristãos.

4) O Céu e o Inferno (1865): Neste livro, através da evocação dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado «céu», do temido «inferno», como também do chamado «purgatório». Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no Universo evolui e que as teorias sobre o sofrimento no fogo do inferno nada mais são do que uma ilusão. Comunicações de Espíritos desencarnados, de cultura e hábitos diversos, são analisadas e comentadas pelo Codificador, mostrando a situação de felicidade, de arrependimento ou sofrimento dos que habitam o mundo espiritual.

Nesse livro, Allan Kardec distorce totalmente a doutrina cristã sobre a escatologia. Ao pôr “fim às penas eternas”, ele praticamente nega a existência do inferno, corroborada tantas vezes por Cristo nas Escrituras[6].

5) A Gênese (1868): Este livro é um estudo a respeito de como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo em suas faces material e espiritual. É a parte científica da Doutrina Espírita. Explica a Criação, colocando Ciência e Religião face a face. A Gênesis bíblica é estudada e vista como uma realidade científica, disfarçada por alegorias e lendas. Os seis dias narrados nas Escrituras Sagradas são mostrados como o tempo que o Criador teria gasto com a formação do Universo e da Terra; eras geológicas, que seguem a ordem cronológica comprovada pela Ciência em suas pesquisas. Os «milagres», realizados por Jesus, são explicados como sendo produto da modificação dos elementos da natureza, sob a ação de sua poderosa mediunidade.

“A Gênese”, na verdade, não passa de uma das maiores farsas do espiritismo. Camille Flammarion, que ajudou Kardec a escrever essa obra, ao falar sobre o cosmos, comete equívocos clamorosos, errando números de satélites e vários princípios básicos de astronomia – algo inaceitável para espíritos supostamente tão sábios. Perguntado sobre os erros contidos no livro, Flammarion afirmou que se tratava do conhecimento que eles tinham na época, ou seja, deixou claro que aquelas informações não vieram do “mundo dos espíritos”, mas tão somente de suas cabeças. Até hoje, no entanto, Flammarion é venerado e não há nenhum pedido de desculpas e nenhuma retratação desse fato – um exemplo flagrante de desonestidade intelectual.

Ainda na “Doutrina Espírita para Principiantes”, são elencados os “Princípios Fundamentais” dos ensinamentos dos Espíritos”, a saber:

1) A Existência de Deus: Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas.

Os termos empregados são cuidadosos: procuram mascarar a doutrina espírita para dar-lhe um ar cristão. No entanto, a visão espírita de Deus é deísta. Kardec, ao definir a divindade, ao invés de perguntar “quem é Deus”, usa a expressão “o que é Deus” [7], como que a indicar: Deus é a “Inteligência Suprema”, mas não é necessariamente um ser pessoal, alguém com quem o homem pode verdadeiramente se relacionar. Isso não se coaduna com a religião cristã, na qual Deus é um só, em três pessoas realmente distintas.

2) A Imortalidade da Alma: Somos em essência Espíritos, seres inteligentes da criação. O espírito é o princípio inteligente do Universo.

Nós, católicos, estamos de acordo com o princípio da imortalidade da alma, mas não da forma como é exposto acima. Não “somos em essência Espíritos”: “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual” [8]; “o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza” [9]. A grande dificuldade antropológica do espiritismo está justamente neste dualismo: o homem seria só a sua alma e o seu corpo, uma prisão. A Igreja já condenou há muito tempo a metempsicose e a apocatástase, de Orígenes, que são doutrinas defendidas sob outros nomes pelos espíritas. Elas podem ser aceitas pelo orfismo e pelo platonismo, mas não pela religião cristã.

3) A Reencarnação: Criado simples e ignorante, o Espírito decide e cria seu próprio destino usando o livre arbítrio. Seu progresso é consequência das experiências adquiridas em diversas existências, evoluindo constantemente, tanto em inteligência como em moralidade. 4) A Pluralidade dos Mundos Habitados: Os diferentes orbes do Universo constituem as diversas moradas dos Espíritos.

Segundo o espiritismo, aquilo que de mal as pessoas cometem deve ser pago em outras existências. No Cristianismo, ao contrário, o Verbo se fez homem e o Seu sofrimento tem um poder redentor para a humanidade. Por isso, não é necessário que o ser humano pague mais nada, ele já foi remido pela Cruz de Cristo. Nesse sentido, a reencarnação torna vã toda a obra da salvação. Com essa pretensão de enquadrar o mistério do sofrimento em uma lógica matemática, o espiritismo abole o perdão e acaba se tornando uma doutrina terrificante, ao invés de consoladora.

Além disso, olhando filosoficamente a questão, a doutrina espírita não passa de uma “torre de Babel”: o espírito “cria seu próprio destino” por meio de um “progresso” e evolução constantes. Só que o abismo entre Criador e criatura não pode ser rompido senão pelo andar de cima: ou Deus vem salvar e redimir o homem ou ele está irremediavelmente perdido.

De fato, os espíritas só aderem à “torre de Babel” porque não creem que Jesus Cristo seja Deus – e essa é a razão principal pela qual o espiritismo não pode ser chamado de cristão. Na doutrina espírita, Cristo tem um papel irrisório: é um “guia” evoluído tão somente para este planeta (já que existiriam outros habitados por espíritos).

5) A Comunicabilidade dos Espíritos: Os Espíritos são os seres humanos desencarnados. Através dos médiuns podem comunicar-se com o mundo material.

Conforme a doutrina católica, quando as pessoas morrem, as almas são separadas (não “desencarnadas”) dos seus corpos. Esta alma separada – agora, no Céu, no Inferno ou no Purgatório – pode comunicar-se com os vivos? De forma ordinária, não. Ou seja, os espíritos dos mortos não se comunicam conosco, habitualmente. Mas é possível, sob a forma de milagre, que Deus permita esse tipo de comunicação, tanto das almas que estão no Céu – como acontece nas aparições de Nossa Senhora – e no Purgatório – para ensinar a importância de rezar pela Igreja padecente –, quanto das que estão no Inferno – para excitar no homem o temor de Deus. O contato ordinário com os espíritos, na doutrina católica, não acontece com as almas dos falecidos, mas com outras criaturas: os anjos.

Então, à “comunicabilidade dos espíritos” a Igreja responde: é possível que aconteça, mas não ordinariamente. Por outro lado, é absolutamente proibida pela Revelação a evocação dos mortos [10]. Recorrer a essa prática de desobediência significa expor-se a grandes perigos espirituais.

Por fim, o livro de Rivas também cita como fundamento da doutrina espírita:

A Moral Espírita: Baseada no Evangelho de Jesus, é a máxima moral para a vida.

Trata-se do único item pelo qual os espíritas poderiam ser remotamente chamados de cristãos. Diz-se “remotamente” porque, ao mesmo tempo em que eles seguem algumas orientações morais do Evangelho, rejeitam outras, como o divórcio ou o “casamento” homossexual. Então, é só em um sentido muito estrito que se pode chamar o espiritismo de cristão.

Referências

  1. Luis Hu Rivas (org.), Doutrina Espírita para Principiantes: introdução ao estudo da doutrina que ilumina consciências e consola corações, Conselho Espírita Internacional, Brasília, 2009, 160p.

  2. Cf. Jo 16, 5s

  3. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 1, n. 4

  4. Catecismo da Igreja Católica, n. 73

  5. Ibidem, n. 67

  6. Cf. Mt 5, 22.29; 13, 42.50; 25, 41; Mc 9, 43-48

  7. O Livro dos Espíritos, livro I, cap. 1, I

  8. Catecismo da Igreja Católica, n. 362

  9. Ibidem, n. 365

  10. Cf. Lv 20, 27; Dt 18, 10ss; 2 Rs 21, 6; 23, 24; 1 Cr 10, 13; Is 8, 19

 
 
 
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