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Todos os anos, os fiéis que visitem uma igreja franciscana em qualquer lugar do mundo desde o meio-dia do dia 01 de agosto e todo o dia 2 de agosto, poderão obter a chamada indulgência plenária da Porciúncula.

Para isto, além da visita, as condições habituais de confissão sacramental, comunhão eucarística e a oração pelas intenções do Papa.

As 5 condições são:

1. Visitar uma igreja no dia 2 de Agosto, fazendo uma visita espiritual à igreja da Porciúncula, renovando a profissão de fé através da recitação do Credo, para reafirmar a identidade cristã;

2. Ouvir a Santa Missa e comungar neste dia;

3. Rezar pelas intenções do Santo Padre, neste dia. Normalmente reza-se um Pai-Nosso, uma Avé-Maria e um Glória, no entanto pode ser rezada qualquer oração com a referida intenção.

4. Confessar-se no período desde 8 dias antes a 8 dias depois desta data;

5. Ter ódio ao pecado, não só mortal mas também venial.

Em declarações para o Grupo ACI, o Ir. Gonzalo Cateriano, ex-provincial dos Franciscanos Capuchinos no Peru, ressaltou o “grande desejo de São Francisco de Assis de que todas as almas se salvem” e que os fiéis “com piedade e devoção” recebam a indulgência cumprindo as disposições da Igreja.

O frade assinalou que “antigamente era muito difícil que a Igreja concedesse indulgências” já que só se obtinham em peregrinação a alguns lugares como Terra Santa e, portanto, foi um grande presente que São Francisco obteve por seu amor às almas.

“Agora o Perdão de Assis pode-se obter em todas as igrejas franciscanas do mundo desde a véspera da festa central”, pontuou.

A concessão da Indulgência da Porciúncula se deu em 1216, quando São Francisco partiu para Perusa junto de outro frade para ver o Papa Honório III, depois de uma aparição do próprio Cristo e da Virgem rodeados de anjos na capela de Santa Maria dos Anjos, em Assis.


Nesta aparição, o santo pediu ao Senhor que concedesse uma indulgência a quantos visitassem a Igreja dedicada à Virgem sob a devoção de Nossa Senhora dos Anjos. O Senhor aceitou e ordenou que se dirigisse a Perusa, para obter do Papa o favor desejado. O Santo Padre concedeu a graça.

Em 1966 o Papa Pablo VI publicou a Carta Apostólica “Sacrosancta Portiunculae ecclesia” com ocasião do 750º aniversário da concessão da indulgência da Porciúncula, onde expressou que “a instituição desta indulgência seja celebrada de maneira que verdadeiramente a Porciúncula seja aquele lugar santo onde se consegue o perdão total e se faz estável a paz com Deus”.

Além disto, referindo-se às peregrinações que os fiéis realizam para o lugar, indicou: “Queira Deus que a peregrinação, transmitida durante séculos, à igreja da Porciúncula, que Nosso mesmo Predecessor João XXIII empreendeu com ânimo piedoso, não termine mas que cresça continuamente a multidão de fiéis que acodem ali ao encontro com Cristo rico em misericórdia e com sua Mãe, que intercede sempre perante ele”.

A pequena igreja conhecida como Porciúncula que São Francisco de Assis dedicou a Santa Maria dos Anjos, encontra-se dentro da grande Basílica que leva o mesmo nome desta devoção Mariana. A Basílica data dos séculos XVI e XVII.

Esta igreja foi a segunda morada do santo e de seus primeiros irmãos, assim como o lugar onde na tarde de 3 de outubro de 1226, São Francisco faleceu. Este também foi o lugar, onde no domingo de Ramos de 1211 São Francisco recebeu a consagração da Santa Clara, dando origem à ordem das clarissas.

Fonte: ACIdigital

Veja o vídeo feito pelos frades de Assis, com entrevista em italiano


Indulgência Plenária

Para lucrar uma INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso preencher algumas condições condições:

a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento;

b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência;

c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência;

d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial.


A história

Numa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando, subitamente, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos.

Jesus perguntou-lhe: “Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”

“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, Francisco, acompanhado pelo Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe: “Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento, a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos dos seus pecados, em “estado de graça”, confessados e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia do seu baptismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

“Senhor, disse o ‘Poverello’, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”

Ouvindo isto, o Papa, cheio de amor, repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá apenas durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”

A ‘consagração’ da igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula apenas era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Mas a 9 de Julho de 1910, o Papa São Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226).

Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, a 26 Março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4).

O que significa que, actualmente, qualquer igreja franciscana ou paroquial de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda Humanidade.

Deste modo, ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre.

Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício ou em favor de pessoas falecidas.

Fonte: Senza Pagare


 
 
 

Conheça a origem da Festa da Divina Misericórdia, o seu significado e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

Todos os anos, a Igreja celebra, no segundo domingo do tempo pascal, a Festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000, durante a cerimônia de canonização de Santa Faustina.

A Festa da Divina Misericórdia e Santa Faustina Kowalska

A Festa da Divina Misericórdia está baseada em revelações privadas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, que transmitiu as mensagens sobre a Divina Misericórdia ao povoado da cidade polonesa de Plock no ano de 1931.

Dizia nosso Redentor a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” [1].

Durante suas revelações a Santa Faustina, Nosso Senhor também ressaltou sua segunda vinda, prometendo retornar em glória para julgar o mundo no amor, como está descrito no Evangelho de São Mateus (Capítulos 13 e 25).

“Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848). Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online

Instituição da Festa da Divina Misericórdia

Na época em que se instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto no qual se estabeleceu que “por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão”.

O Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Emérito Bento XVI, assegurou que “frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”.

Como obter indulgência plenária na Festa da Divina Misericórdia

Durante a Festa da Divina Misericórdia é possível obter indulgência plenária. Para isso os fiéis devem viver com piedade intensa esta celebração. São João Paulo II estabeleceu, através de um decreto, que o Domingo da Divina Misericórdia seja enriquecido com a Indulgência Plenária “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos”.

As graças do Domingo da Divina da Misericórdia

Nosso Senhor misericordioso prometeu conceder as seguintes graças no dia da Festa da Divina Misericórdia:

“A alma que se confie e receba a Santa Comunhão obterá o perdão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas através das quais fluem as graças. Quem nesse dia se aproximar da Fonte de Vida receberá o perdão total das culpas e das penas”.

“Não encontrará alma nenhuma a justificação até que se dirija com confiança à Minha misericórdia. Nesse dia os sacerdotes devem falar às almas sobre Minha misericórdia infinita”.

Jesus também enfatizou a Soror Faustina que Sua Misericórdia é a última tábua de salvação que oferece à humanidade. “As almas morrem apesar de Minha amarga Paixão. Lhes ofereço a última tábua de salvação, quer dizer, a Festa de Minha Misericórdia. Se não adorarem Minha Misericórdia morrerão para sempre”.

Significado da imagem da Divina Misericórdia

A famosa imagem da Divina Misericórdia foi revelada a Santa Faustina pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, que pediu a ela para que a pintasse, e depois explicou todo o significado por de trás de cada detalhe, além dizer o que os fiéis podem alcançar através dela.

A imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”. As versões, em sua maioria, mostram Jesus levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco.

“O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (…) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).

O Terço da Divina Misericórdia

Dentre o conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia está o Terço da Divina Misericórdia, que costuma ser rezado às 15h, utilizando as contas do terço comum, mas com um conjunto diferente de orações.

Inicia-se rezando o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Em seguida, nas contas do ‘Pai Nosso’, recita-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”. Já nas contas da ‘Ave Maria’, se reza: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Por fim, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

A Coroinha da Divina Misericórdia

Nosso Senhor também confiou à Santa Faustina a Coroinha da Divina Misericórdia, entregando várias promessas. “Quem a rezar obterá através dela que tudo o que peça se realize, sempre e quando estiver de acordo com a vontade de Deus”.

Quem orar a Coroinha da Divina Misericórdia receberá misericórdia, sobretudo na hora da morte, e os sacerdotes a recomendarão aos pecadores como última tábua de salvação. “Defenderei com Minha própria Glória a cada alma que reze esta Coroinha na hora da morte, ou quando os demais a rezem junto ao agonizante, que obterão o mesmo perdão”.

A Liturgia do Domingo da Divina Misericórdia

A liturgia deste domingo trás a figura do “apóstolo incrédulo”, São Tomé. Na primeira aparição de Jesus Ressuscitado aos apóstolos, São Tomé não estava entre eles: “Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus” (Jo 20, 24). Assim que o encontraram os apóstolos com alegria anunciaram-lhe a ressurreição do Mestre. No entanto a atitude de São Tomé foi de obstinação e presunção [2]: “Se eu não ver nas suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20, 25).

Não podia São Tomé imaginar que estava dando a oportunidade ao Senhor da Misericórdia de mostrar-lhe quanto o amava. Uma semana após a primeira aparição, nosso Senhor age com Tomé com extrema bondade, adiantando-se a ele, diz: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20, 27).

Diante de tamanha misericórdia, resta ao “incrédulo” proclamar, como um teólogo, a humanidade e a divindade de nosso Senhor: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28).

Condições para receber a Misericórdia Divina

Para receber a Misericórdia de Jesus, sobretudo na Festa da Divina Misericórdia, é necessário aproximar-se ao Senhor com um coração contrito e humilde, arrepender-se dos pecados, confiar firmemente na Divina Misericórdia de Jesus Cristo e aproximar-se do sacramento da Confissão nesse dia ou sete dias antes ou depois. Receber a Comunhão Eucarística, venerar a imagem da Divina Misericórdia, e praticar as obras de misericórdia.

Confiança na Divina Misericórdia

Toda a humanidade é convidada a beneficiar-se desta fonte infinita e inconcebível de misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia” [3].

Procuremos viver na confiança desta misericórdia e divulgar quanto nos for possível esta devoção. “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas” [4]. (EPC)

Fonte: Gaudium Press

Referências Bibliográficas

[1] SÁ, Eliana. Divina Misericórdia: Mensagem para cada dia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008, p. 20. [2] Cf. Dias, João S. Clá. O inédito sobre os Evangelhos. Vol. V. Roma: Editrice Vaticana, 2012, p. 292. [3] SÁ, Op. Cit., p. 17. [4] Comunidade Canção Nova. Devocionário à Divina Misericórdia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2001, p. 49.

 
 
 

Conheça a origem da Festa da Divina Misericórdia, o seu significado e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

Todos os anos, a Igreja celebra, no segundo domingo do tempo pascal, a Festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000, durante a cerimônia de canonização de Santa Faustina.

A Festa da Divina Misericórdia e Santa Faustina Kowalska

A Festa da Divina Misericórdia está baseada em revelações privadas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, que transmitiu as mensagens sobre a Divina Misericórdia ao povoado da cidade polonesa de Plock no ano de 1931.

Dizia nosso Redentor a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” [1].

Durante suas revelações a Santa Faustina, Nosso Senhor também ressaltou sua segunda vinda, prometendo retornar em glória para julgar o mundo no amor, como está descrito no Evangelho de São Mateus (Capítulos 13 e 25).

“Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848). Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online

Instituição da Festa da Divina Misericórdia

Na época em que se instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto no qual se estabeleceu que “por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão”.

O Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Emérito Bento XVI, assegurou que “frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”.

Como obter indulgência plenária na Festa da Divina Misericórdia

Durante a Festa da Divina Misericórdia é possível obter indulgência plenária. Para isso os fiéis devem viver com piedade intensa esta celebração. São João Paulo II estabeleceu, através de um decreto, que o Domingo da Divina Misericórdia seja enriquecido com a Indulgência Plenária “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos”.

As graças do Domingo da Divina da Misericórdia

Nosso Senhor misericordioso prometeu conceder as seguintes graças no dia da Festa da Divina Misericórdia:

“A alma que se confie e receba a Santa Comunhão obterá o perdão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas através das quais fluem as graças. Quem nesse dia se aproximar da Fonte de Vida receberá o perdão total das culpas e das penas”.

“Não encontrará alma nenhuma a justificação até que se dirija com confiança à Minha misericórdia. Nesse dia os sacerdotes devem falar às almas sobre Minha misericórdia infinita”.

Jesus também enfatizou a Soror Faustina que Sua Misericórdia é a última tábua de salvação que oferece à humanidade. “As almas morrem apesar de Minha amarga Paixão. Lhes ofereço a última tábua de salvação, quer dizer, a Festa de Minha Misericórdia. Se não adorarem Minha Misericórdia morrerão para sempre”.

Significado da imagem da Divina Misericórdia

A famosa imagem da Divina Misericórdia foi revelada a Santa Faustina pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, que pediu a ela para que a pintasse, e depois explicou todo o significado por de trás de cada detalhe, além dizer o que os fiéis podem alcançar através dela.

A imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”. As versões, em sua maioria, mostram Jesus levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco.

“O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (…) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).

O Terço da Divina Misericórdia

Dentre o conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia está o Terço da Divina Misericórdia, que costuma ser rezado às 15h, utilizando as contas do terço comum, mas com um conjunto diferente de orações.

Inicia-se rezando o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Em seguida, nas contas do ‘Pai Nosso’, recita-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”. Já nas contas da ‘Ave Maria’, se reza: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Por fim, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

A Coroinha da Divina Misericórdia

Nosso Senhor também confiou à Santa Faustina a Coroinha da Divina Misericórdia, entregando várias promessas. “Quem a rezar obterá através dela que tudo o que peça se realize, sempre e quando estiver de acordo com a vontade de Deus”.

Quem orar a Coroinha da Divina Misericórdia receberá misericórdia, sobretudo na hora da morte, e os sacerdotes a recomendarão aos pecadores como última tábua de salvação. “Defenderei com Minha própria Glória a cada alma que reze esta Coroinha na hora da morte, ou quando os demais a rezem junto ao agonizante, que obterão o mesmo perdão”.

A Liturgia do Domingo da Divina Misericórdia

A liturgia deste domingo trás a figura do “apóstolo incrédulo”, São Tomé. Na primeira aparição de Jesus Ressuscitado aos apóstolos, São Tomé não estava entre eles: “Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus” (Jo 20, 24). Assim que o encontraram os apóstolos com alegria anunciaram-lhe a ressurreição do Mestre. No entanto a atitude de São Tomé foi de obstinação e presunção [2]: “Se eu não ver nas suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20, 25).

Não podia São Tomé imaginar que estava dando a oportunidade ao Senhor da Misericórdia de mostrar-lhe quanto o amava. Uma semana após a primeira aparição, nosso Senhor age com Tomé com extrema bondade, adiantando-se a ele, diz: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20, 27).

Diante de tamanha misericórdia, resta ao “incrédulo” proclamar, como um teólogo, a humanidade e a divindade de nosso Senhor: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28).

Condições para receber a Misericórdia Divina

Para receber a Misericórdia de Jesus, sobretudo na Festa da Divina Misericórdia, é necessário aproximar-se ao Senhor com um coração contrito e humilde, arrepender-se dos pecados, confiar firmemente na Divina Misericórdia de Jesus Cristo e aproximar-se do sacramento da Confissão nesse dia ou sete dias antes ou depois. Receber a Comunhão Eucarística, venerar a imagem da Divina Misericórdia, e praticar as obras de misericórdia.

Confiança na Divina Misericórdia

Toda a humanidade é convidada a beneficiar-se desta fonte infinita e inconcebível de misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia” [3].

Procuremos viver na confiança desta misericórdia e divulgar quanto nos for possível esta devoção. “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas” [4]. (EPC)

Fonte: Gaudium Press

Referências Bibliográficas

[1] SÁ, Eliana. Divina Misericórdia: Mensagem para cada dia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008, p. 20. [2] Cf. Dias, João S. Clá. O inédito sobre os Evangelhos. Vol. V. Roma: Editrice Vaticana, 2012, p. 292. [3] SÁ, Op. Cit., p. 17. [4] Comunidade Canção Nova. Devocionário à Divina Misericórdia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2001, p. 49.

 
 
 
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