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Bento XVI visita a “Cúpula da Rocha”

JERUSALÉM, terça-feira, 12 de maio de 2009 (ZENIT.org) .- Os fiéis das três grandes religiões monoteístas têm a tarefa de construir um mundo de paz, guiados pela justiça e a misericórdia que advêm do Deus Uno.

Foi o que disse na manhã desta terça-feira Bento XVI, no encontro com representantes da comunidade muçulmana, após a visita à Cúpula de Rocha, na Esplanada das Mesquitas.

Em sua visita, o Papa estava acompanhado pelo Grão Mufti de Jerusalém, Muhammad Ahmad Husayn, sunita, considerado a máxima autoridade legal islâmica de Jerusalém e do povo árabe-muçulmano na Palestina.

A “Cúpula da Rocha”, construída entre 687 e 691, é o mais antigo monumento islâmico na Terra Santa. Foi construída onde, segundo a tradição, era o templo de Salomão, destruído em 70, durante o reinado de Tito. 

Neste lugar, disse o Papa, “se cruzam os caminhos das três grandes religiões monoteístas do mundo, recordando-nos o que têm em comum. Cada uma delas acredita no Deus Uno, criador e senhor de tudo”.

A área chamada “al-Haram al-Sharif (Nobre Santuário), local da Mesquita de Omar, é uma terra sagrada para as três grandes religiões monoteístas abraãmicas.

Os muçulmanos acreditam que a “rocha” no centro da mesquita foi o ponto a partir do qual Maomé ascendeu ao céu (ali também Abraão teria preparado o sacrifício de seu filho Isaac). Para os judeus, é local sagrado porque foi sede do Templo de Salomão. Para os cristãos, recorda as muitas visitas de Jesus ao Templo e episódios de sua vida pública. 

“Em um mundo tristemente assolado pelas divisões, este lugar serve como estímulo e também desafia homens e mulheres de boa vontade a trabalhar para superar os mal-entendidos e os conflitos do passado e empreender o caminho de um diálogo sincero encaminhado à construção de um mundo de justiça e paz para as gerações vindouras”, disse o Santo Padre.

O ponto de partida, indicou, deve ser a fé no Deus Uno, “infinita fonte de justiça e misericórdia”.

“Aqueles que confessam seu nome são chamados à tarefa de se empenhar sem descanso pela justiça, enquanto, imitando sua misericórdia, estão intrinsecamente orientados por ambos à coexistência pacífica e harmoniosa da família humana”, afirmou.

O Papa encorajou o trabalho pela “unidade de toda família humana”. 

“O amor indiviso pelo Deus Uno e a caridade ao próximo convertem-se no eixo pelo qual tudo gira ao redor. Esta é a razão de trabalharmos incansavelmente para proteger os corações humanos do ódio, da ira ou da vingança”, disse Bento XVI.

“Possamos nós viver no espírito de harmonia e cooperação, tomando exemplo do Deus Uno, com um serviço generoso de uns aos outros”, concluiu.

(Com Mirko Testa)

 
 
 

Após os protestos islâmicos contra o discurso do Papa

MOSCOU, sexta-feira, 22 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- «As declarações dadas pela parte católica me satisfazem completamente», disse nesta quinta-feira o presidente da Direção Espiritual Muçulmana no território europeu da Rússia, o mufti Ravil Gainutdin, em relação ao discurso pronunciado pelo Santo Padre Bento XVI na Universidade de Ratisbona, motivo de protestos no mundo muçulmano.

O também presidente do Conselho de Muftis na Rússia se expressou assim ao arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscou, o metropolita Tadeusz Kondrusiewicz, durante uma reunião que ambos líderes religiosos tiveram na residência do próprio Gainutdin, por iniciativa da hierarquia católica neste país.

Segundo se deu a conhecer, tanto muçulmanos como católicos assinalaram que o conflito sobre as declarações do pontífice havia sido considerado como encerrado no território da Federação Russa e fizeram um chamado a todos os fiéis para trabalharem pelo diálogo de paz e cooperação para o bem-estar do país.

Durante o encontro, que no dizer dos participantes se levou a cabo em uma atmosfera de irmandade e abertura, Dom Kondrusiewicz agradeceu ao mufti a oportunidade de encontrar-se e discutir o tema, ao mesmo tempo em que manifestou seu pesar pelo mal-entendido suscitado.

O metropolita reiterou a posição oficial da Igreja Católica, ressaltando que Bento XVI de forma alguma teve a intenção de ofender o sentimento muçulmano.

Explicou que em seu discurso, o sumo pontífice pretendeu fazer algumas reflexões sobre o freqüente questionamento entre a relação «religião-violência», para concluir que a violência não tem nenhuma motivação religiosa.

Ambos representantes assinalaram que nos últimos anos se intensificaram os exemplos de entendimento e cooperação entre católicos russos e muçulmanos.

Assim, por exemplo, cada vez são mais as ocasiões nas quais conjuntamente participam em reuniões e celebrações, ocupam posições no mesmo nível na discussão de temas fundamentais para a sociedade moderna, como a família, a defesa da vida, os valores morais, a tolerância religiosa, a consolidação da sociedade e o desenvolvimento democrático, entre outros. Inclusive não foram poucos os casos nos quais se deu a colaboração em obras benéficas.

Deve-se recordar que um sinal do desenvolvimento da vida religiosa na Rússia foi a realização, no outono do ano passado, em uma das salas de conferência da principal mesquita de Moscou, da conferência dedicada a comemorar o quadragésimo aniversário da declaração do Concílio Vaticano II «Nostra Aetate», sobre a relação da Igreja Católica com as religiões não-cristãs.

O arcebispo Kondrusiewicz assegurou ao mufti Ravil Gainutdin que a Igreja Católica na Rússia, daqui adiante, acompanhará de perto o desenvolvimento do diálogo com os fiéis do Islã.

O prelado considerou muito oportuno o chamado do presidente Vladimir Putin aos líderes religiosos mundiais à responsabilidade e à discrição.

O arcebispo mostrou também seu reconhecimento pela mensagem da Direção do Conselho de Muftis na Rússia ao povo muçulmano nesse país, no qual lhes foi pedido que considerassem com calma e em sua justa medida a situação suscitada e, aos países que professam o Islã, que fizessem todo o possível para não provocar nenhum confronto.

Tanto o mufti Ravil Gainutdin como o arcebispo Tadeus Kondrusiewicz expressaram que, «nos desafios do mundo moderno, todos temos esperança no diálogo e na cooperação sincera, com o fim de construir uma sociedade fundamentada no respeito mútuo entre as pessoas de diferentes crenças e nacionalidades».

«Isso nos deve ajudar a ser testemunhas da unidade de Deus e juntos a defender a igualdade social, os valores morais, a paz e a liberdade, tal como ensina o Concílio Vaticano II», apontou o metropolita.

 
 
 
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