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Hoje, 16 de dezembro, começa a novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Estes nove dias podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas.

Reze conosco nesse tempo de preparação para a vinda do Senhor a Novena de Natal de Santo Afonso Maria de Ligório.

Santo Afonso foi um grande Santo e Teólogo Católico, suas meditações para o Natal são famosas pela beleza e profundidade. Ao final de cada dia da novena recomenda-se rezar o Santo Terço e a Ladainha de Nossa Senhora, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador. Para tornar a novena ainda mais solene pode-se cantar a canção Adeste Fidelis no início ou no final de cada dia. Escolha o dia:

2 – Meditação do dia

Primeiro Dia – 16 de Dezembro

Jesus Menino consente em ser nosso Redentor

Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de levares a minha salvação até à última extremidade da terra (Is 49, 6)

Sumário. Muitos cristãos costumam neste tempo armar um presépio como representação do Nascimento de Jesus Cristo; mas bem poucos lembram de preparar, com atos de amor, o seu coração afim de que o divino Menino nele possa repousar. Do número destes também nós queremos ser. Por isso, afim de excitar-nos, desde o primeiro dia da Novena, a pagar com nosso amor o amor de Jesus Cristo, consideremos o amor que nos mostrou, incumbindo-se, desde o primeiro instante da sua conceição, de satisfazer por nós à divina justiça. I. Considera como o Pai Eterno disse a Jesus Menino, no instante da sua Encarnação, estas palavras: Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de salvá-las. Meu Filho, eu te dei ao mundo para luz e vida das nações, afim de que lhes alcances a salvação, que eu estimo tanto como se fosse a minha própria. Mister é, pois, que te consumas todo inteiro, para o bem dos homens. Mister é que desde o nascer sofras extrema pobreza, afim de que o homem se faça rico. Mister é que sejas vendido como um escravo, para impetrares ao homem a sua liberdade; que, como um escravo, sejas açoitado e crucificado, afim de pagares à minha justiça o que o homem lhe deve; mister é que dês o teu sangue e a tua vida, afim de livrares o homem da morte eterna. Em uma palavra, sabe que não te pertences mais a ti mesmo, senão aos homens. Assim, meu dileto Filho, o homem render-se-á ao meu amor; será todo meu, vendo que eu lhe dei o meu Unigênito, sem reserva alguma, e que nada mais me resta para lhe dar. Ó amor infinito, digno unicamente de um Deus infinito! A semelhante proposta Jesus Menino não se entristece; antes, nela se compraz, aceita-a com amor e exulta: Deu passos como gigante para correr o caminho. Desde o primeiro instante da sua Encarnação, Jesus se dá todo ao homem, e abraça com alegria todas as dores e ignomínias que na terra teria de sofrer pro amor dos homens. Pondera aqui o Pai celestial, mandando seu Filho para ser nosso Redentor e medianeiro entre Deus e os homens, se obrigou, por assim dizer, a perdoar-nos e a amar-nos, visto que prometeu receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfizesse por nós à Justiça Divina. Por outra parte o Verbo Divino, tendo aceitado a incumbência do Pai, que no-lo deu enviando-o para nossa redenção, obrigou-se também a amar-nos, não em vista de nossos merecimentos, mas para obedecer à vontade misericordiosa do Pai. Afetos e Súplicas

II. Meu amado Jesus, se é verdade, conforme reza a lei, que a doação faz adquirir o domínio, Vós sois meu, visto que vosso Pai Vos deu a mim; por mim é que nascestes, a mim é que fostes dado. Posso dizer, pois, com verdade: Meu Jesus e meu tudo! Já que sois meu, é meu também tudo quanto é vosso. Assim m’o garante o vosso Apóstolo: Como não nos deu também com ele todas as coisas? É meu o vosso sangue, são, meus os vossos merecimentos, são minhas as vossas graças, é meu o vosso paraíso. Se sois meu, quem jamais poderá separar-me de Vós? Assim dizia jubiloso Santo Antão Abade. Assim também quero dizer para o futuro. Somente por culpa minha posso perder-Vos e separar-me de Vós. Mas, ó meu Jesus, se antigamente Vos deixei e perdi, agora pesa-me de toda a minha alma e estou resolvido a antes perder a vida e tudo, do que a perder-Vos, ó Bem infinito e único Amor da minha alma. Graças Vos dou, Pai Eterno, por me haverdes dado vosso Filho, me dou todo a Vós. Por amor desse mesmo Filho, aceita-me e prendei-me com laços de amor ao meu Redentor; mas prendei-me de tal maneira que eu também possa dizer: Quem me separará do amor de Cristo? Que bem terrestre será ainda capaz de separar-me do meu Jesus? E Vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que eu também sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que é meu, como quiserdes. Será possível que eu recuse alguma coisa a um Deus que não me recusou seu sangue e sua vida? Maria, minha Mãe, guardai-me debaixo da vossa proteção. Não quero mais ser meu, quero ser todo do meu Senhor. Cuidai em fazer-me fiel; em vós confio. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Segundo Dia – 17 de Dezembro

Tristeza do Coração de Jesus no seio da Virgem Maria Não quiseste hóstia nem oblação, porém me formaste um corpo (Hb 10,5) Sumário. Tudo quanto Jesus Cristo padeceu no correr da sua vida, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe; e Jesus aceitou tudo por nosso amor. Porém, naquela aceitação e na repressão da repugnância natural, ó Deus, que aflição devia experimentar o seu Coração! Se Jesus, embora inocente, desde princípio da vida começou a sofrer por nós, não é justo que nós, que somos pecadores, padeçamos alguma coisa por seu amor e em desconto dos nossos pecados? I. Considera a grande amargura de que o coração de Jesus Menino devia sentir-se atormentado e oprimido no seio de Maria, quando no primeiro instante da encarnação o Pai Eterno lhe mostrou toda a série de desprezos, de dores e de angústias que no correr da sua vida deveria sofrer, afim de livrar os homens do seu estado de miséria – Eis o que ele falou pela boca do profeta Isaías: Pela manhã (o Senhor) levantar-me o ouvido. Isto é: no primeiro instante da minha encarnação, meu Pai me fez conhecer a sua vontade, que eu levasse uma vida de sofrimentos para ser finalmente sacrificado na cruz. Eu não contradigo; entreguei o meu corpo aos que me feriam. Ó almas, aceitei tudo pela vossa salvação e desde então entreguei o meu corpo para receber os açoites, os pregos e a morte.

Pondera que tudo o que Jesus Cristo sofreu no correr da sua vida e em sua Paixão, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe. Jesus aceitou tudo com amor. Mas naquela aceitação, e na repressão de sua repugnância natural, ó Deus, que angústias e que aflição não devia experimentar o Coração inocente de Jesus! Desde então compreenderia bem quanto teria de sofrer, primeiro nascendo numa gruta fria, pousada de animais; em seguida, tendo de morar trinta anos desconhecido na loja de um simples oficial. Já então viu que os homens haviam de tratá-lo de ignorante, de escravo, de sedutor, de réu de morte, digno da mais infamante e dolorosa morte destinada aos celerados. Tudo isso o nosso amante Redentor aceitou-o cada instante, mas cada vez que renovava a aceitação, tornava a sofrer juntas todas as penas e todas as humilhações que depois deveria sofrer até a morte. E para que? Para salvar-nos da morte eterna, a nós, miseráveis pecadores.

Afetos e Súplicas

II. Ó meu amado Redentor, quanto Vos custou, desde a vossa primeira entrada neste mundo, tirar-me da miséria que tinha atraído sobre mim pelos meus pecados! Para me livrardes da escravidão do demônio, a quem de livre vontade me tinha vendido, Vós sujeitastes a ser tratado como o mais vil de todos os escravos. E eu, sabedor disso, tive ânimo de amargurar tantas vezes o vosso amabilíssimo Coração, que tanto me amou! Mas, já que Vós, que sois inocente e sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito, por vosso amor, ó Jesus meu, toda a pena que me vier das vossas mãos. Aceito-a e abraço-a por vir daquelas mãos que um dia foram transpassadas, afim de livrar-me do inferno tantas vezes merecido pelos meus pecados. Ó meu Redentor, o amor que mostrastes em oferecer-Vos a sofrer tanto por mim, constrange-me demais a aceitar por vosso amor toda a pena, todo o desprezo. Ó meu Senhor, pelos vossos merecimentos dai-me o vosso santo amor; este tornar-me-á suaves e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-Vos sobre todas as coisas, amo-Vos de todo o meu coração, amo-Vos mais que a mim mesmo. Durante toda a vossa vida me tendes dado provas demasiadamente grandes do vosso afeto para comigo. Eu, ingrato, já tenho vivido tantos anos nesta terra e quais são as provas de amor que Vos mostrei? Fazei, ó meu Deus, que ao menos nos anos de vida que me restam, Vos dê alguma prova de meu amor. Não tenho coragem de comparecer na vossa presença, quando vierdes a julgar-me, tão pobre como agora me acho, sem ter feito alguma coisa por vosso amor. Mas, que posso fazer sem a vossa graça? Nada senão pedir-Vos que me socorrais, e este mesmo pedido ainda é uma graça da vossa parte. Jesus meu, socorrei-me pelos merecimentos de vossas penas e do sangue que por mim derramastes. Maria Santíssima, recomendai-me a vosso Filho, peço-o pelo amor que lhe tendes. Lembrai-vos que sou uma daquelas ovelhas pelas quais vosso Filho morreu. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Terceiro Dia – 18 de Dezembro

Expectação do Parto da Virgem Maria Esperaremos por ele, e ele nos salvará (Is 25, 9) Sumário. Foi tão grande o desejo de Maria de ver em breve nascido seu divino Filho, que em comparação com ele os suspiros mais ardentes dos Patriarcas e dos Profetas pareciam frios. Todavia Jesus não quis antecipar seu nascimento; quis ser semelhante aos outros e ficar oculto no seio materno em recolhimento e em preparação de sua entrada no mundo. Oh! Que bela lição para nós, se a soubermos aproveitar.

I. Muito embora a divina Mãe reconhecesse perfeitamente a grande honra que lhe advinha por trazer um Deus no seu seio, e os grandes tesouros de graças que ia merecendo, dando abrigo a seu Senhor, todavia foram tão grandes e tão veementes os seus desejos de ver o Salvador nascido, que em comparação deles pareciam frios os ardentes desejos dos Patriarcas e dos Profetas, que durante quatro mil anos fizeram violência ao céu dizendo: Envia aquele que deves enviar. Esses desejos nasciam na Santíssima Virgem de um amor duplo. Em primeiro lugar amava com terníssimo afeto o seu divino Filho, e por isso desejava dar à luz para vê-lo, abraçá-lo e provar-lhe seu amor prestando-lhe toda sorte de serviços. Demais, o coração da Virgem estava possuído de amor ardente para com o próximo. Por esta razão, apesar de prever o modo inumano de que os homens haviam de acolher e tratar Jesus Cristo, anelava pelo momento de manifestar ao mundo o seu Salvador, e de enriquecer o universo com aquele Bem supremo e com as graças infinitas que ele queria comunicar a nossas almas. Ó divina Mãe, graças vos sejam dadas por terdes desejado tanto dar-nos o vosso Jesus! Por piedade dai-m’o também a mim; fazei que, assim como nasceu corporalmente de vossas puríssimas entranhas, assim renasça espiritualmente pela graça em meu coração. Fazei que a minha alma abrasada no amor divino, procure comunicá-lo também ao próximo.

Afetos e Súplicas

II. Mais ardente do que o desejo de Maria foi o de Jesus. Achando-se ainda no seio de Maria ansiava pela hora de seu nascimento, afim de realizar a obra da Redenção do gênero humano e cumprir a sua missão conforme à vontade de seu Pai celestial. Parece, por assim dizer, que desde então exclamou o que depois de crescido, falando de sua Paixão, disse aos discípulos: Ah! Como sofro, enquanto não vir realizado na cruz o batismo de sangue com que devo ser batizado. – Mas, apesar disso, não quis nascer antes do tempo, para assemelhar-se a todos os outros mortais. Conservou-se ali escondido, como que em recolhimento e preparação para a sua futura entrada no mundo, empregando todos aqueles momentos preciosos em oração e contemplação. Desta sorte quis ensinar-nos, que nos preparemos bem para o recebermos, que nos recolhamos frequentes vezes em nós mesmos em silêncio e recolhimento, longe dos tumultos mundanos, antes de tratarmos com os homens, e entregarmo-nos aos trabalhos do ministério. Aproveitemo-nos de tão belas lições que o divino Salvador nos dá desde de o vermos em breve nascido, aos dos Patriarcas, de São José, da Santíssima Virgem e da Igreja Católica. Ó Adonai, Deus, vinde para nos remir pelo poder de vosso braço. Ó Deus, protetor fortíssimo e guia fiel de vosso povo, vinde remir o gênero humano com o vosso supremo poder! Vinde livrai-nos de tantas misérias nossas e subjugar com o vosso braço todo-poderoso os poderes das trevas, que demasiado reinaram sobre nós, e arruinaram as almas. “E Vós, ó Pai Eterno, que quisestes mediante a embaixada do Anjo, que o vosso Verbo tomasse carne no seio da Bem-aventurada Virgem Maria, dai que, venerando-a como verdadeira Mãe de Deus, possamos, pela sua intercessão, obter o vosso auxílio. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Quarto Dia – 19 de Dezembro

A Paixão de Jesus Cristo durou todo o tempo da sua vida A minha dor está sempre diante de mim (Sl 37,18) Sumário. Desde o instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida com seu pequenino corpo, viu diante de si todos os padecimentos que teria de sofrer para a redenção dos homens. Por isso Jesus começou desde o primeiro instante da sua vida a sofrer por nosso amor a tristeza mortal que depois padeceu no horto de Getsemani. E como temos nós correspondido a tão grande amor? Talvez com frieza e ingratidão.

I. Considera como, no mesmo instante em que foi criada a alma de Jesus e unida com seu pequenino corpo no seio de Maria, o Pai Eterno manifestou a seu Filho a sua vontade que morresse para a redenção do mundo. No mesmo tempo pôs-lhe diante dos olhos a vista triste de todos os sofrimentos que deveria sofrer até à morte afim de remir o gênero humano. Mostrou-lhe então todos os trabalhos, desprezos e pobreza que deveria suportar em toda a sua vida, tanto em Belém como no Egito e em Nazaré. Mostrou-lhe em seguida todas as dores e ignomínias de sua Paixão: os açoites, os espinhos, os cravos e a cruz; todos os desgostos, tristezas, agonias e abandono em que havia de terminar a sua vida no Calvário. Quando Abraão levava seu filho à morte, não quis contristá-lo comunicando-lhe a sorte com antecedência, nem no pouco de tempo de que precisavam para chegarem ao monte. Mas o Pai Eterno quis que seu Filho encarnado, destinado a ser vítima da divina justiça pelos nossos pecados, sofresse já então todas as penas, às quais depois deveria submeter-se na vida e na morte – Por esta razão, desde o instante em que baixou ao seio de sua Mãe, Jesus sofreu sem interrupção a tristeza que o acabrunhou no horto, e que era suficiente para tirar-lhe a vida, assim como ele mesmo disse: A minha alma está triste até à morte. De sorte que desde então ele sentiu vivamente e sofreu o peso todo de todos os tormentos e opróbrios que o esperavam. Toda a vida, portanto, e todos os anos do Redentor foram vida e anos de dores e de lágrimas: A minha vida tem desfalecido com a dor, e os meus anos com os gemidos. O seu divino Coração não teve um instante livre de padecimento. Quer vigiasse, quer dormisse, sempre tinha diante dos olhos aquela triste representação que lhe atormentou mais a santíssima por todos os seus suplícios. Os mártires padeceram, mas, ajudados com a graça, padeceram com alegria e ardor: Jesus, ao contrário, padeceu sempre com o Coração cheio de desgosto e tristeza, e aceitou tudo por nosso amor.

Afetos e Súplicas

II. Ó doce, ó amável, ó amante Coração de Jesus! É, pois, verdade que desde menino estivestes repleto de amargura, e que no seio de Maria padecestes um agonia sem consolação, sem testemunha, sem ao menos ter quem Vos aliviasse e de Vós se compadecesse. Tudo isso, ó meu Jesus, sofrestes afim de satisfazer pelas penas eternas e pela agonia sem fim que deviam ser a minha sorte no inferno por causa dos meus pecados. Padecestes privado de todo alívio, afim de me salvar a mim que tive a audácia de abandonar o meu Deus e de virar-lhe as costas para satisfazer a meus miseráveis apetites. Graças Vos dou e compadeço-me de Vós, mormente por ver que, ao passo que Vós padecestes tanto por amor dos homens, estes nem sequer de Vós se compadecem. Ó amor de Deus! Ó ingratidão dos homens! – Ó homens, ó homens, vede esse Cordeirinho inocente que está em agonia por Vós, para dar à divina justiça satisfação pelas injúrias que Vós lhe tendes feito. Vede como ele está orando e intercedendo por Vós junto do Eterno Pai: contemplai-o e amai-o. Ah, meu redentor, quão pouco são os que pensam nas vossas dores e no vosso amor! Ó Deus! Quão poucos são os que Vos amam! Mas ai de mim! Eu também tenho vivido muitos anos esquecido de Vós! Vós tanto padecestes para ser de mim amado, e não Vos amei. Perdoai-me, ó Jesus meu, perdoai-me; quero emendar-me e amar-Vos. Desgraçado de mim, Senhor, se ainda resistisse à vossa graça, e com a minha resistência me condenasse! As grandes misericórdias de que tendes usado comigo, e especialmente a vossa doce voz que agora me chama ao vosso amor, seriam o meu maior castigo no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade de mim, não permitais que para o futuro eu viva ingrato ao vosso amor. Dai-me luz e dai-me força para vencer tudo afim de cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, Vo-lo peço, pelos merecimentos de vossa Paixão. É nesta que confio, bem como na vossa intercessão, ó Maria. Minha querida Mãe, socorrei-me; vós me impetrastes todas as graças que tenho recebido de Deus; eu vo-lo agradeço; mas se não continuardes a socorrer-me, eu continuarei a ser infiel, assim como o tenho sido nos anos passados. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Quinto Dia – 20 de Dezembro

Jesus Menino se oferece à justiça divina como nossa vítima Ele foi oferecido, porque ele mesmo quis (Is 53, 7) Sumário. Todos os sacrifícios oferecidos a Deus no correr de quarenta séculos, não foram bastante eficazes para remir o homem. Por isso, o Verbo divino, apenas feito homem, ofereceu-se a si mesmo para vítima da divina justiça, e por nosso amor aceitou a morte com todos os padecimentos que a deviam acompanhar. Fê-lo o divino Menino logo na sua primeira entrada no mundo. E nós, já chegados ao uso da razão, que temos feito por seu amor? Talvez que desde então tenhamos começado a ofendê-lo.

I. O Verbo divino, no primeiro instante em que se fez homem e criança, no seio de Maria, ofereceu-se a si mesmo, sem reserva, aos sofrimentos e à morte, para o resgate do mundo. Sabia que todos os sacrifícios de ovelhas e de bois, oferecidos antigamente a Deus, não puderam resgatar as culpas dos homens. Era preciso que uma pessoa divina pagasse em lugar dos homens o preço do resgate. Por isso disse ele, conforme nos ensina o Apóstolo: Não quiseste hóstia nem oblação. Meu Pai, todas as vítimas que Vos foram oferecidas até hoje, não foram suficientes, nem puderam sê-lo, para satisfazer à vossa justiça. Vós me preparastes este corpo passível, afim de que eu possa aplacar-Vos e salvar os homens com o preço do meu sangue. Eis que venho. Eis-me aqui disposto a aceitar tudo e a submeter-me inteiramente à vossa vontade. – Relutava a parte inferior da alma que naturalmente tinha horror de uma vida e morte tão cheias de padecimentos e de opróbrios. Mas venceu a parte racional da alma, que, inteiramente submissa à vontade do Pai, aceitou tudo, de sorte que desde aquele instante Jesus começou a padecer todas as angústias e dores que devia sofrer nos anos da sua vida terrestre. Foi assim que se houve Jesus desde a sua primeira entrada no mundo. Mas, ó Deus, como é que nos temos havido nós para com Jesus, desde que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer pela luz da fé os sagrados mistérios de nossa Redenção? Quais são os pensamentos, os projetos, os bens que foram objeto do nosso amor? Prazeres, passeios, desejos de grandeza, vinganças, sensualidades; eis os bens que nos prenderam o afeto do coração. Mas se ainda temos fé, é mister que mudemos afinal a nossa vida e os nossos afetos. Amemos um Deus que tanto tem padecido por nós.

Afetos e Súplicas

II. Ó meu Senhor, quereis que Vos diga como me tenho havido para convosco durante a minha vida? Desde o despontar da razão comecei a desprezar a vossa graça e o vosso amor. Mas Vós o sabeis melhor do que eu mesmo; não obstante suportastes-me, porque ainda me quereis bem. Eu andava fugindo de Vós, e Vós viestes à minha procura chamando-me. Foi esse mesmo amor que Vos fez baixar do céu, afim de buscar as ovelhas perdidas, que Vos fez suportar-me e não me abandonar. Meu Jesus, agora Vós me buscais e eu Vos busco. Sinto que a vossa graça me auxilia; auxilia-me com o arrependimento de meus pecados, que detesto mais que qualquer outro mal; auxilia-me inspirando-me um grande desejo de Vos amar e dar-Vos gosto. Sim, meu Senhor, quero amar-Vos e agradar-Vos quanto puder. Mas o que me faz temer, é a minha fraqueza e insuficiência, consequência dos meus pecados. Maior todavia é a confiança que a vossa graça me inspira fazendo-me colocar a minha esperança nos vossos merecimentos, e dizer com toda a segurança: Tudo posso naquele que me conforta. Se sou fraco, Vós me dareis força contra os inimigos; se sou enfermo, espero que o vosso sangue será o meu remédio; se sou pecador, espero que me fareis santo. Reconheço que outrora tenho cooperado para a minha perdição, porque nos perigos deixei de recorrer a Vós. Para o futuro, meu Jesus e minha Esperança, quero sempre recorrer a Vós e de Vós espero todo o auxílio, todo o bem. Amo-Vos sobre todas as cosias e não quero amar senão a Vós. Ajudai-me, Vo-lo suplico, pelo merecimento de tantos sofrimentos que desde menino suportastes por mim. Pai Eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que Vos ame. Se Vos tenho desprezado, abrandem-Vos as lágrimas de Jesus Menino que Vos roga por mim. Põe os olhos no rosto de teu Cristo. Eu não mereço as graças, mas merece-as esse Filho inocente que Vos oferece uma vida de dores, afim de que useis de misericórdia comigo. E vós, ó Mãe de misericórdia, Maria, não deixeis de interceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e bem sei que não desamparais quem recorre a vós. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Sexto Dia – 21 de Dezembro

Dor de Jesus Menino pela previsão da ingratidão dos homens Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A ingratidão desagrada aos homens. Qual deve, pois, ter sido a tristeza de Jesus Menino, ao prever que os seus benefícios seriam pagos pelo mundo com injúrias, traições e tormentos! Mas ai de nós, que por ventura também até hoje temos respondido aos benefícios do Senhor de um modo tão desumano. Ou pelo menos temo-lo amado tão pouco, como se nenhum bem nos tivesse feito, nem sofrido coisa alguma por nós. Quereremos ser tão ingratos sempre?

I. Pelos dias do Santo Natal, São Francisco de Assis andava pelos caminhos e bosques chorando e suspirando com gemidos inconsoláveis. Perguntando pela razão de tanto sofrer respondeu: Como não chorar, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus como que perdido de amor ao homem, e o homem tão ingrato para com esse Deus! Ora, se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de São Francisco, quanto mais não terá afligido o Coração de Jesus Cristo? Apenas concebido no seio de Maria, Jesus viu a ingratidão despiedada que receberia da parte dos homens. Baixara do céu para acender o fogo do divino amor; somente este desejo fizera-o descer sobre a terra para ali sofrer um abismo de dores e ignomínias: Eu vim trazer o fogo à terra. E em seguida viu um abismo de pecados que os homens haviam de cometer, depois de presenciarem tantos rasgos de seu amor. Foi isso, no pensar de São Bernardino de Sena, o que o fez sofrer dores infinitas: Et ideo infinite dolebat. Mesmo para nós é insuportável vermos uma pessoa tratada por outra com ingratidão, e muita vezes isto aflige muito mais a alma, do que qualquer dor aflige o corpo. Qual não deve, pois, ter sido a dor que nossa ingratidão causou a Jesus, nosso Deus, quando viu que os seus benefícios e o seu amor lhe seriam retribuídos por nós com desgostos e injúrias? Retribuíram-me o bem com o mal, e o meu amor com ódio. Parece que também hoje em dia Jesus Cristo se queixa: Fiquei como que um estranho a meus irmãos. Porquanto vê que de muitos não é amado, nem conhecido, como se nenhum bem lhes tivesse feito, e nada por amor deles tivesse sofrido. Ó Deus, que caso fazem também presentemente tantos cristãos do amor de Jesus Cristo?

Afetos e Súplicas

II. Apareceu certo dia o Redentor ao Bem-aventurado Henrique Suso, sob a forma de um peregrino que andava de porta em porta, a pedir pousada, mas todos o repeliam com injúrias e ultrajes. Ai! quantos homens se parecem com aqueles de que fala Jó, dizendo: Diziam a Deus: Retira-te de nós… sendo ele quem cumulou de bens as suas casas. Em outro tempo nós também nos temos unido àqueles ingratos; mas quereremos continuar do mesmo modo? Não, porque não merece tal o Menino amável que baixou do céu para padecer e morrer por nós, e assim fazer-se amar de nós. Meu amado Jesus, será verdade que Vós baixastes do céu para Vos fazerdes amar de mim, que por meu amor viestes abraçar uma vida de trabalhos e a morte de cruz, afim de que eu Vos faça boa acolhida em meu coração, eu que tive a audácia de Vos repelir tantas vezes de mim, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor; não Vos quero? Ó meu Deus, se não fosseis a bondade infinita e não tivésseis dado a vida para me perdoardes, não me animaria a pedir-vos perdão. Mas ouço que vós mesmo me ofereceis a paz: Convertei-vos a mim, diz o Senhor, e eu me converterei a vós. Vós mesmo, ó Jesus, a quem tenho ofendido, quereis ser o meu advogado: Ele é a propiciação pelos nossos pecados. Não Vos quero fazer nova injúria desconfiando da vossa misericórdia. Pesa-me de toda a minha alma de Vos ter desprezado, ó Bem supremo; pelo sangue que derramastes por mim, recebei-me em vossa graça. Meu Pai e meu Redentor, não sou mais digno de ser vosso Filho, depois de ter renunciado tantas vezes ao vosso amor; mas fazei-me digno com os vossos merecimentos. Graças Vos dou, meu Pai, graças Vos dou e Vos amo. Ah, só a lembrança da paciência com que me tendes suportado tantos anos, e das graças que me tendes dispensado, depois de tantas injúrias que vos causei, deveria fazer-me viver sempre abrasado em vosso amor. Vinde, pois, meu Jesus, não quero mais repulsar-Vos, vinde morar em meu pobre coração. Amo-Vos e quero amar-Vos sempre. Abrasai-me sempre mais, lembrando-me o amor que me mostrastes. Minha Rainha e Mãe, Maria, ajudai-me, rogai a Jesus por mim; fazei com que, no tempo de vida qeu ainda me resta, me mostre grato a Deus, que me amou tanto, ainda depois de eu o ter ofendido tão gravemente. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Sétimo Dia – 22 de Dezembro

Viagem de São José e Maria Santíssima a Belém Subiu também José, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida (Lc 2, 4) Sumário. Tendo Deus decretado que seu Filho nascesse do modo mais pobre e mais penoso, numa estribaria, dispôs que Cesar lançasse um decreto de recenseamento universal. Sabedor disso, perturbou-se São José na dúvida se levaria, ou não, Maria consigo. A Virgem, porém, animou-o, e com ele se pôs a caminho. Tomemos estes santos personagens como companheiros em nossa viagem para a eternidade.

I. Havia Deus decretado que seu Filho nascesse, não na casa de José, senão numa gruta que servia de estrebaria, do modo mais pobre e mais penoso, por que uma criança pode nascer. Por isso dispôs que Cesar lançasse um edito por meio do qual cada um deveria alistar-se na cidade própria donde trazia a sua origem. Quando José teve conhecimento do mando, perturbou-se na dúvida se deveria deixar a Virgem Maria em casa ou levá-la consigo, visto que estava próxima a dar à luz. “Minha esposa e senhora”, disse-lhe, “por um lado não queria deixar-vos só; por outro, se vos levo, aflige-me o triste pensamento que muito tereis de sofrer numa viagem tão longa, por um tempo tão rigoroso”. Maria, porém, anima-o dizendo: “José meu, não temais: eu vos acompanharei, e o Senhor nos ajudará”. Por inspiração divina e pelo conhecimento da profecia de Miqueias, a Virgem sabia que o divino Infante devia nascer em Belém. Toma, pois, as faixas e os pobres paninhos já preparados e parte com José: Subiu também José para se alistar com Maria. Consideremos aqui as devotas e santas conversões que durante a viagem faziam entre si aqueles santos esposos acerca da misericórdia, da bondade e do amor do Verbo divino, que em breve ia nascer e fazer a sua entrada no mundo, pela salvação dos homens. Consideremos os atos de louvor, de bênção, de agradecimento, de humildade e de amor que aqueles excelsos viajantes praticavam no caminho. De certo sofreu muito a santa Virgenzinha, próxima a dar à luz, tendo de fazer uma viagem tão longa; mas suportou tudo em paz e com amor. Ofereceu a Deus todas as suas penas, unindo-as com as penas de Jesus, que trazia no seio. Ah! Na viagem de nossa vida unamo-nos a Maria e José e acompanhemo-nos deles, e agora façamos com eles companhia ao Rei do céu, que vai nascer numa gruta. Roguemos aos santos viajantes que pelos merecimentos das penas que então padeceram, nos acompanhem na viagem que estamos fazendo para a eternidade.

Afetos e Súplicas

II. Meu caro Redentor, sei que nesta viagem Vos acompanham legiões de anjos do céu; mas quem Vos acompanha na terra? Ninguém senão José e Maria que Vos traz consigo. Permiti, ó meu Jesus, que eu também Vos acompanhe. Tenho sido um miserável ingrato, mas agora reconheço a injúria que tenho feito. Vós baixastes do céu para fazer-Vos meu companheiro na terra, e eu ingrato tantas vezes afastei-me de Vós pelos meus pecados. Ó meu Senhor, quando penso que tão repetidas me apartei de Vós para satisfazer aos meus detestáveis apetites, renunciando assim à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas Vós viestes para me perdoar; perdoai-me sem demora, visto que me pesa de toda a minha alma de Vos ter abandonado e virado as costas tantas vezes. Proponho e com a vossa graça espero nunca mais Vos deixar e nunca mais me aparta de Vós, meu único amor. A minha alma enamorou-se de Vós, ó meu amável Deus-Menino. Amo-Vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e dispensar-me as vossas graças, peço-Vos só esta graça: não permitais que em tempo algum me separe de Vós. Uni-me estreitamente convosco, prendendo-me com os doces laços de vosso santo amor. Meu Redentor e meu Deus, quem terá animo para Vos deixar, e viver sem Vós, privado da vossa santa graça. Maria Santíssima, eis-me aqui para acompanhar-vos em vossa viagem; e vós, ó minha Mãe, não deixeis de me proteger na minha viagem para a eternidade. Assisti-me sempre, mormente quando chegar ao fim da minha vida, próximo ao momento do qual dependerá, se estarei sempre convosco amando Jesus no paraíso, ou se estarei para sempre longe de vós odiando Jesus no inferno. Ó minha Rainha, salvai-me pela vossa intercessão. Seja a minha salvação amar-vos a vós e a Jesus Cristo para sempre, no tempo e na eternidade. Vós sois a minha esperança; de vós espero tudo. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oitavo Dia – 23 de Dezembro

José e Maria peregrinos em Belém sem abrigo Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1, 11) Sumário. A cidade de Belém, que recusa dar abrigo a Jesus Menino, foi figura daqueles muitos corações ingratos que dão acolhida a tantas miseráveis criaturas e não a Deus. Reflitamos, porém, no que a Virgem Maria disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse abrigo entre os homens, afim de que as almas, cativadas pelo amor de Jesus, se oferecessem a si próprias para o acolherem.

I. Quando um rei faz a primeira entrada numa cidade do seu reino, que manifestações de veneração se lhe preparam! Que pompas! Quantos arcos de triunfo! Prepara-te, pois, ó Belém venturosa, para receberes dignamente o Rei do céu; fica sabedoria que entre todas as cidades és tu a ditosa que ele escolheu para nela nascer em terra, afim de reinar depois no coração dos homens. De ti sairá aquele que há de reinar em Israel. Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, afim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súbitos do Cesar. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repulsos. Chegada a Belém, Maria entendeu que se aproximava a hora de seu parto. Avisou a São José, e este diligenciou de não ter de levar sua esposa à hospedaria, lugar pouco conveniente para uma tenra donzela. Ninguém quis atender-lhe o pedido, e é bem verossímil que da parte de alguns fosse taxado de insensato por trazer consigo a esposa próxima ao parto em tempo noturno e de tanta afluência de povo. – Para não ficar durante a noite no meio da rua, viu-se afinal obrigado a levar a Virgem Maria à hospedaria pública, onde já muitos pobres se tinham alojado para a noite. Mas como? Também dali foram repulsos e foi-lhes respondido que não havia lugar para eles: Não havia lugar para eles na estalagem. Havia ali lugar para todos, também para os mais abjetos, mas não para Jesus Cristo. – Contemplemos quais devem ter sido os sentimentos de São José e de Maria Santíssima, vendo-se desprezados e repulsos de cada um.

Afetos e Súplicas

II. A estalagem de Belém foi figura daqueles corações ingratos que dão acolhida a tantas criaturas miseráveis e não a Deus. Quantos há que amam os parentes, os amigos, até os animais, mas não amam Jesus Cristo e nenhum caso fazem de sua graça e de seu amor. Maria Santíssima disse a uma alma devota: Foi uma disposição divina que a mim e a meu Filho nos faltasse agasalho da parte dos homens, afim de que as almas cativadas pelo amor de Jesus se oferecessem a si próprias para o acolherem e o convidassem amorosamente a tomar morada em seus corações. Sim, meu Jesus, vinde nascer pela vossa graça em meu pobre coração! Eu não me animaria a pedir-Vos esta graça, se não soubesse que Vós mesmo me inspirais o pensamento de Vo-la rogar. Ó Senhor, eu sou aquele que com os meus pecados Vos tenho tantas vezes expulso cruelmente da minha alma. Mas já que baixastes à terra para perdoar aos pecadores arrependidos, perdoai-me, porque me pesa sobre todas as coisas de Vos ter desprezado, meu Salvador e meu Deus, que sois tão bom e me tendes tão grande amor. Nestes dias dispensais grandes graças a tantas almas; consolai também a minha. A graça que quero, é a de Vos amar para o futuro, de todo o meu coração; abrasai-me todo em vosso amor. Amo-Vos, meu Deus, feito Menino por meu amor. Ah, não permitais que eu Vos deixe de amar. Ó Maria, minha Mãe, vós podeis tudo com as vossas súplicas; eis ai o que unicamente vos peço: rogai a Jesus por mim, e obtende-me a graça de amá-lo com todas as minhas forças, afim de desagravá-lo assim de tantas ofensas, que em outro tempo lhe tenho feito. Ó minha Mãe amantíssima, rogo-vos, exatamente pela vossa maternidade divina, tomai o meu coração e aconchegai-o ao vosso; aconchegai-o também ao de vosso divino Filho, e fazei que seja todo consumido nas belas chamas do amor a vós e a Jesus. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Nono Dia – 24 de Dezembro

A Gruta de Belém Ela reclinou-o em uma manjedoura; porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2, 7) Sumário. Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar na gruta de Belém, afim de dar à luz o Filho de Deus? Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; e ao Rei do céu prepara-se para nascer uma estrebaria fria, para cobri-lo uns pobres paninhos, para cama um pouco de palha e para colocar uma vil manjedoura? Oh, ingratidão dos homens! Oh, confusão para nosso orgulho que sempre ambiciona comodidades e honras!

I. Continuemos hoje a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo. Vendo-se repulsos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes (viajantes) caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal deparasse-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. – Mas como? responde São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? – Contudo é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus. Ah! Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino. E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lo, um pouco de palha para leito, e uma vil manjedoura para o colocar? Ubi aula, ubi thronus? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto? Ó Gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti! Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu! Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos serafins! Sim, fostes ditosos, ó Gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que tenra e fervorosamente amam esse amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na santa Comunhão. Oh, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama!

Afetos e Súplicas

II. Um Deus que quer começar a sua infância num estábulo, confunde o nosso orgulho, e, segundo a reflexão de São Bernardo, já prega com exemplo o que mais tarde havia de pregar à viva voz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Eis porque ao contemplarmos o nascimento de Jesus Cristo e ao ouvirmos falar em gruta, em manjedoura, em palha, em leite, em vagidos, estas palavras deveriam ser para nós como que chamas de amor, e como que setas que nos ferissem os corações e nos fizessem amantes da santa humildade. É verdade, ó meu Jesus, Vós, tão desprezado por nosso amor, com o vosso exemplo fizestes os desprezos excessivamente caros e amáveis aos que Vos amam. Mas como então é possível que eu, em vez de os abraçar, como Vós os abraçastes, ao receber algum desprezo da parte dos homens, me tenha mostrado tão orgulhoso, e tenha ainda chegado a ofender-Vos, ó Majestade infinita? Pecador e orgulhoso! Ah, Senhor, já o compreendo: eu não soube aceitar com paciência as humilhações e as afrontas, porque não Vos soube amar. Se Vos tivera amor, ter-me-iam sido doces e amáveis. Mas visto que prometeis o perdão a quem se arrepende, de toda a minha alma arrependo-me de toda a minha vida desordenada, tão diferente da vossa. Quero emendar-me, e por isso Vos prometo que para o futuro aceitarei com paz todos os desprezos que me vierem, e que os sofrerei por vosso amor, ó Jesus meu, que por meu amor tendes sido tão desprezado. Compreendo que as humilhações são as minas preciosas por meio das quais quereis enriquecer as almas com tesouros eternos. Já sou digno de outras humilhações e de outros desprezos, porque desprezei a vossa graça. Mereço ser pisado aos pés do demônio. Mas os vossos merecimentos são a minha esperança. Quero mudar de vida; não quero mais causar-Vos desgosto; para o futuro não quero buscar senão a vossa vontade, e por isso Vos dou todo o meu coração. Possui-o, e possui-o para sempre, afim de que eu seja sempre vosso e todo vosso. “E Vós, ó Pai Eterno, que cada ano nos alegais com a esperança de nossa Redenção, concedei-me que com confiança possa esperar a vinda do vosso Filho unigênito como Juiz, a quem agora recebo alegremente como Salvador”. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima. † Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

 
 
 

“Invoquemos juntos a Sagrada Família; imploremos, em particular, a ajuda da Virgem santíssima para que todas as famílias do mundo sejam profundamente consciente de sua grade vocação”, disse certa vez São João Paulo II, conhecido como o papa peregrino e chamado “o papa da Família” pelo papa Francisco.

Próximos da festa litúrgica de São João Paulo II, que é celebrada em 22 de outubro, apresentamos a seguir uma novena para pedir a intercessão daquele que é conhecido como o “Papa Peregrino”, que viajou a mais de 100 países com a missão de anunciar o Amor de Deus. Também o amor a Maria é uma das grandes marcas do seu papado. Inclusive, foi ele quem incluiu os mistérios luminosos no santo rosário, com o intuito de contemplar a dimensão missionária da vida de Cristo. Rezemos com fé a Novena de São João Paulo II. 9 dias para rezar, meditar as suas homilias e pedir muitas graças!

Em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo. Amém.

1 – Oração de São João Paulo II pela família

Ó Deus, de quem procede toda a paternidade no céu e na terra. Pai, que és amor e vida, faze que cada família humana sobre a terra se converta, por meio de Teu Filho, Jesus Cristo, nascido de mulher e mediante o Espírito Santo, fonte da caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que sempre se renovam. Faze que tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo. Faze que as jovens gerações encontrem na família apoio para sua humanidade e para seu crescimento na verdade e no amor.

Faze que o amor reafirmado pela graça do sacramento do matrimônio, se revele mais forte que qualquer debilidade a qualquer crise, pelas quais às vezes passam nossas famílias. Faze, finalmente, Te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja, em todas as nações da Terra, possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família. Tu, que és a vida, a verdade e o amor, na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Menciona-se as intenções da novena e em seguida medita-se a reflexão do dia.

2 – Medite a reflexão do dia

3 – Ladainha

Senhor, tende piedade de nós. – Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. – Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. – Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos. – Jesus Cristo ouvi-nos. Jesus Cristo atendei-nos. – Jesus Cristo atendei-nos. Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós. São João Paulo II, rogai por nós. Perfeito discípulo de Cristo, … Generosamente dotado com os dons do Espírito Santo, Grande apóstolo da Divina Misericórdia, Fiel Filho de Maria, Totalmente dedicado à Mãe de Deus, Perseverante pregador do Evangelho, Papa Peregrino, Papa do Milênio, Modelo de diligência, Modelo dos sacerdotes, Que extraístes forças da Eucaristia, Homem incansável da oração, Amante do Rosário, Força dos que duvidam de sua fé, Que desejastes unir todos aqueles que creem em Cristo, Conversor dos pecadores, Defensor da dignidade de toda pessoa, Defensor da vida desde a concepção até à morte natural, Que rogastes pelo dom da paternidade para o infértil, Amigo das crianças, Líder da juventude, Intercessor das famílias, Consolador dos sofredores, Que valorosamente suportastes vossa dor, Semeador de divina alegria, Grande intercessor pela paz, Orgulho da nação polonesa, Brilho da Santa Igreja, Para que possamos ser fiéis imitadores de Cristo, Para que possamos ser fortes com o poder do Espírito Santo, Para que possamos ter confiança na Mãe de Deus, Para que possamos crescer em nossa fé, esperança e caridade Para que possamos viver em paz em nossas famílias, Para que possamos saber perdoar, Para que possamos saber suportar o sofrimento, Para que não sucumbamos à cultura da morte, Para que não tenhamos medo e corajosamente combatamos as várias tentações, Para que interceda e nos obtenha a graça de uma morte feliz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Rogai por nós, São João Paulo II, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

4 – Oração a São João Paulo II

Ó São João Paulo, da janela do céu, dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja, que tu amaste, serviste e guiaste, incentivando-a a caminhar corajosamente pelos caminhos do mundo, para levar Jesus a todos e todos a Jesus! Abençoa os jovens, que também foram tua grande paixão. Ajuda-os a voltar a sonhar, voltar a dirigir o olhar ao alto para encontrar a luz que ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias, abençoa cada família! Tu percebeste a ação de Satanás contra esta preciosa e indispensável faísca do céu que Deus acendeu sobre a terra. São João Paulo, com a tua intercessão, protege as famílias e cada vida que nasce dentro da família. Roga pelo mundo inteiro, ainda marcado por tensões, guerras e injustiças. Tu te opuseste à guerra, invocando o diálogo e semeando o amor; roga por nós, para que sejamos incansáveis semeadores de paz.

Ó São João Paulo, da janela do céu, onde te vemos junto a Maria, faz descer sobre todos nós a bênção de Deus! Amém.

1º dia – Amor

Tenha a coragem de viver por amor… A grandeza de uma pessoa não está em suas posses, mas em quem é, não naquilo que possui, mas no que compartilha com os outros.

(…) Esta mensagem sobre a pureza do coração torna-se hoje muito atual. A civilização da morte quer destruir a pureza do coração. Um dos seus métodos de agir é pôr intencionalmente em dúvida o valor da atitude do homem, que definimos como virtude da castidade. É um fenômeno de modo particular perigoso quando o objectivo do ataque são as consciências sensíveis das crianças e dos jovens. Uma civilização que, agindo desta forma, fere ou até aniquila uma relação correta entre os homens, é uma civilização da morte, porque o homem não pode viver sem o verdadeiro amor… Anunciai ao mundo a «Boa Nova» da pureza do coração e, com o exemplo da vossa vida, transmiti a mensagem da civilização do amor. Conheço a vossa sensibilidade à verdade e à beleza. Hoje, a civilização da morte propõe-vos, entre outras coisas, o chamado «amor livre». Neste gênero de deformação do amor chega-se à profanação dum dos valores mais queridos e sagrados, porque a libertinagem não é amor nem liberdade… Não tenhais medo de viver contra as opiniões da moda e as propostas em contraste com a lei de Deus. A coragem da fé tem um preço muito elevado, mas vós não podeis perder o amor! Não permitais que alguém vos torne escravos! Não vos deixeis seduzir pelas ilusões da felicidade, pelas quais deveríeis pagar um preço demasiado elevado, o preço de feridas por vezes incuráveis ou até duma vida despedaçada!

São João Paulo II, Homilia, Sandomierz. 12/06/1999

Oremos: Deus, nosso Pai, a fim de voltarmos para vós, devemos encontrar vossa misericórdia, vosso paciente amor que em Vós não conhece limites. Infinita é a vossa prontidão em perdoar os nossos pecados assim como inefável é o sacrifício de vosso Filho. Com confiança pedimos, pela intercessão de São João Paulo II, que nos concedais esta graça… por Cristo Nosso Senhor. Amém. Pai Nosso… Ave Maria… Glória… 👉 Ladainha (clique aqui)

2º dia – Verdade

Ninguém pode ditar a outro a sua própria “verdade”. A verdade vence por seu próprio poder. Impor seus próprios pontos de vista torna as relações interpessoais piores, dando origem a disputas e tensões. Assim, uma das condições para manter a paz no mundo é de respeitar a liberdade de consciência dos outros, mesmo que eles pensam de maneira muito diferente de nós.

A verdade é a luz da inteligência humana. Se desde a juventude a mente humana procura conhecer a realidade nas suas várias dimensões, faz isto a fim de possuir a verdade, para viver a verdade. Tal é a estrutura do espírito humano. A fome de verdade é a sua aspiração e expressão fundamental. Cristo diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Das palavras do Evangelho, estas certamente estão entre as mais importantes. Elas se referem, na verdade, ao homem todo. Explicam a base sobre a qual são construídos a partir de dentro, na dimensão do espírito humano, a dignidade e a grandeza próprias do homem.

O conhecimento que liberta o homem não depende apenas da instrução, mesmo que seja na faculdade; também o pode possuir um analfabeto; mas esta instrução, como conhecimento sistemático da realidade, deve servir a essa dignidade e grandeza. Portanto, deveria servir à verdade… Neste campo as palavras de Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” vêm a ser um programa essencial.

Os jovens, se podemos dizer assim, têm um “senso de verdade” congênito. E a verdade deve servir para a liberdade: os jovens também têm um espontâneo “desejo de liberdade”. O que significa ser livre? Significa saber usar a nossa liberdade na verdade, ser “verdadeiramente” livre.

Ser verdadeiramente livre não significa de forma alguma fazer tudo aquilo que me agrada ou que eu queria fazer. A liberdade traz consigo a critério da verdade, a disciplina da verdade. Ser verdadeiramente livre significa usar a própria liberdade para aquilo que é verdadeiramente bom… para ser um homem de reta consciência, ser responsável, ser um homem “para os outros”.

Carta Apostólica do Papa São João Paulo II aos jovens do mundo. Por ocasião do Ano Internacional da Juventude 1985

Oremos: Deus, nosso Pai, diante da Igreja do terceiro milênio se abre um vasto oceano de credos de nosso mundo contemporâneo. Crendo em Vós, colocando a minha esperança em Cristo, desejo imitá-lo e experimentar o milagre de uma pesca abundante. Vinde em auxílio de todos os cristãos da nossa geração para nos lançarmos nas profundezas da verdade, do bem e da beleza. Fazei do nosso Santo Padre João Paulo II o patrono da nova evangelização, e por sua intercessão concedei-nos esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

3º dia – A pessoa

Nesta terra, sejam portadores da fé e da esperança cristãs, vivendo em amor todos os dias. Sejam fiéis testemunhas de Cristo Ressuscitado, nunca cedendo aos obstáculos que se acumulam sobre os caminhos de sua vida. Eu conto com vocês, em seu entusiasmo juvenil e dedicação a Cristo.

O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente o Cristo Redentor… revela plenamente o homem ao próprio homem. Esta é – se assim é lícito exprimir-se – a dimensão humana do mistério da Redenção…

«Deus, de fato, amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16)… E por meio do Filho-Verbo, que se fez homem… Deus entrou na história da humanidade… um dos milhares de milhões e, ao mesmo tempo, Único!

Para Ele queremos olhar, porque só n’Ele, Filho de Deus, está a salvação, renovando a renovando a afirmação de Pedro: «Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens as palavras de vida eterna»… Através de todos os campos de atividade onde a Igreja se afirma presente, se encontra e se consolida, devemos tender constantemente para Aquele «que é a Cabeça», para «Aquele de quem tudo provém e nós somos criados para Ele»…

A Igreja não cessa de ouvir as suas palavras, continuamente as relê e reconstrói com a máxima devoção todos os pormenores da sua vida… A Igreja vive o seu mistério e nele vai haurir sem jamais se cansar, e busca continuamente as vias para tornar este mistério do seu Mestre e Senhor próximo do gênero humano: dos povos, das nações, das gerações que se sucedem e de cada um dos homens em particular…

Nesta dimensão, o homem reencontra a grandeza, a dignidade e o valor próprios da sua humanidade. No mistério da Redenção o homem é novamente «reproduzido» e, de algum modo, é novamente criado. Ele é novamente criado!… O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente… deve… aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n’Ele com tudo o que é em si mesmo, deve «apropriar-se» e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo.

Se no homem se atuar este processo profundo, então ele produz frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio. Que grande valor deve ter o homem aos olhos do Criador, se «mereceu ter um tal e tão grande Redentor», se «Deus deu o seu Filho», para que ele, o homem, «não pereça, mas tenha a vida eterna». (cf Jo 3,16).

São João Paulo II, Encíclica Redemptor hominis, 1979

Oremos: Deus, nosso Pai, Vós sois amor e nos amastes primeiro. Vosso filho se tornou homem para a nossa salvação, e revelando a seus irmãos e irmãs a verdade sobre o amor; permitiu-lhes compreender a si mesmos e descobrir o sentido de sua própria existência. Nós vos pedimos que, por São João Paulo II, defensor incansável da dignidade humana, bom pastor em busca de almas perdidas na confusão da vida e mergulhadas no desespero, que nos concedais esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

4º dia – A família

Uma família que tira a sua força de Deus torna-se a força do homem e de uma nação inteira.

Dentre essas numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a família: uma via comum, mesmo se permanece particular, única e irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da qual o ser humano não pode separar-se. Com efeito, normalmente ele vem ao mundo no seio de uma família, podendo-se dizer que a ela deve o próprio fato de existir como homem.

Quando falta a família logo à chegada da pessoa ao mundo, acaba por criar-se uma inquietante e dolorosa carência que pesará depois sobre toda a vida. A Igreja une-se com afetuosa solicitude a quantos vivem tais situações, porque está bem ciente do papel fundamental que a família é chamada a desempenhar…

A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado, como se afirma já «ao princípio», no livro do Gênesis (1, 1). Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito» (Jo 3, 16).

O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, «Deus de Deus, Luz da Luz», entrou na história dos homens através da família: «Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas,… amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (3).

Se é certo que Cristo «revela plenamente o homem a si mesmo» (4), fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de Nazaré, «submisso» (Lc 2, 51) como «filho do homem» a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta sua «obediência» filial não é já a primeira manifestação daquela obediência ao Pai «até à morte» (Fil 2, 8), por meio da qual redimiu o mundo?

São João Paulo II, Carta às Famílias Gratissimam Sane. 1994

Oremos: Deus, nosso Pai, vosso eterno plano de salvação atingiu a sua plenitude quando o vosso Amado Filho veio ao mundo através da Sagrada Família, santificando por Seu nascimento toda família humana. Confiamos a Vós nossas famílias e todas as famílias em todo o mundo. Que a oração seja uma parte de suas vidas, o amor puro, o respeito à vida, e uma saudável preocupação pela juventude. Pedimo-vos humildemente, por intercessão do Santo Papa João Paulo II, o defensor incansável dos direitos de uma família, que possamos ser fortalecidos pela graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

5º dia – Juventude

Você deve fazer exigências a partir de si mesmo, mesmo que os outros não exijam de você. Só fazendo exigências de si mesmo – ao contrário do consenso universal que diz: “Tome o caminho mais fácil” – você pode perceber outros desafios do Papa: escolher “ser mais” em vez de “ter mais”. O “ser mais” de um jovem hoje é a coragem de permanecer cheio de iniciativa – você não pode renunciar a isto, o futuro de todos depende disto – fiel a um testemunho dinâmico de fé e esperança.

Jovens amigos… Sede benditos! Sim, sede benditos junto com Maria, que acreditou no cumprimento das palavras que lhe disse o Senhor. Sim, Sede benditos! Que o sinal da mulher vestida de sol caminhe convosco, com cada uma e cada um, ao longo de todos os caminhos da vida. Que vos conduza ao cumprimento, em Deus, de vossa adoção filial em Cristo. Verdadeiramente, o Senhor realizou maravilhas em vós!

Destas «maravilhas», queridos jovens, deveis ser sempre testemunhas coerentes e valorosas em vosso ambiente, entre vossos coetâneos, em todas as circunstâncias de vossa vida. Está ao vosso lado Maria, a Virgem dócil a todos os sopros do Espírito, a que com seu «sim» generoso ao projeto de Deus abriu ao mundo a perspectiva, longamente ansiada, da salvação. Olhando para ela, humilde serva do Senhor, hoje elevada à glória do céu, vos digo com São Paulo: «Deixai-vos conduzir pelo Espírito»! (Gal 5, 16).

Deixai que o Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e fortaleza, de conhecimento, piedade e temor do Senhor (cf. Is 11, 2) penetre em vossos corações e vossas vidas e, por meio de vós, transforme a face da terra… Revesti-vos da força que brota dele, convertei-vos em construtores de um mundo novo: um mundo diferente, fundado na verdade, na justiça, na solidariedade e no amor. Queridos amigos… Recebei o Espírito Santo e sede fortes!

São João Paulo II, Homilia para a conclusão VI / DM, Czestochowa, 15 de agosto de 1991

Oremos: Deus, nosso Pai, desde nossa juventude nos chamastes para Vos seguir. Em Vosso Filho, a juventude tem um Mestre, que ensina como formar uma nova pessoa em nós – com paciência e persistência – para descobrir a própria vocação, para efetivamente construir uma cultura de amor. Pedimos a Vós por nossa juventude, para que não se deixe escravizar por desejos cegos e decepções amorosas. Que São João Paulo II, que procurou o jovem e reciprocamente os amou, seja para eles um modelo e patrono, e por sua intercessão Vos pedimos esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

6º dia – Pecado

O maior sofrimento da humanidade e de cada indivíduo é o pecado. Não há maior dor que se possa infligir a uma alma do que mergulhá-la em estado de pecado mortal.

O pecado não termina nos limites da consciência humana, não se encerra nela. Por definição intrínseca, implica uma referência: a referência a Deus. Todavia, esta referência é salvífica! Significa que eu – homem – não fico só com minha culpa. E Deus, que de certo modo é testemunha “ocular” de meu pecado (ocular embora invisível), está próximo de mim não somente para julgar. Certamente me julga! Julga-me com o mesmo juízo interior de minha consciência (se esta não se tornou surda ou deformada).

No entanto, o próprio juízo já é salvífico. Mediante o fato de chamar o mal por seu verdadeiro nome, de certo modo rompo com ele, mantenho-o a certa distância de mim, ainda quando ao mesmo tempo sei que este mal, o pecado, não deixa de ser meu pecado.

Mas mesmo quando meu pecado é contra Deus, Deus não está contra mim. No momento da tensão interior da consciência humana, Deus não proclama sua sentença. Não condena. Deus espera que eu me volte para Ele como à justiça amorosa, como ao Pai, da forma que mostra a parábola do filho pródigo. Para que lhe “revele” o pecado. E me confie a Ele. Deste modo, do exame de consciência passamos ao que constitui a própria substância da conversão e da reconciliação com Deus.

João Paulo II, Angelus, em Roma, 23 de fevereiro de 1986

Oremos: Deus, nosso Pai, o pecado é um aguilhão que causa dor e mata a graça santificante. O sofrimento em vosso conceito de salvação é o caminho que conduz a Vós. O Vosso Filho, por meio de sua paixão de vontade livre e morte na cruz, tomou sobre Si todo o mal do pecado, e deu ao sofrimento um significado totalmente novo, introduzindo-o na ordem do amor. Em nome desse amor, que foi capaz de assumir sofrimentos sem culpa, nós vos pedimos por intercessão de São João Paulo II, que ao servir o povo de Deus, foi marcado com os estigmas do martírio, esta graça especial… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

7º dia – Misericórdia

Hoje, quando o egoísmo, indiferença e insensibilidade dos corações estão se espalhando de forma assustadora, o quão intensamente nós precisamos de uma renovação da sensibilidade a uma pessoa, a sua pobreza e os sofrimentos. O mundo clama por misericórdia. Nada é mais necessário para o homem do que a misericórdia de Deus, esse amor gentil, simpático, elevando o homem acima de suas fraquezas em direção às alturas eternas da santidade de Deus.

O homem, – cada um dos homens – é este filho pródigo: fascinado pela tentação de se separar do Pai para viver de modo independente a própria existência; caído na tentação; desiludido do nada que, como miragem, o tinha deslumbrado.

Sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um mundo só para si; atormentado, mesmo no mais profundo da própria miséria, pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai. Como o pai da parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, abraça-o à sua chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com que se festeja a reconciliação.

João Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Penitente, 02 de dezembro de 1984

Oremos: “Jesus, eu confio em Vós”. Esta oração, querida por muitos devotos da Divina Misericórdia, expressa adequadamente a postura que também desejamos assumir ao nos confiarmos ao vosso abraço, Senhor, nosso único Salvador. Quão intensamente desejais ser amado, e quem quer que acenda em si os sentimentos de vosso coração, aprende a ser um construtor da nova cultura do amor.

Um simples ato de confiança é suficiente para penetrar a cortina de melancolia e tristeza, dúvida e desespero. Os raios de vossa divina misericórdia restaura de maneira especial a esperança daqueles que se sentem oprimidos pelo peso do pecado….

Maria, Mãe de Misericórdia, concedei que a esperança que colocamos em vosso Filho, nosso Redentor, permaneça sempre viva. E vós, Santa Faustina, ajudai-nos também quando repetirmos convosco, olhando corajosamente para a face do divino Redentor, as palavras: “Jesus, eu confio em Vós. Hoje e para sempre”. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

8º dia – Maria

Em meio a este mistério, em meio a essa confiança na fé, destaca Maria. “Eis aqui a serva do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Hoje vim junto de Ti, Nossa Senhora de Jasna Gora, para me despedir mais uma vez e para Te pedir a bênção para a minha viagem… Mãe da Igreja! Mais uma vez me consagro a Ti «na Tua materna escravidão de amor»: «Totus Tuus»! Sou todo Teu! Consagro-Te toda a Igreja – em toda a parte até aos extremos confins da terra! Oh, consagro-Te a Humanidade! Eu te consagro todos os homens, meus irmãos.

Todos os Povos e Nações. Consagro-Te a Europa e todos os continentes. Consagro-Te Roma e a Polônia juntas, através do Teu servo, por um novo vínculo de amor. Mãe, aceita! Oh Mãe, não nos abandones! Querida Mãe, guia-nos Tu! …Perdoa, pois, Mãe da Igreja e Rainha da Polônia, que todos nós Te agradeçamos só com o silêncio dos nossos corações, que Te cantemos, com este silêncio, o nosso «prefácio» de despedida!

João Paulo II, Primeira Peregrinação Apostólica à Polônia, Czestochowa, 06 de junho de 1979

Oremos: Deus, nosso Pai, Maria, Mãe de vosso Filho, escutai a nossa prece-petição: “Advogada nossa, estes vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!” Damos graças pelo Santo Papa João Paulo II, totalmente dedicado a Maria, com fidelidade e até o final cumprindo a missão que lhe foi dada pelo Ressuscitado; aceitai os frutos de sua vida e serviço, concedendo-nos por sua intercessão esta graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

9º dia – A Eucaristia

A Eucaristia é o maior dom e milagre, pois o mistério da morte e ressurreição de Cristo, a redenção da humanidade, se faz presente nela.

A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par…

A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d’Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois «tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente»…

É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao « extremo » (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida.

João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia 17 abr 2003

Oremos: Deus, nosso Pai: Vosso Filho nos amou até ao fim e permaneceu conosco na Eucaristia. Que o Amém que dizemos na presença do Corpo e Sangue de Nosso Senhor nos disponha a um serviço humilde aos irmãos que têm fome de amor. Que sejais louvado no brilhante exemplo desse amor, como demonstrado pelo Papa São João Paulo II. Como a comunhão com a Igreja dos redimidos no céu é expressa e fortalecida na Eucaristia, concedei-nos por sua intercessão esta graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

Fonte: Com. Shalom

 
 
 

“Invoquemos juntos a Sagrada Família; imploremos, em particular, a ajuda da Virgem santíssima para que todas as famílias do mundo sejam profundamente consciente de sua grade vocação”, disse certa vez São João Paulo II, conhecido como o papa peregrino e chamado “o papa da Família” pelo papa Francisco.

Próximos da festa litúrgica de São João Paulo II, que é celebrada em 22 de outubro, apresentamos a seguir uma novena para pedir a intercessão daquele que é conhecido como o “Papa Peregrino”, que viajou a mais de 100 países com a missão de anunciar o Amor de Deus. Também o amor a Maria é uma das grandes marcas do seu papado. Inclusive, foi ele quem incluiu os mistérios luminosos no santo rosário, com o intuito de contemplar a dimensão missionária da vida de Cristo. Rezemos com fé a Novena de São João Paulo II. 9 dias para rezar, meditar as suas homilias e pedir muitas graças!

Em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo. Amém.

1 – Oração de São João Paulo II pela família

Ó Deus, de quem procede toda a paternidade no céu e na terra. Pai, que és amor e vida, faze que cada família humana sobre a terra se converta, por meio de Teu Filho, Jesus Cristo, nascido de mulher e mediante o Espírito Santo, fonte da caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que sempre se renovam. Faze que tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo. Faze que as jovens gerações encontrem na família apoio para sua humanidade e para seu crescimento na verdade e no amor.

Faze que o amor reafirmado pela graça do sacramento do matrimônio, se revele mais forte que qualquer debilidade a qualquer crise, pelas quais às vezes passam nossas famílias. Faze, finalmente, Te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja, em todas as nações da Terra, possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família. Tu, que és a vida, a verdade e o amor, na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Menciona-se as intenções da novena e em seguida medita-se a reflexão do dia.

2 – Medite a reflexão do dia

3 – Ladainha

Senhor, tende piedade de nós. – Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. – Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. – Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos. – Jesus Cristo ouvi-nos. Jesus Cristo atendei-nos. – Jesus Cristo atendei-nos. Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós. São João Paulo II, rogai por nós. Perfeito discípulo de Cristo, … Generosamente dotado com os dons do Espírito Santo, Grande apóstolo da Divina Misericórdia, Fiel Filho de Maria, Totalmente dedicado à Mãe de Deus, Perseverante pregador do Evangelho, Papa Peregrino, Papa do Milênio, Modelo de diligência, Modelo dos sacerdotes, Que extraístes forças da Eucaristia, Homem incansável da oração, Amante do Rosário, Força dos que duvidam de sua fé, Que desejastes unir todos aqueles que creem em Cristo, Conversor dos pecadores, Defensor da dignidade de toda pessoa, Defensor da vida desde a concepção até à morte natural, Que rogastes pelo dom da paternidade para o infértil, Amigo das crianças, Líder da juventude, Intercessor das famílias, Consolador dos sofredores, Que valorosamente suportastes vossa dor, Semeador de divina alegria, Grande intercessor pela paz, Orgulho da nação polonesa, Brilho da Santa Igreja, Para que possamos ser fiéis imitadores de Cristo, Para que possamos ser fortes com o poder do Espírito Santo, Para que possamos ter confiança na Mãe de Deus, Para que possamos crescer em nossa fé, esperança e caridade Para que possamos viver em paz em nossas famílias, Para que possamos saber perdoar, Para que possamos saber suportar o sofrimento, Para que não sucumbamos à cultura da morte, Para que não tenhamos medo e corajosamente combatamos as várias tentações, Para que interceda e nos obtenha a graça de uma morte feliz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Rogai por nós, São João Paulo II, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

4 – Oração a São João Paulo II

Ó São João Paulo, da janela do céu, dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja, que tu amaste, serviste e guiaste, incentivando-a a caminhar corajosamente pelos caminhos do mundo, para levar Jesus a todos e todos a Jesus! Abençoa os jovens, que também foram tua grande paixão. Ajuda-os a voltar a sonhar, voltar a dirigir o olhar ao alto para encontrar a luz que ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias, abençoa cada família! Tu percebeste a ação de Satanás contra esta preciosa e indispensável faísca do céu que Deus acendeu sobre a terra. São João Paulo, com a tua intercessão, protege as famílias e cada vida que nasce dentro da família. Roga pelo mundo inteiro, ainda marcado por tensões, guerras e injustiças. Tu te opuseste à guerra, invocando o diálogo e semeando o amor; roga por nós, para que sejamos incansáveis semeadores de paz.

Ó São João Paulo, da janela do céu, onde te vemos junto a Maria, faz descer sobre todos nós a bênção de Deus! Amém.

1º dia – Amor

Tenha a coragem de viver por amor… A grandeza de uma pessoa não está em suas posses, mas em quem é, não naquilo que possui, mas no que compartilha com os outros.

(…) Esta mensagem sobre a pureza do coração torna-se hoje muito atual. A civilização da morte quer destruir a pureza do coração. Um dos seus métodos de agir é pôr intencionalmente em dúvida o valor da atitude do homem, que definimos como virtude da castidade. É um fenômeno de modo particular perigoso quando o objectivo do ataque são as consciências sensíveis das crianças e dos jovens. Uma civilização que, agindo desta forma, fere ou até aniquila uma relação correta entre os homens, é uma civilização da morte, porque o homem não pode viver sem o verdadeiro amor… Anunciai ao mundo a «Boa Nova» da pureza do coração e, com o exemplo da vossa vida, transmiti a mensagem da civilização do amor. Conheço a vossa sensibilidade à verdade e à beleza. Hoje, a civilização da morte propõe-vos, entre outras coisas, o chamado «amor livre». Neste gênero de deformação do amor chega-se à profanação dum dos valores mais queridos e sagrados, porque a libertinagem não é amor nem liberdade… Não tenhais medo de viver contra as opiniões da moda e as propostas em contraste com a lei de Deus. A coragem da fé tem um preço muito elevado, mas vós não podeis perder o amor! Não permitais que alguém vos torne escravos! Não vos deixeis seduzir pelas ilusões da felicidade, pelas quais deveríeis pagar um preço demasiado elevado, o preço de feridas por vezes incuráveis ou até duma vida despedaçada!

São João Paulo II, Homilia, Sandomierz. 12/06/1999

Oremos: Deus, nosso Pai, a fim de voltarmos para vós, devemos encontrar vossa misericórdia, vosso paciente amor que em Vós não conhece limites. Infinita é a vossa prontidão em perdoar os nossos pecados assim como inefável é o sacrifício de vosso Filho. Com confiança pedimos, pela intercessão de São João Paulo II, que nos concedais esta graça… por Cristo Nosso Senhor. Amém. Pai Nosso… Ave Maria… Glória… 👉 Ladainha (clique aqui)

2º dia – Verdade

Ninguém pode ditar a outro a sua própria “verdade”. A verdade vence por seu próprio poder. Impor seus próprios pontos de vista torna as relações interpessoais piores, dando origem a disputas e tensões. Assim, uma das condições para manter a paz no mundo é de respeitar a liberdade de consciência dos outros, mesmo que eles pensam de maneira muito diferente de nós.

A verdade é a luz da inteligência humana. Se desde a juventude a mente humana procura conhecer a realidade nas suas várias dimensões, faz isto a fim de possuir a verdade, para viver a verdade. Tal é a estrutura do espírito humano. A fome de verdade é a sua aspiração e expressão fundamental. Cristo diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Das palavras do Evangelho, estas certamente estão entre as mais importantes. Elas se referem, na verdade, ao homem todo. Explicam a base sobre a qual são construídos a partir de dentro, na dimensão do espírito humano, a dignidade e a grandeza próprias do homem.

O conhecimento que liberta o homem não depende apenas da instrução, mesmo que seja na faculdade; também o pode possuir um analfabeto; mas esta instrução, como conhecimento sistemático da realidade, deve servir a essa dignidade e grandeza. Portanto, deveria servir à verdade… Neste campo as palavras de Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” vêm a ser um programa essencial.

Os jovens, se podemos dizer assim, têm um “senso de verdade” congênito. E a verdade deve servir para a liberdade: os jovens também têm um espontâneo “desejo de liberdade”. O que significa ser livre? Significa saber usar a nossa liberdade na verdade, ser “verdadeiramente” livre.

Ser verdadeiramente livre não significa de forma alguma fazer tudo aquilo que me agrada ou que eu queria fazer. A liberdade traz consigo a critério da verdade, a disciplina da verdade. Ser verdadeiramente livre significa usar a própria liberdade para aquilo que é verdadeiramente bom… para ser um homem de reta consciência, ser responsável, ser um homem “para os outros”.

Carta Apostólica do Papa São João Paulo II aos jovens do mundo. Por ocasião do Ano Internacional da Juventude 1985

Oremos: Deus, nosso Pai, diante da Igreja do terceiro milênio se abre um vasto oceano de credos de nosso mundo contemporâneo. Crendo em Vós, colocando a minha esperança em Cristo, desejo imitá-lo e experimentar o milagre de uma pesca abundante. Vinde em auxílio de todos os cristãos da nossa geração para nos lançarmos nas profundezas da verdade, do bem e da beleza. Fazei do nosso Santo Padre João Paulo II o patrono da nova evangelização, e por sua intercessão concedei-nos esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

3º dia – A pessoa

Nesta terra, sejam portadores da fé e da esperança cristãs, vivendo em amor todos os dias. Sejam fiéis testemunhas de Cristo Ressuscitado, nunca cedendo aos obstáculos que se acumulam sobre os caminhos de sua vida. Eu conto com vocês, em seu entusiasmo juvenil e dedicação a Cristo.

O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente o Cristo Redentor… revela plenamente o homem ao próprio homem. Esta é – se assim é lícito exprimir-se – a dimensão humana do mistério da Redenção…

«Deus, de fato, amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16)… E por meio do Filho-Verbo, que se fez homem… Deus entrou na história da humanidade… um dos milhares de milhões e, ao mesmo tempo, Único!

Para Ele queremos olhar, porque só n’Ele, Filho de Deus, está a salvação, renovando a renovando a afirmação de Pedro: «Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens as palavras de vida eterna»… Através de todos os campos de atividade onde a Igreja se afirma presente, se encontra e se consolida, devemos tender constantemente para Aquele «que é a Cabeça», para «Aquele de quem tudo provém e nós somos criados para Ele»…

A Igreja não cessa de ouvir as suas palavras, continuamente as relê e reconstrói com a máxima devoção todos os pormenores da sua vida… A Igreja vive o seu mistério e nele vai haurir sem jamais se cansar, e busca continuamente as vias para tornar este mistério do seu Mestre e Senhor próximo do gênero humano: dos povos, das nações, das gerações que se sucedem e de cada um dos homens em particular…

Nesta dimensão, o homem reencontra a grandeza, a dignidade e o valor próprios da sua humanidade. No mistério da Redenção o homem é novamente «reproduzido» e, de algum modo, é novamente criado. Ele é novamente criado!… O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente… deve… aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n’Ele com tudo o que é em si mesmo, deve «apropriar-se» e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo.

Se no homem se atuar este processo profundo, então ele produz frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio. Que grande valor deve ter o homem aos olhos do Criador, se «mereceu ter um tal e tão grande Redentor», se «Deus deu o seu Filho», para que ele, o homem, «não pereça, mas tenha a vida eterna». (cf Jo 3,16).

São João Paulo II, Encíclica Redemptor hominis, 1979

Oremos: Deus, nosso Pai, Vós sois amor e nos amastes primeiro. Vosso filho se tornou homem para a nossa salvação, e revelando a seus irmãos e irmãs a verdade sobre o amor; permitiu-lhes compreender a si mesmos e descobrir o sentido de sua própria existência. Nós vos pedimos que, por São João Paulo II, defensor incansável da dignidade humana, bom pastor em busca de almas perdidas na confusão da vida e mergulhadas no desespero, que nos concedais esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

4º dia – A família

Uma família que tira a sua força de Deus torna-se a força do homem e de uma nação inteira.

Dentre essas numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a família: uma via comum, mesmo se permanece particular, única e irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da qual o ser humano não pode separar-se. Com efeito, normalmente ele vem ao mundo no seio de uma família, podendo-se dizer que a ela deve o próprio fato de existir como homem.

Quando falta a família logo à chegada da pessoa ao mundo, acaba por criar-se uma inquietante e dolorosa carência que pesará depois sobre toda a vida. A Igreja une-se com afetuosa solicitude a quantos vivem tais situações, porque está bem ciente do papel fundamental que a família é chamada a desempenhar…

A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado, como se afirma já «ao princípio», no livro do Gênesis (1, 1). Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito» (Jo 3, 16).

O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, «Deus de Deus, Luz da Luz», entrou na história dos homens através da família: «Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas,… amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (3).

Se é certo que Cristo «revela plenamente o homem a si mesmo» (4), fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de Nazaré, «submisso» (Lc 2, 51) como «filho do homem» a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta sua «obediência» filial não é já a primeira manifestação daquela obediência ao Pai «até à morte» (Fil 2, 8), por meio da qual redimiu o mundo?

São João Paulo II, Carta às Famílias Gratissimam Sane. 1994

Oremos: Deus, nosso Pai, vosso eterno plano de salvação atingiu a sua plenitude quando o vosso Amado Filho veio ao mundo através da Sagrada Família, santificando por Seu nascimento toda família humana. Confiamos a Vós nossas famílias e todas as famílias em todo o mundo. Que a oração seja uma parte de suas vidas, o amor puro, o respeito à vida, e uma saudável preocupação pela juventude. Pedimo-vos humildemente, por intercessão do Santo Papa João Paulo II, o defensor incansável dos direitos de uma família, que possamos ser fortalecidos pela graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

5º dia – Juventude

Você deve fazer exigências a partir de si mesmo, mesmo que os outros não exijam de você. Só fazendo exigências de si mesmo – ao contrário do consenso universal que diz: “Tome o caminho mais fácil” – você pode perceber outros desafios do Papa: escolher “ser mais” em vez de “ter mais”. O “ser mais” de um jovem hoje é a coragem de permanecer cheio de iniciativa – você não pode renunciar a isto, o futuro de todos depende disto – fiel a um testemunho dinâmico de fé e esperança.

Jovens amigos… Sede benditos! Sim, sede benditos junto com Maria, que acreditou no cumprimento das palavras que lhe disse o Senhor. Sim, Sede benditos! Que o sinal da mulher vestida de sol caminhe convosco, com cada uma e cada um, ao longo de todos os caminhos da vida. Que vos conduza ao cumprimento, em Deus, de vossa adoção filial em Cristo. Verdadeiramente, o Senhor realizou maravilhas em vós!

Destas «maravilhas», queridos jovens, deveis ser sempre testemunhas coerentes e valorosas em vosso ambiente, entre vossos coetâneos, em todas as circunstâncias de vossa vida. Está ao vosso lado Maria, a Virgem dócil a todos os sopros do Espírito, a que com seu «sim» generoso ao projeto de Deus abriu ao mundo a perspectiva, longamente ansiada, da salvação. Olhando para ela, humilde serva do Senhor, hoje elevada à glória do céu, vos digo com São Paulo: «Deixai-vos conduzir pelo Espírito»! (Gal 5, 16).

Deixai que o Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e fortaleza, de conhecimento, piedade e temor do Senhor (cf. Is 11, 2) penetre em vossos corações e vossas vidas e, por meio de vós, transforme a face da terra… Revesti-vos da força que brota dele, convertei-vos em construtores de um mundo novo: um mundo diferente, fundado na verdade, na justiça, na solidariedade e no amor. Queridos amigos… Recebei o Espírito Santo e sede fortes!

São João Paulo II, Homilia para a conclusão VI / DM, Czestochowa, 15 de agosto de 1991

Oremos: Deus, nosso Pai, desde nossa juventude nos chamastes para Vos seguir. Em Vosso Filho, a juventude tem um Mestre, que ensina como formar uma nova pessoa em nós – com paciência e persistência – para descobrir a própria vocação, para efetivamente construir uma cultura de amor. Pedimos a Vós por nossa juventude, para que não se deixe escravizar por desejos cegos e decepções amorosas. Que São João Paulo II, que procurou o jovem e reciprocamente os amou, seja para eles um modelo e patrono, e por sua intercessão Vos pedimos esta graça… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

6º dia – Pecado

O maior sofrimento da humanidade e de cada indivíduo é o pecado. Não há maior dor que se possa infligir a uma alma do que mergulhá-la em estado de pecado mortal.

O pecado não termina nos limites da consciência humana, não se encerra nela. Por definição intrínseca, implica uma referência: a referência a Deus. Todavia, esta referência é salvífica! Significa que eu – homem – não fico só com minha culpa. E Deus, que de certo modo é testemunha “ocular” de meu pecado (ocular embora invisível), está próximo de mim não somente para julgar. Certamente me julga! Julga-me com o mesmo juízo interior de minha consciência (se esta não se tornou surda ou deformada).

No entanto, o próprio juízo já é salvífico. Mediante o fato de chamar o mal por seu verdadeiro nome, de certo modo rompo com ele, mantenho-o a certa distância de mim, ainda quando ao mesmo tempo sei que este mal, o pecado, não deixa de ser meu pecado.

Mas mesmo quando meu pecado é contra Deus, Deus não está contra mim. No momento da tensão interior da consciência humana, Deus não proclama sua sentença. Não condena. Deus espera que eu me volte para Ele como à justiça amorosa, como ao Pai, da forma que mostra a parábola do filho pródigo. Para que lhe “revele” o pecado. E me confie a Ele. Deste modo, do exame de consciência passamos ao que constitui a própria substância da conversão e da reconciliação com Deus.

João Paulo II, Angelus, em Roma, 23 de fevereiro de 1986

Oremos: Deus, nosso Pai, o pecado é um aguilhão que causa dor e mata a graça santificante. O sofrimento em vosso conceito de salvação é o caminho que conduz a Vós. O Vosso Filho, por meio de sua paixão de vontade livre e morte na cruz, tomou sobre Si todo o mal do pecado, e deu ao sofrimento um significado totalmente novo, introduzindo-o na ordem do amor. Em nome desse amor, que foi capaz de assumir sofrimentos sem culpa, nós vos pedimos por intercessão de São João Paulo II, que ao servir o povo de Deus, foi marcado com os estigmas do martírio, esta graça especial… Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

7º dia – Misericórdia

Hoje, quando o egoísmo, indiferença e insensibilidade dos corações estão se espalhando de forma assustadora, o quão intensamente nós precisamos de uma renovação da sensibilidade a uma pessoa, a sua pobreza e os sofrimentos. O mundo clama por misericórdia. Nada é mais necessário para o homem do que a misericórdia de Deus, esse amor gentil, simpático, elevando o homem acima de suas fraquezas em direção às alturas eternas da santidade de Deus.

O homem, – cada um dos homens – é este filho pródigo: fascinado pela tentação de se separar do Pai para viver de modo independente a própria existência; caído na tentação; desiludido do nada que, como miragem, o tinha deslumbrado.

Sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um mundo só para si; atormentado, mesmo no mais profundo da própria miséria, pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai. Como o pai da parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, abraça-o à sua chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com que se festeja a reconciliação.

João Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Penitente, 02 de dezembro de 1984

Oremos: “Jesus, eu confio em Vós”. Esta oração, querida por muitos devotos da Divina Misericórdia, expressa adequadamente a postura que também desejamos assumir ao nos confiarmos ao vosso abraço, Senhor, nosso único Salvador. Quão intensamente desejais ser amado, e quem quer que acenda em si os sentimentos de vosso coração, aprende a ser um construtor da nova cultura do amor.

Um simples ato de confiança é suficiente para penetrar a cortina de melancolia e tristeza, dúvida e desespero. Os raios de vossa divina misericórdia restaura de maneira especial a esperança daqueles que se sentem oprimidos pelo peso do pecado….

Maria, Mãe de Misericórdia, concedei que a esperança que colocamos em vosso Filho, nosso Redentor, permaneça sempre viva. E vós, Santa Faustina, ajudai-nos também quando repetirmos convosco, olhando corajosamente para a face do divino Redentor, as palavras: “Jesus, eu confio em Vós. Hoje e para sempre”. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

8º dia – Maria

Em meio a este mistério, em meio a essa confiança na fé, destaca Maria. “Eis aqui a serva do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Hoje vim junto de Ti, Nossa Senhora de Jasna Gora, para me despedir mais uma vez e para Te pedir a bênção para a minha viagem… Mãe da Igreja! Mais uma vez me consagro a Ti «na Tua materna escravidão de amor»: «Totus Tuus»! Sou todo Teu! Consagro-Te toda a Igreja – em toda a parte até aos extremos confins da terra! Oh, consagro-Te a Humanidade! Eu te consagro todos os homens, meus irmãos.

Todos os Povos e Nações. Consagro-Te a Europa e todos os continentes. Consagro-Te Roma e a Polônia juntas, através do Teu servo, por um novo vínculo de amor. Mãe, aceita! Oh Mãe, não nos abandones! Querida Mãe, guia-nos Tu! …Perdoa, pois, Mãe da Igreja e Rainha da Polônia, que todos nós Te agradeçamos só com o silêncio dos nossos corações, que Te cantemos, com este silêncio, o nosso «prefácio» de despedida!

João Paulo II, Primeira Peregrinação Apostólica à Polônia, Czestochowa, 06 de junho de 1979

Oremos: Deus, nosso Pai, Maria, Mãe de vosso Filho, escutai a nossa prece-petição: “Advogada nossa, estes vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!” Damos graças pelo Santo Papa João Paulo II, totalmente dedicado a Maria, com fidelidade e até o final cumprindo a missão que lhe foi dada pelo Ressuscitado; aceitai os frutos de sua vida e serviço, concedendo-nos por sua intercessão esta graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

9º dia – A Eucaristia

A Eucaristia é o maior dom e milagre, pois o mistério da morte e ressurreição de Cristo, a redenção da humanidade, se faz presente nela.

A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par…

A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d’Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois «tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente»…

É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao « extremo » (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida.

João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia 17 abr 2003

Oremos: Deus, nosso Pai: Vosso Filho nos amou até ao fim e permaneceu conosco na Eucaristia. Que o Amém que dizemos na presença do Corpo e Sangue de Nosso Senhor nos disponha a um serviço humilde aos irmãos que têm fome de amor. Que sejais louvado no brilhante exemplo desse amor, como demonstrado pelo Papa São João Paulo II. Como a comunhão com a Igreja dos redimidos no céu é expressa e fortalecida na Eucaristia, concedei-nos por sua intercessão esta graça… Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso… Ave Maria… Glória…

Fonte: Com. Shalom

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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