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Alguns padres corajosos estão se erguendo contra o arbítrio de governantes que querem fechar Igrejas na época da Páscoa pelo segundo ano consecutivo. É o caso do pároco da Catedral de Fortaleza, o padre Clairton Alexandrino. Durante a celebração da Santa Missa, deste 4º Domingo da Quaresma (14/3), o pároco da Catedral da Sé, em Fortaleza, o padre Clairton Alexandrino, mais uma vez, deu provas de que não vai deixar de exercer seu sacerdócio nem abandonar os paroquianos.

Antes da proclamação do Evangelho, o sacerdote deu um aviso que arrancou aplausos dos fiéis presentes:

– Eu não sei o que vai acontecer comigo. Podem até me prender, mas eu não vou dizer para ninguém que não entre na igreja. Enquanto eu estiver com a minha consciência, eu não vou fechar a igreja e impedir as pessoas de rezarem aqui.

Apenas 6% da capacidade total da Catedral, cerca de 300 fiéis compareceram à missa das 11h, de forma presencial. Todos cumprindo os protocolos sanitários, como distanciamento social, uso de máscaras e vários totens com álcool em gel espalhados em pontos estratégicos do templo. Também havia voluntários ou servidores da paróquia orientando os frequentadores sobre as normas adotadas. Leia também Padre morre ao salvar mãe e criança de 4 anos de afogamento no Pernambuco

Padre Clairton disse ainda que é a fé das pessoas que o procuram que dá ânimo para que possa exercer seu ministério. “Ontem celebrei o matrimônio de um casal, que está aqui presente, há dez dias, celebrei outro. Há trinta dias, foi outro. As pessoas querem rezar. Essa fé me anima a ser padre”, declarou.

Segundo o próprio padre Clairton, a homilia precisaria ser curta para que a celebração da missa não demorasse muito. “Eu não sou responsável pela saúde das pessoas, sou responsável em levar as pessoas para Deus”, destacou.

O sacerdote lembrou que manter as igrejas fechadas é um fato que nunca aconteceu antes. “No que depender de mim, eu não vou fechar. Rezem por mim porque eu não sei o que pode acontecer comigo”, pediu.

Além da Catedral de Fortaleza, outras paróquias também estão mantendo as portas abertas para receber os fiéis, a exemplo da São Vicente, Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora das Graças, dentre outras.

Curioso notar que a liturgia deste domingo, 14, traz no Evangelho Segundo São João: “o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus”. Fonte: expressoceara.com.br Leia também Vaticano responde sobre fechamento das igrejas: “não são matéria sobre a qual as autoridades civis possam legislar”

 
 
 

Alguns padres corajosos estão se erguendo contra o arbítrio de governantes que querem fechar Igrejas na época da Páscoa pelo segundo ano consecutivo. É o caso do pároco da Catedral de Fortaleza, o padre Clairton Alexandrino. Durante a celebração da Santa Missa, deste 4º Domingo da Quaresma (14/3), o pároco da Catedral da Sé, em Fortaleza, o padre Clairton Alexandrino, mais uma vez, deu provas de que não vai deixar de exercer seu sacerdócio nem abandonar os paroquianos.

Antes da proclamação do Evangelho, o sacerdote deu um aviso que arrancou aplausos dos fiéis presentes:

– Eu não sei o que vai acontecer comigo. Podem até me prender, mas eu não vou dizer para ninguém que não entre na igreja. Enquanto eu estiver com a minha consciência, eu não vou fechar a igreja e impedir as pessoas de rezarem aqui.

Apenas 6% da capacidade total da Catedral, cerca de 300 fiéis compareceram à missa das 11h, de forma presencial. Todos cumprindo os protocolos sanitários, como distanciamento social, uso de máscaras e vários totens com álcool em gel espalhados em pontos estratégicos do templo. Também havia voluntários ou servidores da paróquia orientando os frequentadores sobre as normas adotadas. Leia também Padre morre ao salvar mãe e criança de 4 anos de afogamento no Pernambuco

Padre Clairton disse ainda que é a fé das pessoas que o procuram que dá ânimo para que possa exercer seu ministério. “Ontem celebrei o matrimônio de um casal, que está aqui presente, há dez dias, celebrei outro. Há trinta dias, foi outro. As pessoas querem rezar. Essa fé me anima a ser padre”, declarou.

Segundo o próprio padre Clairton, a homilia precisaria ser curta para que a celebração da missa não demorasse muito. “Eu não sou responsável pela saúde das pessoas, sou responsável em levar as pessoas para Deus”, destacou.

O sacerdote lembrou que manter as igrejas fechadas é um fato que nunca aconteceu antes. “No que depender de mim, eu não vou fechar. Rezem por mim porque eu não sei o que pode acontecer comigo”, pediu.

Além da Catedral de Fortaleza, outras paróquias também estão mantendo as portas abertas para receber os fiéis, a exemplo da São Vicente, Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora das Graças, dentre outras.

Curioso notar que a liturgia deste domingo, 14, traz no Evangelho Segundo São João: “o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus”. Fonte: expressoceara.com.br Leia também Vaticano responde sobre fechamento das igrejas: “não são matéria sobre a qual as autoridades civis possam legislar”

 
 
 

Até quando ficaremos submissos às leis dos homens, abdicando daquilo que realmente é o mais essencial?

É uma enorme contradição observar, por um lado, hipermercados, bancos, transportes públicos, todos lotados, funcionando com horários reduzidos (que gera ainda mais aglomeração), sem conseguir aplicar quase nenhum protocolo sanitário eficiente, enquanto do outro lado, grande número de fiéis desejam frequentar a missa, que consideram altamente essencial, mas não podem, mesmo sendo os que mais esforçam para seguir todos os protocolos e com afastamento de sobra.

Essa mesma lógica podemos aplicar aos milhões de trabalhadores que são obrigadas a ficar em casa, impedidas de buscar seu sustento e de abrir suas empresas, indústrias e comércios.

Tudo isso baseado na suposição, pois ainda não existe nenhum estudo sério que comprove, de que o lockdown é o meio mais eficaz para barrar a pandemia. Desde o começo da pandemia estamos observando os diferentes cenários e percebemos que nenhum lockdown teve resultados melhores que locais em que aplicaram apenas os protocolos sanitários, sem fechar igrejas e empresas.

Ao contrário disso, percebemos que há grande probabilidade de que trancar pessoas em casa tenha aumentado os índices de transmissão, uma vez que dentro de casa as pessoas convivem muito mais tempo e não seguem protocolos.

Até quando seremos obrigados a abrir mão da nossa liberdade, do nosso sustento (material ou espiritual) e da nossa fé por conta de meia-dúzia de políticos que só se preocupam com a reeleição e estão com suas geladeiras fartas e seus altíssimos salários garantidos no final do mês?

Até quando?

A submissão da Igreja às autoridades

Desde o começo da pandemia, quando ainda não haviam casos confirmados no Brasil, a CNBB e diversas dioceses se prontificaram a encerrar as atividades em prol da saúde dos Fiéis.

Após meses sem sacramentos, os fiéis começaram a perceber que as restrições eram exageradas pois, ao mesmo que tempo que as igrejas estavam trancadas, diversos estabelecimentos voltado ao público estavam a todo vapor.

Em uma homilia o bispo de Formosa – GO, Dom Adair, observou que “estamos sendo manipulados com tantas incertezas, com tantas besteiras que vão se fazendo em relação a esta peste, desde o fechamento das Igrejas, que foi um absurdo que clamará a Deus”.

Entre as medidas adotadas com a finalidade de se manter o distanciamento social para prevenir a propagação do vírus esteve o fechamento das igrejas em diversos lugares, com a suspensão das Missas com a presença dos fiéis.

Frente a estas ações, o Bispo de Formosa afirmou que, embora as autoridades busquem promover tais medidas, “o povo não vai abdicar de sua liberdade, de sua fé”. “Nós não podemos aceitar que nenhuma autoridade venha com essa lorota de fechar os nossos templos, de fechar as nossas igrejas, de privar a humanidade de dar a Deus o que é de direito de Deus, o louvor”, disse.

Leia também: Bispo de Formosa denuncia a submissão da Igreja às autoridades

O próprio Vaticano já se manifestou apresentando a posição oficial da Igreja:

“Se confia à ação prudente, porém firme, dos bispos para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja reduzida por parte das autoridades públicas a uma “reunião”, e não seja considerada como equiparável ou, inclusive, subordinada a formas de atividades recreativas. As normas litúrgicas não são matérias sobre a qual possam legislar as autoridades civis…”
 
 
 
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