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Até quando ficaremos submissos às leis dos homens, abdicando daquilo que realmente é o mais essencial?

É uma enorme contradição observar, por um lado, hipermercados, bancos, transportes públicos, todos lotados, funcionando com horários reduzidos (que gera ainda mais aglomeração), sem conseguir aplicar quase nenhum protocolo sanitário eficiente, enquanto do outro lado, grande número de fiéis desejam frequentar a missa, que consideram altamente essencial, mas não podem, mesmo sendo os que mais esforçam para seguir todos os protocolos e com afastamento de sobra.

Essa mesma lógica podemos aplicar aos milhões de trabalhadores que são obrigadas a ficar em casa, impedidas de buscar seu sustento e de abrir suas empresas, indústrias e comércios.

Tudo isso baseado na suposição, pois ainda não existe nenhum estudo sério que comprove, de que o lockdown é o meio mais eficaz para barrar a pandemia. Desde o começo da pandemia estamos observando os diferentes cenários e percebemos que nenhum lockdown teve resultados melhores que locais em que aplicaram apenas os protocolos sanitários, sem fechar igrejas e empresas.

Ao contrário disso, percebemos que há grande probabilidade de que trancar pessoas em casa tenha aumentado os índices de transmissão, uma vez que dentro de casa as pessoas convivem muito mais tempo e não seguem protocolos.

Até quando seremos obrigados a abrir mão da nossa liberdade, do nosso sustento (material ou espiritual) e da nossa fé por conta de meia-dúzia de políticos que só se preocupam com a reeleição e estão com suas geladeiras fartas e seus altíssimos salários garantidos no final do mês?

Até quando?

A submissão da Igreja às autoridades

Desde o começo da pandemia, quando ainda não haviam casos confirmados no Brasil, a CNBB e diversas dioceses se prontificaram a encerrar as atividades em prol da saúde dos Fiéis.

Após meses sem sacramentos, os fiéis começaram a perceber que as restrições eram exageradas pois, ao mesmo que tempo que as igrejas estavam trancadas, diversos estabelecimentos voltado ao público estavam a todo vapor.

Em uma homilia o bispo de Formosa – GO, Dom Adair, observou que “estamos sendo manipulados com tantas incertezas, com tantas besteiras que vão se fazendo em relação a esta peste, desde o fechamento das Igrejas, que foi um absurdo que clamará a Deus”.

Entre as medidas adotadas com a finalidade de se manter o distanciamento social para prevenir a propagação do vírus esteve o fechamento das igrejas em diversos lugares, com a suspensão das Missas com a presença dos fiéis.

Frente a estas ações, o Bispo de Formosa afirmou que, embora as autoridades busquem promover tais medidas, “o povo não vai abdicar de sua liberdade, de sua fé”. “Nós não podemos aceitar que nenhuma autoridade venha com essa lorota de fechar os nossos templos, de fechar as nossas igrejas, de privar a humanidade de dar a Deus o que é de direito de Deus, o louvor”, disse.

Leia também: Bispo de Formosa denuncia a submissão da Igreja às autoridades

O próprio Vaticano já se manifestou apresentando a posição oficial da Igreja:

“Se confia à ação prudente, porém firme, dos bispos para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja reduzida por parte das autoridades públicas a uma “reunião”, e não seja considerada como equiparável ou, inclusive, subordinada a formas de atividades recreativas. As normas litúrgicas não são matérias sobre a qual possam legislar as autoridades civis…”
 
 
 

Foi divulgada uma carta que o Padre Yoannis Lahzi Gadi, secretário do Papa Francisco, enviou a um grupo de sacerdotes. A carta, que foi aprovada pelo Papa, é um apelo a que todos os sacerdotes abandonem a epidemia do medo e comecem a agir segundo a lógica de Deus e não segundo a lógica dos homens: 

Quo vadis, Domine? (Senhor, para onde vais?)

É um episódio atribuído ao apóstolo Pedro que, segundo a tradição, fugiu de Roma para escapar das perseguições de Nero, teria encontrado Cristo, que carregava uma cruz nos ombros e ia na direcção de Roma. Pedro perguntou a Jesus: “Domine, quo vadis?” (Senhor, para onde vais?) E à resposta de Jesus: “Eo Romam iterum crucifigi.” (Vou a Roma para ser crucificado novamente.) Pedro compreendeu que tinha de voltar para Roma para enfrentar o martírio.

Pedro tinha, humanamente falando, todo o direito de escapar para salvar a sua vida da perseguição e talvez fundar outras comunidades e outras igrejas, mas, na realidade, de acordo com a lógica do mundo, as pessoas agiam como Satanás, ou seja, pensando como homens e não segundo Deus. Jesus, voltando-se, disse a Pedro:

“Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.” (Mc 8, 33).

Cristo, no Evangelho de João, ao falar do “Bom Pastor” e do mercenário, chama a Si mesmo de “Bom Pastor”, que não apenas cuida das ovelhas, mas conhece-as pessoalmente e dá, até, a vida por elas. Jesus é o “guia” seguro das pessoas que procuram o caminho que conduz a Deus e aos irmãos.

Na epidemia do medo que todos estamos enfrentando, por causa da pandemia de corona vírus, todos corremos o risco de nos comportarmos como mercenários e não como pastores.

Não podemos e não devemos julgar, mas vem-nos à mente a imagem de Cristo, que encontra Pedro assustado e iludido, não para o censurar mas para ir morrer em seu lugar. Pensamos em todas as almas amedrontadas e abandonadas porque nós, pastores, seguimos as instruções civis – o que é correcto e certamente necessário neste momento para evitar o contágio – mas corremos o risco de deixar de lado as instruções divinas – o que é um pecado.

Pensamos como homens e não segundo Deus, colocamo-nos entre os assustados e não entre os médicos, enfermeiros, voluntários, trabalhadores e pais da família que estão na linha de frente. Penso nas pessoas que vivem alimentando-se da Eucaristia, porque acreditam na Presença Real de Cristo na Sagrada Comunhão. Penso nas pessoas que agora devem ser contentar-se com seguir a transmissão da Missa em streaming. Penso nas almas que precisam de conforto espiritual e de se confessar. Penso nas pessoas que certamente abandonarão a Igreja, quando esse pesadelo acabar, porque a Igreja as abandonou quando precisavam.

É bom que as igrejas permaneçam abertas. Os padres devem estar na linha de frente. Os fiéis devem encontrar coragem e conforto olhando para os pastores. Os fiéis devem saber que, a qualquer momento, podem correr a refugiar-se nas igrejas e paróquias e encontrá-las abertas e prontas para os acolher. A Igreja deve ser chegar às pessoas também através de um “número verde” para o qual a pessoa possa ligar para ser consolada, pedir combinar uma confissão, para receber a Sagrada Comunhão comunicado ou para que seja dada a entes queridos.

Devemos aumentar as visitas às casas, casa por casa, usando todas as precauções necessárias para evitar o contágio; nunca nos fechando mas sim vigiando. Caso contrário, acontece que são entregues nas casas as refeições, as pizzas, mas não a Comunhão, especialmente a pessoas idosas, doentes e carentes. Acontece que supermercados, quiosques e tabacarias permanecem abertos, mas não as igrejas.

O Governo tem o dever de garantir cuidado e apoio material às pessoas, mas nós temos o dever de fazer o mesmo com as almas. Que nunca se diga: “Eu não vou a uma igreja que não me veio visitar quando eu precisava”.

Portanto, aplicamos todas as medidas necessárias, mas não nos deixamos condicionar pelo medo. Peçamos a Graça e a coragem de nos comportarmos segundo Deus e não segundo os homens!

Don Yoannis Lahzi Gadi

 
 
 
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