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Pontífice chega ao país dia 9 de maio e retorna a Roma no dia 13

BRASÍLIA, terça-feira, 30 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) explicou em mensagem enviada a Zenit essa segunda-feira como será a visita de Bento XVI ao Brasil, em maio próximo.

O cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador, recorda que a visita do Papa se dará no contexto da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que se celebrará de 13 a 31 de maio no Santuário de Aparecida (sudeste do Brasil).

Segundo o cardeal, Bento XVI chegará a São Paulo na tarde do dia 9 de maio. No dia seguinte, quinta feira, dia 10, à tarde, terá o encontro com os jovens no Estádio do Pacaembu.

Na sexta feira, pela manhã, presidirá a Santa Missa com os Bispos do Brasil, no Campo de Marte; à tarde, encontro com os Bispos na Catedral de São Paulo e, após, o Papa viajará para Aparecida.

No sábado, dia 12, pela manhã, visitará a Fazenda da Esperança em Guaratinguetá. Às 18 horas, recitará o Rosário com o povo na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

No domingo, dia 13, às 10 horas, presidirá a solene Santa Missa e, às 16 horas, a Sessão Inaugural dos trabalhos da 5ª Conferência.

À noite, no Aeroporto de São Paulo, em Guarulhos, o pontífice parte de retorno a Roma.

Dom Geraldo Agnelo informa que esteve em Roma, de 15 a 21 de janeiro, reunido com os outros dois presidentes da 5ª Conferência, o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo de Santiago de Chile e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano). Em seguida, participou da reunião plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina.

Chamado à Evangelização Dom Geraldo Agnelo explica que a 5ª Conferência, em sintonia com as quatro grandes reuniões eclesiais anteriores, propõe um renovado impulso à Evangelização.

«É necessário proclamar integralmente a mensagem de salvação que é o Evangelho, para que impregne as raízes da cultura e se encarne no momento histórico latino-americano atual, para responder melhor às suas necessidades e aspirações legítimas», escreve, citando palavras do Papa no discurso à Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina.

«O verdadeiro discípulo cresce e amadurece na família, na comunidade paroquial e diocesana; converte-se em missionário quando anuncia a pessoa de Cristo e o seu Evangelho a todos os ambientes: a escola, a economia, a cultura, a política e os meios de comunicação social», dizia o Papa.

«Os freqüentes fenômenos de exploração e injustiça, de corrupção e violência, são apelo urgente a que os cristãos vivam a sua fé com coerência, e por receber sólida formação doutrinal e espiritual, contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã», afirmava Bento XVI.

 
 
 

A injustiça, falta de solidariedade social, pobreza, os “sinais de morte”, adverte bispo

BRASÍLIA, segunda-feira, 22 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos reunidos na Conferência de Aparecida tentarão entender e também responder a «questões intrigantes» que assolam a América Latina há muito tempo, afirma o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Segundo Dom Odilo Scherer escreve em mensagem esta segunda-feira, o subdesenvolvimento e os problemas estruturais verificados no continente constarão nos debates e reflexões que se darão de 13 a 31 de maio em Aparecida (Brasil).

«Por que, apesar do trabalho e do sangue de muitos missionários e da acolhida simpática dos povos latino-americanos à fé católica, não vingaram melhor na vida e na organização desses povos alguns valores essenciais do Evangelho de Cristo, como a justiça, a solidariedade social, o respeito profundo por toda pessoa e sua efetiva valorização no convívio social?», questiona o bispo.

«Por que certos pecados contra a humanidade e contra Deus, como escravidões, violências, discriminações e exclusões sociais, as estruturas econômicas e políticas que criam ou perenizam situações de dependência, concentração de poder e riqueza, a miséria, a fome e a destruição da natureza continuam a marcar com a morte a vida de nossos povos?», enfatiza.

Qual será a via de solução que a Conferência de Aparecida irá apontar? O próprio Papa Bento XVI, acolhendo propostas do Episcopado latino-americano, escolheu o tema da V Conferência Geral: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que, nele, nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, explica Dom Odilo.

«Claramente, a primeira parte do tema refere-se à identidade dos cristãos, ponto de referência irrenunciável que precisa ser sempre retomado e aprofundado. Os cristãos são discípulos de Jesus Cristo. A Igreja é discípula de Jesus Cristo», afirma.

Segundo o secretário-geral da CNBB, «a Conferência de Aparecida deverá recordar aos cristãos e à Igreja que sua referência religiosa objetiva e irrenunciável é Jesus Cristo; e seu Evangelho é a proposta para suas vidas e suas relações com o mundo».

Dom Odilo Scherer explica ainda que um segundo aspecto contemplado no tema da Conferência de Aparecida é a atuação dessa identidade cristã no mundo, através do exercício da missão.

«O Evangelho de Cristo, dom precioso para as pessoas e os povos, não deve ser desvirtuado nem escondido, mas partilhado generosamente com os outros», diz.

Para o bispo, «só uma vigorosa renovação da atitude missionária poderá trazer vida nova para a Igreja e para cada católico. E terá, como efeito, vida nova para a sociedade e os nossos povos».

A terceira parte do tema refere-se ao objetivo da vida e da missão da Igreja e dos católicos: para que, em Jesus Cristo, nossos povos tenham vida, refere Dom Odilo.

A Igreja «deve ajudar nossos povos a conhecerem e valorizarem sua dignidade, a superar os “sinais de morte” que ainda os afligem», afirma.

«Deve ajudar a sociedade a organizar sua vida na base do respeito, da justiça e da solidariedade, superando velhos vícios, prepotências e egoísmos. Jesus Cristo, de fato, veio ao mundo para ser o caminho, a verdade e a vida para a humanidade. E enviou seus discípulos e missionários para o meio dos povos latino-americanos para que também eles, por meio dele, tenham vida em abundância», diz Dom Odilo.

 
 
 

D. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da CNBB fala da V Conferência do Episcopado Latino-americano

BRASÍLIA, domingo, 7 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir o texto de D. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e recém nomeado por Bento XVI como Secretário Adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. O texto foi publicado pelo site da CNBB.

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Conferência de Aparecida A voz de Deus na voz dos tempos

A virada do ano novo, de repente, nos faz cair na conta que faltam apenas poucos meses para o início Conferência Geral de Aparecida. De 13 a 31 de Maio de 2007, as atenções do Brasil e do continente Latino-Americano estarão voltadas para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a casa da Mãe da Igreja, que abrigará a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. Será um momento histórico para Aparecida e para a Igreja no Brasil. Como se recordam hoje as Conferências de Medellín, Puebla e Santo Domingo, no futuro se falará também da Conferência de Aparecida.

A fase preparatória vai adiantada. Após um ano de reflexão sobre o tema da Conferência «na base» da Igreja, tendo como referência o Documento de Participação, foram enviadas numerosas contribuições por todas as Conferências Episcopais do Continente à Comissão Central de preparação da V Conferência, no CELAM, que está preparando o Documento de Síntese. Deverá ficar pronto em fevereiro ou, no mais tardar, em março, para ser colocado nas mãos dos Delegados da Conferência, assim como do público interessado.

Enquanto isso, no dia 12 de dezembro de 2006, o papa Bento XVI, ao mesmo tempo que confirmava o tema, a data e o lugar da V Conferência, já nomeou três Presidentes, um Secretário-Geral e um Secretário-Geral Adjunto, para coordenarem a organização e os trabalhos da Conferência de Aparecida. Falta ainda convocar os membros e os convidados da grande reunião eclesial, o quê deverá acontecer em breve. Em Aparecida, a preparação do local, da hospedagem e de toda a logística da Conferência também já vai adiantada.

Importa agora intensificar a preparação próxima, através de estudos sobre o levantamento da realidade brasileira e latino-americana e da reflexão teológica sobre os diversos enfoques da temática da Conferência. Os Delegados escolhidos pelas Conferências Episcopais, nesta fase, estão diante da responsabilidade de «auscultar» a voz das Igrejas locais que os escolheram para representá-las. Quais serão suas contribuições para o bom fruto da Conferência? Quais serão suas contribuições e o quê eles dirão em Aparecida? Cabe a eles fazer um discernimento sobre a realidade de seus povos e de suas Igrejas locais, ouvindo «o que o Espírito diz às Igrejas» através voz do povo e das circunstâncias…

Certamente, não deverá faltar a oração, pois se trata de um evento eclesial da maior relevância. A oração da V Conferência é bonita e apropriada para isso. Mas também outros exercícios de piedade são desejados, como o santo rosário e as peregrinações aos santuários marianos, ou as pregações por ocasião das festas patronais das comunidades. A Conferência de Aparecida deverá indicar rumos para a vida e o trabalho da Igreja nos próximos anos. Não se trata apenas de um projeto humano, mas estão envolvidos o desígnio e a obra de Deus. Por isso mesmo, agora é tempo de intensa invocação do Espírito Santo, para que ilumine os trabalhos da Conferência de Aparecida e renove a face da terra e da Igreja Latino-Americana.

«Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida», este é o tema da 5a. Conferência Geral, escolhido pelo Papa Bento XVI. Se é verdade que os povos da América Latina reconhecem, em geral, grande credibilidade à Igreja, também é fácil concluir que olham para ela com a ansiosa esperança de receber luzes e impulsos para sua história, para a superação de seus problemas e para terem «vida em abundância». Esta é uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para que a Igreja cumpra bem a missão que lhe foi confiada por Jesus Cristo.

D.Odilo Pedro Scherer Bispo Auxiliar de S.Paulo Secretário-Geral da CNBB

 
 
 
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