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FÉ E RAZÃO


Alocução Singulari quadam

(9/12/1854)


TEXTO: Pio IX acta, Roma, 1857, 1/1, 623-625; CL 6, 844 845,



Da diferença entre o método filosófico e o teológico


(…) Há, além disso (…), homens eminentes por sua erudição que confessam que a religião é o dom mais precioso dado por Deus aos homens, mas superestimam a razão humana e de tal modo a exaltam que pensam, tão desvairadamente, que ela deve ser equiparada á própria religião. Por isso, segundo esta vã opinião, as disciplinas teológicas deveriam ser tratadas do mesmo modo que as filosóficas entretanto, como aquelas se apoiam nos dogmas de Fé — a que nada supera em firmeza e em estabilidade —, explicam-se estas e são iluminadas pela razão humana que é o que de mais inseguro pode haver, uma vez que ela varia segundo as inclinações pessoais de cada um, e está sujeita a inúmeras falácias e ilusões. Assim, rejeitada a autoridade da Igreja, ficou aberto um vastíssimo campo a todas as mais difíceis e complicadas questões. E a razão humana, confiante em suas débeis forças e aventurando-se por esse caminho com excessiva liberdade, caiu nos mais vergonhosos erros, que não podemos nem queremos aqui enumerar, mas que são bem conhecidos e provados, e que redundaram em tão grandes danos para a religião e para a sociedade [et civilis rei detrimentum]. Po: isso, é preciso mostrar a esses homens, que supetestimam as forças da razão humana, que isso é simplesmente contrário áquela tão verdadeira sentença do Apóstolo das Gentes: “Se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (GI 6,3). Deve-se-lhes mostrar quanta presunção é perscrutar os mistérios que Deus clementíssimo Se dignou revelar-nos, e quanta presunção é atrever-se a alcançá-los e compreendê-los com a fraqueza e a limitação da razão humana, uma vez que (eles) transcendem as forças de nossa inteligência que, segundo o mesmo Apóstolo, deve ser cativa do obséquio da Fé (cf. 2 Cor 10,5).



E estes seguidores, ou melhor, adoradores da razão humana, que a tomam como mestra segura, sob cuja orientação é prometida toda espécie de prosperidade, certamente esqueceram como foi grave e dolorosa a ferida aberta na natureza humana pelo pecado do primeiro pai, ou seja: a inteligência se obscureceu e a vontade ficou inclinada ao mal. Daí por que os mais célebres filósofos da mais remota antiguidade, apesar de terem escrito admiravelmente muitas obras, contaminaram, no entanto, suas doutrinas com gravíssimos erros. Assim se explica aquela continua luta que experimentamos em nós e de que fala o Apóstolo: “Sinto em meus membros uma lei que se opõe à lei do meu espírito” (Rm 7,23).





Se portanto é certo que, por causa do pecado original, transmitido a todos os descendentes de Adão, a luz da razão ficou enfraquecida e a espécie humana miseravelmente perdeu seu primitivo estado de justiça e inocência, quem negará que, para não cair ou desviar-se, entre tão graves perigos e tão grande debilidade de forças, é necesséria à salvação o socorro da religião divina e da Graça celestial? Auxílio que certamente Deus concede com grande benignidade





Áqueles que, com humilde oração, o pedem, pois está escrito: “Deus resiste aos soberbos, mas dá Sua graça aos humildes” (Tg 4,6)(…) É preciso que inculqueis este salutar ensinamento nos ânimos daqueles que a tal ponto exageram a faculdade da razão humana que, com ela, ousam perscrutar e explicar também os mistérios(…), e que lhes explique que nada mais excelente foi pela Providência de Deus dado aos homens que a autoridade da Fé divina, que para nós é como um faroI nas trevas, como um guia que conduz à Vida.


 
 
 

Afresco de A Virgem e o unicórnio. Domenico Zampieri, c. 1602.




O UNICÓRNIO NA TRADIÇÃO CRISTÃ


O unicórnio na Bíblia

A figura do unicórnio está presente em várias passagens diferentes da Bíblia Cristã: Salmo 22:21, Salmo 29:6 e Salmo 92:10 ou ainda em Jó 39:9-10, Números 23:22, Isaías 34:7 e Deuteronômio 33:17.

Na realidade não significa que estejam se referindo aos seres mitológicos, mas sim pode ser considerada uma má tradução do hebraico para os outros idiomas.

Originalmente, o termo hebraico Re’ém foi trocado pela palavra Monokeros (Bíblia Septuaginta grega), que pode ser traduzida literalmente como “um só chifre” ou “unicórnio”.

A Bíblia Vulgata, por sua vez, traduziu o hebraico Re’ém para rinoceronte.


ORIGENS DIVERSAS


A origem do tema do unicórnio é incerta e se perde nos tempos. Presente nos pavilhões de imperadores chineses e na narrativa da vida de Confúcio, no Ocidente faz parte do grande número de monstros e animais fantásticos conhecidos e compilados na era de Alexandre e nas bibliotecas e obras helenísticas.


O unicórnio tem sido uma presença frequente na literatura fantástica, surgindo em obras de Lewis Carroll, C.S. Lewis e Peter S. Beagle. Anteriormente, na sua novela A Princesa de Babilônia.


PARA A NOVA ERA


O que é nova era? A Nova Era é um conjunto de proposições “místicas” sem lógica, mas que tem feito sucesso por quatro principais teses o panteísmo, a reencarnação, a comunicação com o além… em vista da implantação de uma Nova Era, dita “de Aquário (ou Aguadeiro)” em que a humanidade estará unificada sob um só Governo mundial e uma só religião.


Tal mensagem é mais fantasiosa e emocional do que lógica e científica. O panteísmo, por exemplo, é uma aberração filosófica, pois identifica a Divindade (o Absoluto, o Eterno) com o mundo e o homem, que são relativos e passageiros. Não há prova de reencarnação, nem alguém tem reminiscência do que fez ou foi em sua” vida pregressa”. Também se pode dizer à luz da psicologia e da parapsicologia, que os fenômenos mediúnicos nada têm que ver com comunicação do além, mas são expressões do inconsciente do médium e dos seus clientes.


O unicórnio, para os adeptos da Nova Era, costuma ser o símbolo da liberdade sexual: heterossexualidade, homossexualidade, Fornicação (sexo antes do casamento), sexo grupal, etc. Por esse motivo muitos historiadores querem identificar a figura do unicórnio na leitura cristã como um andrógeno, ou bissexual



NA IDADE MÉDIA E A INTERPRETAÇÃO DA IGREJA



O unicórnio é um belo exemplo da presença de seres imaginários, em paralelo a personagens históricos ou seres reais, dentre os heróis da Idade Média. O destino do unicórnio, enquanto personagem heróico, ilustra, de um lado, a indiferença que durante muito tempo os homens e mulheres da Idade Média demonstravam com relação a fronteira entre imaginário e realidade e, de outro, a paixão deles por heróis surpreendentes e carregados de simbolismo.


O unicórnio foi legado a Idade Média pela Antiguidade. Os Padres da Igreja, autores cristãos da Alta ldade Média, descobriram-no em uma obra que constitui a fonte da formidável presença deste animal na cultura do Ocidente Medieval. Trata-se do Physiologus, tratado escrito em grego entre os séculos II e IV em Alexandria por uma figura pertencente a um meio certamente gnóstico, ou seja, imbuído de religiosidade simbólica. Este texto foi rapidamente traduzido para o latim. O sucesso do unicórnio se deve as suas qualidades estéticas e sobretudo sobretudo às suas íntimas relações com o Cristo e a Virgem no seio da sensibilidade religiosa medieval. O unicórnio é citado três vezes por Plínio em sua História natural (8, 31, 76) e por Solino, polígrafo do século III que forneceu à Idade Média o seu maior estoque de maravilhas em suas Collectanea rerum memorabilium, mas o texto decisivo é o Physiologus:


“O unicórnio é pequeno e muito selvagem. Ele possui um chifre na cabeça. Nenhum caçador consegue pegá-lo, a não ser por uma astúcia. Uma virgem o atrai onde ela mora. Quando a vê, o unicórnio pula em seu colo. Ele então é preso e conduzido ao palácio do rei.”



A introdução do unicórnio no saber pseudocientifico e simbólico da ldade Media é reforçada pela retransmissão de vários textos fundamentais. como os Moralia in Job, de Gregório Magno (31. 15), as Etymologiae de lsidoro de Sevilha (12, 2. 12-13). 06 Comentários aos Salmos de Beda, o Venerável (comentário do SL 77), a enciclopédia De rerum naturis de Raban Maur (VIII, 1). No século XII, 0 unicórnio confirma o seu sucesso por sua presença nos popularíssimos poemas dos Carmina Burana. Porém, ele impõe-se sobretudo como uma grande personagem dos Bestiários, coletânea de textos metade científicos, metade fictícios, mas sempre moralizados, que reúnem em uma mesma crença e sedução animais reais e imaginários.



A descrição do unicórnio geralmente repete a do Physiologus. Ele é um animal muito feroz e, com o seu chifre, mata qualquer caçador que se aproxime; mas, se se deparar com uma

virgem, precipita-se sobre os seus seios, e ela amamenta-o para em seguida capturá-lo. A virgindade da moça é uma condição indispensável para o sucesso da caçada.




Este personagem do unicórnio, assim como todas as heranças da Antiguidade, passa por um processo de cristianização na Idade Média. Ele é uma imagem do Salvador, torna-se um chifre de salvação, elege domicílio no seio da Virgem Maria, passa a ilustrar o texto do Evangelho de João (1,14): “0 verbo se fez carne e habitou entre nos”. O unicórnio lembra a Virgem por excelência, Maria; sua caça representa alegoricamente o Mistério da Encarnação, no qual ele próprio representa o Cristo espiritual unicórnio (Christus spiritualis



unicomis), e seu chifre toma-se a cruz de Cristo. Assim, em função de sua identificação com a Virgem Maria e ao mesmo tempo com Jesus Cristo, o unicórnio está no cerne do simbolismo cristão, vejam que houve uma dupla identificação por parte de alguns historiadores, mas uma dupla idem que é a leitura cristã, isso permitiu que alguns historiadores insistissem no caráter andrógino do cristianismo apoiando-se no duplo simbolismo do unicórnio medieval. Assim, este último teria legado ao imaginário europeu a imagem de um modelo humano bissexual, isso é perfeitamente visto nas doutrinas da nova era que trazem uma ideia de sociedade sem uma identificação com sua verdadeira sexualidade, e ensinam que isso é criado a partir da sua identificação quando se (descobrir) sexualmente.






O poema Do unicórnio, extraído do Bestiário divino, o mais longo dos bestiários em versos francês, escrito por volta de 1210-1211 por Guilherme, o Clérigo da Normandia, é um

bom exemplo desta crença.



“Falar-vos-emos do unicórnio:


um animal que possui um chifre único, situado bem no meio da fronte.


Esta besta é tão temerária,


tão agressiva e tão atrevida


que ataca o elefante,


o mais temível dos animais


que existem no mundo.


O unicórnio tem o casco tão duro e cortante que facilmente luta com o elefante,


e este casco é tão afiado


que nada escapa de seu golpe sem ser furado ou talhado.


O elefante não pode defender-se quando atacado, pois o unicórnio acerta o seu ventre com tamanha força, com seu casco cortante como lâmina, que acaba estripando-o completamente.



Esta besta é tão forte que não teme nenhum caçador.


Aqueles que quiserem tentar pela astúcia o unicórnio pegar e atar, quando ele sai para cavalgar, na montanha ou a beira do mar, uma vez tendo descoberto seu refúgio e com minúcia examinado suas pegadas, vão buscar uma donzela cuja virgindade seja certa; depois fazem-na sentar e esperar

na toca da besta a capturar.


Assim que o unicórnio chega e vê a menina,

ele logo dirige-se a ela e deita-se em seu colo;

surgem então os caçadores que espiam-no; ai, eles arrebatam e atam-no, depois conduzem-no diante do rei, à força e com impetuosidade.


Esta besta extraordinária,

que possui um único chifre na cabeça, representa Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.


Ele é o unicórnio celeste, que alojou-se no seio da Virgem, que é tão digna de veneração; nela, ele tomou forma humana e apareceu assim aos olhos do mundo; mas seu povo não o reconheceu. Muito ao contrário, certos judeus espiaram-no e acabaram prendendo e atando-o; conduziram-no diante de Pilatos, e lá, condenaram-no a morte.




Le Goff, Heróis e maravilhas da Idade Média, 2° edição — Petrópolis, RJ; vozes,2011.

 
 
 

Se você sente dificuldade para rezar, precisa ler isso

O que os cachorros têm a ver com a adoração à Eucaristia? O bispo Fulton Sheen encontrou uma bela relação entre eles num dia em que se sentia desanimado e lhe custava rezar. Já fazia algum tempo que ele estava passando por um período de aridez espiritual. Sua impressão era de que seus tempos dedicados à oração não eram agradáveis a Deus.

Como outros dias, o arcebispo estadunidense (atualmente em processo de beatificação) foi a uma capela e se sentou. Mas não conseguia dizer sequer uma palavra a Jesus.

Então se lembrou de uma coisa: seu cachorro tampouco podia falar, mas quando o bispo se sentava em sua poltrona para ler o jornal, o animal se sentava no chão ao seu lado. E ele se sentia acompanhado.

Só estando aí, ao seu lado, o cachorro era para o bispo um grande consolo e o fazia muito feliz. Enquanto o bispo pensava nisso, recebeu uma inspiração de Deus: Sheen era um grande consolo e muito agradável ao Senhor, inclusive quando só conseguia ficar lá, aos pés do Santíssimo Sacramento, como seu cachorro, sem dizer nada a Jesus, apenas permanecendo junto dele.

Dom Josefino Rodríguez, que narra esta história, confessa: “Eu também tenho um cachorrinho. E, como para mim ele é um grande consolo, eu o chamo de amigo”.

E explica algo parecido que aconteceu com um sacerdote amigo seu: “Ele estava fazendo sua hora santa em nossa capela de adoração perpétua. Era um dia terrivelmente quente e ele se sentia tão cansado e esgotado pelo calor, que não conseguia rezar”.

“Só permanecer na capela em sua hora representava um grande esforço – relata. Ele se perguntava se aquela hora teria algum valor e, enquanto pensava nisso, um gatinho branco entrou na capela.” Fazia tanto calor naquele dia, que alguém deixou a porta aberta.

“No começo, meu amigo recordou o quanto odiava gatos. Depois observou como o gatinho passeava por cada um dos bancos, até chegar à parte de trás de onde meu amigo estava sentado. O gatinho parou, olhou para ele, colocou a cabeça sobre o seu sapato, como se fosse sua almofada, e deitou para dormir.”

Isso pode parecer bobagem, mas ele se emocionou, porque aquele gatinho havia escolhido seu pé para descansar.

“Mais tarde, meu amigo sentiu uma inspiração forte: se ele, que odiava gatos, estava tão contente por ter um que escolheu estar com ele, quanto mais Jesus estaria encantado conosco, a quem ama infinitamente, quando escolhemos estar com Ele.”

E finaliza: “Meu amigo, assim como o bispo Sheen, nunca mais se desanimou ao sentir que não conseguia rezar. O simples fato de estar ali é uma oração de fé, significa crer realmente que Jesus está presente. É uma oração de amor, porque a pessoa escolhe estar com quem ela ama”.

de Patricia Navas González, pt.aleteia.org

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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