top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

A Eucaristia é a suprema demonstração de amor de Deus por nós, que se faz presença no meio de nós sob o véu deste sublime sacramento. Em diversos documentos a Santa Igreja nos orienta sobre como zelar pelo Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O cânon 915 estabelece textualmente que “não devem ser admitidos à Sagrada Comunhão os excomungados e os interditados após a imposição ou declaração da pena, e aqueles que obstinadamente persistam num manifesto pecado grave”.

Assista ao vídeo antes de continuar a leitura:


O cumprimento desta norma legal provoca debates e até ira na mídia e nos inimigos da Igreja. Também não é bem aceito por religiosos, padres e até bispos da linha “progressista” ou amigos de governos de esquerda, que arguem por vezes um falso senso de caridade ou de misericórdia.

A doutrina genuína da Igreja responde que negar a Eucaristia àqueles que estão em pecado grave é autêntica caridade, pois impede que o pecador público pratique um sacrilégio merecedor da perdição eterna.

Além do mais, afasta o povo cristão do escândalo.

Vaticano

No Vaticano, o Cardeal Raymond Leo Burke, ex-Prefeito da Signatura Apostólica – máximo órgão de Justiça, comparável ao Supremo Tribunal Federal – também sublinha que negar a Comunhão em tais casos é um ato de “caridade pastoral” pelas razoes expostas.

Este cânon era outrora universalmente respeitado, inclusive pelos anticatólicos. Porém, aplicá-lo hoje virou um ato de coragem para bispos e sacerdotes, os quais sofrem até ameaças de destituição do cargo por grupos exaltados ou outros eclesiásticos “progressistas”; são também alvo de pressões políticas da parte de elementos mancomunados com a subversão no seio da Igreja.

Por isso são poucos que seguem a doutrina neste ponto. Mas os que agem corretamente neste ponto são verdadeiros ministros de Jesus Cristo, cheios de amor pelo seu Santíssimo Corpo e pela salvação das almas. E apontam a verdadeira estrada do futuro da Igreja.

Fonte: LifeSiteNews via IPCO

Santo Tomás de Aquino

Art. 6 — Se o sacerdote deve negar o corpo de Cristo ao pecador que o pede.

O sexto discute-se assim. — Parece que o sacerdote deve negar o corpo de Cristo ao peca­dor que o pede.

  1. — Pois, não devemos agir contra um preceito de Cristo, para evitar escândalo, nem por livrar alguém da infâmia. Ora, o Senhor orde­na: Não deis aos cães o que é santo. Mas, por excelência se dá aos cães o que é santo, quando se dá este sacramento ao pecador. Logo, nem por evitar escândalo, nem por livrar a outrem da infâmia, se deve dar este sacramento ao pe­cador que o pede.

  2. Demais. — De dois males devemos esco­lher o menor. Ora, parece menor mal um pecador ser infamado, ou mesmo dar-lhe uma hós­tia não consagrada, do que pecar ele mortalmente, recebendo o corpo de Cristo. Logo, pa­rece antes preferível O pecador, que pede o corpo de Cristo, ser infamado, ou mesmo dar-lhe uma hóstia não-consagrada.

  3. Demais. — O corpo de Cristo às vezes é dado aos suspeitos de crime, para a manifesta­ção deles. Assim, uma Decretal dispõe: Muitas vezes se dão furtos nos mosteiros de monges. Por isso, determinamos que, quando os frades deverem purificar-se de tais atos, seja celebra­da missa pelo abade ou por um dos frades pre­sentes. E assim, terminada a missa, todos co­munguem dizendo estas palavras: O corpo de Cristo sirva hoje de prova em meu favor. E mais abaixo: O bispo ou o presbítero a quem for imputado um malefício, celebre missa e comun­gue, tantas vezes quantas forem as imputações, e mostre que é inocente de cada uma delas. Ora, não se devem manifestar os pecadores ocultos; porque se a vergonha não mais lhes ruborizar a fronte, pecarão mais desabridamente, como diz Agostinho. Logo, aos pecadores ocultos não se lhes deve dar o corpo de Cristo, mesmo se pedirem.

Mas, em contrário, àquilo da Escritura: ­Comeram e adoraram todos os poderosos da ter­ra — diz Agostinho: Que o dispensador dos sa­cramentos não proíba os poderosos da terra, isto é, os pecadores — de comerem à mesa do Senhor.

SOLUÇÃO

Sobre os pecadores devemos dis­tinguir. Uns são ocultos. Outros manifestos, pela evidência dos seus atos, como os usurários ou os roubadores públicos; ou ainda por algum juízo eclesiástico ou secular. Por onde, aos pe­cadores manifestos não deve ser dada a sagrada comunhão, mesmo que a peçam.

Por isso Ci­priano, numa de suas epístolas, escreve: A amizade que me devotas levou-te a consultar-me qual a minha opinião sobre os histriões e o mago que, instalado no reino do teu povo, ainda persevera nas suas artes indecorosas: a esses tais se lhes deve dar a sagrada comunhão junto com os demais cristãos?

Ora, eu penso, que nem a ma­jestade divina nem a disciplina evangélica per­mitem que o decoro e a honra da Igreja seja contaminada com tão torpe e infame contágio. Se porém não forem manifestos os pecadores, mas ocultos, e pedirem a sagrada comunhão, não se lhes pode negar. Pois, como qualquer cristão, pelo simples fato de ser batizado, é admitido à mesa do Senhor, não se lhes pode tirar o seu direito, senão por alguma causa manifesta.

Por isso, àquilo do Apóstolo — Se aquele que se nomeia vosso irmão, etc., diz a Glosa de Agostinho: Não podemos proibir ninguém de receber a comunhão, a menos que não tenha confessado espontaneamente o seu crime, ou fosse citado e condenado em juízo secular ou eclesiástico: Pode porém o sacerdote, cônscio do crime, advertir ocultamente o pecador oculto; ou tam­bém em público, a todos em geral, que não se acheguem à mesa do Senhor antes de fazerem penitência e se reconciliarem com a Igreja. Pois, após a penitência e a reconciliação, não se deve negar a comunhão mesmo aos pecadores públi­cos, sobretudo em artigo de morte. Por isso, no concílio Cartaginês se lê: Aos comediantes, aos histriões e a outras pessoas tais, ou aos apósta­tas, convertidos a Deus não se lhes negue a reconciliação.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO

O Evangelho proíbe dar o que é santo aos cães, isto é, aos pecadores manifestos. Pois, os pecados ocultos não podem ser punidos publicamente, ficando reservados ao juízo divino.

RESPOSTA À SEGUNDA

Embora seja pior ao pecador oculto pecar mortalmente, recebendo o corpo de Cristo, do que ficar infamado, contudo, ao sacerdote, que ministra o corpo de Cristo, é pior pecar mortalmente, infamando injustamente um pecador oculto, do que pecar este mortalmente. Porque ninguém deve cometer pecado mor­tal para livrar a outrem do pecado. Por isso diz Agostinho: É muito perigoso admitir-se esta compensação — fazermos nós um mal para não o fazer outrem, mais grave.

Quanto ao pecador oculto, porém deveria preferir, antes, infamar-se que se aproximar indignamente da mesa do Se­nhor. — Uma hóstia não-consagrada, contudo, de nenhum modo lhe deve ser dada, em vez da consagrada. Porque o sacerdote, assim proce­dendo, concorreria para o pecado de idolatria dos que cressem ser a hóstia consagrada — quer fos­sem os presentes, quer o próprio que a recebesse; pois, como diz Agostinho, ninguém deve comer a carne de Cristo, sem primeiro adorá-la. Por isso, uma disposição canônica determina: Embora quem, tendo consciência do seu crime e repu­tando-se indigno, peque gravemente, recebendo a Cristo, contudo, mais gravemente ofende a Deus quem ousar simulá-lo fraudulentamente.

RESPOSTA À TERCEIRA

Os referidos decre­tos foram abrogados pelos documentos contrá­rios dos Romanos Pontífices. Assim, diz Este­vam Papa (V): Os sagrados cânones não per­mitem extorquir de ninguém uma confissão pela prova do ferro em brasa ou da água fervendo. Pois, as nossas leis só podem julgar os delitos cometidos, pela confissão espontânea ou afirma­ção pública de testemunhas.

Quanto aos crimes ocultos e desconhecidos, devem ser abandonados aquele que só conhece o coração dos filhos dos homens. E o mesmo se lê em outras disposições. Pois, em todas essas práticas, incorre-se em ten­tação a Deus; e portanto não podem ser feitas sem pecado. E mais grave seria que se incorres­se em condenação de morte pelo sacramento, instituído para remédio da salvação. Por onde, de nenhum modo o corpo de Cristo deve ser dado a ninguém suspeito de crime, como meio de o descobrir.

 
 
 

Leia este belo testemunho de um jovem que vem nos apresentar com profundidade razões além das quais já conhecemos para receber Jesus Eucarístico da maneira mais digna, que é de joelhos e na boca.

Durante os 13 anos em que tenho sido católico praticante, tenho seguido devoções de piedade que fazem parte da tradição da Igreja, inclusive a frequência na missa Tridentina, exceto por dois anos. Como resultado, recebi comunhão na língua e me ajoelhei por onze anos. Também descobri que o modo como nós tradicionalistas recebemos a comunhão é algo que muitos católicos fora da Forma Extraordinária podem e querem fazer também, mas muitos deles nunca ouvem as razões pelas quais fazemos isso. Quando eles ouvem alguma coisa relacionada, geralmente é uma resposta programada, como que foi o caminho feito durante séculos na tradição da Igreja, ou que a mudança para a comunhão na mão possui uma legalidade duvidosa, e também que a comunhão do modo mais tradicional promove maior “reverência pela Eucaristia”, etc.

Eu acho que essas respostas são verdadeiras, mas insatisfatórias. Eles normalmente servem apenas para apelar para a pessoa que já está fazendo isso. Essas defesas também só existem em um mundo onde a comunhão na mão e a comunhão na língua existem em oposição umas às outras. Isso realmente não é a experiência que a maioria dos católicos tem. Em vez disso, precisamos oferecer a eles uma razão pela qual a comunhão na língua e a genuflexão é apropriada em seus próprios termos. Quando examinamos a Sagrada Escritura e a natureza desse simbolismo, tais razões são abundantes.

Quando João Paulo II deu seus discursos que se tornaram a Catequese sobre o Amor Humano , um dos pontos mais importantes foi que não podemos falar de coisas que fazemos “no corpo” ou “no espírito”, já que o corpo e o espírito juntos compreendem a pessoa humana. Quando pecamos, pecamos através de nossos corpos e através de nosso espírito. Ambos são feridos pelo pecado, e ambos devem ser redimidos (Romanos 8:23), e eventualmente reunidos. (1 Cor 15: 41-54) Esta redenção é possível através do Sacrifício da Cruz (CC 601), e como o Catecismo de São Pio X nos ensina (Artigo 4:19), o fruto do sacrifício de Cristo é aplicado a nós de maneira muito especial pelos sacramentos.

Como isso afeta o corpo

Quando criança eu amava (e ainda amo) os quadrinhos dos X-Men, especialmente seu líder Professor Charles Xavier. Ele era um mutante incrivelmente poderoso com habilidades telepáticas. Ele podia se comunicar com as pessoas apenas usando sua mente. Nós humanos não somos tão sortudos assim. Temos que nos comunicar com nossas palavras e nossas ações. Muitas vezes ouvimos que ações – cliché – falam mais alto que palavrase isso é especialmente verdadeiro em relação a como vivemos a fé católica. (Tiago 2:24) São Paulo fala sobre como precisamos usar nossas ações para controlar nossos corpos. (1 Coríntios 9:27) Esta lição aplica-se de maneira muito profunda a como recebemos a Sagrada Comunhão. Quando nos aproximamos de Jesus no Santíssimo Sacramento, os católicos de hoje ou se curvam ou se ajoelham. Curvar implica reverência (pelo menos na cultura ocidental). Para os tradicionalistas, tentamos dar um passo adiante. Aqui ajoelhado implica submissão. Você precisa usar todo o seu corpo para se ajoelhar diante do sacerdote enquanto entrega a sagrada comunhão. É assim que colocamos nossos próprios corpos submissos, já que é da natureza da carne buscar seus próprios prazeres e desejos. (Mateus 26:41)

Nós também nos ajoelhamos no ato da comunhão como sinal de nossa pecaminosidade. Na liturgia católica, o santuário representa a liturgia celeste, e a mesa da comunhão (genuflexório) representa a linha entre o céu e a terra. Outro significado que esta separação pode ser aplicada é a atemporalidade da oferta na Cruz sendo apresentada ao Pai no céu (no santuário) e as limitações falíveis do tempo aqui na terra. Para Deus, todas as coisas estão presentes (CCC 600), mas para o homem, medimos as coisas através do tempo.

A Santa Comunhão se torna o encontro de todas essas coisas. O infinito é dado no finito, o eterno dado no temporal, e o céu e a terra estão unidos. De nossa parte, nos aproximamos o máximo possível do céu buscando a graça de Deus, mas não podemos entrar no céu ainda devido à nossa natureza decaída. Em vez disso, devemos esperar com humildade e paciência que Cristo venha e nos transforme. Nossa recepção da Santa Comunhão é uma pequena participação dessa transformação que acontecerá ao máximo no final dos tempos.

Como isso impacta a alma

Enquanto podemos pecar com o corpo, todo pecado começa no interior, isto é, na alma. Como Jesus ressalta, não é o que levamos em nós que nos contaminará espiritualmente, mas o que procede de nossa natureza decaída que é contaminada. (Mateus 15: 10-20) Dentro de cada uma e de todas as almas, existem muitas tendências desordenadas que só nós conhecemos e outras que nem conhecemos. É por isso que a salvação é um dom concedido gratuitamente a Deus. Deixados aos nossos próprios meios, até mesmo nossa fé não será suficientemente agradável a Deus para merecer a salvação. (Concílio de Trento, Sessão VI, Capítulo VIII)

Quando recebemos a Sagrada Comunhão, a vida de Cristo é infundida em nossa alma e, combinada com grande fé, a contaminação de nossa natureza decaída é purificada e nos tornamos cada vez menos apegados a essas coisas. Como resultado, nós que fomos predestinados por Deus, nos tornamos lentamente conformes à imagem de Seu Filho no tempo. (Romanos 8: 29-30) Se deixarmos que a graça de Deus trabalhe em nós através de boas obras (Efésios 2: 8-10), podemos verdadeiramente dizer que no fim dos tempos não sou eu que vivo, mas Cristo que vive dentro de mim (Gálatas 2:20) e Cristo pode dizer servo bom e fiel! (Mateus 25:23)

Uma vez que tenhamos sido purificados por Cristo nesta experiência celestial, podemos então levar o Seu Evangelho ao mundo. Quando recebemos a comunhão na língua, estamos nos lembrando não apenas das palavras de Cristo acima, mas também do profeta Isaías. Embora todos saibamos sua profecia do servo sofredor, raramente falamos sobre como seu ministério profético entrou em um novo estágio no livro do capítulo 6 de Isaías.

Quando o Rei Uzias morreu, o jovem profeta teve uma visão do Céu, especificamente como é o culto celestial. Ele viu os Serafins proclamando o Sanctus e o altar do sacrifício. A reação de Isaías é uma que Pedro proclamaria na frente de Jesus séculos depois: aparte–se de mim, eu sou um homem pecador.   (Lucas 5: 8) Nesse ponto, algo peculiar acontece. Um dos Serafins vai ao altar e pega uma brasa do altar do sacrifício e se aproxima do profeta. O carvão ardente é então colocado nos lábios de Isaías. (Outra maneira de dizer isso é colocar o carvão em brasa na língua.) Nesse ponto, o anjo proclama seus pecados perdoados, e Deus escolhe Isaías como Seu mensageiro escolhido de redenção e julgamento para o Seu povo, Israel.

Quando recebemos a comunhão, nos ajoelhamos diante do culto celestial que está acontecendo no santuário, e colocamos em nossa língua o carvão ardente da Sagrada Comunhão, que purifica não apenas nossos lábios, mas todo o nosso ser, tanto a alma como o corpo. Uma vez purificados, ouvimos a Ite Missa Est, ou uma ordem para ir pregar o Evangelho. Nós nos tornamos mensageiros escolhidos de Deus não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, fazendo discípulos de todas as nações. (Mateus 28:19)

A melhor parte de tudo isso é que você não precisa da missa em latim para fazer isso. Você pode fazer isso em qualquer liturgia que você frequentar. Também serve como um poderoso lembrete de como vivemos a nossa fé através do corpo.

Tradução livre do testemunho de Kevin M. Tierney

 
 
 

Leia este belo testemunho de um jovem que vem nos apresentar com profundidade razões além das quais já conhecemos para receber Jesus Eucarístico da maneira mais digna, que é de joelhos e na boca.

Durante os 13 anos em que tenho sido católico praticante, tenho seguido devoções de piedade que fazem parte da tradição da Igreja, inclusive a frequência na missa Tridentina, exceto por dois anos. Como resultado, recebi comunhão na língua e me ajoelhei por onze anos. Também descobri que o modo como nós tradicionalistas recebemos a comunhão é algo que muitos católicos fora da Forma Extraordinária podem e querem fazer também, mas muitos deles nunca ouvem as razões pelas quais fazemos isso. Quando eles ouvem alguma coisa relacionada, geralmente é uma resposta programada, como que foi o caminho feito durante séculos na tradição da Igreja, ou que a mudança para a comunhão na mão possui uma legalidade duvidosa, e também que a comunhão do modo mais tradicional promove maior “reverência pela Eucaristia”, etc.

Eu acho que essas respostas são verdadeiras, mas insatisfatórias. Eles normalmente servem apenas para apelar para a pessoa que já está fazendo isso. Essas defesas também só existem em um mundo onde a comunhão na mão e a comunhão na língua existem em oposição umas às outras. Isso realmente não é a experiência que a maioria dos católicos tem. Em vez disso, precisamos oferecer a eles uma razão pela qual a comunhão na língua e a genuflexão é apropriada em seus próprios termos. Quando examinamos a Sagrada Escritura e a natureza desse simbolismo, tais razões são abundantes.

Quando João Paulo II deu seus discursos que se tornaram a Catequese sobre o Amor Humano , um dos pontos mais importantes foi que não podemos falar de coisas que fazemos “no corpo” ou “no espírito”, já que o corpo e o espírito juntos compreendem a pessoa humana. Quando pecamos, pecamos através de nossos corpos e através de nosso espírito. Ambos são feridos pelo pecado, e ambos devem ser redimidos (Romanos 8:23), e eventualmente reunidos. (1 Cor 15: 41-54) Esta redenção é possível através do Sacrifício da Cruz (CC 601), e como o Catecismo de São Pio X nos ensina (Artigo 4:19), o fruto do sacrifício de Cristo é aplicado a nós de maneira muito especial pelos sacramentos.

Como isso afeta o corpo

Quando criança eu amava (e ainda amo) os quadrinhos dos X-Men, especialmente seu líder Professor Charles Xavier. Ele era um mutante incrivelmente poderoso com habilidades telepáticas. Ele podia se comunicar com as pessoas apenas usando sua mente. Nós humanos não somos tão sortudos assim. Temos que nos comunicar com nossas palavras e nossas ações. Muitas vezes ouvimos que ações – cliché – falam mais alto que palavrase isso é especialmente verdadeiro em relação a como vivemos a fé católica. (Tiago 2:24) São Paulo fala sobre como precisamos usar nossas ações para controlar nossos corpos. (1 Coríntios 9:27) Esta lição aplica-se de maneira muito profunda a como recebemos a Sagrada Comunhão. Quando nos aproximamos de Jesus no Santíssimo Sacramento, os católicos de hoje ou se curvam ou se ajoelham. Curvar implica reverência (pelo menos na cultura ocidental). Para os tradicionalistas, tentamos dar um passo adiante. Aqui ajoelhado implica submissão. Você precisa usar todo o seu corpo para se ajoelhar diante do sacerdote enquanto entrega a sagrada comunhão. É assim que colocamos nossos próprios corpos submissos, já que é da natureza da carne buscar seus próprios prazeres e desejos. (Mateus 26:41)

Nós também nos ajoelhamos no ato da comunhão como sinal de nossa pecaminosidade. Na liturgia católica, o santuário representa a liturgia celeste, e a mesa da comunhão (genuflexório) representa a linha entre o céu e a terra. Outro significado que esta separação pode ser aplicada é a atemporalidade da oferta na Cruz sendo apresentada ao Pai no céu (no santuário) e as limitações falíveis do tempo aqui na terra. Para Deus, todas as coisas estão presentes (CCC 600), mas para o homem, medimos as coisas através do tempo.

A Santa Comunhão se torna o encontro de todas essas coisas. O infinito é dado no finito, o eterno dado no temporal, e o céu e a terra estão unidos. De nossa parte, nos aproximamos o máximo possível do céu buscando a graça de Deus, mas não podemos entrar no céu ainda devido à nossa natureza decaída. Em vez disso, devemos esperar com humildade e paciência que Cristo venha e nos transforme. Nossa recepção da Santa Comunhão é uma pequena participação dessa transformação que acontecerá ao máximo no final dos tempos.

Como isso impacta a alma

Enquanto podemos pecar com o corpo, todo pecado começa no interior, isto é, na alma. Como Jesus ressalta, não é o que levamos em nós que nos contaminará espiritualmente, mas o que procede de nossa natureza decaída que é contaminada. (Mateus 15: 10-20) Dentro de cada uma e de todas as almas, existem muitas tendências desordenadas que só nós conhecemos e outras que nem conhecemos. É por isso que a salvação é um dom concedido gratuitamente a Deus. Deixados aos nossos próprios meios, até mesmo nossa fé não será suficientemente agradável a Deus para merecer a salvação. (Concílio de Trento, Sessão VI, Capítulo VIII)

Quando recebemos a Sagrada Comunhão, a vida de Cristo é infundida em nossa alma e, combinada com grande fé, a contaminação de nossa natureza decaída é purificada e nos tornamos cada vez menos apegados a essas coisas. Como resultado, nós que fomos predestinados por Deus, nos tornamos lentamente conformes à imagem de Seu Filho no tempo. (Romanos 8: 29-30) Se deixarmos que a graça de Deus trabalhe em nós através de boas obras (Efésios 2: 8-10), podemos verdadeiramente dizer que no fim dos tempos não sou eu que vivo, mas Cristo que vive dentro de mim (Gálatas 2:20) e Cristo pode dizer servo bom e fiel! (Mateus 25:23)

Uma vez que tenhamos sido purificados por Cristo nesta experiência celestial, podemos então levar o Seu Evangelho ao mundo. Quando recebemos a comunhão na língua, estamos nos lembrando não apenas das palavras de Cristo acima, mas também do profeta Isaías. Embora todos saibamos sua profecia do servo sofredor, raramente falamos sobre como seu ministério profético entrou em um novo estágio no livro do capítulo 6 de Isaías.

Quando o Rei Uzias morreu, o jovem profeta teve uma visão do Céu, especificamente como é o culto celestial. Ele viu os Serafins proclamando o Sanctus e o altar do sacrifício. A reação de Isaías é uma que Pedro proclamaria na frente de Jesus séculos depois: aparte–se de mim, eu sou um homem pecador.   (Lucas 5: 8) Nesse ponto, algo peculiar acontece. Um dos Serafins vai ao altar e pega uma brasa do altar do sacrifício e se aproxima do profeta. O carvão ardente é então colocado nos lábios de Isaías. (Outra maneira de dizer isso é colocar o carvão em brasa na língua.) Nesse ponto, o anjo proclama seus pecados perdoados, e Deus escolhe Isaías como Seu mensageiro escolhido de redenção e julgamento para o Seu povo, Israel.

Quando recebemos a comunhão, nos ajoelhamos diante do culto celestial que está acontecendo no santuário, e colocamos em nossa língua o carvão ardente da Sagrada Comunhão, que purifica não apenas nossos lábios, mas todo o nosso ser, tanto a alma como o corpo. Uma vez purificados, ouvimos a Ite Missa Est, ou uma ordem para ir pregar o Evangelho. Nós nos tornamos mensageiros escolhidos de Deus não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, fazendo discípulos de todas as nações. (Mateus 28:19)

A melhor parte de tudo isso é que você não precisa da missa em latim para fazer isso. Você pode fazer isso em qualquer liturgia que você frequentar. Também serve como um poderoso lembrete de como vivemos a nossa fé através do corpo.

Tradução livre do testemunho de Kevin M. Tierney

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis