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Cientistas, filósofos e teólogos se reunirão no Vaticano para discutir teorias do evolucionismo a partir da paleontologia, da biologia molecular e da classificação das espécies, com atenção especial à origem do homem. 

O Congresso Internacional “Evolução biológica: fatos e teorias” é promovido pela Pontifícia Universidade Gregoriana e será realizado de 3 a 7 de março, com o patrocínio do Pontifício Conselho para a Cultura. 

Um comunicado emitido pela Universidade Gregoriana afirma: “A exigência de um confronto entre vários pontos de vista nasceu neste momento em que há uma grande confusão no debate sobre a evolução. O objetivo do encontro não é oferecer respostas definitivas, mas encontrar-se para ver juntos como atuar neste campo delicado, distinguir e articular racionalmente os vários níveis”. 

Terça-feira, 10 de fevereiro, Dom Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, apresentará o tema e o programa do Congresso numa coletiva de imprensa na Sala de Imprensa do Vaticano.

 
 
 

Declaração do presidente do Conselho Pontifício para a Cultura

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Não existe «a priori» incompatibilidade entre as teses de Charles Darwin e a Bíblia, assegura o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, arcebispo Gianfranco Ravasi.

O prelado italiano, que é também presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja, falou da figura do biólogo britânico que enunciou a teoria da evolução, ao apresentar um congresso internacional que será realizado em Roma de 3 a 7 de março.

O simpósio, que terá como tema «Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos depois de ‘A origem das espécies’», reunirá em Roma filósofos, teólogos e cientistas de renome internacional.

No encontro com os jornalistas ontem, Dom Ravasi quis «confirmar que não existe incompatibilidade a priori entre as teorias da evolução e a mensagem da Bíblia e da teologia».

Segundo recordou, Darwin «nunca foi condenado, ‘A origem das espécies’ não está no Índice (de livros proibidos, N. do T.), mas sobretudo há pronunciamentos muito significativos com relação à evolução por parte do próprio Magistério eclesial».

O congresso, segundo disse Ravasi, será interessante porque busca criar um diálogo entre filosofia, teologia e ciência. Foi apresentado na Sala de Informação da Santa Sé e faz parte do projeto STOQ (Science, Theology and the Ontological Quest – Ciência, Teologia e Pesquisa Ontológica).

O Congresso foi organizado conjuntamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e pela Universidade de Notre-Dame (Indiana, EUA), sob o patrocínio do Conselho Pontifício para a Cultura, no âmbito do projeto STOQ.

Este projeto busca criar uma ponte filosófica entre ciência e teologia através de programas de estudo, cursos universitários, ciclos de conferências, publicações científicas, etc. Fazem parte do mesmo universidades pontifícias de Roma e alguns dos maiores cientistas do mundo.

O congresso sobre a evolução, em concreto, é organizado pela Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma e pela Notre-Dame University dos Estados Unidos, com o patrocínio do Conselho Pontifício para a Cultura.

Dom Ravasi recordou dois pronunciamentos históricos sobre a evolução do Magistério pontifício: a encíclica Humani Generis, de Pio XII, de 12 de agosto de 1950, e a Mensagem de João Paulo II à Plenária da Academia Pontifícia de Ciências, de 22 de outubro de 1996.

Dom Ravasi explicou que o congresso busca enfrentar o debate com três atitudes básicas: antes de tudo, pesquisa séria – que supere os lugares comuns –, humildade e otimismo.

O arcebispo explicou que teólogos, filósofos e cientistas se movem em «terrenos diferentes», mas «o importante é que a linha de demarcação não se converta em uma ‘muralha chinesa’ em uma ‘cortina de ferro’, desde o qual se vê o outro com desprezo».

«A distinção – advertiu – não é separação. A distinção é necessária!»

«Portanto – declarou –, é necessário um ato de humildade também por parte do teólogo, que deve escutar e aprender; por outro lado, é necessário superar a arrogância de alguns cientistas que esbofeteiam quem tem fé e que consideram a fé e a teologia como uma herança de um paleolítico intelectual.»

Na coletiva de imprensa interveio também o Pe. Marc Leclerc, S.J., professor de Filosofia da Naturezana Pontifícia Universidade Gregoriana; Gennaro Auletta, diretor cientista do projeto STOQ e professor de Filosofia da Ciência na Pontifícia Universidade Gregoriana; e Alessandro Minelli, professor de Zoologia na Universidade de Pádua (Itália).

O Pe. Leclerc constatou que «o debate sobre a teoria da evolução é cada vez mais forte, tanto no âmbito cristão como no estritamente evolucionista».

O sacerdote jesuíta, ao explicar os motivos que levaram à convocação do congresso, neste contexto, afirma: «Pensamos que nosso dever é procurar esclarecer alguns pontos, já que cientistas, filósofos e teólogos cristãos estão diretamente envolvidos no debate, junto com colegas de outras confissões ou não-confessionais».

«Trata-se de suscitar um amplo intercâmbio de opiniões desde o ponto de vista racional, para favorecer um diálogo fecundo entre especialistas de âmbitos diferentes; a Igreja está profundamente interessada neste diálogo, respeitando plenamente o campo de cada um», concluiu.

 
 
 

QUITO, 13 Ago. 08 / 12:14 pm (

ACI).- O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao III Congresso Americano Missionário (CAM 3) que se celebra nesta cidade e lembrou aos católicos que “o serviço mais importante que podemos brindar aos nossos irmãos é o anúncio claro e humilde de Jesus Cristo, que veio a este mundo para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância”.

“Diante das dificuldades de um ambiente às vezes hostil, da escassez de resultados imediatos e espetaculares ou frente à insuficiência de médios humanos, convido-os a não deixar-se vencer pelo medo, nem se abater pelo desânimo ou arrastar pela inércia”, indicou o Papa.

Do mesmo modo, lembrou que “a hora presente é uma ocasião providencial para que, com simplicidade, limpeza de coração e fidelidade, voltemos a escutar como Cristo nos lembra que não somos servos, senão seus amigos”.

“Ele nos instrui para que permaneçamos em seu amor sem nos amoldar aos ditados deste mundo. Não sejamos surdos à sua Palavra. Dele aprendamos. Imitemos seu estilo de vida. Sejamos semeadores de sua Palavra. Deste modo, com toda nossa vida, com a alegria de nos experimentar amados por Jesus, a quem podemos chamar irmão, seremos instrumentos válidos para que Ele siga atraindo a todos com a misericórdia que brota de sua Cruz”, adicionou.

Bento XVI alentou aos católicos “a compartilhar com outros este tesouro, pois não há riqueza maior do que gozar da amizade de Cristo e caminhar ao seu lado. Vale a pena consagrar a este formoso trabalho nossas melhores energias, sabendo que a graça divina nos precede, sustenta e acompanha em sua realização”.

“Encontrem, pois, na oração perseverante, na meditação fervorosa da Palavra de Deus, na obediência ao Magistério da Igreja, na digna celebração dos Sacramentos e no testemunho da caridade fraterna a força necessária para identificar-se com os sentimentos de Cristo e assim ser seus discípulos com coerência e generosidade, proclamando com o próprios exemplo que Cristo é o Filho de Deus, o Redentor do homem e a rocha firme onde cimentar a nossa existência”, indicou.

O Santo Padre alentou aos católicos do continente a sentir “o consolo de Cristo e ofereçam o bálsamo de seu amor aos aflitos, aos que andam aflitos pela dor ou ficaram feridos pela frieza do indiferentismo ou pelo flagelo da corrupção. Estes desafios exigem superar o individualismo e o isolamento e reclamam robustecer o sentido de pertença eclesiástica e a colaboração leal com os Pastores, com o fim de formar comunidades cristãs de oração, concordes, fraternas e missionárias”.

O CAM 3 começou ontem, 12 de agosto, na cidade de Quito com a participação de mais de três mil delegados. Concluirá este domingo 17 de agosto com o solene início da grande “Missão continental”, que conforme explicou o Papa harmonizará “esforços pastorais e iniciativas evangelizadoras, as distintas Igrejas particulares na América Latina e o Caribe vão intensificar suas tarefas, para que o Senhor seja cada dia mais conhecido, amado, seguido e louvado nessas benditas terras”.

 
 
 
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