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No encerramento da 165ª assembléia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa

FÁTIMA, quinta-feira, 19 de abril de 2007 (ZENIT.org).- A 165ª assembléia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) encerrou esta quinta-feira em Fátima com um chamado a que os fiéis católicos lutem pela vida.

Segundo os bispos, apesar da legalização do aborto no país, «a questão mantém todo o seu peso no campo da decisão moral».

«A Igreja Católica, firme na sua missão perante a aprovação da lei do aborto, considera ser, agora, o momento para reafirmar a sua determinação em lutar pela vida e em ajudar as mulheres em dificuldade», afirmaram os prelados, que se reuniram de 16 a 19 de abril, na Casa de Nossa Senhora das Dores do Santuário de Fátima.

«Apelamos para a reta consciência das mulheres, dos casais, dos médicos, dos enfermeiros e de todos os intervenientes no processo que pode conduzir ao aborto», dizem os bispos, em um comunicado final.

Segundo a CEP, «neste contexto, a possibilidade de objeção de consciência não deverá nunca ter incidência negativa na vida profissional de quem por ela opte».

Segundo o comunicado, a assembléia plenária prosseguiu ainda a reflexão sobre a transmissão da fé em Portugal, desta vez partindo de um documento de trabalho intitulado “Formação de Leigos: ministérios, serviços, escolas: experiências, meios, conteúdos”.

Foi feito o levantamento das principais iniciativas decorrentes dos seguintes domínios de ação pastoral: formação de catequistas, preparação de ministros para a liturgia, ações de formação para sectores de pastoral especializada, iniciação bíblica e promoção da lectio divina, instituições de formação levadas a cabo por movimentos eclesiais ou escolas para leigos de cariz diocesano.

«À luz das orientações dos documentos eclesiais, foi sugerida a conveniência de garantir um tronco comum, prévio a qualquer formação de teor mais técnico ou de pedagogia aplicada.»

Segundo os bispos, «o equilíbrio entre as dimensões doutrinária, espiritual, celebrativa, comunitária e social foi valorizado. A presença laical no meio da cultura exige redobrada preparação teológica».

 
 
 

Segundo o bispo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz»

SALAMANCA, domingo, 26 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz», afirmou em conferência no final de outubro que «a democracia é um regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» e que, compreendida dessa maneira, pode «servir à dimensão da família humana universal».

Com uma conferência titulada «Unidade da família humana e democracia: uma visão trinitária», o prelado participou na jornada conclusiva do XLII Simpósio de Teologia Trinitária, que aconteceu em Salamanca, no final de outubro.

Dom Crepaldi, segundo recolhe a agência Veritas, questionou se a democracia pode «favorecer a comunhão dentro da família humana» e considerou que tem essa potencialidade quando não é considerada «só uma técnica para contar as mãos levantadas em uma assembléia».

«A democracia é um instrumento a serviço da comunhão entre as pessoas e, para poder exercer esse papel, deve relacionar-se com algo distinto de si mesma», afirmou. O prelado considerou dois dos elementos que caracterizam a democracia, a saber, «o acesso às eleições livres» e o «debate público», porém os julgou, todavia, insuficientes, porque inclusive quando se garantem «o diálogo público não manipulado e a participação no debate sobre as questões políticas», mantém-se o valor da democracia reduzida ao processual.

«A respeito do debate público e dando voz a todos, as democracias podem realizar violações significativas dos direitos humanos. A história nos fala de políticas eugênicas, extermínios e genocídios, de assassinatos de seres humanos mediante a legalização do aborto, acobertados em regimes de democracia comunicativa e de debate público transparente», precisou.

Dom Crepaldi considerou que a definição da democracia como «regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» leva em consideração «o critério de inclusão», englobando o resto de elementos que caracterizam essa forma de governo.

«A democracia verdadeiramente útil para o amadurecimento de uma comunidade universalmente humana é, portanto, a que se entende não somente como liberdade política e eleitoral, não somente como igualdade no debate público, mas também e sobretudo como tutela e desenvolvimento da pessoa», sintetizou.

O secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz» reconheceu que hoje existem «várias visões da pessoa», e expressou a possibilidade de «estabelecer uma hierarquia, utilizando o critério da inclusão: se uma visão de pessoa responde às exigências das outras e, todavia, mais que as outras, esta é principalmente inclusiva».

Como exemplo para esclarecer essa idéia «é o choque entre mundo católico e mundo leigo acerca da procriação assistida», que «põe em evidência duas visões da pessoa considerada em relação com sua liberdade».

«A primeira sustenta que a liberdade de consciência e de investigação se fundam sobre algo distinto de si mesmas: a dignidade da pessoa humana, que é seu fundamento e, portanto, também seu limite. A segunda, ao contrário, sustenta que liberdade de consciência e a de investigação tenham uma dignidade em si mesmas, que sejam estas a dar fundamento à dignidade da pessoa humana, de maneira que toda limitação que se lhes imponha é uma ferida causada no homem. Como é evidente, a primeira tese é mais inclusiva que a segunda. Enquanto aquela reconhece dignidade humana também a quem não tem consciência explícita, esta limita a liberdade unicamente em presença da consciência», explicou.

Finalmente questionou se «o Ocidente faz coincidir a pessoa e a democracia com o niilismo da técnica, ou com a ditadura do relativismo, propõe uma concepção de pessoa e de democracia pouco inclusivas, e compatível somente com uma globalização reduzida a globalismo e com uma família humana próxima, porém não unida» ou se, pelo contrário, «permanecendo fiel a sua história, que funde suas raízes em Jerusalém, Atenas e Roma, o Ocidente saberá propor uma visão “incondicionada” da pessoa sobre a qual construir uma democracia como instrumento para a tutela e a promoção das pessoas».

Dom Crepaldi disse que o Ocidente poderá realizar essa missão se levar em consideração a visão cristã da pessoa, que «se deriva da essência trinitária» e reconhece a capacidade de abertura do ser humano.

A justificativa teológica Dom Crepaldi chegou a essas idéias da democracia a partir de uma síntese das bases teológicas da família humana segundo a fé cristã e justificou «a unidade do gênero humano» a partir do conceito de «relação» que na Santíssima Trindade se estabelece de modo «essencial», dando um giro à concepção da filosofia antiga, que considerava a essa categoria um mero «acidente».

Baseando-se em idéias expressadas pelo Cardeal Joseph Ratzinger em sua obra «Introdução ao Cristianismo», Dom Crepaldi disse que «a idéia de relação é o núcleo central do conceito de pessoa, que é diverso e mais elevado que o conceito de indivíduo».

«A nova importância assumida pela relação no dogma trinitário consiste no fato de que a pessoa “é” relação, enquanto que anteriormente se podia crer que a pessoa é e, portanto, se relaciona. A relação se volta para a pessoa um elemento absoluto e não relativo», precisou.

Neste contexto, afirmou também que «a fé cristã não inspira forma alguma de coletivismo» mas que «leva a tomar consciência do fato de que a unidade e a comunhão autênticas estão fundadas no espírito, na liberdade e que, por este motivo, não têm necessidade de anular as pessoas singulares, mas, pelo contrário, de avaliar ao máximo».

«Também o encontro pessoal com Deus –encontro de pessoa a Pessoa– não comporta alguma anulação de si mesmo em uma indistinção vazia, mas em uma valorização máxima da categoria do encontro pessoal», acrescentou.

O prelado considerou que «esta chave de leitura» permite liberar a «a interdependência criada pela globalização» do «niilismo da técnica» e dar-lhe um novo sentido.

«A técnica não pode criar comunidade, e o niilismo da técnica pode sem dúvida corroer a comunhão e impedir um encontro real entre pessoas e povos. A técnica pode fazer-nos mais próximos, porém não mais unidos. Por isso disse ao início que a técnica corre o perigo também de esconder e até de anular o significado profundo, autenticamente humano, da dimensão universal da família humana», precisou.

O Simpósio de Teologia Trinitária é organizado há mais de 40 anos pelo Editorial Secretariado Trinitário. Em colaboração com a Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca (UPSA), as reflexões do Simpósio giraram em torno do lema «A Santíssima Trindade e a Paz».

 
 
 

Dom Rafael Llano Cifuentes, bispo de Nova Friburgo (Brasil)

BRASÍLIA, quarta-feira, 20 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Os eleitores católicos devem eleger candidatos que «hão de estar comprometidos a se empenharem, com determinação, a defender a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural», afirma um bispo.

«De acordo com a nossa consciência cristã, este é um critério determinante para uma indicação acertada», enfatiza Dom Rafael Llano Cifuentes, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O bispo escreveu uma carta aos bispos do Brasil no contexto das eleições para governadores, deputados, senadores e presidente da república que acontecerá no país no próximo mês de outubro. O texto foi divulgado esta quarta-feira pela CNBB.

Segundo Dom Rafael Cifuentes, «na iminência das eleições faz-se necessário a nossa importante atuação como pastores do povo de Deus a nós confiados», no sentido de «continuar formando a consciência de nossos fiéis, a fim de que escolham, através de um voto convicto, os melhores candidatos».

O bispo afirma que a sociedade tem acompanhado «os diversos ataques que a vida humana vem sofrendo em nossos dias, manifestados de maneira clara pelo interesse de grupos internos e externos que procuram de todas as formas conseguir a descriminalização do aborto no Brasil».

«É nesse sentido que precisaríamos orientar, de forma convincente, aos eleitores que estão sob a nossa responsabilidade e que esperam de nós, pastores, uma posição clara e segura para nortear a melhor escolha no dia da eleição», explica.

Segundo Dom Rafael Cifuentes, «aqueles que desejamos eleger hão de estar comprometidos a se empenharem, com determinação, a defender a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural».

 
 
 
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