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Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do domingo de Pentecostes

ROMA, sexta-feira, 25 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, solenidade de Pentecostes.

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Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra

Domingo de Pentecostes Atos 1, 1-11; Romanos 8, 8-17; João 14, 15-16.23b-26

Na tarde de Páscoa, Jesus no cenáculo «soprou sobre eles [seus discípulos] e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo’» [Jo 20, 19-23, ndr.]. Este sopro de Cristo evoca o gesto de Deus que, na criação, «soprou sobre o homem, feito de pó do chão, um alento de vida, e tornou-se o homem um ser vivente» (Gn 2, 7). Com aquele gesto, Jesus vem dizer, portanto, que o Espírito Santo é o sopro divino que dá vida à nova criação, como deu vida à primeira criação. O Salmo responsorial sublinha este tema: «Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra» [Sal 103, 1-34. ndr.].

Proclamar que o Espírito Santo é criador significa dizer que sua esfera de ação não se restringe só à Igreja, mas se estende a toda a criação. Nenhum tempo, nenhum lugar estão privados de sua presença ativa. Ele atua na Bíblia e fora dela; atua antes de Cristo, no tempo de Cristo e depois de Cristo, ainda que nunca separadamente d’Ele. «Toda verdade, de onde quer que venha dita — escreveu Santo Tomás de Aquino –, vem do Espírito Santo». Certo: a ação do Espírito de Cristo fora da Igreja não é a mesma que dentro da Igreja e nos sacramentos. Lá Ele atua por poder, aqui por presença, em pessoa.

O mais importante, a propósito do poder criador do Espírito Santo, não é compreendê-lo ou explicar suas implicações, mas experimentá-lo. E o que significa experimentar o Espírito como criador? Para descobrir isso, partimos do relato da criação. «No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra era caos e escuridão acima do abismo, e um vento de Deus soprava sobre as águas» (Gn 1, 1-2). Deduz-se que o universo já existia no momento em que o Espírito intervém, mas ainda era informe e tenebroso, caos. É depois de sua ação quando o criado assume contornos precisos; a luz se separa das trevas, a terra do mar, e tudo adquire uma forma definida.

O Espírito Santo é, portanto, Aquele que permite passar — a criação — do caos ao cosmos, o que faz assim algo belo, ordenado, limpo (cosmos vem da mesma raiz que cosmético, e quer dizer belo!), realiza assim um «mundo», segundo o duplo significado dessa palavra. A ciência nos ensina hoje que este processo durou bilhões de anos, mas o que a Bíblia quer dizer-nos, com linguagem simples e imaginativa, é que a lenta evolução da vida e a ordem atual do mundo não ocorreu por acaso, obedecendo a impulsos cegos da matéria, mas por um projeto aplicado nele, desde o início pelo criador.

A ação criadora de Deus não se limita ao instante inicial; Ele está sempre em ato de criar. Aplicado ao Espírito Santo, isso significa que Ele é sempre o que faz passar do caos ao cosmos, isto é, da desordem à ordem, da confusão à harmonia, da deformidade à beleza, da velhice à juventude. Isso em todos os níveis: no macrocosmos e no microcosmos, ou seja, no universo inteiro assim como em cada homem.

Devemos crer que, apesar das aparências, o Espírito Santo atuando no mundo e o faz progredir. Quantos novos descobrimentos, não só no campo físico, mas também no moral e social! Um texto do Concílio Vaticano II diz que o Espírito Santo está atuando na evolução da ordem social do mundo («Gaudium et spes», 26). Não é só o mal que cresce, mas também o bem, com a diferença de que o mal se elimina, termina consigo mesmo, enquanto que o bem se acumula, permanece. Certamente ainda existe muito caos ao nosso redor: caos moral, político social; o mundo tem ainda muita necessidade do Espírito Santo; por isso não devemos cansar-nos de invocá-lo com as palavras do Salmo: «Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra!».

[Tradução realizada por Zenit]

 
 
 

Uma «reconciliação» entre o homem e a criação, graças à relação com Deus

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI está certo de que o Brasil, o país com o maior número de católicos, pode dar testemunho de um novo modelo de desenvolvimento.

Ao fazer um balanço de sua visita a São Paulo e Aparecida, de 9 a 13 de maio, o pontífice rememorou alguns dos momentos que trouxe em seu coração a Roma, agradecendo por isso a todo o povo brasileiro, em particular seu presidente, Luis Inácio Lula da Silva.

O Brasil, disse, é «uma nação que pode propor ao mundo o testemunho de um novo modelo de desenvolvimento: a cultura cristã pode inspirar uma ‘reconciliação’ entre os seres humanos e a criação, a partir da recuperação da dignidade pessoal na relação com Deus Pai».

Neste sentido, apresentou como modelo a Fazenda da Esperança, perto de Aparecida, que deu vida a «uma rede de comunidades de recuperação para jovens que querem sair do túnel tenebroso das drogas».

Em particular, recordou que essa comunidade conta com a presença de um mosteiro de religiosas clarissas.

«Isso me pareceu emblemático para o mundo de hoje, que precisa de uma ‘recuperação’ certamente psicológica e social, mas sobretudo profundamente espiritual», disse.

Como símbolo de desenvolvimento integral, o Papa apresentou o exemplo do primeiro santo nascido no Brasil, Antônio de Sant’Ana Galvão, a quem ele mesmo canonizou em São Paulo, e que em vida era conhecido como «homem de paz e de caridade».

«Seu testemunho é mais uma confirmação de que a santidade é a verdadeira revolução, que pode promover a autêntica reforma da Igreja e da sociedade», explicou o Papa.

Em síntese, como disse o Papa ao recordar seu encontro com os bispos brasileiros, «eu os convidei a recuperar por toda parte o estilo da primitiva comunidade cristã».

 
 
 

Explica o decano de Filosofia do «Regina Apostolorum»

ROMA, sexta-feira, 1º de setembro de 2006 (ZENIT.org).- «Criação e evolução se integram, não se excluem», assegura o Pe. Rafael Pascual, LC, decano de Filosofia e diretor do Mestrado sobre Ciência e Fé no Ateneu Pontifício «Regina Apostolorum» de Roma.

O argumento está sendo tratado em um simpósio a portas fechadas, no qual participam de 1° a 3 de setembro antigos alunos de Joseph Ratzinger na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

Neste contexto, o Pe. Pascual acaba de apresentar na Itália o livro «A evolução, encruzilhada de ciência, filosofia e teologia» («L’evoluzione crocevia di scienza, filosofia e teologia», Editorial «Studium»), no qual se recolhem as atas de um congresso internacional sobre o tema, celebrado em Roma em 2002.

O congresso foi o ponto de partida de um novo projeto: um Mestrado em Ciência e Fé, iniciado no ano acadêmico 2002-2003, e se enquadra no Projeto STOQ («Science, Theology and the Ontological Quest») junto às universidades pontifícias: Gregoriana, Lateranense, Santa Cruz, Salesiana e Angelicum, sob os auspícios de Conselho Pontifício para a Cultura, e com o apoio da Fundação John Templeton.

Entrevistado por Zenit, o pe. Pascual explica que «o debate sobre a evolução está aberto. É preciso distinguir os diversos níveis: científico-filosófico-teológico, sem confundi-los nem separá-los totalmente».

Com relação ao debate sobre o caráter do «desenho inteligente», o Pe. Pascual afirma que «não se trata de uma questão científica, mas filosófica».

«Mas tampouco a negação do finalismo ou o recurso à pura casualidade e à necessidade são científicos», por isto «parece equivocado apresentar o desenho inteligente como uma teoria científica alternativa à teoria da evolução».

À pergunta de se se deve ensinar teoria da evolução nas escolas, o Pe. Pascual respondeu que «sim, mas como teoria científica, com os argumentos a favor, mas também reconhecendo os limites e os problemas ainda sem resolver, e não como ideologia, como uma espécie de dogma absoluto, definitivo e indiscutível».

Então, criacionismo ou evolucionismo? «Nem um nem outro, mas criação e evolução –responde. Enquanto criacionismo e evolucionismo são em si incompatíveis, não o são criação e evolução, que, pelo contrário, se encontram em dois níveis diferentes, e são compatíveis.»

O decano de Filosofia recorda o livro «Criação e pecado», do então cardeal Joseph Ratzinger, onde se lê: «Não podemos afirmar: criação ou evolução. A fórmula exata é criação e evolução, porque duas coisas respondem a duas perguntas diversas. O relato do pó da terra e do alento de Deus não nos narra como o homem teve origem. Ele nos diz o que é. Nos fala de sua origem mais íntima, ilustra o projeto que está por trás dele. Vice-versa, a teoria da evolução trata de especificar e descrever processos biológicos. Não consegue, ao contrário, explicar a origem do ‘projeto’ homem, explicar sua derivação interior e sua essência. Nós nos encontramos, assim, frente a duas questões que se integram, não se excluem».

Em conclusão, o Pe. Pascual sublinha que «deve-se distinguir entre teoria (ou teorias) da evolução e darwinismo, e logo, dentro do mesmo darwinismo, entre elementos de caráter científico e aqueles de tipo filosófico ou ideológico. Não se deve confundir a ciência com o cientificismo».

 
 
 
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