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Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto

– “Para os evangélicos [o pão eucarístico] ‘representa’ o corpo de Cristo; para os católicos, ‘é’ o corpo de Cristo” (Luis Romano, evangélico). – “Não discuto agora se o ‘é’ equivale a ‘representa’. Basta-me o que Cristo diz: ‘Isto é Meu corpo’. Contra isto, nem o demônio pode. O que eu quero é não deixar as palavras ao meu arbítrio, mas ao arbítrio e ordem do Senhor” (Martinho Lutero).

[Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje Nilo de Ancira, São Jerônimo e Santo Agostinho de Hipona].

NILO DE ANCIRA

Morreu por volta de 430.

Expressa seu entendimento eucarístico deste modo:

– “Não nos aproximemos do pão eucarístico como se fosse um simples pão, já que é a carne de Deus: carne preciosa, adorável e vivificante, porque vivifica os homens que morreram em razão dos pecados. A carne comum não pode vivificar a alma e foi isto o que Cristo, o Senhor, disse no Evangelho: ‘a carne’ – isto é, a carne comum e simples – ‘para nada aproveita'” (Carta 3,39).

JERÔNIMO

É desnecessário apresentar a figura desta testemunha da Fé primitiva, uma das colunas mais importantes na transmissão do texto bíblico e na tradução das Escrituras. Nasceu na Dalmácia, em 340, e morreu em Belém, em 420.

Jerônimo atesta a fé oriental e ocidental ao ser um cristão que viveu de algum modo nos dois mundos.

– “Encerrada a Páscoa típica, após ter comido a carne do cordeiro com os Apóstolos, tomou o pão – que conforta o coração do homem – e passou para o verdadeiro sacramento da Páscoa, para que, como havia feito Melquisedec – sacerdote do Deus Altíssimo, que ofereceu pão e vinho como prefiguração – também Ele o apresentou verdadeiramente como Seu corpo e sangue” (Comentário de Mateus 4,26,26-27).

– “Tenhamos fome de Cristo e Ele nos dará o pão celeste; o pão nosso de cada dia Ele nos dá hoje (…) Alguém pensa que o pão celeste faz referência aos mistérios [eucarísticos] e assim o aceitamos, pois é verdadeiramente a carne de Cristo e verdadeiramente o sangue de Cristo” (Tratado sobre o Livro dos Salmos 145,7).

– “Nem foi Moisés quem nos deu o verdadeiro pão, mas o Senhor Jesus. Ele próprio é ‘convidado’ e ‘convite’; Ele próprio é quem come e quem é comido; bebemos o sangue Dele e sem Ele não podemos beber” (Carta 120).

Os textos acima citados não dão margem a dúvidas sobre a sua fé na verdade e realidade do corpo e sangue de Cristo na Eucaristia. Jerônimo possui também um texto que me parece particularmente útil e educativo pelo seguinte motivo: os modernos adversários da doutrina da presença real insistem em dizer que “comer a carne e beber o sangue do Senhor” se refere a “crer Nele”. Quanto a isso, devemos notar que a imagem de “comer o corpo e beber o sangue” de alguém nunca é, nas Escrituras, uma imagem de crer nessa pessoa. Tampouco desconheço qualquer literatura extrabíblica em que essa imagem receba tal interpretação. Em outras palavras: a imagem usada por Jesus não faz com que alguém pense, em primeiro lugar, “comê-Lo através da fé”. Tendo isto em mente, notamos que na História da Igreja muitas vezes os pregadores (até o dia de hoje) têm estendido a imagem, dando-lhe um sentido mais amplo e simbólico, sem que com isto queiram negar o sentido primeiro e realista da intenção de Jesus. E este texto de Jerônimo é um bom exemplo disso:

– “Lemos as Santas Escrituras: imagino que o corpo de Jesus é o Evangelho; e imagino que as Santas Escrituras sejam os Seus ensinamentos. E quando diz: ‘Aquele que não come a Minha carne e não bebe o Meu sangue’, ainda que possa também ser entendido quanto ao mistério [eucarístico], não obstante diz respeito à palavra das Escrituras, ao ensinamento do Senhor, pois é verdadeiramente corpo de Cristo e sangue Seu. Quando vemos o mistério [da Eucaristia, quem já é cristão entende:] se uma migalhinha cair [no chão], já ficamos angustiados; então, quando ouvimos a Palavra de Deus, e a Palavra de Deus e o corpo de Cristo e o Seu sangue entram por nossos ouvidos, sendo que estamos [distraídos] pensando em outras coisas, em que perigo nos colocamos?” (Tratado sobre o Livro dos Salmos 147,14).

Observe-se que Jerônimo pressupõe o respeito pelo corpo do Senhor na Eucaristia e o toma como ponto de partida para acrescentar também que o Evangelho é “corpo de Jesus”, pelo qual devemos dedicar-lhe o mesmo respeito que dedicamos ao Seu corpo eucarístico (=”se uma migalhinha cair [no chão], já ficamos angustiados”). Tenho usado pessoalmente este ideia, com as mesmas palavras ou semelhantes, no ministério da pregação e nem por isso tenho querido anular o sentido eucarístico das palavras “o corpo e o sangue de Cristo” enquanto comida ou pão da vida, ainda que possam ser tomadas em sentido amplo, como “ensinamentos de Jesus” e, deste modo, por consequência, o “comer seu corpo e beber seu sangue” se referirão a crer Nele. Mas pelo que Jesus predisse e realizou, pelo que Paulo nos transmitiu e pelo que a Igreja entendeu, aqui existe um mistério mais profundo do que uma mera imagem da fé em Jesus: trata-se de uma comida real e uma bebida real, consistentes no corpo e no sangue do Senhor, como o próprio Jerônimo pressupõe no texto acima citado[45].

AGOSTINHO DE HIPONA

Como no caso anterior, basta recordar que se trata de um dos Padres da Igreja mais importantes e mais aceitos no mundo cristão. Nasceu em 354 e morreu em 430.

A doutrina eucarística de Santo Agostinho logo deu margem a diversas interpretações, que continuam até os nossos dias[46]. Não vou tratar de toda essa complexa temática, mas agrupar alguns textos em torno de algumas sínteses que são seguras:

a) Agostinho admite que o pão e o vinho eucarísticos são verdadeiramente o corpo e o sangue de Cristo. Comentando o Salmo 98,5, pergunta como é possível adorar o escabelo de Seus pés quando, segundo a Escritura (Isaías 66,1), o escabelo dos Seus pés é a Terra e, em outra parte, a Escritura (Deuteronômio 6,13) proíbe a adoração do que quer que seja, a não ser do próprio Deus. E responde:

– “Volto-me para Cristo, pois é Ele a quem busco aqui; e verifico que, sem cair na impiedade, adora-se o terrestre, e sem impiedade adora-se o escabelo dos Seus pés. Porque Ele tomou a terra da Terra, visto que a carne provém da terra; e tomou a carne da carne de Maria. E porque na própria carne caminhou por aqui, deu-nos de comer Sua própria carne, para a salvação; e como ninguém come essa carne sem adorá-La primeiro, descobrimos como se adora esse escabelo dos pés do Senhor; e não apenas não pecamos adorando-O, como também pecamos ao não adorá-Lo” (Comentário ao Salmo 98,9).

Em certo dia da Páscoa, pregava:

– “O que estais vendo é o pão e o cálice; é também o que vos diz os vossos olhos. Porém, naquilo que vossa fé pede para ser instruída, o pão é o corpo de Cristo e o cálice, o sangue de Cristo” (Sermão 217).

E, em outro momento, dizia aos fiéis reunidos para a Eucaristia:

– “Logo ocorre o que se pede nas preces sagradas, que estais a ouvir: para que, vindo a Palavra, faça-se o corpo e o sangue de Cristo. Isto porque, suprimindo a Palavra [da consagração], é pão e vinho; acrescentando a Palavra, já é outra coisa. É o que é essa ‘outra coisa’? É o corpo de Cristo e o sangue de Cristo” (Sermo Denis 6,3)

Mais alguns textos:

– “Cristo era carregado em Suas mãos quando, entregando Seus próprio corpo, disse: ‘Isto é Meu corpo’, pois tinha esse corpo em Suas mãos” (Comentário ao Salmo 33,1º,10)[47].

– “Cristo quis, por estas coisas, entregar o seu corpo e o seu sangue, o qual derramou por nós para o perdão dos pecados” (Sermão 227).

– “Cristo não foi imolado uma única vez em Si mesmo? No entanto, quanto ao Sacramento [da Eucaristia] – que se imola pelos povos não só em todas as solenidades da Páscoa, mas também todos os dias – não mente aquele que responde, caso lhe seja perguntado, que ‘há imolação'” (Carta 98,9)[48].

– “Reconhecei no pão [eucarístico] Aquilo que pendeu da Cruz; e no cálice, Aquilo que emanou do Seu lado [aberto]” (Sermo Denis 3,2).

– “Grande é a mesa em que os alimentos são o próprio Senhor da mesa. Nenhum dos convidados dá de comer a si próprio; isto quem faz é o Cristo, o Senhor. É Ele quem convida; é Ele o alimento e a bebida” (Sermão 329,1)[49].

– “Não quis ser reconhecido senão aí [na fração do pão, no caminho de Emaús]; por nós, que não iríamos vê-Lo na carne e, no entanto, iríamos comer a Sua carne (…) A ausência do Senhor não é ausência: tem fé e estará contigo Aquele a quem não vês” (Sermão 235,2,3).

– “Comeis aquela carne, da qual a própria Vida disse: ‘O pão que Eu vos darei é a Minha carne” (Sermo Denis 3,3).

– “Quando esta vida tiver passado (…) não teremos mais que receber o sacramento do altar, porque ali estaremos com Cristo, cujo corpo recebemos [aqui]” (Sermão 59,3,6).

– “Cristo Se dá a Si mesmo no pão [sacramental]; reserva-Se a Si mesmo no prêmio [celeste]” (Sermo Guelferbytanus 9,4).

Estes textos – que não são exaustivos – não nos permitem duvidar da doutrina agostiniana da Eucaristia como presença real de Cristo.

b) No entanto, Santo Agostinho, no mesmo contexto dessas frases, afirma com frequência que o corpo de Cristo na Eucaristia são os fiéis que recebem o Sacramento. Eis alguns exemplos:

– “Por isso, também porque padeceu por nós, nos entregou neste sacramento o Seu corpo e o Seu sangue, fazendo também que fôsseis vós mesmos. Isto porque também nós fomos feitos Seu corpo e, por Sua misericórdia, somos o que recebemos” (Sermo Denis 6,1)

– “Se, portanto, vós sois corpo de Cristo e membros Seus, vosso mistério está colocado sobre a mesa do Senhor (=o altar eucarístico); recebestes [na comunhão eucarística] o vosso mistério” (Sermão 272).

– “Tomai e comei o corpo de Cristo; vós fostes também feitos membros de Cristo. Tomai e bebei o sangue de Cristo; não vos vás dissolver. Comei o vosso vínculo”  (Sermo Denis 3,3)

– “Se O recebestes bem, sois vós o que recebestes” (Sermão 227).

A intenção do Pregador nestes textos é clara: recordar aos fiéis que se aproximam do corpo e do sangue do Senhor na Eucaristia que eles também são corpo de Cristo e que, portanto, a perfeição de suas vidas cristãs e o amor fraterno devem ser preparação e fruto da comunhão eucarística, sem o quê a recepção meramente carnal do Senhor lhes seria de pouco proveito. Mais uma vez, a interpretação realista da presença eucarística não apenas não exclui como provoca outras interpretações perfeitamente sintonizadas com a doutrina da presença do corpo e sangue do Senhor nas ofertas consagradas e ofertadas aos fiéis. Esta é a ideia que a Igreja sempre transmitiu sobre o sacramento eucarístico como sacramento de unidade. Este também é o motivo pelo qual aqueles que não estão em comunhão com a Igreja não podem se aproximar da Eucaristia que ela celebra. Recorde-se da prática da Igreja primitiva de nem sequer permitir a participação integral na celebração eucarística daqueles que ainda não tinham sido batizados.

c) Santo Agostinho prossegue e contrapõe uma participação do corpo de Cristo que se faz “in sacramento” a outra que se faz “in veritate”. Por exemplo:

– “Para que não comamos a carne de Cristo e o sangue de Cristo apenas no sacramento – como fazem muitos ímpios – mas comamos e bebamos até alcançar a participação do Seu espírito, de modo a permanecermos como membros no corpo do Senhor” (Tratado sobre o Evangelho de João 27,11).

– “Isto – ou seja – o corpo e sangue de Cristo, será vida para cada um, quando aquilo que se toma visivelmente no sacramento seja comido e bebido espiritualmente, na própria verdade” (Sermão 131).

A ideia é clara e forte: a mera recepção do sacramento (que é “o corpo e o sangue de Cristo”) não ajudará aqueles que não o recebem com fé e com as disposições devidas. Se expressa ainda mais claramente em outra oportunidade:

– “Comer aquela carne e beber aquele sangue é isto: permanecer em Cristo e, tendo-O, permanecer Nele. E, por isso, quem não permanece em Cristo e em quem Cristo não permanece, sem dúvida alguma nem come Sua carne, nem bebe Seu sangue; ao contrário, come o sacramento, algo tão enorme, para a sua própria condenação” (Tratado sobre o Evangelho de João 26,18).[50]

A contraposição que existe nestes textos não se refere ao conteúdo do sacramento, claramente afirmado em tantas passagens, mas à recepção frutuosa do mesmo. E mais: a insistência na coerência de vida é sustentada por Agostinho no fato de o crente que recebe a Eucaristia estar recebendo nada menos que “o corpo e o sangue Cristo” e não uma mera “figura” deles.

d) Há, por fim, outros textos, nos quais Agostinho comenta João 6, expressando-se desta maneira:

– “‘Entendei espiritualmente o que Eu disse: não comereis este corpo que estais vendo, nem bebereis o sangue que irão derramar aqueles que Me crucificarão. Vos confiei um sacramento; entendendo-o espiritualmente, vos vivificará; e ainda que seja preciso ser celebrado visivelmente, no entanto deve ser entendido espiritualmente'” (Comentário ao Salmo 98,9).

Estas palavras não comprometem os demais textos citados, exceto se enxergarmos em Agostinho um pregador esquizofrênico. Algumas frases antes desta, comentando o escândalo dos ouvintes de Jesus, diz:

– “Consideraram-No nesciamente; entenderam-No carnalmente e imaginaram que o Senhor iria cortar algumas partes do Seu corpo para dar a eles” (Idem).

Fica claro que não era esse o sentido das palavras de Jesus, como irresponsavelmente querem atribuir à Igreja certos defensores da interpretação simbólica, quer antigos quer contemporâneos. Neste sentido, Agostinho precisa que a comida e a bebida do corpo do Senhor não será um ato de canibalismo, mas se realizará espiritualmente; ou, como já foi dito repetidas vezes, “in sacramento”. É precisamente esta forma “sacramental” que distingue a Eucaristia de toda espécie de ingestão do corpo do Senhor, forma que não possui paralelo em nenhuma outra manifestação humana, razão pela qual resta difícil compreendê-la. Dizer que a comida será “espiritual”, por outro lado, não significa que não será real, mas que não será um ato de antropofagia. “Espiritual” opõe-se a “carnal” e não a “real”; e refere-se não ao corpo de Cristo, mas ao modo sacramental da Sua presença. Por isso, afirma comentando a cena do discurso de Jesus em João 6: “Como se irá comer e qual será a forma de comer este pão, não o sabeis” (Tratado sobre o Evangelho de João 26,15). Saberemos – podemos nós acrescentarmos – por ocasião da Última Ceia, ainda que o mistério tenha permanecido[51].

NOTAS: [45] Já Inácio de Antioquia sustentava que a carne de Cristo foi a que sofreu pelos nossos pecados (p.ex., na Carta aos Esmirniotas 7,1), porém, disse também que a carne de Cristo é o Evangelho (p.ex., na Carta aos Filadelfos 5,1). Não há aqui oposição, nem exclusão. [46] Os textos eucarísticos de Santo Agostinho foram muito bem coletados por H. Lang, “S. Aurelii Augustini Episcopi Hipponensis Textus Eucharistici Selecti”, Florilegium Patristicum 35 (Bonn, 1933). Entretanto, existem diversas obras sobre o tema. [47] Em outro lugar, explica de uma maneira um pouco diferente: “Ele mesmo, de algum modo, Se elevava a Si mesmo…” (Comentário ao Salmo 33,2º,2), onde o “quodam modo”  refere-se à incerteza de como tal coisa pode ocorrer; não negando o fato, mas afirmando-o. O mesmo se pode dizer deste outro texto: “De algum modo, o sacramento do corpo de Cristo é o corpo de Cristo; [e] o sacramento do sangue de Cristo é o sangue de Cristo” (Carta 98,9). Este “Cristo elevar-Se a Si mesmo em Suas mãos” é considerado “uma fantasia” por Daniel Sapia, coisa esta que jamais pareceu à Igreja. Que Santo Agostinho não inventou esta doutrina fica claro por todos os textos anteriores e posteriores. [48] Mais uma objeção “evangélica”: a Missa não pode ser a oblação de Cristo porque esta foi feita “de uma vez por todas” (Hebreus 7,27). Em primeiro lugar, a doutrina da Carta aos Hebreus foi ensinada pela Igreja Católica desde o início até o dia de hoje, e assim o fará até a consumação dos tempos. Agostinho explica aquilo que certamente é um grande mistério, dizendo que a imolação de Jesus realizou-se “em Si mesmo” uma vez, porém essa imolação “sacramentalmente” ou “no sacramento” se perpetua até o fim dos tempos. Temos visto nos textos citados de muitíssimos Padres dos primeiros quatro séculos a doutrina da Eucaristia como “oferta” ou “sacrifício” (“thusia”, em grego), mesmo que não tenhamos procurado textos sobre esse aspecto da Eucaristia, atendo-se somente à presença real. Cabe ao leitor julgar a exatidão destas palavras de Sapia: “Foi o Papa Pio III quem fez do ‘sacrifício’ da Missa um dogma oficial em 1215”. Agostinho prega isso em fins do século IV, isto é, cerca de 800 anos antes da data proposta pelo autor batista! O “dogma oficial” nada mais faz do que repetir a doutrina católica de todos os séculos. Se o “dogma oficial” não surgiu antes é porque até então não se negava a sacrificialidade da Eucaristia. [49] “Qual é a grande mesa, senão aquela da qual tomamos o corpo e o sangue de Cristo?” (Sermão do Antigo Testamento 31,2). [50] É o que Paulo afirma em 1Coríntios 11,28-29: “Cada um examine a si mesmo e então coma do pão e beba do cálice. Porque aquele que come e bebe sem discernir corretamente o corpo do Senhor, come e bebe do juízo de condenação para si mesmo”. A comida e bebida de salvação não devem ser tomadas sem o devido discernimento e preparação, do contrário pode ser motivo de condenação. Paulo entendia a Eucaristia como um mero símbolo? Pode a relação com um símbolo ser causa de condenação? [51] Já mencionamos a questão das interpretações “cafarnaíticas”, ao falar anteriormente de Eusébio de Cesareia. Santo Agostinho aborda bastante esta questão e quer educar os seus ouvintes no entendimento espiritual – embora real – das palavras de Jesus em João 6, e não em “chave cafarnaítica”, chave esta que não é doutrina da Igreja, mas uma paródia da mesma. Agostinho chama essa interpretação distorcida de “a primeira heresia” (Comentário ao Salmo 54,23 etc.).

Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia

  1. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1

  2. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2

  3. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3

  4. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4

  5. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5

  6. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6

  7. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7

  8. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8

  9. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9

  10. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10

  11. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11

  12. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12

  13. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13

  14. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14

  15. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15

  16. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16

  17. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17

  18. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18

  19. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19

 
 
 

Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto

– “Esta tradição [da transubstanciação] foi introduzida na Igreja por volta de 300 d.C. [e] tornou-se dogma de fé em 1215” (Marco de Vivo, evangélico). – “Porque não recebemos estas coisas como se fossem pão comum e bebida comum, pois (…) nos ensinaram que o alimento convertido em Eucaristia (…) é a carne e o sangue Daquele Jesus que Se encarnou por nós” (São Justino, Mártir, século II). – “Recebendo a palavra de Deus [na consagração, os dons do pão e do vinho] se convertem em Eucaristia, que é o corpo e o sangue de Cristo” (Santo Ireneu, Bispo, século II).

[Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje Teodoro de Mopsuéstia, Cirilo de Alexandria, Proclo de Constantinopla e Teodoreto de Ciro].

TEODORO DE MOPSUÉSTIA 

Bispo de Mopsuéstia, na Cilícia. Nasceu em 350 e morreu em 428. Com grandes talentos, tornou-se logo homem bastante versado nas Escrituras e na Teologia. Foi ordenado sacerdote. Escreveu muito contra todas as heresias do seu tempo. Foi ordenado Bispo de Mopsuéstia, na Ásia Menor. Participou do Concílio de Constantinopla. Conservam-se numeros escritos exegéticos, sermões, entre outros.

Este destacado pregador ensinava:

– “No entanto, é notável que, ao dar o pão, Ele não disse: ‘Isto é a figura (em grego, ‘tipos’) do Meu corpo’, mas: ‘Isto é o Meu corpo’. E o mesmo fez em relação ao cálice; não disse: ‘Isto é a figura (em grego, ‘tipos’) do Meu sangue’, mas: ‘Isto é o Meu sangue’. Isto porque Ele não quis que olhássemos para a natureza do pão e do vinho, que receberam a graça e a vinda do Espírito Santo, mas que os considerássemos como são: o corpo e o sangue do Senhor” (Homilias Catequéticas 15,10).

– “A oblação foi oferecida para que o que foi apresentado venha a ser, pela vinda do Espírito Santo, o corpo e o sangue de Cristo (…) Ainda que Ele venha até nós, dividindo-Se a Si mesmo [na distribuição do pão eucarístico], Ele está por inteiro em cada parte e próximo de todos nós. Ele se entrega a cada um de nós, para que O tomemos e O abracemos com todas as nossas forças e, assim, demonstremos o nosso amor para com Ele, no paladar de cada um de nós. Assim, o corpo e o sangue do Senhor verdadeiramente nos alimentam e nos fazem esperar sermos transformados em uma natureza imortal e incorruptível” (Homilias Catequéticas 16,25-26)[43].

CIRILO DE ALEXANDRIA

Doutor da Igreja, combateu eficazmente a heresia nestoriana. Foi bastante ativo durante o Concílio de Éfeso. Morreu em 444. Conservam-se numerosos escritos exegéticos, entre outros mais.

A ideia da presença real da carne do Senhor na Eucaristia é matéria frequente nas obras deste importante Padre Oriental. Vejamos alguns textos:

– “O Verbo vivificante de Deus, ao unir-Se à Sua própria carne – do modo que [só] Ele sabe – a tornou vivificante, pois Ele disse: ‘(…) Eu sou o pão da vida (…)’. Portanto, quando todos nós comemos a carne do Cristo Salvador e bebemos o Seu precioso sangue, temos Vida em nós e somos uma só coisa com Ele, permanecendo Nele e também Ele em nós” (Explicação do Evangelho de Lucas 22,19).

– “A verdadeira bebida é o precioso sangue de Cristo, que extirpa pela raiz toda corrupção e destrói a morte que existe na carne humana, já que não é o sangue de um homem qualquer, mas a própria Vida por natureza. Por isso, somos chamados ‘corpo e membros de Cristo’, porque recebemos pela Bênção (=a Eucaristia) o próprio Filho em nós” (Comentário do Evangelho de João 4,2,56).

– “Demonstrativamente, disse: ‘Isto é Meu corpo e isto é Minha carne’, para que não penses que tudo isso é figura, mas que, por razão de algo inefável do Deus todopoderoso, as oblações [do pão e do vinho] se transformam verdadeiramente no corpo e no sangue de Cristo. Ao participarmos delas, recebemos a força vivificante e santificante do Cristo” (Comentário do Evangelho de Mateus 26,27).

PROCLO DE CONSTANTINOPLA

Patriarca de Constantinopla, morreu em 446 ou 447. Conservam-se alguns sermões e cartas.

Comentando as palavras do Senhor em sua aparição ao Apóstolo São Tomé, exclama:

– “Felizes os que com fé enxergam o Invisível! Felizes vós, que em cada festividade O enxergais, O levais aos olhos, O beijais com os lábios e O comeis com os dentes, sem consumi-Lo! Ó extraordinários mistérios, ó tremendos mistérios! Aquele que está sentado à direita do Pai é também encontrado nas mãos dos fiéis! Aquele a quem os anjos louvam é sustentado por mãos impuras e levado pelos indignos de O levarem. Nossas mãos pecadoras não queimam; nossos dedos condenáveis não queimam; o Criador (…) não destrói o barro, mas Ele mesmo exorta, dizendo: ‘Tomai e comei. Tomai e bebei. Trazei vossas mãos e colocai-nas no meu lado [aberto]; consumí os meus membros, porque seja qual for o membro que tomardes, Eu estou nele por inteiro; Eu mesmo, a quem Tomé tocou'” (Homilia 33: In novam dominicam et in infidelitatem Thomae 14,52-55).

TEODORETO DE CIRO 

Bispo de Ciro, na Ásia Meridional. Nasceu em 393 e morreu em 457. Douto conhecedor de teologia e exegese bíblica. Grande missionário da sua Diocese e lutador incansável contra o Paganismo. Membro ativo na disputa contra Nestório.

Personagem bastante ativo nas controvérsias cristológicas, tratando da Eucaristia explica:

– “Gozando dos sagrados mistérios, não nos unimos em comunhão com o próprio Senhor, do qual afirmamos que são o corpo e o sangue, já que todos participamos do mesmo pão?” (Interpretação de 1Coríntios 10,16-17).

– “O próprio Senhor não prometeu dar para a vida do mundo uma natureza invisível, mas Seu [próprio] corpo (…) E na instituição dos divinos mistérios, tomando o símbolo, disse: ‘Isto é o Meu corpo” (Carta 131)[44].

– “[O símbolo místico] não se chama apenas ‘corpo’, mas também ‘pão da vida’. Assim o chamou também o Senhor, ensinando que não é um corpo humano comum, mas [corpo] de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e homem, eterno e recente” (Eranistes 2).

NOTAS: [43] Certa expressão de Teodoro de Mopsuéstia tem dado o que pensar sobre a clareza do seu pensamento acerca da presença real de Jesus na Eucaristia, mas tratam-se de palavras de difícil interpretação encontradas nos seus escritos de especulação teológica, jamais na pregação da Fé aos fiéis. O texto em questão diz: “Receberemos a imortalidade comendo do pão sacramental, visto que, embora o pão não seja de tal natureza, no entanto, quando recebeu o Espírito Santo e a graça que Dele provém, é capaz de guiar para o gozo da imortalidade aqueles que o comem. Isto não ocorre por sua natureza, mas em virtude do Espírito Santo que habita nele; do mesmo modo que Nosso Senhor, de quem este [pão eucarístico] é figura, por virtude do Espírito Santo recebeu a imortalidade e a deu aos demais, não a possuindo verdadeiramente pela Sua própria natureza”. Notemos que no pão eucarístico a imortalidade é recebida porque esse pão recebeu o Espírito Santo; o Espírito Santo habita nele, ainda que logo a seguir seja dito que esse pão é “figura” do Senhor. É óbvio que nem tudo é símbolo, mas realidade salvífica, ainda que seja apresentado como “figura” do Senhor. Considerando os outros textos de Teodoro – já citados -, que explicitamente negam que o pão eucarístico seja tão somente uma “figura”, estas palavras devem ser lidas segundo esse contexto e devem ser sempre interpretadas à luz do que dissemos anteriormente sobre a questão da “figura” e do “tipo-antítipo” nos Padres [primitivos]. Assim, a teologia típica de Teodoro – segundo a qual a realidade está nos céus e aqui na terra tudo o que se encontra é figura – deve ser enquadrada no processo histórico de ajustamento da linguagem sobre o mistério eucarístico. Obras que tratam detalhadamente dessa matéria: W. de Vries, “Der ‘Nestorianismus’ Theodors von Mopsuestia in seiner Sakramentenlehre”: Orientalia Christiana Periodica 7 (1941), pp. 91-148; J. Lécuyer, “Le Sacerdoce Chrétien et le Sacrifice Eucharistique selon Théodore de Mopsueste: Recherches de Science Religieuse 36 (1949), pp.481-516. Não custa repetir aqui o que dissemos antes, a saber: que inclusive esta linguagem “figurativa” não poderia ser empregada pelos atuais adversários da doutrina da presença real, pois continua sendo demasiadamente realista. [44] Teodoreto fala frequentemente de “símbolos do corpo” ao abordar a Eucaristia, porém, esta maneira de falar refere-se às espécies ou aparências do pão, de modo que “o símbolo é tomado”, “é fracionado”, “é distribuído” etc.

Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia

  1. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1

  2. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2

  3. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3

  4. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4

  5. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5

  6. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6

  7. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7

  8. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8

  9. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9

  10. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10

  11. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11

  12. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12

  13. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13

  14. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14

  15. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15

  16. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16

  17. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17

  18. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18

  19. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19

 
 
 

Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto

– “Foi o Papa Pio III quem tornou o “sacrifício” da Missa um dogma oficial em 1215″ (Daniel Sapia, evangélico). – “Quanto ao cálice – também tomado dentre as criatura como nós – confessou ser Seu sangue e ensinou que era o sacrifício do Novo Testamento” (Santo Ireneu de Lião. Bispo, século II). – “Aceita, Pai, estes dons (=o pão e o vinho consagrados na Eucaristia) para a glória do Teu Cristo, e envia sobre este sacrifício o Teu Santo Espírito” (Tradição Apostólica, século III). – “Porque aqueles [ouvintes em Cafarnaum [cf. João 6]] tramaram extinguir o Seu corpo, consumindo-o; e estes (=os fiéis cristãos) desejam saciar seu espírito faminto com as Suas carne no sacrifício diário de imolação” (São Gregório Magno, Papa, século V).

[Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje Severiano de Gábala, Cromácio de Aquileia, Gaudêncio e Teófilo de Alexandria].

SEVERIANO DE GÁBALA

Contemporâneo de Crisóstomo. Bispo de Gábala, na Síria. Escreveu vários comentários às Escrituras. Sua atividade mais conhecida é em Constantinopla, onde tomou parte contra Crisóstomo nas desavenças ocasionadas pelo governo imperial. Morreu nos primeiros anos do século V.

Em um de seus numerosos sermões, explica ao povo:

– “Cristo veio, instituiu uma mesa [na Última Ceia], propôs a Si mesmo como alimento e disse: ‘Tomai e comei’. E cessando a guerra, deu triunfo à paz (…) Cristo propõe a Si mesmo como comida” (In Ascensionem 11).

CROMÁCIO DE AQUILEIA

Bispo de Aquileia (na atual Itália). Morreu por volta de 407. Conserva-se a correspondência que manteve com Ambrósio de Milão e Jerônimo, que lhe dedicou diversas traduções e comentários feitos a pedido de Cromácio. Conservam-se também 18 tratados sobre textos do Evangelho de Mateus.

Seu realismo eucarístico aparece nestas palavras:

– “O fato de nosso Senhor e Salvador ser posto na manjedoura significa que seria alimento dos fiéis, pois a manjedoura é o lugar para onde os animais vão para se alimentar. Nós, que somos também animais, mas racionais, temos uma manjedoura celeste para onde nos dirigimos: nossa manjedoura é o altar de Cristo, aonde vamos todos os dias comer o corpo de Cristo, o alimento de salvação” (Sermão 32,3).

– “Comemos, portanto, a Páscoa com Cristo, pois Ele mesmo Se dá como alimento àqueles que quer salvar; pois foi Ele quem fez a Páscoa e também quem fez o mistério [da Eucaristia], o qual cumpriu a festividade desta Páscoa precisamente para nos restaurar com o manjar da Sua Paixão e para nos reanimar com a bebida da salvação” (Sermão 17-A,2).

GAUDÊNCIO

Bispo de Bréscia, na Itália. Morreu por volta de 410. Amicíssimo de João Crisóstomo e Ambrósio de Milão. Conservam-se vários sermões pascais.

Na noite da Páscoa, comentando o êxodo do povo de Deus, diz:

– “Na verdade, um morreu por todos e é o mesmo que, em cada uma das igrejas, no mistério do pão e do vinho, restaura imolado, vivifica ao ser crido, uma vez consagrado também santifica os consagrantes. Esta é a carne do cordeiro; este é o sangue; porque o pão que desceu do céu, disse: ‘O pão que Eu vos darei é a Minha carne, para a vida do mundo’. E também se expressa claramente sobre seu sangue na forma de vinho, visto que Ele diz no Evangelho: ‘Eu sou a verdadeira videira’; está declarando aí que o Seu sangue é todo o vinho que é oferecido em figura da Sua Paixão” (Tratado 2).

TEÓFILO DE ALEXANDRIA

Patriarca da igreja de Alexandria entre 385 e 412. Combateu duramente o Paganismo. Conservam-se algumas cartas, entre outros escritos menores.

Em um primeiro momento, Teófico foi amigo de vários monges origenistas, mas logo se converteu em um zeloso impugnador das teorias não-católicas de Orígenes. Entre elas, assinala a afirmação de que Cristo morreu não apenas pelos homens, mas também pelos demônios. Sua refutação é curiosa, pois reflete bem a fé na Eucaristia:

– “Quem sustenta algo, tem que admitir também as consequências. Assim, se afirma que Cristo foi crucificado em favor dos demônios, que mantenha também que deve ser dito a estes: ‘Tomai e comei: isto é Meu corpo’; e ‘Tomai e bebei: isto é Meu sangue’. Isto porque, se foi crucificado pelos demônios – como assegura esse afirmador de novidades – por qual privilégio ou por qual motivo será dado somente aos homens a comunhão no corpo e sangue de Cristo e não também aos demônios, se por estes Ele também derramou Seu sangue na Paixão?” (Carta Festal 16,11).

Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia

  1. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1

  2. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2

  3. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3

  4. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4

  5. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5

  6. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6

  7. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7

  8. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8

  9. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9

  10. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10

  11. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11

  12. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12

  13. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13

  14. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14

  15. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15

  16. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16

  17. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17

  18. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18

  19. A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19

 
 
 
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