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Autor: Pe. Alessander Carregari Capalbo Paróquia Santa Maria dos Pobres – Paranoá – DF Pároco Fonte: www.santamaria.org.br

Sem dúvida nenhuma, despertou no meu interior o desejo de escrever este artigo, baseado numa matéria publicada no dia 23 de junho do corrente ano, que fazia referência a proliferação das seitas em locais carentes.

O primeiro susto, ou melhor, a primeira pergunta que nasceu dentro de mim foi: será que Cristo fundou 300 igrejas (seitas) numa cidade satélite com um pouco mais de 100.000 habitantes? A coerência diante da História rapidamente respondeu minha pergunta através dos fatos ocorridos. Um dos grandes erros da Reforma foi afirmar que só a escritura basta, levando como conseqüência a livre interpretação da palavra de Deus. Neste fato já respondemos ao porquê da proliferação de tantas “igrejinhas”. É muito simples de fundar: aluga uma garagem, ou na própria casa, pega a bíblia e começa o grande empreendimento.

Faço esta afirmação porque por detrás de tantas seitas está o dinheiro e o engano das pessoas, alcançado durante sua permanência no culto numa verdadeira lavagem cerebral. Tudo começa com a afirmação de que a pessoa está endemoninhada, que sua vida está amarrada (pela falta de emprego, por ser pobre, por passar dificuldades, etc.). Então a pessoa é chamada a arriscar. Neste momento o pastor usa uma voz distorcida imitando as “vozes do além”, a música e os focos de luzes do teatro estão estrategicamente a postos para provocar a histeria coletiva: pessoas desmaiam, têm ataques psicológicos que produzem efeitos no subconsciente e a conclusão sempre é a mesma: o demônio. É até engraçado!… Estes dias passando diante de uma destas seitas parei e fiquei olhando: apagaram todas as luzes do “templo” e acenderam uma luz vermelha que piscava, parecia filme de terror. Muitas pessoas naquele momento como afirmava o pastor estavam possuídas e por quem? Pelo diabo, é claro. Mas o mais importante é o que vem depois do “desencapetamento”: as promessas das bênçãos. Aqui deve entrar uma boa oferta porque o dinheiro é do demônio. Então tens que pagar o dízimo, tens que fazer oferta para ser levada à fogueira santa ou até mesmo para ser queimada (apesar de nunca ter escutado ou visto uma seita que queimasse o dinheiro).

Aqui começa tudo, a pessoa cada vez mais tem a necessidade de dar porque quer um emprego, tudo gira em torno do ser rico, ganhar muito, ter muito dinheiro, saúde, amor, etc.

Aqui está a explicação das “igrejas” que ficam o dia inteiro com as portas abertas: quanto mais pessoas, mais dinheiro e mais sucessos. Pessoas que diante do sofrimento de cada dia vão buscar um consolo e não sabem onde estão caindo!…

No mesmo dia 23 deste mês, num site de noticias (ACI) se publicava uma matéria da KIRCHE IN NOT (Organização Internacional), sobre uma análise desta realidade, onde estas seitas oferecem roupas, comida, sapatos, etc.. Tudo para as pessoas começarem a freqüentar tal estabelecimento. Parece brincadeira, mas é assim que começam a comprar e a induzir as pessoas fragilizadas pela vida que se aproximam, e como estas são simples, caem facilmente no conto do “chapeuzinho vermelho”.

Há mais ou menos três semanas atrás, recebi uma pessoa que freqüentou por seis anos uma destas seitas onde tudo lhe foi prometido. Foi “desencapetada” e era fiel no seu dízimo, passando até por privações em sua casa porque Deus precisava do seu dinheiro para abençoá-la. Depois de um tempo não tendo mais nada para ofertar, fez empréstimos no banco. Final da história: ficou com uma dívida grandíssima. Preocupada com a situação, procurou o pastor da igreja que freqüentava e lhe perguntou onde estavam as bênçãos que Deus lhe prometera… Estava cheia de dividas e não tivera nenhuma prosperidade na vida… Resposta do pastor: ”você é filha do demônio, por isso você não foi abençoada”.

Agora termino com duas simples perguntas:

1 – Parece séria uma resposta destas a uma mulher que fez tudo inocentemente e enganada?

2 – Você já se perguntou quantas vezes a “igreja” que você pertence já se dividiu?

Na tradução grega a palavra Diabolus significa divisor. Na origem de novas seitas, estão quase sempre divisões e desentendimentos entre pastores, e por isso proliferam. Ao não se entender com o outro pastor, logo forma a sua “igrejinha”. E o pior, ao invés de ajudarem, enganam pessoas simples que pensam estar no caminho certo. Formam-se seitas para todos os gostos do mercado: numa “igreja” é permitido aos jovens fazerem de tudo, na outra é possível casar várias vezes, na outra é fazer política partidária… E assim vai… A religião tem se tornado um meio de enriquecimento para poucos, enquanto os simples e pobres bancam tudo isso na esperança de uma mudança.

Na escritura, Cristo faz uma afirmação muito categórica: “Guardai-vos dos falsos profetas… eles falam em meu nome… mas são lobos vorazes…” (Mt 7,15), prontos para devorar os que sofrem, os “pequenos” de quem fala o Evangelho. Mas será que Cristo ensinou a divisão, ensinou uma vida tranqüila?

Pare e pense, porque você pode ser uma pessoa que está sendo enganada.

Virgem Maria rogai por nós!

 
 
 

Entrevista com o diretor internacional dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 9 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Após sete anos de trabalho de restauração, o Papa Bento XVI inaugurou com as vésperas solenes a Capela Paulina em 4 de julho de 2009. Esta capela, reservada aos Pontífices, se encontra muito próxima da Capela Sistina e contém as últimas obras mestras de Michelangelo, pintadas entre 1542 e 1550: “A crucifixão de Pedro” e “A queda de Saulo”.

Os trabalhos de restauração foram possíveis também graças à ajuda dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos cujo diretor internacional é o Pe. Mark Haydu, L.C. Por este motivo ZENIT entrevistou o Pe. Mark, norte-americano, sobre a relação entre a arte e a fé.

– Pe. Mark, como começou seu interesse pela arte sagrada?

– Pe. Haydu: Uma imagem como esta de um pintor do século XVII chamado Johannes Vermeer me abriu as portas do mundo da arte. Me ensinou a buscar a mensagem profunda que uma obra de arte pode esconder. Me ajudou a dar-me conta de que a pessoa que se aproxima da arte pode sair enriquecida, e vi que a arte é capaz de abrir uma dimensão espiritual e de comunicar verdades que de outra forma talvez não se conseguiria.

– No quadro aparece uma senhora pensativa com uma balança em suas mãos em um quarto desordenado, o que mais este quadro nos diz?

– Pe. Haydu: O primeiro passo seria analisar os elementos da composição para ver o que nos dizem do autor, de suas intenções e de seu estilo. Mas parece-me que sua pergunta vai para o significado profundo do quadro. Quando aprecio um quadro não só me pergunto o que o autor quis comunicar, mas sobretudo o que esta obra diz me diz. Isso é o belo de uma obra de arte: fala uma linguagem universal, ou seja, o idioma da beleza. Por exemplo, neste quadro vemos como o peso está recarregado para o lado direito; isso consegue que nossa atenção se centre ali. A luz que entra pela janela na parte esquerda, de alguma forma, equilibra a cena. É o interior de um quarto, e é um momento cotidiano que nós “invadimos”. Vermeer nos introduz em um momento pessoal e privado na vida desta pessoa. Detrás da mulher vemos uma pintura que representa o juízo universal. Esta mulher se dispõe a equilibrar suas pérolas. Podemos intuir que as pérolas fazem referência a seus tesouros terrenos e esta mulher o analisa sob a luz do juízo universal, de seu destino eterno. Há um balanço de sua vida e do que possui frente à eternidade. Isto, por exemplo, pode nos ajudar a ver que o homem é livre de refletir sobre o que quer fazer com sua vida, mas que é importante fazê-lo à luz da eternidade que espera a todos nós. A luz que recai sobre a mulher ilumina sua cabeça, mas também seu peito, indicando desta forma que a decisão que deverá tomar está, sim, na mente; mas, sobretudo, em seu coração. É ali onde se dão as decisões do homem. A mente as pensa, o coração as põe em movimento.

– E como consegue descobrir tudo isto?

– Pe. Haydu: Depois de fixar-se sem pressa na forma, o conteúdo, as cores, os elementos, é muito importante perguntar-se: “por que o autor o fez assim e não de outra forma?”. É tratar de penetrar a mente do artista. Um artista pode criar o que quer, e isso pode nos fazer pensar também no primeiro que faz arte: Deus.

– Deus, artista?

– Pe. Haydu: Sim, Ele é o Artista por excelência. A criação do mundo e do homem, que Michelangelo celebra com seus afrescos na abóbada da Capela Sistina, não é uma obra maravilhosa e incomparável de arte? E além da natureza, podemos ver a maravilha de Deus Artista em nós mesmos. Nós somos a tela. Com nossa livre cooperação o Senhor vai desenhando a obra de arte que é nossa vida. Depois podemos olhar para trás e perguntar: por que as coisas foram assim? Quando analisamos um quadro descobrimos a mão do artista, intuímos qual foi sua ideia e o que quis pintar. Da mesma maneira, ao ver nossa vida, podemos descobrir a mão de Deus: nossa vida foi assim porque seu Artista assim o permitiu, assim o quis, e então nos damos conta de que não é fruto da casualidade ou da fatalidade, mas que detrás está a mão amorosa de Deus.

O que a arte sagrada busca?

– Pe. Haydu: A arte sagrada trata de elevar a alma para Deus. Quer transmitir a mensagem da fé, explicá-la, compartilha-la. Por isso, ante a arte sagrada uma pessoa não pode passar como um simples turista. “Todas as grandes obras de arte, todas as catedrais – as catedrais góticas e as esplêndidas igrejas barrocas – são um sinal luminoso de Deus e, por isso, uma manifestação, uma epifania de Deus (…) Ao contemplar as belezas criadas pela fé, constatamos que são simplesmente a prova viva da fé”. Estas palavras foram ditas pelo Santo Padre no verão passado em seu encontro com os sacerdotes da diocese de Bolzano-Bressanone.

– Alguns dizem que tantas artes nas igrejas apenas causa distração. É assim?

– Pe. Haydu: Se não se sabe “ler” a arte, pode ser que se distraia, mas se a vê como um caminho para Deus, acontece o contrário.  A arte faz referência ao que a liturgia celebra e proclama, e isto é uma ajuda. Podemos, por exemplo, ver os quadros de uma igreja que mostra as vidas dos santos e pensar que todos esses santos ofereceram sua vida por Cristo; e desta contemplação poderíamos passar ao propósito de querer ser santos também. Ou voltar o olhar ao Santíssimo Sacramento e pedir a graça de ser santos. Trata-se, portanto, de unir com uma mesma ponte duas coisas que podiam parecer separadas. A arte pode também ser uma valiosa ajuda para o fervor quando o peregrino não fala a língua do país no qual se encontra a igreja que visita: o peregrino poderá apreciar a arte e recordar as pregações que escutou sobre as cenas da vida de Cristo ou dos santos que se encontram representados nessa igreja. A arte está aí para ajudar-nos a rezar, não só para que a vejamos e saiamos como entramos.

– Como as pessoas que visitam a arte de Roma?

– Pe. Haydu: Com frequência podemos encontrar duas atitudes. Uma é a do turista que acumula experiências para depois comentá-las com seus familiares e amigos: “Passei pelas quatro basílicas de Roma”; “fui aos Museus vaticanos”; “vi isto e aquilo”; “que bonito estava tudo aquilo…!”, e pronto. Daí não passa. A outra atitude é a do peregrino. É alguém que quer fazer uma pausa na vida, analisar sua alma diante de Deus, sair enriquecido. É alguém que busca uma graça: uma mudança de vida… Eu creio que hoje em dia as pessoas que vêm visitar estes lugares buscam isso. Precisam que a arte as eleve para Deus. A arte sagrada pode ser o meio que propicie a conversão do coração para quem é o Autor da Beleza. E a arte põe o homem diante de Deus, o leva a ver sua vida à luz das realidades eternas e transcendentes. De fato, uma das tarefas principais dos Patrocinadores das artes nos Museus vaticanos é restaurar as obras para que sua inspiração e impacto originais sejam mais evidentes. Desta maneira, os que vêem estas obras podem apreciá-las em toda sua beleza. O impacto pode ser a diferença entre o que vê a obra como turista e o que a vê como peregrino. E quando as pessoas fazem este clique, tudo muda. Um mundo novo se abre, como foi em meu caso com aquele quadro de Vermeer.

– O que recomenda aos turistas ou peregrinos que visitam a arte de Roma?

– Pe. Haydu: Que venham e descansem não só para distrair com tanta beleza artística, mas que tratem de descobrir Cristo, a mensagem de fé que há detrás de cada obra de arte cristã. Que façam não só uma rota turística mas também um caminho de fé. Neste sentido pode ser uma ajuda pedir que quem dirige as explicações das obras de arte lhes ajude também a fazer uma experiência de fé.

– Como os guias podem ajudar os visitantes de Roma?

– Pe. Haydu: Os guias são sobretudo historiadores da arte. O guia cristão busca também transmitir o fundo humano, cristão e espiritual que há detrás de cada obra de arte. De fato já há numerosos guias aqui em Roma e em outros lugares que assim o fazem. Penso que a missão do guia cristão é a de ser ponte entre Deus e a arte. É quem ajuda os que apreciam a arte a conhecer as explicações artísticas e também encontrar a fé, com o Evangelho e com Cristo. Lhes falará das ideias que os artistas queriam transmitir. O guia cristão por um lado conhece bem a história e os aspectos técnicos de cada obra, e por outro lado busca comunicar aos turistas e peregrinos ideias que lhes ajudem a apreciar melhor a arte e crescer humana e espiritualmente. Desta maneira, os visitantes se lembrarão sempre daquele tour guiado de Roma, porque não levarão apenas dados científicos e históricos que se esquece com o passar do tempo, mas algo mais: uma experiência de aproximação de Deus. Isso nunca se esquece.

– Quem pode colaborar com os Patrocinadores das artes dos Museus vaticanos?

– Pe. Haydu: Qualquer pessoa que queira somar-se ao esforço de conservar em seu estado mais perfeito o patrimônio artístico dos Museus vaticanos, de preservar estes valiosos elementos do patrimônio universal e de criar uma cultura cristã do homem e da arte. Para mais informação pode visitar nossa página: www.vatican-patrons.org

 
 
 

Roma, 30 Jun. 09 / 03:29 am (

ACI) – O Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, assinalou que “da pessoa e da família devem derivar uma cultura e uma sociedade coerentes que inspirem e encaminhem aquele humanismo pleno que o Evangelho inspira, sustenta e garante”; durante sua intervenção no Congresso Nacional para a Pastoral da Família realizado na localidade de Crotone.

Conforme indica o L’Osservatore Romano, o Cardeal ressaltou que “no coração do casal, na família fundada no matrimônio, está sua vocação natural à vida, de primeira escola de humanidade, aonde as distintas gerações aprendem e exercitam dia a dia o gosto e a virtude de viver os sinais das expressões do amor: dom e perdão, concreção e sacrifício, paciência e cotidianidade, alegria e dor”.

O também Arcebispo de Gênova destacou logo a necessidade de aprender e viver o que dita o Magistério da Igreja sobre a família, para enfrentar uma cultura que despreza o valor objetivo do bem como se fosse “algo velho e superado”.

“A beleza humana e sacramental do matrimônio exige toda nossa atenção de Igreja e desde sempre o cuidado do casal e da família fazem parte integrante de nosso trabalho pastoral”, prosseguiu.

Seguidamente indicou que o contexto sociocultural “deveria acompanhar os jovens em geral em seus projetos de vida. A responsabilidade é de cada um, mas sabemos o influxo que a cultura difusa, os estilos de vida, os comportamentos usuais têm no modo de pensar e de atuar de todos, em particular dos mais jovens que têm direito a ter ideais altos e nobres, assim como a ver modelos de comportamento coerentes”.

O Presidente da CEI pediu por isso à política que “honre a essa multidão silenciosa que quer viver os ideais humanos evangélicos cada dia com humildade e concretamente, sem clamores nem refletores”.

 
 
 
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