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- 12 de fev. de 2011
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Fonte: Veritatis Splendor
A “reforma protestante” se expandiu rapidamente porque foi imposta de cima para baixo sem exceção em todos os países em que logrou vingar. O povo foi obrigado a “engolir” as novas doutrinas porque os reis e príncipes cobiçavam as terras e bens materiais da Igreja Católica. Infelizmente nesta época a Igreja era rica de bens materiais e pobre de bens espirituais. Foi com os olhos postos nesta riqueza mundana que os soberanos “escolheram” para si e para seu povo as doutrinas dos novos evangelistas, esquecidos de que todo ouro, terra ou prata se enferruja e fenece conforme ensina a escritura: “O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujados e a sua ferrugem testemunhará contra vós e devorará as vossas carnes” ( Tg 5, 2-3 ). Prova isto o fato de que as primeiras providências eram recolher ao fisco real tudo o que da Igreja Católica poderia se converter em dinheiro.
INGLATERRA: foi “convertida” na marra porque o rei Henrique VIII queria se divorciar de Ana Bolena. Como a Igreja não consentiu, ele fundou a “sua” igreja obrigando o parlamento a aprovar o “ato de supremacia do rei sobre os assuntos religiosos”. Padres e bispos foram presos e decapitados, igrejas e mosteiros arrasados, católicos aos milhares foram mortos. Qualquer aproveitador era alçado ao posto de bispo ou pastor. Tribunais religiosos (inquisições) foram montados em todo o país. ( Macaulay. A História da Inglaterra. Leipzig, tomo I, pgna 54 ). Os camponeses da Irlanda pegaram em armas para defender o catolicismo. Foram trucidados impiedosamente pelos exércitos de Cromwell. Ao fim da guerra, as melhores terras irlandesas foram entregues aos ingleses protestantes e os católicos forçados à migrar para o sul do continente. Cerca de 1.000.000 de pessoas morreram de fome no primeiro ano do forçado exílio. Esta guerra criou uma rivalidade entre ingleses protestantes e irlandeses católicos que dura até hoje, e volta e meia aparecem nos noticiários.
ESCÓCIA: O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana”. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )
DINAMARCA: O protestantismo foi introduzido por obra e graça de Cristiano II, por suas crueldades apelidado de “o Nero do Norte”. Encarcerou bispos, confiscou bens, expulsou religiosos e proclamou-se chefe absoluto da Igreja Evangélica Dinamarquesa. Em 1569 publicou os 25 artigos que todos os cidadãos e estrangeiros eram obrigados a assinar aderindo à doutrina luterana. Ainda em 1789 se decretava pena de morte ao sacerdote católico que ousasse por os pés em solo dinamarquês. ( Origem e Progresso da Reforma, pgna 204, Editora Agir, 1923, em IRC )
SUÉCIA: Gustavo Wasa suprimiu por lei o Catolicismo. Jacopson e Knut, os dois mais heróicos bispos católicos foram decapitados. Os outros obrigados a fugir junto com padres, diáconos e religiosos. Os seminários foram fechados, igrejas e mosteiros reduzidos a pó. O povo indignado com tamanha prepotência pegou em armas para defender a religião de seus antepassados. Os Exércitos do “evangélico” rei afogaram em sangue estas reivindicações.(A Reforma Protestante, Pgna 203, 7ª edição, em IRC. 1958)
SUIÇA: O Senado coagido pelo rei aprovou a proibição do catolicismo e proclamou o protestantismo religião oficial. A mesma maldade e vileza ocorreram. Os mártires foram inumeráveis. ( J. B. Galiffe. Notices génealogiques, etc., tomo III. Pgna 403 )
HOLANDA: Aqui foram as câmaras dos Estados Gerais a proibir o catolicismo. Com afã miserável tomaram posse dos bens da Igreja. Martirizaram inúmeros sacerdotes, religiosos e leigos. Fecharam igrejas e mosteiros. A fama e a marca destes fanáticos chegou até ao Brasil. Em 1645 nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante ambos no atual Rio Grande do Norte cerca de 100 católicos foram mortos entre dois padres, mulheres, velhos e crianças simplesmente porque não queriam se “batizar” na religião dos invasores holandeses. Foram beatificados como mártires este ano.Em 1570 foram enviados para o Brasil para evangelizar os índios o Pe Ináciode Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau “S. Tiago” quando em alto mar os interceptou o “piedoso” calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu “evangélico” zêlo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978).
ALEMANHA: Na época era dividida em Principados. Como havia muito conflito entre eles, chegaram no acordo que cada Príncipe escolhesse para os seus súditos a religião que mais lhe conviesse. Princípio administrativo do “cujus regio illius religio”. Os príncipes não se fizeram rogar. Além da administração mundana, passaram também a formular e inventar doutrinas. A opressão sangrenta ao catolicismo pela força armada foi a consequência de semelhante princípio. Cada vez que se trocava um soberano o povo era avisado que também se trocavam as “doutrinas evangélicas” (Confessio Helvetica posterior ( 1562 ) artigo XXX ). Relata o famoso historiador Pfanneri: “uma cidade do Palatinado desde a Reforma, já tinha mudado 10 vezes de religião, conforme seus governantes eram calvinistas ou luteranos” ( Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55)
ESTADOS UNIDOS: Para a jovem terra recém descoberta fugiram os puritanos e outros protestantes que negavam a autoridade do rei da Inglaterra ou da Igreja Episcopal Anglicana. Fugiram para não serem mortos. Ao chegarem na América repetiram com os indígenas a carnificina que condenavam. O “escalpe” do índio era premiado pelo poder público com preços que variavam conforme fossem de homem maduro, velho, mulher, criança ou recém-nascido. Os “pastores” puritanos negavam que os peles vermelhas tivessem alma e consideravam um grande bem o extermínio da nobre raça. EM RESUMO em nenhum país cuja maioria hoje é protestante foi convertida com a bíblia na mão. Foram “convertidos” a fogo e ferro, graças à ambição dos reis e príncipes. Exceção é feita no presente século onde a tática mudou. Agora o que ocorre é uma invasão maciça de seitas de todos os matizes, cores e sabores financiados pelos EUA. Pregam um cristianismo fácil, recheado de promessas de sucessos financeiros instantâneos ou quando não, promovem como saltimbancos irresponsáveis shows de exorcismos e curas às talargadas. Antes matava-se o corpo. Hoje estraçalha-se a razão e o bom senso. Dificilmente se conhece um “evangélico” que não seja de todo um ignorante nas Sagradas Escrituras ou tenha para com a Igreja de Cristo um ódio mortal e uma ignorância lamentável. Cursinhos de “teologia” ou “Apologética” onde pouco ou nada se estuda sobre a Bíblia, os escritos dos primeiros cristãos ou história séria são ministrados aqui e ali para fisgar os incautos que abandonam a Igreja duas vezes milenar fundada por Cristo e herdeira de suas promessas para seguir opiniões de aventureiros fundadores de igrejolas e seitas. Falsos profetas que se enganam e enganam. Cegos condutores de cegos ( MT 15, 14 ). Que rodeiam o mar e a terra, para fazer um discípulo, e quando o fazem o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles ( MT 23, 15 ).
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- 6 de dez. de 2010
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De acordo com o professor de Oxford William Carroll
SANTIAGO DO CHILE, segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Não existe afirmação ou descoberta científica que possa colocar em dúvida a obra criadora de Deus, afirma o professor William Carroll, da faculdade de Teologia da Universidade de Oxford, Inglaterra.
“Nenhuma explicação da mudança cosmológica ou biológica, por mais que afirme estar baseada radicalmente no azar ou no contingente, coloca em dúvida a consideração metafísica da criação, ou seja, a dependência de todas as coisas de Deus como causa. Quando certos pensadores negam a criação apoiando-se em teorias das ciências naturais, estão compreendendo de maneira equivocada a criação ou as ciências naturais, ou ambas”, afirma Carroll em artigo no número 60 da revista Humanitas.
Com isso, ele refuta a teoria defendida pelo cientista Stephen Hawking, de acordo com a qual a criação de universos múltiplos a partir do nada “não requer da intervenção de um ser sobrenatural ou um deus”, mas “surge naturalmente das leis físicas”.
Carroll argumenta, na revista de antropologia e cultura da Pontifícia Universidade Católica do Chile: “As perguntas sobre a ordem, o desenho e o acaso na natureza se referem ‘à maneira ou modo’ da formação do mundo. As tentativas das ciências naturais de explicar estas facetas da natureza não colocam em dúvida o ‘fato da criação’”.
O professor britânico tece uma consideração sobre o recente livro A Brief History of Time, no qual Hawking pretende que as perguntas fundamentais do caráter da existência que intrigaram filósofos por milênios estão agora dentro da competência da ciência, e “a filosofia morreu”. A partir destes argumentos, Carroll convida a uma reflexão sobre o que significa a palavra “criar”, junto com uma análise da capacidade de resposta a esta pergunta a partir das ciências naturais: “a afirmação – de caráter amplamente filosófico e certamente não científico – de que o universo é autossuficiente e não existe nenhuma necessidade de um Criador para explicar porque algo existe é produto de confusões fundamentais enquanto aos âmbitos explicativos das ciências naturais e a filosofia”, escreve.
O teólogo adverte que freqüentemente se cai num “naturalismo totalizador”, que elimina a necessidade de apoiar-se em explicações que transcendam as coisas físicas. “A conclusão que a muitos parece ineludível é que não é necessário recorrer à ideia de um Criador, ou seja, a qualquer causa que esteja fora da ordem natural”.
A negação da existência de um Criador se deve, segundo Carroll, a que se supõe que ser criado requer que haja um começo temporal. Por isso, vincula-se a aceitação ou recusa de um Criador à da acolhida da explicação de um fenômeno como o Big Bang, pensando que, ao descartar-se a possibilidade deste evento original, elimina-se a necessidade de recorrer a um Deus como explicação causal. Entretanto, continua o autor, “um universo eterno não seria menos dependente que um universo temporal”.
Ele argumenta que a criação não é uma mudança a partir de algo já existente: “a criação é causa radical de toda existência ou tudo que existe. A criação não é uma mudança. Causar totalmente a existência de algo não é produzir uma mudança em algo, ou trabalhar num material existente ou com o mesmo. Quando se diz que um ato criativo de Deus se produz ‘a partir do nada’, isto significa que Deus não utiliza nada ao criar tudo o que é; não significa que exista uma mudança do ‘nada’ para ‘algo’.
Com isso, ele se opõe à teoria de Hawking, de acordo com a qual a criação significa simplesmente “colocar o Universo em movimento”.
“É um erro empregar argumentos das ciências naturais para negar a criação; mas também é um erro recorrer à cosmologia como confirmação da criação. A razão pode conduzir ao conhecimento do Criador, mas o caminho se encontra na metafísica e não nas ciências naturais”, escreve Carroll.





