top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

O prêmio é outorgado pelo progresso da religião


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI expressou sua satisfação pela entrega do Prêmio Templeton 2008 (www.templetonprize.org) para o progresso da religião ao sacerdote e cosmólogo polonês Michal Heller.

O prêmio, entregue nesta quarta-feira em Londres, durante uma cerimônia privada em Buckingham Palace, pelo príncipe Felipe, duque de Edimburgo, premia o progresso conseguido por pe. Heller pela pesquisa no campo das relações entre ciência e religião.

O sacerdote, professor de Física Teórica, Cosmologia Relativista e Filosofia da Ciência na Academia Pontifícia de Teologia de Cracóvia, destacou-se por sua teoria sobre as origens e a causa do universo, elaborada através de estudos multidisciplinares nos campos da Física, da Cosmologia, da Teologia e da Filosofia, centradas no interrogante sobre a necessidade de uma causa para a origem do universo.

Para a ocasião, Bento XVI enviou a pe. Heller – nascido em Tarnów em 1936 e ordenado sacerdote em 1959 – uma mensagem assinada pelo arcebispo Fernando Filoni, substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais.

No texto, de 30 de abril de 2008, revela-se a satisfação do Papa pela concessão do Prêmio ao sacerdote em virtude de sua «extraordinária contribuição ao diálogo entre ciência e religião».

O arcebispo Filoni recorda que o Papa sublinhou repetidamente a «importância de um encontro frutífero entre fé e razão, as duas asas sobre as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade, e deseja animar todos aqueles que dedicam sua vida a explorar os profundos conhecimentos que se podem adquirir pela investigação científica desenvolvida no contexto da fé religiosa».

Por este motivo, acrescenta, Bento XVI «reza para que seu trabalho no campo da cosmologia e da filosofia possa contribuir para difundir a mensagem de que ‘os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento exalta a obra de suas mãos’ (Sal 18, 2)».

Sir John Templeton instituiu o Prêmio «ao progresso para a investigação ou os descobrimentos sobre as realidades espirituais» em 1972.

Sua dotação econômica é a mais elevada do mundo. Este ano supera 1,2 milhão de euros.

O criador do Prêmio estabeleceu que seu valor deve ser sempre superior ao do Nobel para sublinhar que a investigação e os progressos nos descobrimentos espirituais podem ser quantitativamente mais significativos que os das disciplinas reconhecidas pelo Prêmio fundado por Alfred Nobel.

Pe. Heller revelou querer destinar o dinheiro a criar em Cracóvia um centro de pesquisa sobre ciência, titulado Nicolau Copérnico.

A primeira pessoa que recebeu o Prêmio Templeton foi a beata Madre Teresa de Calcutá, em 1973, quando ainda era conhecida só entre os pobres da grande cidade indiana. Um ano depois foi a vez do irmão Roger (1915-2005), fundador da Comunidade Ecumênica de Taizé, França.

Entre as personalidades que obtiveram o reconhecimento, figuram em 1976 o cardeal Leo Jozef Suenens (1904-1996), arcebispo de Malinas-Bruxelas, descrito como «pioneiro na busca e na temática do movimento da Renovação Carismática», e em 1977 Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, por ter favorecido o compromisso laical e o diálogo entre os cristãos das diversas confissões.

[Para mais informação. www.templeton.org]

 
 
 

O teólogo Ruiz Aldaz comenta a relação entre fé e razão

PAMPLONA, domingo, 18 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- O encontro do cristianismo com o helenismo foi providencial. Destaca isso o teólogo Ruiz Aldaz nesta entrevista concedida a Zenit, na qual aborda os temas que Bento XVI colocou em sua conferência em Ratisbona, ou seja, a relação entre fé e razão sobre a base comum da busca da verdade.

O professor Ruiz Aldaz discute este tema em seu livro «O conceito de Deus na teologia do século II. Reflexões de J. Ratzinger, W. Pannenberg e outros» (Eunsa).

Ruiz Aldaz recorda que o Papa, em sua conferência em Ratisbona, sublinhava precisamente a «coincidência de fundo entre a revelação bíblica e a filosofia grega».

Ruiz Aldaz (Pamplona, 1969) é sacerdote da diocese de Pamplona – Tudela e professor de Teologia na Universidade de Navarra. Entre seus estudos se destaca a reflexão sobre a Trindade e a teologia de São Gregório de Nisa.

–Em Ratisbona o Papa aludiu ao encontro entre cristianismo e filosofia grega. Você em seu livro afirma que o encontro do cristianismo com o helenismo foi providencial. Por quê?

–Ruiz Aldaz: Um dos permanentes centros de atenção do magistério de Bento XVI é a estreita relação que existe entre fé e razão. Em suas próprias palavras, a fé é «amiga da inteligência». Sua aula em Ratisbona em setembro do ano passado sublinhava precisamente a coincidência de fundo entre a revelação e a filosofia grega: o que não é conforme a razão é contrário à natureza de Deus.

Aristóteles começa sua grande obra de metafísica afirmando que todos os homens desejam saber. A aspiração a conhecer a verdade do divino, do próprio homem e do mundo pertence à essência do espírito humano.

Os filósofos da antiga Grécia tiveram o mérito de desenvolver uma ciência para conhecer a verdade exercitando as capacidades da inteligência humana. A grande questão que a inteligência humana se propõe é a questão da verdade.

A fé cristã é uma mensagem verdadeira. Se nos interessa a fé é porque é verdade. Se limitasse a ser um relato fantástico, seria boa literatura, mas não chegaria a satisfazer a aspiração mais profunda do espírito humano: encontrar o Deus vivo e verdadeiro.

Por isso, a fé precisa da razão: para mostrar o grau de seriedade de seu compromisso com a verdade e aprofundar em seu conhecimento. Fé e filosofia se encontram porque ambas buscam a verdade. Daí que possa afirmar-se que o encontro da fé cristã com a filosofia grega fora providencial.

–Assim, o cristianismo se deveria «des-helenizar» do todo ou é bom que conserve este influxo grego?

–Ruiz Aldaz: Os resultados a que conduz o projeto de «des-helenizar» o cristianismo estão patentes na história da teologia. Quando Bento XVI emprega a palavra «des-helenizar», quer dizer arrancar o cristianismo sua dimensão racional. Isto tem muitas conseqüências: significa privar o cristianismo de sua intrínseca relação com a verdade, impedir um autêntico diálogo da fé com os demais saberes, reduzi-lo a um puro fenômeno subjetivo e negar-lhe a legitimidade para entrar nos grandes debates filosóficos e éticos do mundo contemporâneo.

–Que contribuem os teólogos W. Pannenberg, L. Scheffczyk e J Ratzinger ao debate sobre o conceito de Deus nos primeiros teólogos?

–Ruiz Aldaz: Entre 1959 e 1999 se desenvolveu um interessante debate em torno à forma em que os primeiros teólogos empregaram alguns conceitos da filosofia grega para aprofundar no conceito cristão de Deus e propô-lo ao mundo greco-romano.

Os teólogos do século II partiam da convicção de ter conhecido em Jesus Cristo a revelação suprema de Deus. Seu trabalho consistiu em selecionar que conceitos da filosofia grega eram mais apropriados para expressar o mistério do Deus cristão e defini-los de tal forma que não o desfigurassem.

Neste debate participou um considerável número de teólogos de diversas confissões cristãs. Os mais importantes são, com efeito, Pannenberg, Scheffczyk e Ratzinger. Enquanto que Pannenberg, teólogo evangélico, aporta uma postura mais bem crítica deste trabalho, Ratzinger defende a lucidez dos primeiros teólogos ao tomar a filosofia como interlocutora privilegiada e Scheffczyk corrobora a idéia de que em seu esforço intelectual estes teólogos selecionaram com acerto que tipo de conceitos filosóficos eram mais adequados para expressar o conteúdo da fé.

–Deus como «ser pessoal» supera as expectativas da filosofia grega. Que dizia o teólogo Ratzinger sobre isto?

–Ruiz Aldaz: Ratzinger sustenta que na base do politeísmo está a idéia de que por cima das diversas divindades, existe uma lei universal impessoal que governa toda a realidade, inclusive aos deuses do Olimpo. Este é o espírito que impregna o mundo cultural greco-romano: a divindade mais alta não é um ser com o qual o homem possa se comunicar.

Para os gregos, não cabe uma relação pessoal com a divindade primeira. É uma verdade sem religião.

Uma das contribuições decisivas da revelação cristã é afirmar que o único Deus verdadeiro é o que criou tudo com sua inteligência e com seu amor. De acordo com este dado fundamental e com a fé na Encarnação, os primeiros teólogos afirmaram que Deus é um ser com quem o homem pode se comunicar.

É um ser pessoal que estabelece com o ser humano uma relação pessoal de conhecimento e amor. Ou seja, a verdade e a religião guardam uma perfeita harmonia.

 
 
 

Explica o decano de Filosofia do «Regina Apostolorum»

ROMA, sexta-feira, 1º de setembro de 2006 (ZENIT.org).- «Criação e evolução se integram, não se excluem», assegura o Pe. Rafael Pascual, LC, decano de Filosofia e diretor do Mestrado sobre Ciência e Fé no Ateneu Pontifício «Regina Apostolorum» de Roma.

O argumento está sendo tratado em um simpósio a portas fechadas, no qual participam de 1° a 3 de setembro antigos alunos de Joseph Ratzinger na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

Neste contexto, o Pe. Pascual acaba de apresentar na Itália o livro «A evolução, encruzilhada de ciência, filosofia e teologia» («L’evoluzione crocevia di scienza, filosofia e teologia», Editorial «Studium»), no qual se recolhem as atas de um congresso internacional sobre o tema, celebrado em Roma em 2002.

O congresso foi o ponto de partida de um novo projeto: um Mestrado em Ciência e Fé, iniciado no ano acadêmico 2002-2003, e se enquadra no Projeto STOQ («Science, Theology and the Ontological Quest») junto às universidades pontifícias: Gregoriana, Lateranense, Santa Cruz, Salesiana e Angelicum, sob os auspícios de Conselho Pontifício para a Cultura, e com o apoio da Fundação John Templeton.

Entrevistado por Zenit, o pe. Pascual explica que «o debate sobre a evolução está aberto. É preciso distinguir os diversos níveis: científico-filosófico-teológico, sem confundi-los nem separá-los totalmente».

Com relação ao debate sobre o caráter do «desenho inteligente», o Pe. Pascual afirma que «não se trata de uma questão científica, mas filosófica».

«Mas tampouco a negação do finalismo ou o recurso à pura casualidade e à necessidade são científicos», por isto «parece equivocado apresentar o desenho inteligente como uma teoria científica alternativa à teoria da evolução».

À pergunta de se se deve ensinar teoria da evolução nas escolas, o Pe. Pascual respondeu que «sim, mas como teoria científica, com os argumentos a favor, mas também reconhecendo os limites e os problemas ainda sem resolver, e não como ideologia, como uma espécie de dogma absoluto, definitivo e indiscutível».

Então, criacionismo ou evolucionismo? «Nem um nem outro, mas criação e evolução –responde. Enquanto criacionismo e evolucionismo são em si incompatíveis, não o são criação e evolução, que, pelo contrário, se encontram em dois níveis diferentes, e são compatíveis.»

O decano de Filosofia recorda o livro «Criação e pecado», do então cardeal Joseph Ratzinger, onde se lê: «Não podemos afirmar: criação ou evolução. A fórmula exata é criação e evolução, porque duas coisas respondem a duas perguntas diversas. O relato do pó da terra e do alento de Deus não nos narra como o homem teve origem. Ele nos diz o que é. Nos fala de sua origem mais íntima, ilustra o projeto que está por trás dele. Vice-versa, a teoria da evolução trata de especificar e descrever processos biológicos. Não consegue, ao contrário, explicar a origem do ‘projeto’ homem, explicar sua derivação interior e sua essência. Nós nos encontramos, assim, frente a duas questões que se integram, não se excluem».

Em conclusão, o Pe. Pascual sublinha que «deve-se distinguir entre teoria (ou teorias) da evolução e darwinismo, e logo, dentro do mesmo darwinismo, entre elementos de caráter científico e aqueles de tipo filosófico ou ideológico. Não se deve confundir a ciência com o cientificismo».

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis