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SANTO ANTÔNIO, OU COMO FICOU MAIS CONHECIDO, SANTO ANTÃO, O EREMITA



Antônio vem de ana, “embaixo”, e tenens, “aquele que abraça as coisas do alto e despreza as da terra”. Aliás ele desprezou o mundo que é imundo, inquieto, transitório, enganador, amargo. Eis o que diz Agostinho a esse respeito: “Ó mundo imundo, por que tanto barulho? Por que se aplica em nos perder? Por que quer nos reter e foge? Que faria, se fosse permanente? Quem você não enganaria se fosse doce e não apenas mentiras amargas que parecem doces?”. Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Vida.



Antônio tinha vinte anos quando ouviu ler na igreja: “Se você quiser ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”. Ele então vendeu todos os seus bens, distribuiu-os aos pobres e levou uma vida eremítica. Teve, por isso, de suportar incontáveis tormentos da parte dos demônios.



Certa vez em que, ajudado pela fé, superou o desejo de fornicação, rezou e pediu para ver o diabo que seduzia os jovens. Este então apareceu sob o aspecto de um menino negro e confessou-se vencido por ele, que por sua vez disse: “Você é tão pequeno, que daqui para a frente não o temerei mais”.




Outra vez, quando penitenciava num túmulo, uma multidão de demônios surrou-o com tal violência que a pessoa que lhe trazia comida Levou-o nos ombros pensando que estivesse morto. Quando todos choravam seu falecimento, Antônio recobrou Vida e fez com que seu servidor o levasse de volta para o mesmo túmulo. Novamente ali estendido, apesar da dor de seus ferimentos desafiava os demônios para novas lutas, Estes então lhe apareceram sob a forma de diferentes feras, que dilaceraram seu corpo a dentadas, chifradas e unhadas. Mas de repente apareceu uma claridade admirável que pôs os demônios em fuga, e Antônio imediatamente sarou. Tendo reconhecido que Cristo estava ali, falou: “Onde você estava, bom Jesus? Onde estava? Por que não estava aqui desde o começo para me socorrer e curar minhas feridas?”. O Senhor respondeu: “Antônio, eu estava aqui, mas ficava vendo-o combater. Como você lutou com vigor, tornarei seu nome célebre em todo o universo”



Seu fervor era tão grande, que no momento em que o imperador Maximiano massacrava os cristãos, ele seguia os mártires a fim de merecer ser martirizado com eles e Ficava desoladíssimo por não receber esse favor.




Viajando por outro deserto, encontrou um prato de prata e pôs-se a dizer consigo: “Como este prato está aqui, onde não se vê vestígio humano? Se um viajante o tivesse derrubado não teria deixado de perceber, tão grande é isso, diabo, é um artificio da sua parte, mas você nunca poderá mudar minha vontade”. E, ao dizer isso, o prato desapareceu como fumaça Pouco tempo depois, encontrou uma grande massa de ouro puro, mas fugiu dela como se fosse fogo. Chegou assim a uma montanha, onde passou vinte anos, durante os quais se tornou ilustre por inúmeros milagres.




Uma vez, quando estava em êxtase, viu o mundo inteiro cheio de redes enlaçadas umas nas outras e exclamou: “Ó, quem poderá se soltar delas?”. E ouviu uma voz dizer: “A humildade”. Outra vez, os anjos começaram a erguê-lo no ar, mas vieram os demônios e impediram-no de passar, argumentando com os pecados que cometera desde o nascimento. Os anjos disseram aos demônios: “Vocês não devem contar as faltas que foram apagadas pela misericórdia de Cristo, mas se sabem de outras que ele tenha cometido desde que se fez monge, apresentem-nas”. E como não podiam apresentar nada, Antônio foi livremente elevado pelos anjos antes de ser novamente colocado no solo.




Eis o que o próprio Antônio contou: “Um dia, vi um diabo de extraordinária estatura, que ousou se dizer força e providência de Deus, e dirigiu-me estas palavras: ‘O que você quer que eu te dê, Antônio?’ Mas eu lhe cuspi na cara, joguei-me sobre ele em nome de Cristo e ele logo desapareceu”. O diabo apareceu-lhe outra vez como um enorme gigante, cuja cabeça parecia tocar o céu. Antônio perguntou quem ele era e soube que era Satanás, que em seguida perguntou: “Por que os monges me atacam e por que os cristãos me amaldiçoam”. Antonio respondeu: “Eles têm razão, porque você os importuna frequentemente com seus ardis”. E o diabo insistiu: “Não os importuno, em absoluto! Eles é que se atrapalham uns aos outros, porque estou reduzido a nada, já que Cristo reina agora por toda parte”.





Certo dia um arqueiro viu o beato Antônio alegre com os irmãos, e isso o indignou. Então Antônio disse: “Ponha uma flecha em seu arco e atire”. O arqueiro assim o fez, e como lhe foi pedido que assim o fizesse uma segunda e uma terceira vez, falou: “Se continuar atirando tantas vezes, poderei quebrar meu arco”. Antonio replicou: “O mesmo ocorre no serviço a Deus. Se quiséssemos persistir nele excessivamente, logo estaríamos quebrados. Convém, pois, descansar algumas vezes”. Tendo ouvido isso, o homem retirou-se, edificado.




Uma pessoa perguntou a Antônio: “O que devo fazer para agradar a Deus”. Antônio respondeu: “Aonde quer que vá, vá sempre tendo Deus diante dos olhos; em suas ações, apóie-se no testemunho das Sagradas Escrituras; em qualquer parte delas que você se detenha, não a deixe depressa demais. Observe esses três pontos, e será salvo”.




Um abade perguntou a Antônio: “Que devo fazer?”. Antonio respondeu: “Não confie na sua própria justiça; domine seu ventre e sua língua; esqueça as coisas passadas”. Depois acrescentou: “Assim como os peixes morrem se ficam algum tempo na terra, também os monges que ficam fora da sua cela e convivem com as pessoas do mundo logo perdem a resolução que tomaram de viver em retiro”. Antonio disse ainda: “Quem adota a solidão e nela permanece é libertado de três inimigos: a audição, a fala e a visão, e então só lhe resta lutar contra um, seu coração”.




Alguns irmãos vieram com um ancião visitar o abade Antonio, que lhes disse: “Vocês têm um bom companheiro neste ancião”. Depois Perguntou a este: “Eles são bons monges, abade?”. Este respondeu: “São bons, mas a casa deles não tem porta, e quem quiser entra no estábulo e solta o asno”. Com isso queria dizer que facilmente chegava-lhes aos lábios aquilo que tinham no fundo do coração.




O abade Antonio disse que há três movimentos corporais, um que Vem da natureza, outro do excesso de alimento, o terceiro do demônio.






Havia um irmão que apenas em parte tinha renunciado ao mundo terreno. porque conservara alguns bens materiais. Antônio disse-lhe: “Vá comprar carne’. Ao trazer a carne, ele foi atacado e mordido pelos cães Então Antônio disse: “Os que renunciam ao século e querem ter dinheiro são de forma semelhante atacados e dilacerados pelos demônios”.




Antônio. em seu deserto, viu-se certa vez oprimido pelo tédio e disse: ‘Senhor, quero ser salvo, mas meus pensamentos não deixam’. Depois disso, levantou-se, saiu e viu alguém que sentava e trabalhava, depois levantava e rezava. Era um anjo do Senhor, que lhe disse “Faça a mesma coisa, e você se salvará’.




Um dia os irmãos interrogaram Antônio sobre o estado das almas. Na noite seguinte uma voz chamou-o: “Levante-se, saia e olhe’. E ele viu um homem muito grande, horroroso, que tocava as nuvens com a cabeça e estendia as mãos para impedir que alguns homens alados voassem para o Céu, mas não podia reter outros que voavam sem dificuldade. Ouviam-se cânticos de alegria mesclados a gritos de dor. Ele compreendeu que era a ascensão das almas, algumas das quais eram impedidas pelo diabo, que as retinha em suas redes e que se lamentava por não impedir o voo dos santos.




Outro dia, quando trabalhava com os irmãos, Antônio ergueu os olhos para o Céu e teve uma visão aflitiva: prosternou-se e rogou a Deus que impedisse o crime que iria ser cometido. Interrogado pelos irmãos sobre a visão, respondeu com lágrimas e soluços que um crime inaudito ameaçava o mundo “Vi”, disse ele, “o altar do Senhor rodeado por uma manada de cavalos que com coices quebravam tudo: a fé católica será destruída por um turbilhão pavoroso e os homens, como cavalos, pilharão as coisas santas’. Depois uma voz fez-se ouvir. “Eles profanarão meu altar com abominações”. Dois anos depois surgiram os arianos.‘ que quebraram a unidade da Igreja, macularam os batistérios e os templos imolaram os cristãos nos altares. como ovelhas.




Um poderoso nobre do Egito. chamado Baláquio. seguidor da seita de Ário, devastava a Igreja de Deus, fustigava as virgens e os monges despindo-os em público. Antônio escreveu-lhe nos seguintes termos: ‘Vejo a cólera de Deus vir se abater sobre você. Pare imediatamente de perseguir os cristãos, antes que chegue a vingança divina, que o ameaça com morte próxima”. O desgraçado leu a carta, escarneceu dela e jogou-a no chão, com imprecações. Depois de ter surrado rudemente seus portadores, respondeu a Antônio: “Assim como você faz com os monges, nós também o submeteremos a uma disciplina rigorosa”. Cinco dias depois, quando montava um cavalo mansíssimo, este derrubou-o, mordeu-o e dilacerou suas pernas, levando-o á morte três dias mais tarde.





Alguns irmãos pediram a Antônio umas palavras de salvação, e ele disse: ‘Vocês ouviram a palavra do Senhor: ‘Se alguém te bate numa face, apresente a outra’”.’ Responderam: “Não podemos fazer isso”. Antônio: ‘Pelo menos suportem com paciência quando forem esbofeteados numa face”. Eles: “Tampouco podemos isso’. Antônio: “Pelo menos prefiram ser golpeados a golpearem”. Eles: “Também não podemos isso”. Então Antônio disse a um discípulo: ” Prepare alguns petiscos para esses irmãos. porque eles são bem delicados”. E dirigindo-se a eles: “O Que vocês precisam é somente de preces”.




Tudo isso pode ser lido nas VIDAS Dos Padres. Quando o bem-aventurado Antônio chegou à idade de 105 anos, beijou seus irmãos e morreu em paz, no tempo de Constantino, que começou a reinar por você lta do ano de 340 do Senhor. Obs: tratasse do filho de Constantino, o grande.



De Varazze, Jacopo, Arcebispo de Gênova, 1229-1298, Legenda Áurea — São Paulo: companhia das Letras, 2003.

 
 
 

O USO DA RAZÃO COMO PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS



Decreto da Congregação do Index (11.6.1855)



Augustin Bonnetty (1798-1879), fundador da revista Annales de philosophie chrétienne (1830), foi um leigo empenhadíssimo na luta contra o racionalismo dominante e preocupou-se, como Bautain, com o problema das relações entre razão e Revelação, concluindo que a razão é incapaz de formular uma “demonstração de Deus e de Seus atributos, do homem e de sua origem, de seu fim e de seus deveres, das regras da sociedade doméstica e civil”. Tudo o que o homem pode alcançar da verdade da religião, ele o recebe dos vestígios da revelação primitiva, filtrada nas tradições da humanidade (tradicionalismo). Bonnetty se filia a uma corrente apologética de reação, muito difundida no século XIX. Citemos apenas os nomes de De Bonald (1754-1840), Lamennais (1782-1854), De Maistre (17541821), Donoso Cortés (1809-1853), Ventura Ráulica (17921861) e outros. Entre eles era muito comum a idéia de que todo teólogo que não fosse tradicionalista devia ser forçosamente racionalista, inclusive os grandes escolásticos.





A Sagrada Congregação do Index, advertida das posições de Bonnetty, enviou-lhe, por intermédio da Nunciatura de Paris, quatro proposições, convidando-o a subscrevê-las se quisesse manter a doutrina da Igreja sobre a capacidade da razão natural de conhecer as verdades da Fé. As três primeiras foram tiradas das que Bautain havia


subscrito em 1840 e da Encíclica Qui pluribus, de Pio IX (9.11.1846); a última é uma defesa da Escolástica, por ele acusada de racionalismo. Pio IX confirmou o decreto da Congregação do Index em 15.6.1855; Bonnetty o publicou nos Annales , depois de té-lo subscrito em 12.7.1855.




Texto de (1867) 224.



Embora a Fé seja superior à razão, jamais pode existir entre elas verdadeira dissensão ou conflito, porque ambas procedem da única e mesma fonte imutável da verdade: Deus, a Perfeição máxima [Deo optimo maximo]. E, assim, mutuamente se ajudam“.




O raciocínio pode provar com certeza a existência de Deus, a espiritualidade da alma e a liberdade do homem. A Fé é posterior à Revelação por isto, não pode ser adequadamente [convenienter] invocada

no debate com os ateus como prova da existência de Deus, nem como prova da espiritualidade e liberdade da alma racional no debate com os seguidores; do naturalismo e do fatalismo.



O uso da razão precede a Fé e a ela conduz o homem, com o auxílio da Revelação e da graça.



Collantes, Justo, A fé católica: documentos do magistério da Igreja, Lumen Christi; Anápolis, GO, 2003.

 
 
 

l. DEFESA DA RAZÃO

1) Proposições subscritas por Bautain (18.11.1835 e 8.9.1840)

Louis Eugéne Bautain (1796-1867), médico e filósofo, professor na Universidade de Strassburg, é um representante qualiEcado do Edeismo do século XIX. Nascido no seio de uma familia profundamente cristã, chegou a perder a Fé, influenciado pelo agnosticismo kantiano. Auxiliado pela piedade e pelo saber de Louise Humann, recuperou a antiga Fé (1822) e reuniu em volta de si um grupo de jovens, alguns deles judeus, que não tardaram em se converter ao catolicismo (M. T. Ratisbonne, Goschler, Level e outros). Ordenado sacerdote em 1828, pouco tempo depois foi encarregado da direção do seminário diocesano (1830) pelo bispo de Strassburg, Dom Lepappe de Trévern. Mas logo começaram os conflitos: a formação kantiana, a experiência da própria conversão e o desejo de modernidade, conjugados à falta de uma sólida formação teológica, induziram-no a procurar uma aproximação da Fé compatível com a desconfiança na razão. Nos seus sermões na catedral combateu a Escolástica, acusando-a de racionalismo; no ensino, defendia a incapacidade da razão para demonstrar os motivos de credibilidade. Esposando as idéias do romantismo católico de Baader e do tradicionalismo de De Bonald, afirmava que a razão era um elemento passivo, no qual é recebido o conhecimento certo da verdade, assim como a vida é recebida de um germe proveniente de um agente anterior. Deste modo, a Fé (fideísmo), transmitida por meio de homens extraordinários (tradicionalismo) na Igreja e na Palavra viva da Sagrada Escritura, é a última garantia das certezas metafísicas que constituem os motivos de credibilidade. Foi grande a influência de Bautain em A. Gratry, L. Ollé-Laprune, M. Blondel, Le Roy, Laberthonniére e outros, a ponto de ser chamado o Newman francês.


O bispo interveio com rapidez e determinação: escreveu uma Instrução pastoral (Avertissement), em que denunciava os erros de Bautain (15.9.1834); afastou-o e a seu grupo da direção do seminário; enviou relatório do ocorrido a Gregório XVI, que aprovou as medidas com um Breve (20.12.1834), manifestando a esperança de submissão de Bautain. De fato, 3 18.11.1835, subscrevia Bautain as seis proposições que lhe foram apresentadas pelo bispo Dom Trévern. Mais tarde, com receio de que sua obra La philosophie du Chistianisme (Strasbourg, 1835) fosse posta no índex, voltou a subscrever as mesmas proposições, levemente alteradas pelo bispo auxiliar, Dom Raess (8.9.1840).


Embora emanadas de uma autoridade local, estas proposições têm valor universal, porque a Congregação do Index as assumiu na causa contra Bonnetty. Damos, a seguir, os dois textos unificados, o que foi acrescentado em 1840 e entre colchetes o que foi suprimido da redação de 1835.


Bautain fundou depois uma congregação religiosa, para cuja aprovação teve de assinar, tanto ele como seus companheiros, um compromisso exigido pela Congregação dos

Bispos e dos Religiosos (26.4.1844). A Congregação teve vida efêmera; Bautain tornou-se então Vigário geral da diocese de Paris, onde santamente morreu.


TEXTO: Kat 59 (1838), supl. 1, XXV; 79 (1841), supl. I, LVI.

1. O raciocínio pode provar com certeza a existência de Deus e a infiinidade de Suas perfeições. A Fé, dom do céu, supõe a [é posterior à] Revelação; por isso, ela

Não pode ser convenientemente [convenablement] invocada no debate com os ateus como prova da existência de Deus”.


2. A [origem divina da, divinité de la] revelação mosaica se prova com certeza pela tradição, oral e escrita, do judaísmo e do cristianismo.


3. A prova [da Revelação cristã] tirada dos milagres de Jesus Cristo, prova sensível e contundente para as testemunhas oculares, não perdeu, de modo algum, sua força e seu esplendor para as gerações posteriores. Esta prova é encontrada com toda a certeza ”a autenticidade do Novo Testamento, na Tradição oral e escrita de todos os cristãos. Por meio desta dupla Tradição é que devemos demonstrá-la ai incrédulo que a rejeita [áqueles que a rejeitam] ou àqueles que, sem admiti-la ainda, a desejam.



4. Não se tem o direito [de modo algum] de esperar de um incrédulo que ele admita a Ressurreição de nosso divino Salvador, sem dela lhe ter dado provas certas; e estas provas são deduzidas [da própria Tradição] pelo raciocínio.



5. Nestas várias questões, a razão precede a Fé e à Fé nos deve conduzir [O uso da razão precede a Fé e a Fé conduz o homem por meio da Revelação e da Graça]“.



6. Por mais enfraquecida e obscurecida que tenha ficado a razão pelo pecado original, restam-lhe ainda clareza e força para nos conduzir com certeza à existência de Deus, à Revelação feita aos judeus por Moisés: e aos cristãos por nosso adorável Homem-Deus [A razão pode provar com certeza a autenticidade da Revelação feita aos judeus por Moisés e aos cristãos por Jesus Cristo].


2) Compromisso de Bautain e de seus companheiros (26.4.1844)

TEXTO: E. DE RÉGNY, L’abbé Bautain, Paris, 1884, 337-338.

(…) Prometemos para o presente e para o futuro jamais ensinar:


1. que, só com a luz da reta razão, sem a Revelação divina, não se possa dar uma verdadeira demonstração da existência de Deus;


2. que, só com a razão, não se possa demonstrar a espiritualidade e a imortalidade da alma ou qualquer outra verdade puramente natural, racional ou moral;


3. que, só com a razão, não se possa ter a ciência dos princípios ou da metafísica, bem como das verdades que dela dependem, enquanto ciência absolutamente distinta da teologia sobrenatural, que se fundamenta na Revelação divina;



4. que a razão não possa adquirir verdadeira e plena certeza dos motivos de credibilidade, ou seja, dos motivos que fazem com que a Revelação divina seja evidentemente crível, tais como são, em especial, os milagres e as profecias e, particularmente, a Ressurreição de Jesus Cristo (…) .

 
 
 
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