top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

O FEMINISMO E O ÓDIO CONTRA A IGREJA

Um determinado bispo anglicano, progressista e adepto de uma religião universal fora da Igreja Católica, é um grande defensor das pautas feministas. Certa vez, disse ele: “Roma e a Ortodoxia são muito, muito, muito masculinas. E ambas têm elevadas doutrinas e devoção pela Santíssima Virgem Maria. Para mim é difícil pronunciar a palavra “Theotokos” em referência à Maria. Embora eu respeite a devoção que Levada e Anthony têm por Maria, acho que chamar Maria de Mãe de Deus é algo que beira a idolatria. Jesus disse: ‘Quem é minha mãe…? Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão e minha irmā e minha mãe’. E, se ela é a Mãe de Deus, que relação tem ela com o que Jesus chama de Abba, Pai? A concepção islâmica popular é de que os cristãos são politeístas: Deus, Jesus, a Mãe d’Ele. Consigo ver de onde tiram essa impressão”.

SUGESTÃO: Continuando com suas “reflexões”, o servo de satanás diz: “Ao lidar com o Vaticano e com a Ortodoxia, fica claro que o tempo está numa escala diferente. Eles trabalham na escala dos séculos – os séculos passados, na maioria das vezes”. Ele ainda vê Sophia como algo feminino em sua essência. O bispo anglicano escreveu um poema dedicado à Sophia, uma “voz feminina da Sabedoria de Deus”, segundo ele. Essas elaborações são um processo de demolição das bases cristãs e de corrupção teológica. Essas maquinações vêm desde o iluminismo, mas temos no século XIX um nome que traz uma filosofia diabólica que se une à fala do bispo anglicano. Trata-se de Helena Blavatsky. Vejamos algumas de suas conspirações:

“As várias cosmogonias mostram que a alma universal arqueana foi encarada por todas as nações como sendo a ‘mente’ do Criador Demiúrgico, a Sophia dos gnósticos, e o Espirito Santo como princípio feminino” (Helena P. Blavatsky, Isis sem véu, vol. 1, 1877).

E o anjo das trevas continua com sua inspiração em homens sem nenhum temor a Deus. “A voz de Sophia nos convoca para sairmos da servidão, Cativos do Faraó e temerosos do amanhecer. Ela nos leva em escuridão pela morte à libertação. Então, para a natureza selvagem, venham peregrinar… Ó, voz de Sophia, fale dentro de nós, ilumine a luta que há no caminho de escuridão para o amanhecer, avive a alegria que estremece dentro de nós, profunda alegria pelo seu chamado à peregrinação. (14 – Charles Gibbs, diretor-executivo da URI, “Hino para um coração desabrochante”, 1996).

Mais um pouco da obra maligna da senhora Helena Blavatsky: “A escritura destes volumes de pouco adiantou se eles não demonstraram, 1, que Jesus, o Cristo-Deus, é um mito inventado dois séculos após a morte do verdadeiro Jesus hebreu; 2, que, portanto, ele jamais teve autoridade para dar a Pedro, ou a qualquer outro, poder plenário; 3, que, mesmo que tivesse concedido tal autoridade, a palavra Petra (pedra) fazia referência às Palavras de Petroma, e não àquele que três vezes o negou; e que, ademais, a sucessão apostólica é uma fraude evidente e manifesta; 4, que o Evangelho segundo Mateus é uma falsificação baseada num manuscrito totalmente diferente. A coisa toda, portanto, é uma imposição que afeta tanto o padre quanto o penitente”. (Helena Blavatsky, Ísis sem véu, vol. 11, 1877).

E também temos falsos católicos como a senhora Annie Imbens-Fransen, uma católica que faz parte de um Conselho Global para união das religiões. Ela se descreve como uma “teóloga feminista”. A seguir, algumas de suas proposições: “Se as pessoas usam o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião para discriminar (sic) as mulheres, estão violando os direitos humanos das mulheres. Em todos esses casos, todas as pessoas têm a responsabilidade de parar essa violência contra pessoas de outra raça e de outro sexo (sic)… Em muitas tradições religiosas, as mulheres não têm permissão de ocupar postos de liderança religiosa, como de rabino, padre, pastor, imame, monge, bispo, papa, etc.. Em religiões que são dominadas pelos homens, a consciência das mulheres é colonizada por vias androcêntricas e patriarcais da realidade. Isso significa que nessas religiões o direito feminino à liberdade de pensamento, consciência e religião foi obscurecido. No cristianismo, os homens constituem o grupo dominante; durante séculos, eles desta de forma se apropriaram do direito de definir como Deus deve ser visto, como o mundo foi criado, e como esse mundo deve ser ordenado segundo a vontade de Deus”

Essa visão feminista da religião vê o sacerdócio e o episcopado, e outros postos de liderança religiosa, como cargos para o exercício do poder. Portanto, as religiões que não permitem lideranças religiosas femininas mantêm as mulheres na impotência e violam os direitos humanos, segundo essas ativistas.

Falando em nome da Igreja Católica, o Papa João Paulo II discordou dessa visão em sua Epístola Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994:

”O fato de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, não ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o sacerdócio ministerial mostra claramente que a não admissão das mulheres à ordenação sacerdotal não pode significar uma menor dignidade sua, nem uma discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma disposição que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do universo (…) Os maiores no Reino dos céus não são os sacerdotes, mas os santos (…) Declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.

 
 
 
  1. O Preconceito humanista Muitos são os autores e estudos que concluem, sobretudo nos aspectos culturais e sociais, que a Idade Média foi uma era decadência. Há historiadores que publicaram estudos com atribuições ao período que vão desde “aquele em que a humanidade não tomou banho” (BESSELAAR, 1974; p. 89 – 95), ou a recorrente alegação de que seria esta a “Idade das Trevas” (FRANCO JÚNIOR, 2016; p. 17 – 19), ou até mesmo a “civilização da barbárie” (INÁCIO & LUCA,1988; p.7). Neste mesmo aspecto, encontra-se ainda menções sobre a falta de liberdade e de direitos das mulheres, perseguições sistemáticas das pessoas que pensavam diferente da Igreja Católica e sua “repulsa pela ciência e pela educação”. Por outro lado, identificam-se referências que atribuem a esta mesma Igreja o reconhecimento de dignidade humana a todos os homens, através de uma motivação à educação na Idade Média; fontes históricas atestam que, neste período, as universidades foram estimuladas semeando as bases da academia moderna; a criação de um direito canônico que pôde ser adaptado aos costumes senhoriais; ou ainda, no final da Idade Média, é possível enxergar as origens do direito internacional com a descoberta do novo mundo (PERNOUD 1996; p.63-74). Os hospitais, por exemplo, muitos historiadores testemunham que “parece dever-se à Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e um corpo de enfermagem” (WOODS JR., apud ALVIN J. SCHMIDT, 2014; p.153). Os direitos humanos individuais, igualmente, tem grandes contribuições da Idade Média, assim como grandes conquistas nas artes, na literatura, nas instituições, na arquitetura nas relações internacionais, todas essas contribuições são visíveis e tem influência no nosso mundo contemporâneo (WOODS JR., 2014; p.179). Para efeito de melhor compreensão desta exposição, importa desvendar a origem desta imagem, que é o que se tem por senso comum histórico nos tempos contemporâneos. Primeiramente, é prudente compreender as influências e produções culturais do movimento humanista chamado renascença, principal fonte dos escritos e estudos utilizados para a qualificação (ou desqualificação) do impacto científico-cultural da Idade Média. A ocorrência do termo “Idade das Trevas”, por exemplo, é atribuída por Hilário Franco à renascença, como consequência de um sentimento identitário de superioridade cultural, em relação ao período medieval: No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito [depreciativo e anticientífico]. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado em relação aos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. Este se via como o renascimento da civilização greco-latina e, portanto, tudo que estivera entre aqueles picos de criatividade artístico-literária de seu próprio ponto de vista, é claro não passara de um hiato, de um intervalo. Logo, de um tempo intermediário, de uma idade média” (FRANCO,2016: p.11).

Delumeau (2017), por exemplo, nos apresenta Petrarca (intelectual humanista italiano do renascentismo) como o criador da noção do tempo obscuro a respeito dos tempos medievais:

[…]que iria durante muito tempo dominar a interpretação da história medieval. Qualificava de «antiga» a época anterior à conversão de Constantino e de «moderna» a posterior, a qual perdurava ainda no século XIV. Ora, para Petrarca, esta idade moderna caracterizava-se pela «barbárie» e pelas «trevas»; ao mesmo tempo, nutria uma admiração apaixonada e quase romântica pelo passado romano”(DELUMEAU, 2017: p.73).

O movimento renascentista nasce sediado na península itálica na crise feudal (séc. XIV-XVI), sob a influência de egressos bizantinos. A presença bizantina pode ser observada em diversos períodos da história europeia. O imperador romano Justiniano (em 535 d.C) terá começado a conceber um verdadeiro programa de restauração do império, que teve como grande alvo a Península Itália. Anos mais tarde (entre 541/42 e 552), a Guerra Gótica (535 d.C a 554 d.C) entraria no que pode se considerar uma segunda fase, com o Rei Totila (rei ostrogodo da Itália) contando com a cumplicidade dos Francos, valendo a Bizâncio a grande capacidade do General Narsés (um camareiro e eunuco pró-monofisita, que era o favorito de Teodora – Imperatriz bizantina – e um homem muito rico), o qual obteve vitórias decisivas em Busta Gallorum – batalha entre ostrogodos e bizantinos em 552, mesmo ano em que Totila encontrou a morte – e na batalha de Mons Lactarius (Salerno), no mesmo ano (MONTEIRO et al, 2016). Este sucesso significou a reentrada da Itália no Imperium Romanum e permitiu a Justiniano, em 554, a reorganização da região, com a promulgação da Constitutio (legislação imperial). Na Hispânia, Justiniano interveio a partir de 552, a pedido do rei visigodo Atanagildo, em revolta contra o rival Agildo; os Bizantinos aproveitaram para se apoderar de Cartagena, de Málaga e de Córdova, assim como do respetivo hinterland; um domínio que, todavia, não conseguiriam manter por muito tempo. Com a queda de Constantinopla em 1453, deu-se o surgimento do Império Turco Otomano, de modo que uma grande elite intelectual de homens bizantinos instruídos nas letras e nas artes migrarem para a Itália, levando para essa região muitos dos elementos da cultura clássica antiga, que fora preservada em Constantinopla. Com isso, exercendo uma grande influência na região da Itália, irromperam o primeiro elemento para o início do movimento renascentista (MONTEIRO; GONÇALVES; GOMES, 2016; p. 64-66-70), além da influência que os cruzados receberam do império bizantino no período das cruzadas (ROPS, 2014; p. 533). A região de Florença, na Itália, foi o epicentro do novo movimento renascentista. Esta cidade tinha o prestígio de ser a base de um movimento de renovação cultural, baseado no humanismo e na reinterpretação dos valores greco-romanos. A conjuntura histórico-sociológica foi a causa do pioneirismo italiano, fazendo-o um grande centro comercial; a consequência foi o formação de uma poderosa classe mercantil, bem como intensa atividade urbana e cultural, herança da antiguidade romana: obras, movimento e história. Dirá-nos o renomado medievalista Delumeau que “o renascimento definiu-se a si mesmo como um movimento virado para o passado – sentido aparentemente oposto ao do nosso mundo moderno, virado para o progresso. O Renascimento queria regressar às origens do pensamento e da beleza” (DELUMEAU, 2017; p.73). A tendência de um discurso de competição dos renascentistas em relação à produção cultural do medievo gerou, entre outras coisas, um arcabouço intelectual de “correligionários” de pensamento convergente e mutuamente referenciado e, por isso, não suficientemente profundo e abrangente a respeito da Idade Média. Há que se considerar que, a consequência disso é a limitação da intelectualidade dos grandes expoentes renascentistas. Delumeau dirá, à respeito do mesmo Petrarca – a quem se atribui a tese do obscurantismo medieval – e suas limitações nas letras que “[…]continuava Cortese, a informação que chega aos dias atuais é de que Petrarca não escrevia em latim suficientemente clássico. Porque nos devemos admirar? «Ao homem nascido no lodo acumulado por todos os séculos, faltavam os ornamentos da arte de escrever. Desde então, fizeram-se progressos” (DELUMEAU, 2017; p.74). A renascença avançou também em outros países europeus, o que se deu a partir do final do século XV. Adotou-se também fora da Itália a noção de um renascimento literário alcançado pelo regresso aos autores da antiguidade. Fazendo uso de formas mais terrenas, imanentistas e concretas, o humanista tinha características bem definidas a respeito de pensar a ciência, a moral, a religião com uma preocupação voltada totalmente ao homem e seu bem-estar individual. Antropocentrismo, resultado desse movimento filosófico-cultural, é aquele caracterizado pelo homem que passa a ser visto como o centro do Universo, e a negação do teocentrismo medieval foi uma das suas características principais, além do individualismo social, motivador da valorização da capacidade de criação e o espírito de competição; o que parece ser a mola propulsora do capitalismo moderno. O racionalismo (característica do antropocentrismo) ganhou uma posição de destaque ao colocar a ciência numa posição superior à religião, onde o experimentalismo passa a estar acima da fé (dogmas). Delumeau nos informa sobre um francês, Jean Despautière, no prefácio do seu Ars versificandi (1516), reconhecia sem dificuldade que tinha sido Petrarca “quem, não sem inspiração divina, inaugurara, por volta do ano 1340, a guerra declarada aos Bárbaros e, lembrando as musas esquecidas, estimulara vigorosamente o estudo da eloquência” (DELUMEAU, 2017; p.74). Todavia, segundo a informação de Delumeau, acreditavam os renascentistas que estavam em uma “guerra aos Bárbaros”. Daí a importância de Erasmo, estamos falando aqui de Erasmo de Roterdã, muitas vezes considerado fora da península itálica de acordo com a expressão de Guillaume Budé (carta de 1517), como co-pai do começo que se deu no nosso tempo». Esta opinião era partilhada por Jacques Charron (ator e diretor de cinema francês) que, quando reeditou os Adágios em 1571, afirmava no prefácio: «Ele [Erasmo] foi o primeiro que resgatou as boas letras na época em que começavam a renascer e a emergir do seu lodo bárbaro. Todavia, com a ajuda do orgulho nacional, foi com Francisco I (Rei da França) que muitos escritores franceses atribuíram o renascimento das letras no seu país. Jacques Amyot dedicava a Henrique II a sua tradução das Vidas de Homens Ilustres, de Plutarco, e declarava: «O grande rei Francisco, teu pai, fundou feliz mente as boas letras e fê-las renascer e florescer neste nobre reino.>> Mas o termo «Renascimento» tem ainda uma ressonância estética que deve aos humanistas e aos artistas da época. A este respeito, Filippo Villani, que compôs no final do século XIV um Livro dos cidadãos famosos da cidade de Florença (DELUMEAU,2017; p. 74). Como pudemos verificar os renascentistas tinham um elevado espírito corporatista e contemporâneo, beirando prepotência. Desenvolveram as bases de seu movimento cultural em uma visão revanchista para com a Idade Média, desconsiderando a contribuição de um passado composto por grandes homens e mulheres que construíram as letras e uma arte. Ainda sobre as mesmas artes Filipo Villani, o mesmo, em sua obra faz o elogio dos pintores florentinos «que recuperaram as artes anémicas e quase extintas», a começar por Cimabue que soube reconduzir a arte à semelhança com a natureza – ambos filhos do medievo. Depois dele, estando assim aberto o caminho para uma arte nova, Giotto, que não só considera a comparação com os ilustres pintores da Antiguidade, mas que os supera em talento e em gênio, devolveu à pintura a sua antiga dignidade e o seu mais elevado renome.

 
 
 

OS CINCO MIL QUE DERAM A VIDA PELA MISSA LATINA

Em 21 de janeiro de 1549, o Parlamento Inglês aprovou o primeiro Livro de Oração Comum por Thomas Cranmer (1489-1556) como substituto da Missa Latina. O Conselho da Regência rapidamente o impôs ao povo da Inglaterra sob pesadas multas quem de recusasse a adorar por esse novo rito.  Após a terceira recusa, um padre poderia ser preso por toda a vida e um leigo perderia toda a sua propriedade.  Apesar dessas penalidades, cerca de 10.000 homens na Cornualha e Devon se levantaram com armas no verão de 1549 e resistiram à imposição tirânica de um novo culto.  Existe um relato de testemunha ocular da resistência católica.  É pelo protestante John Hooker e foi publicado em 1586 como um apêndice da Crônica da Inglaterra de Holinshed.  Hooker admitiu que os católicos do sudoeste lutavam “apenas” pela religião, nada mais.  Outro historiador contemporâneo Charles Wriothesley atestou que os homens de Devon e de Cornualha “fizeram insurreições contra os procedimentos do rei para manter a missa e as cerimônias da lei do papa”. Hooker calculou que no verão daquele ano, 4.000 homens foram mortos em batalha em  defesa da missa e Mais 1.000 foram sumariamente executados sem julgamento depois de serem presos.  Como supostos “traidores”, esses prisioneiros foram enforcados, alguns ainda vivos foram cortados em pedaços apenas por terem ousado defender a maneira como seus antepassados adoravam há mais de mil anos.  Enquanto ouvimos muitas vezes que cerca de 300 Protestantes foram mortos por sua religião no reinado da rainha Mary Tudor – dois terços dos quais Calvino também teria executado – quase nunca ouvimos falar dos 5.000 católicos mortos pela Missa Latina no reinado anterior dela, do seu  irmão Edward VI.  Em seu Catholique Apology (1674), Lord Castlemaine comparou esses católicos a um proprietário em posse imemorial de sua propriedade sendo “expulsos de casa por um estranho”.

 Em 1549, a “reforma” na Inglaterra tinha menos de vinte anos e os protestantes eram praticamente todos os ex-católicos.  Embora Henrique VIII tivesse feito do rei o chefe supremo da Igreja e suprimido os mosteiros, ele não se intrometia no sacrifício da missa, nem na doutrina da presença real.  Antes de morrer em 28 de janeiro de 1547, ele estabeleceu um Conselho de Regência para governar até seu filho Edward VI, que tinha apenas nove anos de idade.  Ele fez com que os membros desse Conselho jurassem que manteriam a religião da Inglaterra como a encontravam até Edward atingir a maioridade.  No entanto, assim que o rei morreu, o Conselho e Thomas Cranmer fizeram seus juramentos.  De maneira semelhante, Cranmer havia violado seu juramento de obedecer ao papa, um juramento que ele fez em Roma em 30 de março de 1533, quando foi nomeado arcebispo de Canterbury;  Elizabeth I também violaria em breve o juramento de sua coroação em 1558, para manter a religião católica, tal como a encontrou no final do reinado de Mary Tudor.  Em 20 de fevereiro de 1547, na coroação do rei Eduardo, Cranmer pregou que a “idolatria” deveria ser destruída, sob o nome que ele incluía “o Ofício de Nossa Senhora, o Rosário, as Missas dos Mortos, jubileus, sinos, santos”.  água, palmeiras, velas e jejuns. ”Um ano depois, em 1548, a“ Grande Pilhagem” começou.  

O Conselho enviou comissários para verificar se todas as imagens foram destruídas, incluindo esculturas, pinturas e vitrais.  Só podemos imaginar a quantidade preciosa de obras de arte que pereceu neste caos talibã.  De acordo com Nicholas Harpsfield, que testemunhou esses eventos, a iconoclastia desse período foi tão profunda que as igrejas acabaram decoradas apenas com passagens do Antigo Testamento que investigavam a “idolatria”. O arquidiácono William Body veio a Helston, na Cornualha, comissionado para  realizar esses sacrilégios.  Em The Western Rising 1549, o padre Philip Caraman nos diz que esse homem pertencia ao “submundo sombrio do serviço de Thomas Cromwell” (aquele Cromwell que era o inimigo de São Tomás More).  Para deter esse arquidiácono, uma multidão de mil fazendeiros, pescadores, sapateiros e outras pessoas comuns se reuniram armados com espadas, arcos longos, aduelas e hauberks.  Quando ele se recusou a ouvi-los, eles o mataram.  De fato, o Segundo Conselho Niceno de 787 anatematizou o iconoclastia e encorajou muito o uso de imagens.  Quando o Conselho da Regência soube desse tumulto, eles enviaram uma força armada para reprimi-lo e executar os líderes.  Em 7 de junho de 1548, o padre da paróquia Martin Geoffrey foi enforcado e esquartejado como traidor. Exatamente um ano depois, em 7 de junho de 1549, ocorreu um levante espontâneo em Bodmin, na Cornualha.  Faltavam dois dias para o Pentecostes, o domingo em que o novo Serviço de Oração de Cranmer deveria substituir a Missa Latina. Mais uma vez, reuniram-se pescadores armados, agricultores e outras pessoas comuns, reunidos pelos prefeitos de Torrington e Bodmin, bem como  por alguns clérigos e nobres de terras (Humphry Arundell, Thomas Pomeroy e John Wynslade).  Esses bravos homens católicos exigiram que os membros do Conselho cumprissem seus juramentos ao rei Henrique e permitissem “as antigas práticas e crenças religiosas dos comuns”. Então, em 10 de junho, um levante semelhante ocorreu no dia seguinte ao Pentecostes, na aldeia de Samp-Ford Courtenay, Devon.  Conforme a lei exigia, o pároco William Harper lera o Livro de Oração Comum de Cranmer, na festa de Pentecostes, mas as pessoas estavam muito zangadas.  Eles voltaram no dia seguinte para dizer a ele que “não teriam mais a nova forma de culto”. A multidão ficou de acordo com sua aprovação quando um alfaiate e um trabalhador pediram ao padre Harper que oferecesse a missa naquele dia em latim como antes.  Um proprietário de outra paróquia se opôs fortemente à multidão, mas eles caíram sobre ele e o mataram.  Os católicos de Devon e Cornwall agora se uniram e começaram a se mover em direção a Londres, erguendo a bandeira das Cinco Feridas que inspiraram os católicos a resistir à supressão de mosteiros na Peregrinação da Graça, treze anos antes.  Atrás dessa faixa, caminhava um padre carregando a Eucaristia sob um dossel, enquanto os homens cantavam canções e hinos.  O padre Caraman compara esta marcha a uma procissão de Corpus Christi.  Chegaram a Plymouth, que cedeu rapidamente, e seguiram para Crediton, onde montaram acampamento. Quando as notícias sobre o Levante Ocidental chegaram a Londres, o Conselho ordenou que fossem suprimidas.  Eles enviaram Peter Carew e John Russell para fazer o trabalho.  Esses dois soldados cruéis e iniciantes haviam sido poderosamente enriquecidos pelas terras dos mosteiros e pela pilhagem de igreja,estavam ansiosos por cumprir as ordens do Conselho e ver “que as ordens de Sua Majestade em relação à religião foram bem obedecidas e executadas”. Mais fácil dizer do que fazer.  Carew foi a Crediton, mas quando os resistentes católicos não o ouviram, ele queimou alguns celeiros, uma ação que levou toda a região contra ele.  A infantaria italiana do século XVI que eram mercenários contratados por Russell, em número de 1,500 soldados, além de algumas centena de soldados profissionais alemães e espanhóis e alguns deles começaram a abandoná-lo em julho, durante o cerco a Exeter, mas os homens da Cornualha e Devon aumentaram em número para 10.000.  O Conselho ordenou que os juízes, alta e baixa nobreza locais levassem um exército de seus servos e inquilinos, mas a ordem foi ignorada.  Tampouco poderia ser criado um exército em Dorset, Somerset e Wiltshire, pois havia uma simpatia generalizada pelos resistentes e a aristocracia fundiária mais antiga não queria servir sob um iniciante como Russell.  Naquela época na Europa, muitos países fizeram uso de mercenários estrangeiros em suas guerras, mas nenhum deles havia usado esses soldados profissionais e endurecidos para subjugar seu próprio povo.  Foi isso que o Conselho decidiu agora fazer.  O tesouro em Londres estava vazio; portanto, os senhores protestantes, desesperados por manter suas terras no mosteiro, levantaram entre si cem mil libras.  Eles pediram a Lord Gray de Wilton, outro soldado implacável, que enviasse mil Lanzknechts (luteranos alemães e valões) e trezentos mosqueteiros italianos para reprimir a ascensão ocidental.  Além disso, Somerset, presidente do Conselho, adicionou 150 arqueiros italianos a essa força.  Ele também aconselhou Russell a espalhar relatos falsos de atrocidades cometidas pelos resistentes católicos, para que houvesse menos simpatia por sua causa.  Era o governo, não os católicos, que cometeria atrocidades naquele verão.  Enquanto isso, os líderes do Levante Ocidental enviaram aos hereges. ”Eles insistiram que o Sacramento fosse reservado e adorado no altar-mor, que ainda houvesse orações pelos mortos, que crucifixos e imagens fossem devolvidos e que“ todas as outras antigas cerimônias antigas ”de“ nossa mãe, a santa Igreja ”, devem ser usadas novamente.  Eles também pediram um retorno de metade dos confiscados. Na época, muitos países fizeram uso de mercenários estrangeiros em suas guerras, mas nenhum deles jamais havia usado esses soldados profissionais e endurecidos para subjugar seu próprio povo.  Foi isso que o Conselho decidiu agora fazer.  terras do mosteiro e dos monges.  Mas, acima de tudo, pediram que o novo serviço de Cranmer fosse descartado: “teremos nosso antigo serviço de matinas, missas, cantos e procissões em latim como era antes”. Eles conheciam a liturgia latina, mas, para muitos na Cornualha,  O inglês era uma língua estrangeira.  Este condado estava intimamente ligado à Bretanha, compartilhando alguns dos mesmos santos celtas, como Petroc e Neot.  Em uma análise cuidadosa dos primeiros 15 artigos de Cranmer, o Conselho não é negociável, como base para o estabelecimento de suas armas.  Os historiadores protestantes concordam que todos os “artigos de nós comuns de Devon e Cornwall” eram sobre religião.  Seu primeiro artigo foi: “Teremos os conselhos gerais e os santos decretos de nossos antepassados observados, guardados e executados, e quem quer que os contrarie, os manteremos como Livro de Oração Comum, o teólogo católico Ernest C. Messenger, em  o volume I da Reforma, da Missa e do Sacerdócio (1936), revela que os católicos da Cornualha e Devon tinham boas razões para resistir ao novo culto.  Em vez de “oferecer um sacrifício”, o serviço estava “celebrando a memória” de um sacrifício.  Em vez de o pão e o vinho serem “feitos” o Corpo e o Sangue de Cristo, eles eram apenas “para nós” o Corpo e o Sangue.  Não havia elevação nem adoração.  E, em vez de oferecer Jesus Cristo ao Pai Celestial nas súplicas te rogamos, o rito de Cranmer ofereceu apenas “nós mesmos” e “nosso sacrifício de louvor e ação de graças”. Finalmente, o novo rito insistiu que havia apenas uma “recepção espiritual na Ceia  . ”A reação de Cranmer ao Levante Ocidental foi reveladora.  Ele não tinha nada além de desprezar os hoi polloi   (Hoi polloi [em grego antigo: οἱ πολλοί, hoi polloi, “os muitos”], é uma expressão do grego que significa muitos ou, no sentido mais estrito, a maioria.  A frase tornou-se conhecida por estudiosos ingleses, provavelmente a partir da Oração Fúnebre de Péricles, como mencionada na obra História da Guerra do Peloponeso de Tucídides, Péricles usa o termo como uma forma de elogiar a democracia ateniense, contrastando com hoi oligoi, “os poucos” (οἱ ὀλίγοι). Seu uso atual teve origem no início do século 19, época em que era geralmente aceito que uma pessoa devesse estar familiarizada com a língua grega e o latim, a fim de ser considerada bem educada.

 A frase era originalmente escrita em letras gregas), chamando-os de “homens ignorantes de Devonshire e Cornwall” e dizendo a eles que “os papistas abusaram de sua ignorância”. Mais tarde naquele verão, ele pregou na Saint Paul’s que “as comoções no oeste e em outros lugares foram uma praga provocada pelo diabo. ”O padre Caraman comenta:“ isso realmente poderia ser esperado de Cranmer, que, como Lutero, não tinha tempo para camponeses e pessoas comuns ”. Enquanto isso, o Conselho culpava a insurreição por padres e “agitadores papistas maliciosos”, uma acusação completamente infundada, uma vez que a resistência havia sido iniciada por leigos, embora alguns padres depois se juntassem a ela.  Em resposta aos 15 artigos, os membros do Conselho abordaram os resistentes como “gente simples e sem estudo” e disseram que, gostando ou não, eles seriam libertados “da escravidão da superstição e do papado”. Eles garantiram falsamente que o novo serviço havia devolvido a Missa ao seu uso na “Igreja Primitiva”, insistindo que o “clero erudito” [que significa Cranmer e Calvino] havia trazido a Missa “para o próprio uso que Cristo deixou, como os apóstolos usavam  e como os santos padres o entregaram, de fato um pouco alterado do que os papas de Roma por seu lucro trouxeram. ”Sim, eles disseram lucre!  Ali estavam homens que se enriqueceram muito ao saquear a Igreja na Inglaterra, mas que ousaram acusar os papas de amar “o dinheiro”!  Eles também alertaram os resistentes de que, a menos que se arrependessem, seriam tratados como “infiéis e turcos”. Além disso, eles censuraram a princesa Maria por recusar o Livro de Orações, mas ela lhes disse que “embora o Conselho tivesse esquecido o rei, seu pai.  e seus juramentos de observar a vontade dele, mas por si mesma ela observaria as leis dele quando ele as deixasse ”até o irmão atingir a maioridade.  Ela os advertiu de que estavam fazendo leis “contrárias” ao “costume de toda a cristandade e (em minha consciência) contra a lei de Deus e de sua Igreja”. Os mercenários chegaram ao sudoeste na última semana de julho.  A primeira batalha foi em Fenny Bridges entre os arqueiros da Cornualha e os arqueiros italianos de Gênova.  Trezentos homens foram mortos de cada lado.  Na Ordem Divina de Cranmer, Michael Davies observa que os mercenários católicos não entendiam a natureza religiosa desse conflito e ficaram perturbados e procuraram a absolvição quando souberam disso mais tarde.  Os camponeses semi-armados de Devonshire eram pouco comparáveis às tropas treinadas e disciplinadas.  Poucos que subiram a colina voltaram novamente;  caíam no verão brilhando como homens corajosos e valentes, por seus lares e altares.  Quase todos os católicos que lutaram nessa batalha foram mortos.  Michael Davies cita o historiador anticatólico J. A. Froude, que não pôde deixar de simpatizar com seus colegas ingleses, apesar da hostilidade à religião deles: “Nunca antes os governantes ingleses usavam os braços de estranhos contra súditos ingleses;  e assim que suas colunas foram vistas, os aldeões de Clyst correram furiosos para cair sobre eles.  Alguém poderia desejar que a melhor causa tivesse encontrado os melhores defensores.  Os camponeses semi-armados de Devonshire eram pouco comparáveis às tropas treinadas e disciplinadas.  Poucos que subiram a colina voltaram novamente;  froude acrescenta que o pregador protestante Miles Coverdale, um ex-monge agostiniano, realizou um culto de ação de graças “entre seus corpos, deitados com membros endurecidos.  , seus rostos voltados para as estrelas. ”No dia seguinte, 4 de agosto, a cavalaria dos Lanzknechts atacou a cidade de Clyst, mas os arqueiros da Cornualha dispararam suas flechas de casas e paredes e se saíram tão bem que o lado católico capturou canhões, disparou,  e pólvora.  No entanto, sem cavalaria, eles não poderiam perseguir o inimigo derrotado e conquistar essa vitória.  Russell ordenou que os mercenários atacassem Clyst novamente e Placa comemorativa dos homens de Saint Ives que morreram na Ascensão Ocidental.  atearam fogo em todas as casas das quais os homens da Cornualha haviam disparado suas flechas.  Dessa maneira, os arqueiros foram expulsos e mortos.  Mil católicos morreram em batalha naquele dia e 900 prisioneiros foram presos e massacrados sem piedade.  O padre Caraman comenta que essa foi uma guerra, como foi conduzida pelos protestantes na Alemanha durante a revolta dos camponeses.  E foi feito com o incentivo de Lutero.  Em 5 de agosto, os mercenários de Russell incluíram os resistentes católicos por todos os lados.  A luta foi feroz Em 3 de agosto, houve uma batalha na charneca acima de Clyst Saint Mary entre os resistentes e os mil Lanzknechts de Grey, compostos por vários regimentos de cavalaria e infantaria.  Esses soldados treinados tinham armas modernas, enquanto os resistentes tinham armas medievais.  mas no final a maioria dos defensores da Missa Latina foi morta.  Os que sobreviveram se posicionaram em Sampford Courtenay, onde o Levante Ocidental começara em Devon.  Russell marchou contra eles e uma batalha ocorreu em 17 de agosto. Aqui os católicos eram em menor número de 4 para 1, devido aos 7 ou 8.000 galeses que se juntaram Forças de Russell.  Quase 600 do nosso lado foram mortos nesta batalha e outros 700 na perseguição que se seguiu.  Alguns se posicionaram em Kings Weston em 29 de agosto, onde todos os presos foram novamente executados no local como traidores.  partes do culto tradicional seriam destruídas.  Edmund Bonner, bispo de Londres, se opôs firmemente ao primeiro Livro de Orações Comuns de Cranmer. Uma vez terminada a luta, Russell deixou os mercenários assolarem e saquearem todo o campo.  Além disso, ele doou as propriedades dos principais resistentes católicos antes mesmo de serem capturados.  Como recompensa, Russell – que, por ter sido um pequeno proprietário de terras, já havia enriquecido com várias doações de terras para mosteiros – foi agora criado Earl of Bedford e recebeu uma propriedade em Londres apenas por ter defendido o novo rito de Cranmer.  O padre Caraman observa que, no século XVIII, Edmund Burke, refletindo sobre a fortuna da família Russell, declarou que repousava em “doações tão grandes” que “para aumentar a credibilidade”. A execução do padre Robert Welsh, vigário de Saint Thomas, foi especialmente  bárbaro.  Ele foi levado para a torre de sua igreja e pendurado ali acorrentado, vestido como sacerdote e adornado com contas, um sino e um aspersor de água benta.  Lá ele ficou não apenas até morrer, mas até que suas roupas apodreceram e apenas seu esqueleto permaneceu.  Quatro dos nobres que fizeram parte da resistência católica foram enviados a Londres, julgados em 26 de novembro e executados como traidores em Tyburn, em 27 de janeiro de 1550. Pelo menos nove padres também foram executados, mas a execução do padre Robert Welsh  , vigário de Santo Tomás, era especialmente bárbaro.  Ele foi levado para a torre de sua igreja e pendurado ali acorrentado, vestido como sacerdote e adornado com contas, um sino e um aspersor de água benta.  Lá ele ficou não apenas até morrer, mas até que suas roupas apodreceram e apenas seu esqueleto permaneceu. 

Da mesma forma, em Oxford, quatro padres foram enforcados das torres de suas igrejas no mesmo verão de 1549. Eles também haviam defendido nossa fé católica.  Depois que a Revolta foi esmagada, observa o padre Caraman, Cranmer publicou em 1550 um panfleto “ácido” contra os “rebeldes”. Ele perguntou com zombaria que decretos dos conselhos gerais eles queriam manter e retratou um padre e seus paroquianos  resmungando em latim sem que os dois lados soubessem o que estavam dizendo.  Em 1550, o Parlamento aprovou um ato contra os livros “papais”, ordenando que, sob pesadas multas, qualquer livro Católico. O martírio dos padres jesuítas Edward Oldcorne e Nicholas Owen, de Gaspar Bouttats, até o ponto, em dezembro de 1548, de chamar sua doutrina de “heresia.  Em 8 de setembro de 1549, o padre Caraman nos diz, o Concílio ordenou ao bispo Bonner que pregasse um sermão em São Paulo, declarando que “todas as pessoas que se rebelavam contra o Soberano incorriam em condenação, uma declaração contrária ao ensino tradicional de que em certas circunstâncias poderia haver  uma rebelião justa ”. Ele foi instruído a dizer ao povo que os“ rebeldes ”de Devon e Cornwall“ deveriam estar no fogo ardente do inferno com Lúcifer ”e que, desde que o magistrado estivesse livre para mudar a liturgia por prazer, se alguém “persistisse mais no uso do serviço latino, sua devoção fora desvalorizada pela desobediência envolvida na prática”. Bonner não cumpriu.  Ele foi preso em 20 de setembro de 1549 e foi privado de seu poder em 1º de outubro. Quatro anos depois, em 6 de agosto de 1553, ele foi libertado pela rainha católica Mary Tudor.  Embora ele não tenha dado a vida pela missa, como os 5.000 homens da Cornualha e Devonshire, ele era pelo menos um confessor.  Em 4 de junho de 1549, o Concílio enviou o primeiro Livro de Oração Comum ao Cardeal Reginald Pole, que estava no exílio, pedindo sua opinião e dizendo que o Livro havia obtido o consentimento unânime dos bispos – uma declaração que Messenger diz  é “uma falsidade absoluta”. Pole respondeu que “Em vista da ascensão no Ocidente, não era necessário que ele desse sua própria opinião sobre o novo livro”. De fato, o sangue desses mártires falava mais eloquentemente do que qualquer teológico.

  dissertação.  A Dra. Anne Barbeau Gardiner é Professora Emerita, Departamento de Inglês, John Jay College, CUNY e é colaboradora regular da The Latin Mass.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis