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IGREJA, IDADE MÉDIA E O PAGANISMO: AS VERDADEIRAS VÍTIMAS DAS NARRATIVAS AO LONGO DA HISTÓRIA.

Há pouco tempo, a estava circulando na internet um vídeo, em que um grupo de estudantes de uma federal dessas da vida ameaçavam a civilização ocidental cristã, dizendo que destruíram tudo o que á Igreja construiu, trocando a cultura cristã pelo paganismo grego/romano, isso é sinal de que ou não conhecem a cultura pagã antiga ou se conhecem são pessoas totalmente tomadas pelo mal em toda a sua plenitude, a conversa é sempre a mesma, desinformação e nada mais, o que já não se sustenta nos nossos dias. Depois de muitos séculos de mentiras e acusações sobre um período de aproximadamente mil da história, a contemporaneidade finalmente, passou a ver a Idade Média com os olhos dela própria, não com os daqueles que viveram ou vivem no outro momento. Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não a de divulgar o passado. Logo, podemos entender que o único referencial possível para se ver a idade média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborado, para concretizar a inúmeras novas metodologias e técnicas e a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo. Sem risco de exagerar, pode-se dizer que o medievalismo se tornou uma espécie de carro chefe da historiografia contemporânea, ao propor temas, experimentar métodos, rever conceitos, dialogar intimamente com outras ciências humanas.

Sendo a história em processo, naturalmente se deve renunciar a busca de um fato específico que ter inaugurado ou encerrado um determinado período. Mesmo assim os problemas permanecem vivos pois não há unanimidade sequer quanto ao século em que se deu a passagem da antiguidade para a idade média. Tampouco há acordo No que diz respeito à transição dela para a modernidade. Mas ainda e agora apesar da existência de estruturas básicas ao longo daquele milênio, não se pode pensar, é claro, no imobilismo. Passou sem intenção é subdividida a história medieval em frases que apresentam certa unidade interna. Mas também aqui não chega a haver consenso entre os historiadores. A periodização que proponho nesse trabalho sobre a Idade Média não é a única aceita, mas creio que é a mais adequada a maneira como descrever os eventos com seus detalhes e um compartimento com a antiguidade clássica e eventos contemporâneos.

Começando com um comparativo, deve-se ressaltar que na Antiguidade, as crianças com deficiência, independentemente de quaisquer que fossem as suas especificidades, eram consideradas como pessoas castigadas e rejeitadas pelos seus Deuses; posteriormente, não eram legitimadas como filhos pelas suas famílias. Com efeito, Platão e Aristóteles, com toda clareza, já defendiam a ideia de eliminar as crianças fracas, (…) nas cidades de Atenas e em Esparta havia uma lei que não apenas defendia como também fomentava o genocídio de crianças com deficiência. DO DIREITO À VIDA (art.5, Caput) | Parte III

A eutanásia é a boa morte da pessoa que sofre de uma enfermidade incurável ou bastante penosa, que tende a truncar uma agonia demasiadamente cruel e prolongada.

Consiste na morte sem sofrimento físico. Por muitos, a eutanásia é vista como ato de bondade e humanismo, pois com compaixão se proporciona ao doente incurável a morte tranquila, tirando-o de uma vida de sofrimentos e desesperos. Conforme Cabette (2009, p. 19), o termo eutanásia foi proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra Historia vitae et mortis. Contudo, há quem defenda que a origem deste vocábulo é mais antiga, encontrado na Carta de Ático, escrita por Cícero (106-43 a.C.), sendo designado como morte digna, honesta e gloriosa. Também há notícia de que este termo tem sido usado desde a época do Imperador Augusto e do historiador romano Suetônio. Por fim, na Epístola a Lucílio (Carta 77), Sêneca usou a palavra eutanásia para descrever a arte da boa ou doce morte.

As pessoas que não se enquadravam no padrão social considerado “normal”, seja em decorrência de problemas na sua concepção ou nascimento, seja por fatores externos como guerras, acidentes naturais, entre outros, eram considerados empecilhos ou “peso morto”, sendo por isso geralmente abandonadas ou relegadas ao isolamento, sem que isso fosse considerado errado pelas demais pessoas. Acontecia uma espécie de seleção natural onde apenas os mais fortes sobreviviam e se estabeleciam. Em civilizações tidas como os pilares das sociedades em que hoje vivemos o que caracterizava a deficiência segundo alguns historiadores da antiguidade eram essencialmente a falta ou o acréscimo de membros em seus corpos; Na Grécia antiga especialmente na cidade de Esparta, por exemplo, quando uma criança nascia, os pais apresentavam-na a funcionários do Estado que avaliavam se a “robustez” do recém-nascido valeria o esforço que sua educação exigiria. Se não valesse, o bebê seria jogado do alto do monte Taigeto, localidade onde eram destinados todos os recém-nascidos com alguma deficiência que agredisse a estética quase que perfeita dos espartanos. Considerava-se ilógico, diz um historiador da antiguidade:

“Selecionar as crias dos cavalos e dos cães e deixar viver os filhos nascidos de idiotas ou de velhos doentes. Era preferível, tanto para a criança como para o Estado, promover a morte do bebê que a natureza tinha tornado inapta para a vida. (Historiador Desconhecido, Apud Grimberg, 1989, p. 6, 7)”.

É de se compreender tão grande falha nas palavras do historiador desconhecido, uma vez que na Esparta da antiguidade as leis e a organização social tinham como finalidade criar um poderoso povo de guerreiros então não poderia haver nesta sociedade “monstruosidades” que pudessem macula a vontade de um povo, não quero dizer aqui que a aristocracia espartana era feita de homens e mulheres sem coração muito pelo contrário, segundo Carl Grimberg (1989), um historiador Sueco, as mulheres espartanas eram mães admiráveis, uma vez que para elas a maternidade era uma benção dos deuses. Os hebreus viam, na deficiência física ou sensorial, uma espécie de punição de Deus, e impediam qualquer portador de deficiência de ter acesso à direção dos serviços religiosos. A Lei das XII Tábuas, na Roma antiga, autorizava os patriarcas a matar seus filhos defeituosos, ou seja, os romanos já tomavam posições bem mais drásticas em relação às pessoas com deficiência. Basta observar o que afirmava Sêneca: “Matam-se cães quando estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos e os recém-nascidos monstruosos; se nascerem defeituosos e monstruosos afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis. (Sêneca, Apud Silva, 1986, p. 129)”.

Em uma pequena depressão em um solo na cidade de Atenas, na Grécia, um pinheiro retorcido, quase que no formato de um ponto de interrogação, aponta o local de um mistério de 85 anos, mas que remete a tempos muito mais longínquos. Em 1930, um grupo de arqueólogos iniciou uma escavação na Ágora, principal mercado público da cidade, e, entre monumentos e outros prédios, encontrou um poço com 450 esqueletos de bebês e centenas de ossadas de cachorros. O grande número de recém-nascidos intrigou os pesquisadores por décadas. Na última semana, uma pesquisa colocou um ponto final nesse enigma e ajudou na compreensão sobre a infância e o espaço público na Grécia Helenística.

As revelações das escavações mostram como a concepção de infância e até mesmo a visão sobre o espaço público se modificaram através dos tempos.

— A infância não era algo tão idealizado quanto é em nossa sociedade. A pesquisa também mostra a relação desses atenienses não só com a morte, mas com o próprio espaço público. Esse poço estava no centro cívico, perto de residências e do comércio. Isso mostra que essas crianças não eram vistas como pessoas, propriamente, uma vez que não passaram pelos mecanismos de integração à família e à cidade — analisa Mariana Virgolino, doutora em História Antiga pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

A eutanásia é uma prática antiga.

Os brâmanes abandonavam as crianças que consideravam de má índole na selva. Os esquimós matavam seus familiares que tivessem qualquer doença incurável. Na Índia eram feitas cerimônias públicas nas quais os doentes em estado grave tinham suas bocas e narinas obstruídas com lama sagrada e em seguida eram jogados no rio Ganges. Em certas tribos selvagens os filhos tinham que comer parte do corpo de seu pai enfermo, sendo que este ficava bastante satisfeito com este ritual sagrado, uma vez que sua vida teria prosseguimento, já que o estômago de seu filho seria sua sepultura. Em Atenas, todo aquele que chegasse aos 60 anos de idade era envenenado, já que não traria mais contribuição à guerra e todo aquele que estivesse exausto de sua vida e de seus deveres para com o Estado podia procurar a magistratura a fim de manifestar sua vontade de ser envenenado. Esse pedido costumava ser concedido. Já os nômades sacrificavam os seus enfermos que não conseguissem transportar, pois essa atitude era melhor do que abandoná-los aos inimigos ou às condições instáveis do clima. Na Grécia Platão e Aristóteles eram a favor da prática da eutanásia. Esses filósofos consideravam correta a prática da eutanásia e do abandono de recém-nascidos com más-formações ou anomalias. Nessa época o Estado não tinha o dever de manter viva uma criança que fosse inútil, e a família dessa criança tinha vergonha de ter uma pessoa incapacitada para a guerra. Em Roma, era comum serem lançados ao mar deficientes mentais. Também nesse período os gladiadores gravemente feridos tinham seu sofrimento aliviado. Na Idade Média, conforme explica Asúa (2003, p. 26-27), percebe-se que a eutanásia era tida como um ato de misericórdia, sendo praticada em casos de feridas e acidentes graves ou doenças crônicas. Devidos às pestes e epidemias, a eutanásia passou a ser comum neste período. Em Esparta as crianças pobres e raquíticas eram consideradas pelo Estado um fardo pesado, pois não viam nestas condições de serem grandes guerreiros. Assim, eram jogadas do monte Taíjeto. No Egito, Cleópatra e Marco Antônio fundaram um local a fim de realizarem experiências para descobrir qual a maneira de morrer menos dolorosa. Lombroso, informa que até 1660 era comum que velhos e doentes fossem mortos por sua família. Entre os homens ilustres da Grécia estão as palavras de Platão: “Se o homem leva uma vida desordenada, desmedida entregue aos Prazeres, os médicos e o estado deveriam ocupar-se constantemente dele, e isto não seria justo. Por conseguinte, estabelecerás em nossa República uma medicina e uma jurisprudência que sejam como acabamos de dizer, e que se limitem ao cuidado dos que receberam da natureza um corpo são e uma alma bela. Quanto àqueles cujo corpo está mal constituído, deixa os morrer, e serão castigados com a morte aqueles cuja alma é naturalmente má e incorrigível (Platão a república livro 2). Nos tempos de Roma pagã, a sentença de morte estendia-se inclusive aqueles cujo único delito consistia em praticar sua fé pacífica e privadamente, como no caso dos cristãos que sofreriam as mortes mais atrozes e horrendas que se conhecem, sendo habitual, por exemplo, atirá- los aos leões para o regozijo de uma plebe amorfa e ignorante. A este respeito, explica o sacerdote espanhol Iraburu: “As perseguições romanas contra os cristãos, dentro de um mundo de altura jurídica, são um gravíssimo atentado contra a justiça. Não tratam de castigar atos criminosos, mas pretendem penalizar a homens e mulheres pelo simples fato de confessar-se cristãos. Aplicam, além disso, penas duríssimas: degradação cívica, Cárcere, exílio, envio às minas do Estado, desapropriação dos bens, morte pela espada, a cruz, o fogo, o afogamento ou as fé. E todas estas penas estão normalmente precedidas de terríveis tormentos, nos quais a autoridade Imperial tenta dobrar a vontade do mártir cristão, quando este se obstina em manter sua fé. Os judeus, Como já se comentou, executavam está pena, além dos Blasfemos, sobre os bruxos, pecadores sexuais e outros ofensores leves, queimado-os vivos, estrangulando-os, apedrejando-os ou passando-os a Fio da Espada: eram as penas estipuladas nos códigos judeus, Como assinala David goldstein.

Então agora ao final desse texto, eu pergunto aos que criticam a cultura cristã ocidental, você sabia que os orfanatos foram criados pela Igreja? O sentimento de caridade em toda sua grandeza só foi possível com a mensagem da cruz, a caridade é o Amor ao próximo em toda a sua grandeza, isto só foi possível com o cristianismo, se você realmente acredita que uma volta ao paganismo é uma boa alternativa cultural, eu só posso dizer que você não entendeu o Amor da morte da Cruz por Jesus Cristo, não consegue ver o seu próximo como a si mesmo, não é capaz de amar sem esperar receber, você é só um egoísta que quer um paganismo para mostrar o seu hedonismo, eliminar quem te incomoda, mas tenho que lhe dizer que está perdendo tempo, o Amor vencerá.

 
 
 

O USO DA RAZÃO COMO PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS



Decreto da Congregação do Index (11.6.1855)



Augustin Bonnetty (1798-1879), fundador da revista Annales de philosophie chrétienne (1830), foi um leigo empenhadíssimo na luta contra o racionalismo dominante e preocupou-se, como Bautain, com o problema das relações entre razão e Revelação, concluindo que a razão é incapaz de formular uma “demonstração de Deus e de Seus atributos, do homem e de sua origem, de seu fim e de seus deveres, das regras da sociedade doméstica e civil”. Tudo o que o homem pode alcançar da verdade da religião, ele o recebe dos vestígios da revelação primitiva, filtrada nas tradições da humanidade (tradicionalismo). Bonnetty se filia a uma corrente apologética de reação, muito difundida no século XIX. Citemos apenas os nomes de De Bonald (1754-1840), Lamennais (1782-1854), De Maistre (17541821), Donoso Cortés (1809-1853), Ventura Ráulica (17921861) e outros. Entre eles era muito comum a idéia de que todo teólogo que não fosse tradicionalista devia ser forçosamente racionalista, inclusive os grandes escolásticos.





A Sagrada Congregação do Index, advertida das posições de Bonnetty, enviou-lhe, por intermédio da Nunciatura de Paris, quatro proposições, convidando-o a subscrevê-las se quisesse manter a doutrina da Igreja sobre a capacidade da razão natural de conhecer as verdades da Fé. As três primeiras foram tiradas das que Bautain havia


subscrito em 1840 e da Encíclica Qui pluribus, de Pio IX (9.11.1846); a última é uma defesa da Escolástica, por ele acusada de racionalismo. Pio IX confirmou o decreto da Congregação do Index em 15.6.1855; Bonnetty o publicou nos Annales , depois de té-lo subscrito em 12.7.1855.




Texto de (1867) 224.



Embora a Fé seja superior à razão, jamais pode existir entre elas verdadeira dissensão ou conflito, porque ambas procedem da única e mesma fonte imutável da verdade: Deus, a Perfeição máxima [Deo optimo maximo]. E, assim, mutuamente se ajudam“.




O raciocínio pode provar com certeza a existência de Deus, a espiritualidade da alma e a liberdade do homem. A Fé é posterior à Revelação por isto, não pode ser adequadamente [convenienter] invocada

no debate com os ateus como prova da existência de Deus, nem como prova da espiritualidade e liberdade da alma racional no debate com os seguidores; do naturalismo e do fatalismo.



O uso da razão precede a Fé e a ela conduz o homem, com o auxílio da Revelação e da graça.



Collantes, Justo, A fé católica: documentos do magistério da Igreja, Lumen Christi; Anápolis, GO, 2003.

 
 
 

l. DEFESA DA RAZÃO

1) Proposições subscritas por Bautain (18.11.1835 e 8.9.1840)

Louis Eugéne Bautain (1796-1867), médico e filósofo, professor na Universidade de Strassburg, é um representante qualiEcado do Edeismo do século XIX. Nascido no seio de uma familia profundamente cristã, chegou a perder a Fé, influenciado pelo agnosticismo kantiano. Auxiliado pela piedade e pelo saber de Louise Humann, recuperou a antiga Fé (1822) e reuniu em volta de si um grupo de jovens, alguns deles judeus, que não tardaram em se converter ao catolicismo (M. T. Ratisbonne, Goschler, Level e outros). Ordenado sacerdote em 1828, pouco tempo depois foi encarregado da direção do seminário diocesano (1830) pelo bispo de Strassburg, Dom Lepappe de Trévern. Mas logo começaram os conflitos: a formação kantiana, a experiência da própria conversão e o desejo de modernidade, conjugados à falta de uma sólida formação teológica, induziram-no a procurar uma aproximação da Fé compatível com a desconfiança na razão. Nos seus sermões na catedral combateu a Escolástica, acusando-a de racionalismo; no ensino, defendia a incapacidade da razão para demonstrar os motivos de credibilidade. Esposando as idéias do romantismo católico de Baader e do tradicionalismo de De Bonald, afirmava que a razão era um elemento passivo, no qual é recebido o conhecimento certo da verdade, assim como a vida é recebida de um germe proveniente de um agente anterior. Deste modo, a Fé (fideísmo), transmitida por meio de homens extraordinários (tradicionalismo) na Igreja e na Palavra viva da Sagrada Escritura, é a última garantia das certezas metafísicas que constituem os motivos de credibilidade. Foi grande a influência de Bautain em A. Gratry, L. Ollé-Laprune, M. Blondel, Le Roy, Laberthonniére e outros, a ponto de ser chamado o Newman francês.


O bispo interveio com rapidez e determinação: escreveu uma Instrução pastoral (Avertissement), em que denunciava os erros de Bautain (15.9.1834); afastou-o e a seu grupo da direção do seminário; enviou relatório do ocorrido a Gregório XVI, que aprovou as medidas com um Breve (20.12.1834), manifestando a esperança de submissão de Bautain. De fato, 3 18.11.1835, subscrevia Bautain as seis proposições que lhe foram apresentadas pelo bispo Dom Trévern. Mais tarde, com receio de que sua obra La philosophie du Chistianisme (Strasbourg, 1835) fosse posta no índex, voltou a subscrever as mesmas proposições, levemente alteradas pelo bispo auxiliar, Dom Raess (8.9.1840).


Embora emanadas de uma autoridade local, estas proposições têm valor universal, porque a Congregação do Index as assumiu na causa contra Bonnetty. Damos, a seguir, os dois textos unificados, o que foi acrescentado em 1840 e entre colchetes o que foi suprimido da redação de 1835.


Bautain fundou depois uma congregação religiosa, para cuja aprovação teve de assinar, tanto ele como seus companheiros, um compromisso exigido pela Congregação dos

Bispos e dos Religiosos (26.4.1844). A Congregação teve vida efêmera; Bautain tornou-se então Vigário geral da diocese de Paris, onde santamente morreu.


TEXTO: Kat 59 (1838), supl. 1, XXV; 79 (1841), supl. I, LVI.

1. O raciocínio pode provar com certeza a existência de Deus e a infiinidade de Suas perfeições. A Fé, dom do céu, supõe a [é posterior à] Revelação; por isso, ela

Não pode ser convenientemente [convenablement] invocada no debate com os ateus como prova da existência de Deus”.


2. A [origem divina da, divinité de la] revelação mosaica se prova com certeza pela tradição, oral e escrita, do judaísmo e do cristianismo.


3. A prova [da Revelação cristã] tirada dos milagres de Jesus Cristo, prova sensível e contundente para as testemunhas oculares, não perdeu, de modo algum, sua força e seu esplendor para as gerações posteriores. Esta prova é encontrada com toda a certeza ”a autenticidade do Novo Testamento, na Tradição oral e escrita de todos os cristãos. Por meio desta dupla Tradição é que devemos demonstrá-la ai incrédulo que a rejeita [áqueles que a rejeitam] ou àqueles que, sem admiti-la ainda, a desejam.



4. Não se tem o direito [de modo algum] de esperar de um incrédulo que ele admita a Ressurreição de nosso divino Salvador, sem dela lhe ter dado provas certas; e estas provas são deduzidas [da própria Tradição] pelo raciocínio.



5. Nestas várias questões, a razão precede a Fé e à Fé nos deve conduzir [O uso da razão precede a Fé e a Fé conduz o homem por meio da Revelação e da Graça]“.



6. Por mais enfraquecida e obscurecida que tenha ficado a razão pelo pecado original, restam-lhe ainda clareza e força para nos conduzir com certeza à existência de Deus, à Revelação feita aos judeus por Moisés: e aos cristãos por nosso adorável Homem-Deus [A razão pode provar com certeza a autenticidade da Revelação feita aos judeus por Moisés e aos cristãos por Jesus Cristo].


2) Compromisso de Bautain e de seus companheiros (26.4.1844)

TEXTO: E. DE RÉGNY, L’abbé Bautain, Paris, 1884, 337-338.

(…) Prometemos para o presente e para o futuro jamais ensinar:


1. que, só com a luz da reta razão, sem a Revelação divina, não se possa dar uma verdadeira demonstração da existência de Deus;


2. que, só com a razão, não se possa demonstrar a espiritualidade e a imortalidade da alma ou qualquer outra verdade puramente natural, racional ou moral;


3. que, só com a razão, não se possa ter a ciência dos princípios ou da metafísica, bem como das verdades que dela dependem, enquanto ciência absolutamente distinta da teologia sobrenatural, que se fundamenta na Revelação divina;



4. que a razão não possa adquirir verdadeira e plena certeza dos motivos de credibilidade, ou seja, dos motivos que fazem com que a Revelação divina seja evidentemente crível, tais como são, em especial, os milagres e as profecias e, particularmente, a Ressurreição de Jesus Cristo (…) .

 
 
 
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