top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Agradecerão a Igreja Católica por ter salvado suas vidas

Por Inmaculada Álvarez

ROMA, segunda-feira, 16 de junho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI receberá na próxima quarta-feira um pequeno grupo de judeus sobreviventes do holocausto, num encontro auspiciado pela Fundação Pave The Way (PTWF).

Esses judeus, presentes em Roma por ocasião de um simpósio sobre o Papa Pio XII que a Fundação patrocina, querem agradecer pessoalmente a intervenção da Igreja Católica, que conseguiu salvar-lhes a vida durante a Segunda Guerra Mundial.

A Fundação Pave The Way, dedicada ao diálogo inter-religioso, apresentará nessa mesma manhã o simpósio especial sobre o Papado de Pio XII, que acontecerá em Roma de 15 a 18 de setembro.

Segundo seu presidente, Gary L. Krupp, a Fundação apresentará publicamente uma série de gravações, realizadas com a colaboração da agência de televisão Rome Reports, na qual se recolhem testemunhos que mostram as atividades secretas do Papa e de membros da casa pontifícia para salvar as vidas de judeus durante a guerra.

«Fontes vaticanas nos confirmaram que não tinham conhecimento de algumas dessas atividades», afirma Gary L. Krupp.

O propósito do Simpósio, acrescenta, é o de «analisar o que se sabe até hoje, antes da abertura dos arquivos vaticanos. Não se trata de fazer uma revisão erudita centrada só nos arquivos originais, mas sim um tribunal onde os acontecimentos de então e os testemunhos atuais ajudem o grupo a chegar a uma conclusão razoável, que receberá confirmação histórica quando os arquivos forem abertos».

«O mundo judaico foi exposto só à obra fictícia «O Vigário». Contudo, na opinião dos historiadores internacionais reconhecidos da Segunda Guerra Mundial, assim como do biógrafo oficial de Winston Churchill, sir Martin Gilbert (Também judeu), essa obra é uma hábil invenção não baseada na precisão histórica. Também o livro de John Cornwell, «O Papa de Hitler», foi desacreditado.

O simpósio pretende, segundo o presidente, oferecer relatos jornalísticos da época, assim como documentos e o testemunho de testemunhas oculares ainda vivas. «Também se oferecerão as respostas dadas pelo Vaticano às alegações e suposições de historiadores como Susan Zuccotti.»

Ao simpósio estão convidadas cerca de 100 pessoas, em sua maior parte líderes religiosos e educativos de comunidades judaicas de todo o mundo. Também foram convidados a assistir os mais importantes centros de estudo sobre o holocausto, para que possam descobrir o que as fontes vaticanas descobriram e possam confrontar algumas descobertas.

«Esperamos que o simpósio ajude a melhorar as tensões entre judeus e católicos sobre esta questão. É de uma importância providencial, neste sentido, que este ano coincidam, em 9 de outubro, a festa judaica do Perdão, o Yom Kippur, com o 50º aniversário da morte de Pio XII», explica Krupp.

Entre os palestrantes, destaca-se o historiador alemão Peter Gumpel S.J., o historiador judeu e rabino David Dalin, e os investigadores Ron Rychlad, William Doino, Margherita Marchione, Patrick Gallo e Dan Kurzman, especialistas naquela época. A Fundação destaca também a colaboração do jornal Inside the Vatican.

A Fundação Pave The Way (Aplainai o caminho), com sede em Nova York e delegação em Roma, está dedicada a promover a tolerância e a compreensão entre as religiões, através do intercâmbio cultural e intelectual, e da realização de gestos de boa vontade.

De especial relevância são os gestos de aproximação entre a Igreja e o mundo judaico, promovidos pela Fundação. Entre eles destaca-se o encontro entre o Papa João Paulo II e uma nutrida delegação de representantes religiosos judeus, em 18 de janeiro de 2005, no Vaticano.

 
 
 

O Talmud é uma fonte que contém antigas tradições judaicas e que foi concluído no século IV dC. Em comentário à lei do Mishná (séc. II) que prescreve a pena de morte logo após o julgamento do réu, o Talmud babilônico cita Jesus.

Ainda que fale de Jesus com tom depreciativo, o texto reconhece que Jesus foi condenado pelo tribunal judaico e sua pena foi aplicada de fato. Deste modo, podemos comprovar que Jesus foi um personagem histórico e não uma lenda, uma vez que o referido texto não foi criado em ambientes cristãos, mas sim judaicos.

———————————————- […] Entretanto foi ensinado que, na vigília da festa da Páscoa, Jesus foi suspenso1. Porém, quarenta dias antes, o arauto havia proclamado que ele seria apedrejado por praticar a magia e por ter seduzido Israel para a apostasia. Poderia, quem quisesse, vir e falar algo em sua defesa, mas como nada foi feito em sua defesa, foi suspenso2 na véspera da Páscoa.

Ula objetou: “Tu acreditas que algo poderia ser dito na defesa dele? Ele não era um sedutor, como fala a Escritura: ‘não o perdoarás, nem o defenderás’3?” Contudo, as coisas foram diferentes com Jesus porque estava em relação4 com o governo.

1Ou seja, foi crucificado. 2V. nota 1, acima. 3Cf. Dt 13,9. 4Isto é, era uma pessoa influente entre as autoridades civis.

Autor: Carlos Martins Nabeto Fonte: www.veritatis.com.br

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis