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Guardar domingos e festas de guarda – Lista dos dias santos de obrigação do catolicismo

Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos são obrigados a irem à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, está obrigatoriamente nos Cinco Mandamentos da Igreja Católica.

A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Domingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Um detalhe importante, é que é possível cumprir o preceito participando da missa nas vésperas da solenidade, ou seja, na noite anterior.

Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez. Antes de ver a lista das festas de guarda, assista esta aula sobre o terceiro mandamento da lei de Deus:


Lista dos dias santos de obrigação do catolicismo:

  1. 1 de Janeiro – Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus;

  2. 6 de Janeiro – Epifania

  3. 19 de Março – Solenidade de São José

  4. Ascensão de Jesus – data variável: quinta-feira da sexta semana da Páscoa.

  5. Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) – data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

  6. 29 de Junho – Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

  7. 15 de Agosto – Assunção de Maria

  8. 1 de Novembro – Dia de Todos-os-Santos

  9. 8 de Dezembro – Imaculada Conceição de Maria

  10. 25 de Dezembro – Natal

Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, “com a prévia aprovação da Sé Apostólica, […] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo”.

No Brasil os dias santos de guarda são 4:

No Brasil muitas das datas são transferidas para o domingo, entretanto as datas listadas abaixo são de participação obrigatória, mesmo quando acontecem durante a semana.

  1. Santa Maria, Mãe de Deus – 1 de janeiro

  2. Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) – data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

  3. Imaculada Conceição de Maria – 8 de dezembro

  4. Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo – 25 de dezembro.

Aqueles que não participarem da Santa Missa em algum domingo ou em alguma das festas de guarda, cometem pecado mortal, precisam imediatamente buscar a confissão sacerdotal. Apenas pessoas com problemas graves de saúde, ou com impedimentos graves, que estejam além do controle, não cometem pecado mortal. Na dúvida deve sempre evitar comungar antes de se confessar.

Saiba mais sobre pecado mortal, clique aqui.

SANTIFICAR AS FESTAS DE PRECEITO E DOMINGO

Parece incrível que se deva fazer força para obter dos cristãos de não trabalhar nos domingos e em festas de guarda para dedicar-se ao Senhor e à própria alma. Não só, mas o cúmulo é que só se consegue obter o descanso festivo e a participação à Santa Missa só de uma pequena minoria de cristãos.

Já chegamos a este ponto! Com quais consequências?

Aquelas já previstas pelo Papa Leão XIII: “Não respeitar os domingos, este é o princípio de todos os males: é a festa apagada, a eternidade esquecida, é Deus excluído da vida do homem.” É o quadro mundial da sociedade de hoje: ateísmo, laicismo, materialismo, animalismo.

Com o Concílio Vaticano II, o domingo ficou posto ainda mais em lugar de honra, como o dia do Senhor e o dia da alegria do homem. Todos os domingos” os fiéis devem reunir-se em assembleia para ouvir a Palavra de Deus e participar à Eucaristia. O domingo é a festa primordial que deve ser proposta à piedade dos fiéis, de modo que resulte também em um dia de alegria e de descanso” (SC, n.106).

Todos os domingos, os cristãos hão de ganhar para a alma, com a nutrição espiritual que recebem da S. Missa para o corpo, com o descanso que restaura das fadigas da semana. Só temos a ganhar! O domingo recarrega de energias a alma e o corpo. É um dom de Deus. É dia de graça. “Este é o dia que o Senhor fez para nós” (Sl 117,24). Por isso, S. Tomás Moro, o Chanceler da Inglaterra, mesmo quando com a perseguição foi preso, festejava o Domingo, mandando trazer e vestindo os hábitos da festa para agradar o Senhor.

Todos à Santa Missa

As duas coisas mais importantes das festas são a participação à Santa Missa e o repouso do trabalho. A participação na Santa Missa não consiste em estar presente na Igreja durante a celebração, porque os bancos e as paredes também estão, mas em participar ativa e sentidamente: ativa no seguir ponto por ponto o desenrolar dela; sentida no unir-se vivamente a Jesus que se sacrifica no Altar entre as mãos do sacerdote.

A participação é plena se se recebe também a Comunhão, depois de ter devidamente purificado a alma com o Sacramento da Confissão. É este o Domingo do cristão: Confissão, Santa Missa e Comunhão. São três tesouros de infinito valor que enriquecem maravilhosamente a vida da Graça. Em tal modo, o domingo é o “Dia do Senhor” e a “Festa da Alma”.

Muitos cristãos se contentam só com a Santa Missa. Por quê? Porque estão provados dos dois Sacramentos da Confissão e Comunhão. E se pode chamar dia do Senhor um domingo sem a Comunhão? Os antigos cristãos chamavam o domingo também com duas palavras: Dies Panis: Dia do Pão, porque todos participavam à Santa Missa e recebiam Jesus Eucarístico, Pão do Céu (cf. Jo 6,41). Não devia ser assim também hoje para todos os cristãos?

É pecado mortal

O dever da Santa Missa festiva é grave. Quem não participa à Santa Missa festiva comete pecado mortal. Só o caso de grave necessidade ou de impossibilidade (doença) faz evitar o pecado. Nem vale escutar a Santa Missa pelos meios de comunicação. Este é um ato de devoção útil a quem está privado de ir a Igreja. A Santa Missa é o ato comunitário e social por excelência. Por isto é necessária a presença viva no seio da comunidade. Lembremo-nos sempre: pela sua importância, a Santa Missa deve ocupar o 1º lugar no domingo. Tudo lhe deve ser subordinado e condicionado. Quando o Pio Alberto I, Rei da Bélgica, encontrou-se nas Índias, organizaram-lhe uma esplêndida excursão para o dia de domingo. O programa foi apresentado ao Rei, que examinou e logo disse: “Esquecestes um ponto: A Santa Missa. Este antes de mais nada.”

Que lição para tantos de nossos excursionistas, tão prontos em sacrificar a Santa Missa e em transformar o domingo de “Dia do Senhor” em “dia do demônio”. Ainda mais edificante é o exemplo que dão alguns simples fiéis, que enfrentam sacrifícios duros para não perderem a Santa Missa. Uma senhora deve percorrer a pé diversas horas do caminho; um operário que pode correr à Santa Missa só às primeiras horas do dia; uma mãe de muitos filhos que nunca perdeu uma Missa…

O repouso festivo

Para louvar o Senhor, para a Ele dedicar-se, cuidando da própria alma, é necessária a abstenção do trabalho. Ensina S. Gregório Magno: “No domingo se deve interromper o trabalho e dar-se à oração, para que as negligências dos dias precedentes sejam descontadas com a oração deste grande dia”.

Se se pudessem escutar de novo os sermões que S. Cura d’Ars fez por 8 anos contra o trabalho festivo, ficaríamos tocados e comovidos. Dizia o Santo: “Se perguntamos a quem trabalha no domingo: O que estais fazendo? Deveria responder: Estou vendendo a alma ao demônio e colocando Jesus na Cruz de novo, condenando-me ao Inferno”.

Próprio naqueles tempos Maria aparecia nos montes de La Salette e advertia: “O Senhor vos deu seis dias para trabalhar, reservando-se o 7º, e não o quereis dar. Eis o que faz ficar pesado o braço Divino”. É possível que temamos de perder, se servimos o Senhor, observando o seu Mandamento? “Gente de pouca fé! Procurais antes o Reino de Deus e a sua justiça, e o mais vos virá por acréscimo!” (Mt 6,33).

O pai de S. Terezinha tinha uma ourivesaria. Aberta toda a semana e fechada os dias festivos. Uma pessoa aconselhou-o a abri-la nos dias que fechava, já que os camponeses iam nestes dias fazer compras. Até seu confessor o autorizou. Mas ele não quis. Preferia perder aquele lucro a afastar uma só bênção de Deus sobre a sua família. E o Senhor o fez enriquecer com os lucros da loja.

É fundamental

Observar o 3º mandamento é fundamental para a vida do cristão. Frequentar a Igreja, aproximar-se dos Sacramentos, participar à Santa Missa, ouvir a Palavra de Deus, são alimentos vitais da vida cristã. Privar-se significa condenar-se à ruína, ao sofrimento eterno. Um venerado Bispo Francês, ao preparar o seu túmulo, fez esculpir uma pedra com estas palavras: “Lembrai-vos de santificar as festas, porque só isso me basta.

Se os fiéis me obedecerem, chegarão certamente à salvação. “Tinha razão. Quem santifica as festas se tem em relação com Deus e fica de domingo sob seu salutar influxo e chamada. Por isso Pe. Pio, na Confissão, era muito severo ao fazer respeitar este mandamento, e muitos penitentes tiveram por causa deste pecado recusada a absolvição, mandados embora bruscamente com um: “Vai embora, desgraçado!” Maria, Mãe de Jesus e nossa, quer ver ao menos todos os domingos reunidos em volta do Altar, em volta de Jesus, seus filhos. Ela nos quer todos os domingos para nos poder ter no Domingo Eterno, que é o Paraíso.

 
 
 

PURGATÓRIO

Se alguém morre na Graça de Deus, mas tem dívidas de expiação pelos pecados cometidos e defeitos ainda dos quais se livrar para entrar puros no Paraíso, vai para o Purgatório a fim de livrar-se destas dívidas e defeitos. Por isso existe o Purgatório. É um reino temporal além tumba.

Todos os que morrem na amizade com Deus, mas ainda não são puros e dignos do Paraíso, vão àquele lugar de dolorosa purificação por todo o tempo necessário para purificar-se. Por isso se fazem as funções e se reza pelos defuntos que se acham no Purgatório a fim de que seja apressada a passagem deles daquele lugar de pena ao Reino do Eterno Paraíso.

O purgatório não é um lugar, mas sim, um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27).

É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus (estado de graça), mas com alguma dívida, por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas, mas não suficientemente expiadas, se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Agora, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

Purgatório não se confunde, portanto com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam.

Se sofre terrivelmente

No Purgatório se sofre as penas da purificação segundo a necessidade de cada um. Tem quem tem mais dívidas e defeitos que outros. A intensidade e duração são sob medida. Mas a qualidade do sofrimento é terrível. Pena de sentido e pena de dano constituem um sofrimento tal que na Terra não se pode pensar igual.

Santo Tomás ensina: “A menor pena do Purgatório supera as maiores penas da Terra, pois o mesmo fogo que atormenta os danados do Inferno, atormenta os justos do Purgatório”. Lá entenderemos qual coisa tremenda é a ofensa a Deus e qual reparação exige a Sua Justiça. Por isso os santos estavam tão atentos em descontar na Terra com a mínima falta, até nas palavras ociosas (Mt 12,36).

Santa Mônica, no leito de morte, disse àqueles que circundavam seu leito: “Rogai por mim. Não tomais conta do meu corpo, somente da minha alma!”

Não lágrimas, mas Santas Missas

Os defuntos não precisam das nossas lágrimas, mas das nossas Santas Missas. Nem precisam de coroas de flores e procissões para o funeral.

Quanta bobagem em certos cristãos! Preocupam-se e gastam sem economia para a solenidade externa do funeral e não se curam ou não querem gastar dinheiro para mandar celebrar uma Santa Missa!

Se pudéssemos ver os sofrimentos das almas purgantes, com qual cuidado as ajudaríamos, fazendo antes de mais nada, celebrar as Santas Missas, fazendo a Comunhão, recitando Rosários, praticando penitências.

Uma noite, São Nicolau de Tolentino viu a alma de um frade defunto, frade Pelegrino de Ósimo que lhe pediu para celebrar logo uma Santa Missa por ele e pelas almas purgantes. Mas o Santo respondeu que não podia porque tinha que celebrar a Santa Missa do turno. Então o defunto conduziu-o ao Purgatório. À vista das penas terríveis que sofrem aquelas almas, São Nicolau se assustou e foi logo ao Superior e o rogou de fazer-lhe celebrar Santas Missas pelo frade Pelegrino e pelas almas. Obtida a licença, a celebração das Santas Missas foi a função mais poderosa e salutar para aquelas queridas almas.

Também ao Pe. Pio pediu um frade uma lembrança ao Pai defunto, durante a Missa. Pe. Pio quis aplicar a Santa Missa pela alma do pai daquele irmão e lhe disse: “Esta manhã teu pai entrou no Paraíso”! O irmão ficou admirado e feliz, mas não pôde deixar de exclamar: “Mas meu pai morreu há 30 anos!” “É, meu filho, na frente de Deus tudo se paga!” Respondeu em tom grave Pe. Pio.

Maria livra do Purgatório

São Bernardino chamou Nossa Senhora ‘Plenipotenciária’ do Purgatório, pois em suas mãos há poderes e graças para livrar quem quiser do Purgatório. Ser devoto de Maria e a Ela recorrer para obter o alívio e a libertação das almas purgantes: é isto o que devemos fazer com todo o coração se quisermos oferecer eficazes orações e Santas Missas.

Maria mesma revelou ao Beato Alano: “Eu sou a Mãe das almas do Purgatório e a cada hora, pelas minhas orações, são aliviadas as penas dos meus devotos.”

O Santo Rosário é de especial eficácia!

Santo Afonso Maria de Ligório ensina que “se queremos ajudar as almas do purgatório recitamos por elas o Rosário que lhes arrecada grande alívio.”

Um santo consolou muitas almas purgantes com o Santo Rosário. São Pompílio Pirrotti teve o dom de recitar o Rosário com as almas do Purgatório, que respondiam em voz alta as Ave-Marias, mostrando-se serenas e felizes durante a oração.

A Bíblia fala deste lugar de purificação? Sim:

A Sagrada Escritura nos fala, desde as primeiras páginas, do uso dos hebreus de rezar pelos mortos. Este uso exprime necessariamente a existência das almas defuntas em um lugar que não seja o Inferno nem o Paraíso, porque nem os danados, nem os Bem-aventurados precisam das nossas orações.

1) Na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap.3, vers. 11-15, fala de um fogo que salva: “O fogo provará o trabalho de cada um (…) Se queimar, sofrerá ele os danos. Mas será salvo por intervenção do fogo”.( 1 Cor 3,11-15)

2) Fala de um perdão na outra vida – O próprio Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap.12 vers.32: “A todo o que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada; ao que disser, porém, contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem nesse mundo, nem no outro”. (Mt 12,32)

Jesus Cristo ensina, portanto, que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte.

3) Fala de uma Prisão temporária – Jesus cristo, em S. Mateus, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão”. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo”. (Mt 5,25-26)

É evidente que esta prisão temporária, lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, não pode ser o céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21-27), nem inferno, “onde não há redenção” e o fogo é eterno (Mateus 25,41).

Purgatório, conforme a mente da escritura, é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia ou de travessia de um “fogo” purificador (1 Coríntios 3,15). Não é punição nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Isaías 33,14). É uma questão de justiça… “Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3,13); (I Pedro 1,7).

Pela graça de Deus, o purgatório não é inferno em miniatura, mas um estado de aperfeiçoamento final, rumo ao céu. Nele a pessoa se purifica do “… pecado que não é para a morte” (1 João 5,17) ou dos estragos do pecado perdoado, passando, então definitivamente, para a feliz eternidade da glória: “Porque não entrará nela (na Jerusalém Celeste) nada de imperfeição” (Apocalipse 21,27).

Só resta que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Esta é sua realidade.

Temos que admitir, portanto, com a Bíblia, a existência desse lugar de purificação que a sabedoria de Deus, em sua ínfima bondade, inventou para conciliar as exigências da sua justiça divina com as da sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos.

Podemos e devemos, pois, fazer orações e sacrifícios também pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

Embora o Purgatório não seja mencionado com este nome na Escritura (A Santíssima Trindade também não é e todos os Cristãos a professam como verdade Revelada). A sua realidade é incontestável.

PORQUE OS CATÓLICOS REZAM PELOS MORTOS

Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos

No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.

Por isso, São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18)

Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.

Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. (Tobias 12,12)

Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces.

Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18)

Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório.

Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro.

Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos:

Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer.

Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar.

As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar.

A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23). O que não pode visar senão essa aparição de Samuel, defunto, a Saul. Poderia ser discutida a autoridade desse livro sob o pretexto que não se encontra no Cânon dos Hebreus?

Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17,3).

Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11)

4Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

Para que flores e velas nos cemitérios?

As flores nada mais são do que a manifestação de que não permanecemos insensíveis, frios, rudes como pedras, diante da pessoa que parte.

Quem é inteligente saberá, realmente, tirar lições belíssimas das velas e das flores colocadas nas sepulturas, como diz a Bíblia: “o homem nascido da mulher é de bem poucos anos e cheio de inquietação. Sai como a flor e depois morre; desaparece como a sombra” (Jó 14,1-2) “A árvore seca, as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”(Isaías 40,8). “E o rico nas suas preocupações passará como a flor da erva” (Tiago 1,10). “Porque toda a carne é como erva, e toda glória do homem como flor do campo. Seca a planta e caí a sua flor” (1 Pedro 1-24-25).

Desta forma, velas acesas, no cemitério, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do céu, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, além da própria realidade passageira de nossa existência terrena.

Texto gentilmente cedido por Jaime Francisco de Moura

 
 
 

PURGATÓRIO

Se alguém morre na Graça de Deus, mas tem dívidas de expiação pelos pecados cometidos e defeitos ainda dos quais se livrar para entrar puros no Paraíso, vai para o Purgatório a fim de livrar-se destas dívidas e defeitos. Por isso existe o Purgatório. É um reino temporal além tumba.

Todos os que morrem na amizade com Deus, mas ainda não são puros e dignos do Paraíso, vão àquele lugar de dolorosa purificação por todo o tempo necessário para purificar-se. Por isso se fazem as funções e se reza pelos defuntos que se acham no Purgatório a fim de que seja apressada a passagem deles daquele lugar de pena ao Reino do Eterno Paraíso.

O purgatório não é um lugar, mas sim, um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27).

É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus (estado de graça), mas com alguma dívida, por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas, mas não suficientemente expiadas, se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Agora, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

Purgatório não se confunde, portanto com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam.

Se sofre terrivelmente

No Purgatório se sofre as penas da purificação segundo a necessidade de cada um. Tem quem tem mais dívidas e defeitos que outros. A intensidade e duração são sob medida. Mas a qualidade do sofrimento é terrível. Pena de sentido e pena de dano constituem um sofrimento tal que na Terra não se pode pensar igual.

Santo Tomás ensina: “A menor pena do Purgatório supera as maiores penas da Terra, pois o mesmo fogo que atormenta os danados do Inferno, atormenta os justos do Purgatório”. Lá entenderemos qual coisa tremenda é a ofensa a Deus e qual reparação exige a Sua Justiça. Por isso os santos estavam tão atentos em descontar na Terra com a mínima falta, até nas palavras ociosas (Mt 12,36).

Santa Mônica, no leito de morte, disse àqueles que circundavam seu leito: “Rogai por mim. Não tomais conta do meu corpo, somente da minha alma!”

Não lágrimas, mas Santas Missas

Os defuntos não precisam das nossas lágrimas, mas das nossas Santas Missas. Nem precisam de coroas de flores e procissões para o funeral.

Quanta bobagem em certos cristãos! Preocupam-se e gastam sem economia para a solenidade externa do funeral e não se curam ou não querem gastar dinheiro para mandar celebrar uma Santa Missa!

Se pudéssemos ver os sofrimentos das almas purgantes, com qual cuidado as ajudaríamos, fazendo antes de mais nada, celebrar as Santas Missas, fazendo a Comunhão, recitando Rosários, praticando penitências.

Uma noite, São Nicolau de Tolentino viu a alma de um frade defunto, frade Pelegrino de Ósimo que lhe pediu para celebrar logo uma Santa Missa por ele e pelas almas purgantes. Mas o Santo respondeu que não podia porque tinha que celebrar a Santa Missa do turno. Então o defunto conduziu-o ao Purgatório. À vista das penas terríveis que sofrem aquelas almas, São Nicolau se assustou e foi logo ao Superior e o rogou de fazer-lhe celebrar Santas Missas pelo frade Pelegrino e pelas almas. Obtida a licença, a celebração das Santas Missas foi a função mais poderosa e salutar para aquelas queridas almas.

Também ao Pe. Pio pediu um frade uma lembrança ao Pai defunto, durante a Missa. Pe. Pio quis aplicar a Santa Missa pela alma do pai daquele irmão e lhe disse: “Esta manhã teu pai entrou no Paraíso”! O irmão ficou admirado e feliz, mas não pôde deixar de exclamar: “Mas meu pai morreu há 30 anos!” “É, meu filho, na frente de Deus tudo se paga!” Respondeu em tom grave Pe. Pio.

Maria livra do Purgatório

São Bernardino chamou Nossa Senhora ‘Plenipotenciária’ do Purgatório, pois em suas mãos há poderes e graças para livrar quem quiser do Purgatório. Ser devoto de Maria e a Ela recorrer para obter o alívio e a libertação das almas purgantes: é isto o que devemos fazer com todo o coração se quisermos oferecer eficazes orações e Santas Missas.

Maria mesma revelou ao Beato Alano: “Eu sou a Mãe das almas do Purgatório e a cada hora, pelas minhas orações, são aliviadas as penas dos meus devotos.”

O Santo Rosário é de especial eficácia!

Santo Afonso Maria de Ligório ensina que “se queremos ajudar as almas do purgatório recitamos por elas o Rosário que lhes arrecada grande alívio.”

Um santo consolou muitas almas purgantes com o Santo Rosário. São Pompílio Pirrotti teve o dom de recitar o Rosário com as almas do Purgatório, que respondiam em voz alta as Ave-Marias, mostrando-se serenas e felizes durante a oração.

A Bíblia fala deste lugar de purificação? Sim:

A Sagrada Escritura nos fala, desde as primeiras páginas, do uso dos hebreus de rezar pelos mortos. Este uso exprime necessariamente a existência das almas defuntas em um lugar que não seja o Inferno nem o Paraíso, porque nem os danados, nem os Bem-aventurados precisam das nossas orações.

1) Na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap.3, vers. 11-15, fala de um fogo que salva: “O fogo provará o trabalho de cada um (…) Se queimar, sofrerá ele os danos. Mas será salvo por intervenção do fogo”.( 1 Cor 3,11-15)

2) Fala de um perdão na outra vida – O próprio Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap.12 vers.32: “A todo o que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada; ao que disser, porém, contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem nesse mundo, nem no outro”. (Mt 12,32)

Jesus Cristo ensina, portanto, que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte.

3) Fala de uma Prisão temporária – Jesus cristo, em S. Mateus, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão”. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo”. (Mt 5,25-26)

É evidente que esta prisão temporária, lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, não pode ser o céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21-27), nem inferno, “onde não há redenção” e o fogo é eterno (Mateus 25,41).

Purgatório, conforme a mente da escritura, é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia ou de travessia de um “fogo” purificador (1 Coríntios 3,15). Não é punição nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Isaías 33,14). É uma questão de justiça… “Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3,13); (I Pedro 1,7).

Pela graça de Deus, o purgatório não é inferno em miniatura, mas um estado de aperfeiçoamento final, rumo ao céu. Nele a pessoa se purifica do “… pecado que não é para a morte” (1 João 5,17) ou dos estragos do pecado perdoado, passando, então definitivamente, para a feliz eternidade da glória: “Porque não entrará nela (na Jerusalém Celeste) nada de imperfeição” (Apocalipse 21,27).

Só resta que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Esta é sua realidade.

Temos que admitir, portanto, com a Bíblia, a existência desse lugar de purificação que a sabedoria de Deus, em sua ínfima bondade, inventou para conciliar as exigências da sua justiça divina com as da sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos.

Podemos e devemos, pois, fazer orações e sacrifícios também pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

Embora o Purgatório não seja mencionado com este nome na Escritura (A Santíssima Trindade também não é e todos os Cristãos a professam como verdade Revelada). A sua realidade é incontestável.

PORQUE OS CATÓLICOS REZAM PELOS MORTOS

Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos

No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.

Por isso, São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18)

Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.

Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. (Tobias 12,12)

Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces.

Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18)

Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório.

Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro.

Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos:

Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer.

Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar.

As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar.

A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23). O que não pode visar senão essa aparição de Samuel, defunto, a Saul. Poderia ser discutida a autoridade desse livro sob o pretexto que não se encontra no Cânon dos Hebreus?

Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17,3).

Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11)

4Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

Para que flores e velas nos cemitérios?

As flores nada mais são do que a manifestação de que não permanecemos insensíveis, frios, rudes como pedras, diante da pessoa que parte.

Quem é inteligente saberá, realmente, tirar lições belíssimas das velas e das flores colocadas nas sepulturas, como diz a Bíblia: “o homem nascido da mulher é de bem poucos anos e cheio de inquietação. Sai como a flor e depois morre; desaparece como a sombra” (Jó 14,1-2) “A árvore seca, as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”(Isaías 40,8). “E o rico nas suas preocupações passará como a flor da erva” (Tiago 1,10). “Porque toda a carne é como erva, e toda glória do homem como flor do campo. Seca a planta e caí a sua flor” (1 Pedro 1-24-25).

Desta forma, velas acesas, no cemitério, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do céu, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, além da própria realidade passageira de nossa existência terrena.

Texto gentilmente cedido por Jaime Francisco de Moura

 
 
 
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