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Pode parecer contraditório, mas muitos jovens católicos que optam pela vocação do matrimônio desconhecem sua verdadeira missão! A maioria ignora solenemente as promessas que são feitas no altar, e pensam que a vida de casados consiste em viver a felicidade a dois… mas estão tremendamente equivocados.

Na cerimônia do matrimônio, o casal promete diante de Deus, de livre e espontânea vontade, fidelidade um ao outro por toda a vida, amando e respeitando mesmo em situações adversas, até que a morte os separe.

Por outro lado, desde que houve a legalização do divórcio na sociedade, cada vez mais casais estão fazendo uso desse recurso e desrespeitando as próprias promessas que são feitas no altar. A cada ano que passa, aumenta a proporção de casais quebram as promessas matrimoniais (na maioria das vezes sem motivos graves), de fidelidade por toda a vida, e voltam a viver suas vidas “de solteiros”, como se nunca tivessem feito uma promessa diante de Deus. Alguns ainda cometem o grave pecado do adultério, unindo-se a outras pessoas em “casamentos de segunda união” sem a bênção de Deus, vivendo, deste modo, em situação de pecado permanente.

Também no matrimônio, o casal promete, diante de Deus, estarem dispostos a receber com amor todos filhos que Deus lhes confiar, educando-os na lei de Cristo e da Igreja. Portanto, neste momento, se comprometem a nunca utilizarem métodos artificiais ou mesmo naturais para evitarem filhos. Por este motivo, há algumas décadas, era muito comum encontrar famílias católicas muito numerosas, pois havia ainda uma consciência católica, e os casais viviam conforme orienta a Santa Igreja, estando sempre abertos à vida e à vontade de Deus.

Com o avanço das revoluções, uma mentalidade globalista, que visa a redução populacional, invadiu as instituições, inclusive alguns membros da igreja foram contaminados com este tipo de pensamento, e criou-se uma falsa concepção de que há grande necessidade de um “planejamento familiar” e que o casal deveria ter apenas um ou dois filhos no máximo, ou então teriam muita dificuldade em criá-los e estariam contribuindo para um mundo com mais sofrimento, pois quanto maior a população mundial, haveria um consumo maior e mais pessoas passariam necessidades, causando consequentemente mais violência, doenças, etc.

Além do argumento da redução populacional, outra ideia muito difundida, principalmente pelo movimento feminista, foi a de que a felicidade do casal é inversamente proporcional à quantidade de filhos, ou seja, quanto menor fosse a quantidade de filhos, melhor seria a qualidade de vida do casal, que poderiam investir mais em suas carreiras e conseguir uma estabilidade financeira que não aconteceria se apenas o pai trabalhasse e a mãe ficasse em casa para o cuidado dos filhos.

Para colocar em prática o planejamento familiar e melhorar a qualidade de vida dos casais, as grandes indústrias farmacêuticas investiram pesado no desenvolvimento de métodos contraceptivos artificiais, como os preservativos e anticoncepcionais. Com isso, os casais começaram a fazer uso destes métodos para manter a meta do planejamento familiar, e isso começou a afetar até mesmo os casais católicos que, por uma má formação, passaram a desobedecer a doutrina da Santa Igreja.

Há situações, entretanto, às quais a igreja abre exceções, permite que sejam utilizados métodos naturais para que haja o espaçamento entre a geração dos filhos.

A Igreja não especifica exatamente as situações nas quais o espaçamento é permitido, mas delimita que hajam motivos realmente graves. Vamos citar alguns exemplos baseados na experiência de aconselhamento de alguns sacerdotes, sobre quando pode ser necessário:

– Miséria extrema, quando há falta de recursos básicos, como situações em que os pais e os filhos passarão fome, acesso a medicamentos básicos, etc.

– Doença grave que comprovadamente coloque em risco a vida da mãe, inclusive doenças que afetem o estado mental da Mãe e que impossibilite os cuidados básicos com a criança.

– Guerras ou outras catástrofes.

– Etc.

*Estes são alguns exemplos genéricos, lembrando que existe a necessidade analisar cuidadosamente cada situação especificamente, e contextualizar de acordo com a realidade de cada época, localidade, etc. Para isso é recomendado o acompanhamento de bom diretor espiritual.

Tendo como base essas exceções nas quais a igreja permite o espaçamento de filhos, há muitos casais que abusam e acabam colocando um espaçamento com tempo indeterminado, ou até mesmo utilizam o espaçamento para situações que não são graves, por exemplo, a aquisição de carros ou imóveis novos, viagens, bem estar financeiro, dão a desculpa do fato das escolas particulares custarem muito caro (inclusive as católicas), etc.

Há relatos até de casais que acabaram de contrair matrimônio e que, mesmo sem filhos, utilizam os métodos naturais para evitar filhos como forma de postergar a chegada dos mesmos e conseguirem uma melhor situação financeira. Contudo estes motivos não são graves o suficiente para se enquadrarem nas exceções permitidas pela igreja, e acabam se tornando pecados tão graves quanto utilizar métodos contraceptivos artificiais.

É recomendado que os casais, além de fazer um bom exame de consciência e da situação em que vivem, que procurem um bom diretor espiritual que ajude-os a avaliar a necessidade do espaçamento dos filhos.

Entre os métodos naturais conhecidos, o método mais indicado pela igreja é conhecido como MOB – Método de Ovulação Billings.

O método de Billings é uma técnica natural que tem como objetivo identificar os períodos férteis e os inférteis da mulher a partir da observação do muco cervical que pode ser identificado logo na entrada na vagina, sendo possível assim planejar ou evitar uma gestação. Como o método Billings é um método natural ele não oferece riscos à saúde da mulher, ao contrário dos anticoncepcionais que são verdadeiras bombas, e fazem grandes estragos na saúde da mulher.

Na teoria o Método Billings é perfeito para os católicos pois, estatisticamente, ele é considerado mais eficaz, se feito corretamente, do que a própria camisinha e outros métodos artificiais. Em função disso há grande incidência de casais que utilizam o MOB para evitar a geração de filhos, exatamente como se fosse uma “camisinha católica”. Por este motivo ressaltamos a importância de que os casais tenham muito cuidado ao fazer uso do MOB, pois a igreja recomenda que seja utilizado com a consciência católica de que os filhos devem vir de acordo com a vontade de Deus, e não nossa.

Veja a crítica feita pelo Padre Augusto Bezerra sobre considerarem o Método Billings como uma “camisinha permitida pela igreja”:


É uma realidade triste. O método Billings é muito importante e possui o seu papel, mas a mentalidade revolucionária que está tão impregnada nas pessoas, inclusive católicos, faz com quequeiram fazer uso do Método Billings como uma “camisinha católica”. Isso é muito grave.

A igreja não permite o uso do método Billings e nem qualquer outro método natural ou artificial para evitar filhos. A igreja apenas abre exceções para situações graves onde haja motivos graves e ocorra a necessidade do espaçamento entre os filhos.

Àqueles que não querem filhos, existe uma solução: não fazer uso da relação sexual. Ainda assim, aquele(a) que é casado(a) não pode se negar ao cônjuge, ou estará cometendo outro pecado grave contra a justiça.

Assista também o vídeo da Deia e do Tiba no qual eles fazem o importante alerta sobre o uso incorreto do método Billings:


Saiba mais sobre os anticoncepcionais/método anticonceptivo:

Mesmo sendo terminantemente proibido pela igreja, ainda há muitos casais que fazem uso de métodos contraceptivos como camisinha e DIU e medicamentos anticoncepcionais, os quais, em sua maioria, são abortivos, o que agrava ainda mais o pecado daqueles que fazem o uso.

Veja alguns dados sobre o assunto:

– Era usado apenas por prostitutas nos EUA até 1930;

– No início do século XX, a contracepção era ilegal na maioria dos estados (EUA), e 26 deles proibiam as mulheres solteiras de ter acesso à contracepção até os anos 60.

– Era considerado imoral pelas famílias e muitas nem pensavam em tocar no assunto;

– No Brasil até 1970 e alguns, era crime de contravenção.

– Foi uma feminista que lutou a vida toda para conseguir tornar normal e legal o uso deles nos EUA, o próximo passo dela seria o aborto, mas ela morreu antes de conseguir o feito.

– Santo Agostinho diz sobre anticoncepção (na época só existia métodos primitivos de anticoncepção): “A mulher se tornou meretriz do próprio marido.”

– O anticoncepcional pode ser comparado a um veneno. Imagina tomar uma pílula que para o cérebro? Que para o coração? Mas para parar o funcionamento natural do útero pode? Não deveria ser vendido em farmácias mas em lojas de venenos. (Pe Lodi)

– O mecanismo da pílula é não permitir ovular, mas caso haja ovulação não permite que o óvulo se implante no útero, ou seja, é abortivo.

– O coito interrompido foi castigado por Deus, segundo a bíblia com pecado de morte. Imagina os métodos de hoje? Ele pode ser comparado ao uso da camisinha onde o esperma não entra em contato com a vacina tornando assim a relação sexual antinatural.

– Deus castigava as mulheres do antigo testamento com a infertilidade, hoje elas buscam a “desgraça” por vontade própria.

– A pílula altera todo funcionamento normal hormonal da mulher. Uma mulher saudável que bagunça o próprio corpo para poder ter prazer sem arcar com as consequências.

– Um ato sexual sem amor, pois não há sacrifício. Você toma um veneno para poder se tornar um objeto de uso do homem, sem entrega total.

– Imagina amputar uma perna saudável? Porque então seria natural laquear um útero saudável? Como Deus poderia compreender isso?

– A pílula ou injeção pode causar câncer, glaucoma, trombose, obesidade, hemorragia, entre outros. Se expor a tudo isso pra poder transar sem se preocupar com o “risco” de ter filhos?

– DIU além de poder causar esterilidade, é abortivo pois não deixam o óvulo de implantar no útero.

Fonte: Curso de extensão em Bioética do Pe Lodi. Veja neste vídeo:


Equipe Templário de Maria

 
 
 

Como estamos formando nossas famílias? Será que estamos agindo como verdadeiros católicos quando optamos por ter poucos filhos, ou até mesmo abandonamos nossos filhos em creches em troca de um conforto e bem estar material?

Neste vídeo seremos lembrados da enorme importância que tem a vocação do matrimônio.


Após assistir a formação acima, recomendamos que assistam também essa formação que aborda os principais erros que as famílias cristãs cometem na educação dos filhos…

Assista também:


Aos que desejarem se aprofundar ainda mais, disponibilizamos esta aula especial sobre a Família e a Educação dos filhos:


 
 
 

Como estamos formando nossas famílias? Será que estamos agindo como verdadeiros católicos quando optamos por ter poucos filhos, ou até mesmo abandonamos nossos filhos em creches em troca de um conforto e bem estar material?

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