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VATICANO, 01 Nov. 08 / 08:17 am (

ACI).- Milhares de fiéis assistiram na Praça de São Pedro no dia da Solenidade de todos os Santos para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem em suas palavras iniciais descreveu o espetáculo da santidade como meta espiritual para a que todos os batizados devem caminhar mediante o caminho das bem-aventuranças evangélicas.

“Todos os Santos trazem impresso o ‘selo’ de Jesus, quer dizer a pegada de seu amor, testemunhado através da Cruz. Todos estão no gozo, em uma festa sem fim, mas como Jesus, esta meta foi conquistada mediante a fadiga e a prova, confrontando cada um a própria parte do sacrifício para participar da glória da ressurreição”, disse o Papa ao falar dos Santos.

O Pontífice ilustrou a realidade dos Santos dizendo: “ao visitar um jardim botânico, ficamos surpresos perante a variedade de plantas e de flores, e espontaneamente pensamos na fantasia do Criador que fez da terra um maravilhoso jardim. Um sentimento análogo nos enche a alma quando consideramos o espetáculo da santidade: o mundo aparece como um ‘jardim’, onde o Espírito de Deus suscitou com grande fantasia uma multidão de santos e santas, de toda idade e condição social, de toda língua, povo e cultura. Cada um é diverso do outro, com a singularidade da própria personalidade humana e do próprio carisma espiritual”.

Também fez notar que “a Solenidade de Todos os Santos se afirmou durante o primeiro milênio cristão como uma celebração coletiva dos mártires”, e que tal martírio pode ser considerado em sentido amplo, quer dizer “como o amor por Cristo sem reservas, amor que se expressa no dom total de si a Deus e aos irmãos. Esta meta espiritual a que todos os batizados devem dirigir-se, alcança-se seguindo o caminho das ‘bem-aventuranças’ evangélicas, que a liturgia nos indica na hodierna solenidade”.

“Trata-se –disse o Papa- do mesmo caminho indicado por Jesus, que tantos Santos se esforçaram em percorrer, conscientes de seus limites humanos. Na existência terrena foram pobres em espírito, sentiram a dor pelos seus pecados, mansos, famintos e sedentos de justiça, misericordiosos, puros de coração, operários da paz, perseguidos. E Deus os fez partícipes de sua própria felicidade: a pré-gostaram neste mundo e a gozam em plenitude no além. É agora que são consolados, herdeiros da terra, satisfeitos, perdoados, vêem Deus. Em uma palavra: ‘deles é o Reino dos Céus’”.

O Papa terminou suas palavras iniciáis exortando a reavivar “em nós a atração para o Céu, que nos impulsiona e apressa o passo do nosso peregrinar terreno. Sentimos acender-se em nossos corações o desejo de nos unir por sempre à família dos Santos, da que já somos parte”. Seguidamente se rezou o Ângelus, o Papa cumprimentou os presentes em diversos idiomas e deu sua Bênção Apostólica.

 
 
 

Hoje durante a oração do Ângelus

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI explicou, durante a saudação aos peregrinos na Praça de São Pedro por ocasião do Ângelus, a importância de unir a leitura espiritual com a exegese científica na hora de se aproximar da leitura da Bíblia.

Este tema, explicou o Papa, foi um aspecto sobre o qual se refletiu durante o Sínodo, «a relação entre a Palavra e as palavras, isto é, entre o verbo divino e as escrituras que o expressam».

«A Sagrada Escritura é Palavra de Deus em palavras humanas. Isso implica que todo o texto deve ser lido tendo presente a unidade de toda a Escritura, a viva tradição da Igreja e a luz da fé», afirmou o Papa.

«Se é verdade que a Bíblia é também uma obra literária, ou mais ainda, o grande código da cultura universal, também é verdade que ela não deve se despojar do elemento divino, mas ser lida no mesmo Espírito em que foi composta.»

Portanto, acrescentou, tanto a exegese científica como a lectio divina são importantes; «ambas são necessárias e complementárias para buscar, através do significado literal, o espiritual, que Deus quer nos comunicar hoje».

Neste sentido, referindo-se aos ensinamentos da constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, recordou que «uma boa exegese bíblica exige tanto o método histórico-crítico como o teológico».

O Papa se referiu também ao recentemente concluído Sínodo dos Bispos como «uma experiência forte de comunhão eclesial, mas esta ainda mais porque no centro da atenção foi colocado o que ilumina e guia a Igreja: a Palavra de Deus, que é Cristo em pessoa».

«Vivemos cada dia em escuta religiosa, advertindo toda a graça e a beleza de ser seus discípulos e servidores – acrescentou – e experimentamos a alegria de ser convocados pela Palavra, e especialmente na liturgia encontramos o caminho dentro dela, como nossa terra prometida, que nos leva a antegozar o Reino dos céus.»

 
 
 

O Papa falou sobre o ensinamento de São Paulo sobre a Igreja

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Seguindo com a série de catequeses sobre São Paulo, o Papa Bento XVI dedicou a audiência geral de hoje a falar do ensinamento do Apóstolo sobre a Igreja.

Em primeiro lugar, o Papa se referiu ao significado da própria palavra «Igreja», que em grego significa «assembléia». Esta palavra, assinalou, «procede do Antigo Testamento e significa a assembléia do povo de Israel, convocada por Deus».

Em Paulo, que é o primeiro escritor cristão em utilizar este termo, passa a ser «nova comunidade dos crentes em Cristo que se sentem assembléia de Deus, a nova convocatória de todos os povos por parte de Deus e diante d’Ele».

«É importante observar que quase sempre a palavra ‘Igreja’ aparece com o acréscimo do esclarecimento ‘de Deus’: não é uma associação humana, nascida de idéias ou interesses comuns, mas de uma convocação de Deus. Ele a convocou e por isso é una em todas as suas realizações», explicou.

O Papa se referiu também a outro conceito paulino referido à Igreja, como «Povo de Deus», em continuidade com o sentido do termo no Antigo Testamento. A pertença a este povo de Israel se manifesta em uma série de sinais externos.

«Após o encontro com Cristo ressuscitado, Paulo entendeu que os cristãos não eram traidores; ao contrário, na nova situação, o Deus de Israel, mediante Cristo, havia estendido seu chamado a todos os povos, convertendo-se no Deus de todos os povos. Desta forma se realizava a fidelidade ao único Deus; já não eram necessários os sinais distintivos constituídos pelas normas e observâncias particulares», acrescentou.

O terceiro conceito utilizado por Paulo em suas cartas, acrescentou o Papa, é o de «Corpo de Cristo». «Trata-se de um conceito exclusivamente paulino», explicou, entendido tanto desde o ponto de vista humano como divino.

«Paulo sustenta que a Igreja não é só um organismo, mas se converte realmente em Corpo de Cristo no sacramento da Eucaristia, onde todos recebem seu Corpo e chegam a ser realmente seu Corpo.»

Por último, Paulo utiliza o termo «templo de Deus» para referir-se à comunidade dos crentes, oferecendo um aspecto novo, explica o Papa, «porque atribui a um tecido de relações interpessoais um termo que comumente servia para indicar um lugar físico, considerado sagrado».

Isso, acrescenta, «nos ajuda a compreender cada vez mais o mistério da Igreja em suas distintas dimensões de assembléia de Deus no mundo. Esta é a grandeza da Igreja e a grandeza do nosso chamado: somos templo de Deus no mundo, lugar onde Deus habita realmente, e somos, ao mesmo tempo, comunidade, família de Deus, que é amor».

«Como família e casa de Deus, devemos realizar no mundo a caridade de Deus e ser, assim, com a força que vem da fé, lugar e sinal de sua presença», concluiu.

182 grupos de peregrinos

O Papa saudou os peregrinos de diferentes línguas: francês, alemão, espanhol, inglês, português, húngaro, polonês, eslovaco, croata e italiano. No total, cerca de 25 mil peregrinos se reuniram esta manhã na Praça de São Pedro para a audiência geral.

Muitos saíram comovidos ao escutar as palavras do Papa. «Para mim é um sonho esta audiência. É a primeira vez que participo de uma. Só as havia visto na televisão. É a primeira vez que venho a Roma. Gostei muito do resumo que fez em espanhol sobre a Igreja viva que nos leva a esperar a vida eterna», assegurou Ana Cecilia Guevara, uma peregrina que veio com um grupo da Costa Rica, pertencentes ao Caminho Neocatecumenal.

Por sua parte, Mônica Biffi viajou pela primeira vez a Roma desde o norte da Itália com a comunidade da Madonna della Neve: «Gostei muito da audiência. A escola organizou uma peregrinação para participar e conhecer o Santo Padre. Vim a Roma especialmente para encontrar-me com o Papa», testemunhou Mônica.

Como um sinal da universalidade da Igreja, o peregrino Gonzalo Suárez, das Astúrias, esteve nesta audiência: «As palavras do Santo Padre nos convidam a viver a irmandade de todos os que cremos em Cristo e buscamos em Pedro um sinal de identidade e unidade». Era a primeira vez que Gonzalo participava de uma audiência com Bento XVI, da qual destacou sua profundidade.

 
 
 
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