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O CULTO DOS SANTOS POR QUE SÓ A BIBLIA? Artigo 2°

NA EPISTOLA AOS COLOSSENSES

Na Epistola aos Colossenses, S. Paulo está prevenindo os destinatários da sua carta contra certos VISIONÁRIOS que ensinam doutrinas errôneas, alegando tê-las aprendido VENDO anjos, a quem cultuam. Vejamos o texto: Ninguém vos desencaminhe, afetando parecer humilde e dar culto aos anjos, QUE NUNCA VIU no estado de viador: inchado vãmente no sentido da sua carne, e sem estar unido com a cabeça, da qual todo o corpo, dormido e organizado pelas suas ligaduras e juntas, cresce em aumento de Deus (Colossenses 2 , 18-19).

0 texto grego que foi usado (edição de Nestle) diz assim: Ninguém vos seduza, querendo, querendo, com a mortificação e o culto dos anjos, perscrutando o que não VIU; sendo que há. certos códices que trazem: permutando o que NÃO VIU; o que, por mais estranho que pareça, não altera o sentido: Perscrutando o que NÃO VIU quer dizer que estes homens de fato não receberam visão alguma; Perscrutando o que VIU – quer dizer que estes homens alegam ter visto alguma coisa (quando de fato não viram nada).

Trata-se apenas de hereges que sustentam teorias condenáveis e, para justificá-las, alegam que fazem mortificações e com isto conseguem ter visões de anjos, que os favorecem com revelações, quando na realidade não viram coisa alguma. S. Paulo mostra que estes estão inchados na sua soberba, na sua presunção e estão separados do corpo místico da Igreja, cuja cabeça é Cristo.

Concluir destas advertências feitas pelos Apóstolos contra certos e determinados hereges, visionários e enganadores, que não nos seja lícito fazer uma súplica aos anjos, é querer identificar duas coisas que nada têm que ver, uma com a outra.

ADORA A DEUS!

Vejamos agora o episódio que se passou entre S. João Evangelista e o anjo que lhe fez as revelações. S. João quis ADORAR o anjo, e o anjo se recusou dizendo: Não faças tal, adora a Deus!

Primeiramente, temos que prevenir o leitor de que, como explicaremos mais adiante a palavra ADORAR é frequentemente empregada nas Escrituras para significar, não a adoração que se deve exclusivamente a Deus, mas um ato de saudação, em que uma pessoa se prostra em terra para reverenciar a outra, como era costume entre os orientais. S. João não iria cometer um ato de idolatria ou de adoração indevida, porque era um Apóstolo, iluminado pelo Espirito Santo. Quis apenas expressar ao anjo a sua profunda reverência.

Pois é; diz o protestante. Quis expressar ao anjo a sua profunda reverência, quis PRESTAR-LHE CULTO e o anjo não permitiu.

Que dizer que os anjos não permitem aos homens que lhes expressem a sua reverência para com eles? Como se explica então que, como narram as mesmas Sagradas Escrituras, Lot viu dois anjos, fez-lhes a reverência, prostrou-se diante deles e as anjos não fizeram não fizeram nenhum sinal de protesto (Gênese 19, 1-2)? Josué viu um anjo em figura de homem, prostrou-se diante dele e o anjo não reclamou coisa alguma. Lê-se, com efeito, no livro de Josué: Estando Josué no campo da cidade Jericó, levantou os olhos e viu um homem posto em pé diante dele, que tinha uma espada nua e foi ter com ele disse-lhe: tu és dos nossos inimigos? O qual lhe respondeu: Não, mas sou O PRÍNCIPE DO EXÉRCITO DO SENHOR, e agora venho. Josué se lançou com o rosto em terra e ADORANDO, disse: Que diz meu Senhor ao seu servo? Tira, lhe disse ele, o calçado de teus pés, porque o lugar que estás é santo. E Josué fez como se lhe havia mandado (Josué 5, 13-1 6). O mesmo aconteceu com Balaão: viu o anjo, prostrou-se diante dele, e fez a saudação que se chamava naquele tempo adoração e o anjo aceitou esta homenagem, não protestou coisa alguma: No mesmo ponto abriu o Senhor os olhos de Balaão, e ele viu a anjo parado no caminho com a espada desembainhada e, prostrado por terra, O ADOROU. A0 qual disse o anjo: Por que castigas tu terceira vez a tua jumenta? (Números 22, 31 -32). O anjo repreende a Balaão por ter castigado em demasia a jumenta, mas não reclama per se ter prostrado diante dele.

Há, portanto, uma razão especial, pela qual o anjo que fez as revelações a S. João Evangelista se recusa a receber as suas homenagens. E esta razão, o anjo a declara abertamente. Quer mostrar com isto o apreço em que tem a S. João, a quem está tratando de igual para igual, porque S. João também é um profeta, pertence a uma classe privilegiada por Deus: Vê não faças tal: eu sou contigo e COM TEUS IRMÃOS QUE TEM O TESTEMUNHO DE JESUS. Adora a Deus; porque O TESTEMUNHO DE JESUS É O ESPÍRITO DE PROFECIA (Apocalipse 19, 10).

E a prova de que o anjo, recusando aquela homenagem, não está absolutamente censurando a S. João Evangelista de querer fazer uma coisa ilícita ou pecaminosa, é que, no fim do Apocalipse, S. João nos narra que quis novamente prostrar-se diante dele, e o anjo mais outra vez não quis consentir. NÃO se trata, portanto, de uma teimosia em fazer o que não era direito, isto seria inconcebível num Apóstolo; trata-se de uma insistência em prestar ao anjo uma homenagem que ele merece, e insistência outra vez da parte do anjo em declinar desta homenagem. E a razão que o anjo dá nesta segunda tentativa é igualmente a mesma: S. João é um profeta. E eu, João, sou o que ouvi e o que vi estas coisas; e depois de as ter ouvido e visto, me lancei aos pés do anjo que mas mostrava, para o ADORAR; e ele me disse : vê não faças tal, porque eu servo sou contigo e com TEUS IRMÃOS, OS PROFETAS e com aqueles que guardam as palavras da profecia deste livro. Adora a Deus (Apocalipse 22, 8-9).

O anjo está falando com um Apóstolo e Evangelista, com um Profeta, um Santo, um Homem de Deus, um Pregador do Evangelho, o Discípulo Virgem, predileto de Jesus, não quer receber homenagem deste homem, a quem quer tratar como a seu semelhante.

Só falta agora a teimosia do protestante alegar: Mas Balaão também era profeta. A alegação vem fora de propósito: 1° Porque o anjo, assim como recusou a homenagem do Apóstolo, bem poderia tê-la aceitado. Jacó é irmão de Esaú, em nada lhe é inferior e no entanto se prostra sete vezes diante dele, ao receber a sua visita (Gênesis 33, 3); 2° Porque Balaão tinha sido colhido em falta naquele mesmo momento, e nada mais natural do que fazer um ato de submissão ao anjo e submeter-se a uma penitência; 3° Porque foi claramente anunciada no Evangelho a major dignidade, a superioridade dos personagens do Novo Testamento, com relação aos do Antigo: Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulheres não se levantou outro maior que João Batista; mas o que é menor no reino dos Céus é maior do que ele (Mt 11, 11).

BONS E MAUS TROCADILHOS

Finalmente chegamos à expressão: UNICO MEDLADOR.

Os protestantes dizem enfaticamente: É um crime pedir aos santos que sejam mediadores, que intercedam por nós, porque S. Paulo nos diz claramente que jesus é o UNICO MEDIADOR entre Deus e os homens (1 Tm 2, 5).

Eis aí um grandíssimo SOFISMA BASEADO NUM JOGO DE PALAVRAS.

A coisa mais conhecida deste mundo é que muitas e muitas vezes uma palavra pode ter mais de um sentido. Isto acontece com quase todas as palavras. Já tivemos ocasião de mostrar ao leitor que S. Paulo, nesta 1° Epistola a Timóteo, diz a este seu amigo e companheiro que ele tem por missão SALVAR a si mesmo e SALVAR os outros (fazendo isto, te SALVARAS tanto a ti mesmo, como AOS QUE TE OUVEM 4, 16), quando todos sabem que único Salvador é Jesus. E porque, como já explicamos, isto depende do sentido em que se tome a palavra: SALVAR.

As vezes até se observa na Escritura que numa pequenina frase a mesma palavra toma dois sentidos diversos, dando lugar a um trocadilho: Segue-me e deixa que 0S MORTOS sepultem os MORTOS (Mateus. 8, 22). Ora, um defunto não pode ir ao enterro de outro defunto. A frase significa: Deixa que aqueles que estão MORTOS ESPIRITUALMENTE sepultem os que estão CORPORALMENTE MORTOS. Outra frase em que se mostra um trocadilho assim, é aquela de S. Paulo, que diz a respeito de Deus com relação a Jesus Cristo: Àquele que não havia conhecido PECADO, o fez PECADO por nós: (2 Coríntios 5, 21). Chamava-se pecado o ato mau cometido pelo homem; e chama-se também pecado a vítima que se oferecia a Deus pelos pecados nos sacrifícios antigos: Eles comerão dos PECADOS do meu povo (Oséias 4, 8) e assim, segundo a frase de S. Paulo: Jesus não conhecia pecado, era santo e inocente e por isto Deus o tornou pecado, isto é, vítima pelo pecado para nos salvar.

A objeção dos protestantes é também um trocadilho, mas não como o de Jesus ou o de Paulo que só diziam a verdade, que não eram capazes de enganar, mas um trocadilho da pior espécie, feito manhosamente para iludir o povo rude e inexperiente.

Não; caros amigos protestantes. Deixemo-nos de brigas por uma mera questão de nomes.

Os anjos e os santos são MEDIADORES. E jesus Cristo É o ÚNICO MEDIADOR. Não existe aí nenhuma contradição; PORQUE TODA A QUESTÃO ESTÁ EM SABER EM QUE SENTIDO JESUS CRISTO É O ÚNICO MEDIADOR E EM QUE SENTIDO OS ANJOS E 0S SANTOS SÃO MEDIADORES TAMBÉM.

MEDIAÇÃO E SUAS FINALIDADES

A palavra MEDIADOR (no grego MESÍTES) significa simplesmente isto: INTERMEDIÁRIO. Esta função de intermediário varia de acordo com a finalidade com que é exercida. Um homem pode ser mediador ou intermediário PARA FAZER A RECONCILIAÇÃO ENTRE DUAS PESSOAS; Pode ser mediador ou intermediário PARA TRANSMITIR A MENSAGEM DE UMA PESSOA PARA OUTRAS, servindo, por exemplo, de intérprete; Pode ser mediador ou intermediário PARA JULGAR UMA QUESTÃO QUE HÁ ENTRE DUAS PESSOAS ou DOIS GRUPOS, servindo de árbitro; Pode ser mediador ou intermediário PARA PEDIR UMA COISA EM NOME DE 0UTRO.

Precisamos saber em que sentido jesus é apresentado na Escritura como ÚNICO MEDIADOR, porque a própria Escritura dá este nome também a Moisés. Desde que no Antigo Testamento a lei divina foi entregue ao povo, servindo MOISÉS DE INTERMEDIÁRIO para transmitir a mensagem celeste (portanto no segundo sentido que apontamos acima), Moisés neste sentido foi um MEDIADOR. E é por isto que S. Paulo chama a Jesus MEDIADOR DUM NOVO TESTAMENTO (Hebreus 9; 12, 24), dando a entender claramente que Moisés o era do Antigo. E realmente faz o contraste entre Moisés e Jesus, chegando à conclusão de que jesus é MEDIADOR DE UM MELHOR TESTAMENTO: [. . .] O quais servissem de modelo e sombra das coisas celestiais, como foi respondido a Moisés, a quando estava para acabar o tabernáculo: Olha (disse),faze toda todas as coisas conforme o modelo que te foi mostrado no monte. Mas agora AQUELE alcançou tanto melhor ministério, quanta é MEDIADOR ainda de MELHOR TESTAMENTO, o qual está estabelecido em melhores promessas: (Hebreus 8, 5-6). Aí já a palavra MEDIADOR é tomada noutro sentido, pois Jesus, sendo o ÚNICO MEDIADOR entre Deus e os homens, o é para todos os homens, desde o princípio do mundo, homens do Antigo e do Novo Testamento: não entrou para se oferecer muitas vezes a si mesmo [. . .] doutra maneira lhe seria necessário parecer muitas vezes desde o princípio do mundo (Hebreus 9, 25-26). Moisés podia muito bem no seu tempo qualificar-se de mediador entre Deus e os homens, mas mediador em um certo sentido, no de transmitir aos homens as palavras de Deus: Então eu fui o que intervim como MEDIADOR ENTRE O SENHOR E VÓS PARA VOS ANUNCIAR AS SUAS PALAVRAS (Deuteronômio 5, 5).170 Ora, se tomamos a palavra MEDIADOR neste sentido, já todos os profetas são MEDIADORES, porque servem de intermediários para transmitir aos homens os avisos e ensinamentos divinos. E o próprio S. Paulo era também MEDIADOR, porque era intermediário entre Deus e os homens. Que é um embaixador senão um intermediário? Nós fazem o ofício de embaixador em nome de Cristo, como que Deus nos admoesta por nós outros. Por Cristo vós rogamos que vos reconcilieis com Deus (2 Coríntios 5, 20).

A questão está, portanto, em saber EM QUE SENTIDO JESUS E O ÚNICO MEDIADOR, o ÚNICO INTERMEDIÁRIO ENTRE DEUS E 0S HOMENS. E para isto é indispensável examinar o contexto da célebre frase de S. Paulo, porque o forte dos protestantes, nesta matéria de sofismas, consiste em separar as palavras do seu verdadeiro contexto. #wanderley NAVARRO, Lúcio, Legítima interpretação da Bíblia Continua.

 
 
 

O CULTO DOS SANTOS

POR QUE SÓ A BIBLIA?

Artigo 1°

Assegurando á SUA IGREJA que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela, Jesus estava garantindo que ela jamais seria invadida pelo erro, porque seria de fato uma grande vitória do poder das trevas, se conseguisse transformar a Igreja de Deus Vivo de mestra infalível da verdade em propagadora do erro, ainda que fosse num só ponto de sua doutrina. As heresias de todos os tempos foram sempre fomentadas pelas potestades infernais, para ver se conseguiam realizar este ideal satânico. E entre as heresias que têm lutado contra a Igreja ocupa um lugar muito importante o Protestantismo.

Na ânsia de justificar a sua atitude, aparecendo no século XVI, a ensinar uma doutrina muito diversa daquela que a Igreja vinha ensinando desde muitos séculos, esforçam-se os protestantes por demonstrar que essa Igreja errou, ou melhor, encheu-se de erros, o que é o mesmo que dizer, esforçam-se por demonstrar que falhou miseravelmente A PROMESSA DE JESUS.

Nesta pretensa demonstração, eles recorrem a argumentos que não poderiam deixar de ser falhos e improcedentes.

Um deles é o seguinte: A Igreja está errada em tais e tais pontos que ela ensina, porque são COISAS QUE NAO ESTAO NA BÍBLIA.

Este argumento é falso, porquanto se baseia numa falsa suposição: a de que a bíblia tenha sido escrita para ser a nossa única regra de fé.

Cristo disse aos Apóstolos: PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA (Mc 16, 15), não disse que o meio para conhecerem os homens a verdade religiosa era só e exclusivamente a leitura da Bíblia. Mandou-lhes ENSINAR A TODAS AS GENTES, prometeu-lhes a sua assistência neste ensino. E a ideia que fazem os protestantes é esta: Os Apóstolos pensaram assim: Cristo nos mandou ensinar, quer dizer que nós pregamos enquanto estamos nesta terra. E também escrevemos o Novo Testamento e o deixamos, para que cada um aprenda a doutrina Cristã, após a nossa morte.

Mas esta ideia é errônea. O Novo Testamento não foi escrito segundo este plano. Começa logo por não ter sido escrito só pelos Apóstolos: Marcos que escreveu o 2° Evangelho e Lucas que escreveu o 3° e os Atos dos Apóstolos, não haviam recebido a missão de ensinar a todos os povos. E vários Apóstolos, como S. Tomé, S. Filipe, S. Bartolomeu, S. André, S. Simão Cananeu, que foram para bem longe pregar a povos de línguas diversas, aos quais não seria fácil manusear o grego do NOVO Testamento, no entanto NENHUM LIVRO DA BÍBLIA DEIXARAM ESCRITO, não foi composto o Novo Testamento com a preocupação de ensinar a doutrina; e toda a doutrina; neste caso deveria ter seguido o método adequado, apresentando ordenadamente a matéria ponto por ponto e em linguagem clara e acessível a todos, a fim de que não se deixasse margem alguma para a dúvida; não teria tantos trechos de interpretação bem difícil. Conforme já explicamos, foram escritos os seus livros ocasionalmente, de acordo com as necessidades do momento. Deus os inspirou e de certo são eles a palavra escrita infalível que CONSOLIDA o ensino da Igreja e que lhe serve de orientação proveitosíssima neste ensino; são também os documentos, pelos quais a Igreja prova contra os hereges a sua legitimidade, a sua origem divina. Mas não há nenhuma palavra de Jesus, o qual deixou a Igreja com a missão de ENSINAR e num tempo em que não havia sido escrito nenhum livro do Novo Testamento, não há nenhum texto sagrado que nos indique que só devemos aceitar o ensino da Igreja, se ele estiver contido EXPLICITAMENTE na Bíblia. Antes, o que ela ensina, está também implicitamente recomendado pela Escritura Sagrada que a apresenta como COLUNA E FIRMAMENTO DA VERDADE (1T m 3, 15) e como detentora das divinas promessas. E muitas discussões, hesitações e controvérsias que há entre os próprios protestantes, por exemplo, a respeito do Batismo, do pecado original, do número dos sacramentos, etc., nascem precisamente disto: a Bíblia não oferece elementos suficientes para se resolverem definidamente estas questões; e os Protestantes, surgindo no século XVI e rejeitando toda a Tradição, querem resolvê-las exclusivamente pelos dados da Bíblia, ao passo que a Igreja Católica, vindo dos tempos apostólicos, está firme e segura na sua doutrina, porque sabe, pela tradição, qual foi o verdadeiro ensino que os Apóstolos legaram á Cristandade.

AS DECISÕES DOS CONCÍLIOS

. Queremos chamar a atenção também para um TRUQUE muito usual entre os protestantes, com o qual aqueles que conhecem mais um pouquinho de história da Igreja procuram enganar os incautos e inexperientes.

Quando vê AS SUAS DOUTRINAS serem negadas pelos hereges ou serem mal interpretadas, ou aparecem questões sobre os verdadeiros termos em que devem ser propostas e defendidas, a Igreja Católica nos seus concílios ecuménicos, isto é, universais, faz as solenes definições para esclarecer, eliminando qualquer dúvida, a fim de que se preserve A UNIDADE DA FÉ. Aproveitam-se disto os protestantes para dizerem que nesta ocasião foi a doutrina INTRODUZIDA na Igreja, o que é inteiramente falso. Foi o que se deu, para dar um exemplo, com o dogma da presença real de Cristo na Eucaristia. Está clarissimamente ensinado na Bíblia, sempre foi admitido pelos católicos, era um dogma que fazia parte da Vida dos cristãos, que comungavam, ouviam a Santa Missa, etc. Até o século XI nunca foi negado diretamente, nem mesmo pelos hereges. Quando aparecem seitas heréticas combatendo este dogma, a Igreja solenemente o define, como o fez no 4° Concilio de Latrão, em 1215. Dizer que 56 9.1 é que a doutrina foi introduzida na Igreja é uma enorme falsidade histórica; como é também inexato pensar que se é de fé para nos, católicos, o que é definido nos Concílios, pois é de fé para nos tudo quanto ensina a BÍBLIA, e a Igreja não vai definir os ensinos da bíblia versículo por versículo.

USOS E QUESTOES DISCIPLINARES

Outra observação que temos a fazer é a seguinte: Uma coisa é a DOUTRINA; e outra são as questões disciplinares, os usos e costumes e devoções, que podem variar de um século para outro, conservando-se inalterada a parte doutrinária. A Igreja é autônoma, tem o direito de impor leis que não sejam contrárias as leis divinas, tem o direito de governar-se a si mesma: Tudo o que ligares sobre a terra será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra será desatado também nos Céus (Mt 16, 19), foi dito por Jesus Cristo a Pedro, o chefe da Igreja. E o mesmo poder de ligar e desligar foi também concedido ao colégio apostólico (Mt 18, 18). Estes poderes persistem no sucessor de Pedro e naqueles que ocupam o lugar dos Apóstolos aqui na terra, como legítimos continuadores de sua missão.

A Igreja vai durar até o fim do mundo, em circunstâncias as mais diversas, no meio das mais diversas raças. Tem que conservar intacto, inalterado o depósito da fé, da sua DOUTRINA. Mas as leis disciplinares, pelas quais internamente se governa têm que variar de acordo com as circunstâncias. Os métodos de ensino, as devoções especiais os meios de apostolado, vão sendo pouco a pouco inspirados pelo Divino Espirito Santo que vela sempre sobre ela.

Querer, portanto, que por todos os séculos a Igreja tenha que restringir-se a fazer exclusivamente o que fizeram os Apóstolos, naqueles primeiros dias de sua história, dias, aliás, extraordinários, em que havia certos dons e carismas que seriam limitados àqueles primórdios, seria evidentemente um absurdo.

Põem-se então muitos protestantes a “demonstrar” que a Igreja Católica não é mais a Igreja de Cristo, porque em tal época impôs a obrigação do jejum na Quaresma, ou em tal época os padres começaram a usar vestuário diferente dos seculares, ou começaram a usar tonsura na cabeça, porque em tal época se começou a recitar o Rosário, a fazer procissão com o Santíssimo Sacramento ou a usar campainhas na celebração da Missa ou a acender velas nas igrejas, ou a canonizar os santos ou a usar o latim como língua litúrgica e nada disto havia no tempo dos Apóstolos [. . .] Os Pentecostais acham que a Igreja Católica não é a mesma Igreja de Cristo, porque nela os fiéis não recebem mais o Espirito Santo com o DOM DAS LÍNGUAS, como acontecia algumas vezes nos tempos primitivos [. . .]. E uma das provas mais evidentes que os protestantes vêem de que a Igreja não é mais a Igreja de Cristo é o Celibato eclesiástico. já tivemos oportunidade de falar sobre este assunto em outros artigos.

Permitia-se no tempo dos Apóstolos que os presbíteros, também chamados bispos, fossem casados e já explicamos por quê. Nestas circunstâncias, S. Paulo recomenda que só seja escolhido para bispo um homem que tenha sido esposo duma só mulher (l Tem 3, 2), não servindo para o cargo aqueles que já andaram ás voltas com muitas mulheres. E S. Paulo, note-se bem, afirma claramente que pratica o celibato e além disto o aconselha (1 Cor 7, 7-8), bem como ensina A DOUTRINA das vantagens da continência perfeita sobre o estado de matrimônio (1Cor 7, 25-35). Isto era doutrina do próprio Jesus, que alude àqueles que sacrificam seus instintos carnais POR AMOR DO REINO DOS CÉUS (Mt 19, 12). Pois bem, quando a Igreja resolveu só aceitar para sacerdotes aqueles que espontaneamente queiram fazer o voto de castidade perfeita, deixou por isto de ser a Igreja Verdadeira de jesus Cristo? [. . .]. Agora repare bem o leitor A LÓGICA PROTESTANTE. Os Apóstolos proibiram aos cristãos corner do sangue e da carne sufocada (At 15, 29). Tinham os cristãos que fazer como faziam os judeus: matar o animal, fazer escorrer todo o sangue para depois comer. NA Bíblia Não CONSTA A REVOGACAO DESTE DECRETO. Mais tarde a Igreja, com o seu poder de ligar e desligar, uma vez que não havia mais as razões pelas quais esta proibição tinha sido feita, resolveu revogar tal MEDIDA DISCIPLINAR imposta pelos Apóstolos. E no entanto os protestantes que acham que a Igreja tem que se limitar a fazer exclusivamente o que esta na Bíblia, que só admitem aquilo que se vê em letra de forma no Livro Sagrado, comem a came dos animais com o sangue, comem as carnes sufocadas, sem nenhum remorso, autorizados exclusivamente pela Igreja Católica!

O DESAFIO

Caros amigos protestantes:

Vocês querem provar que a Igreja Católica se deixou contaminar pelo erro e que é falsa a promessa de jesus Cristo de que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela Sentem absoluta necessidade disto, porque precisam justificar a sua inegável posição de HEREGES, surgidos no século XVI, afastados da Igreja fundada por Cristo, a Igreja Católica, e combatendo dou trinas que a mesma vinha c vem ensinando desde muitos séculos, em toda a historia do Cristianismo. Não é assim? Pois bem, argumentem com a DOUTRINA. Provem que a Igreja ensina DOUTRINAS CONTRÁRIAS AS DOUTRINAS ENSINADAS NA SAGRADA ESCRITURA.

Dirão os protestantes:

Pois bem, está aceito o desafio. Vamos argumentar com a DOU’I’RINA da Igreja e mostrar que ela é contraria à doutrina do Evangelho. A Igreja presta culto aos anjos e aos santos, os considera como MEDIADORES entre Deus e os homens, pois faz orações aos anjos e aos santos, para que intercedam por nós. Ora, isto é doutrina condenada pela bíblia que diz assim: só HA UM MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS, QUE É JESUS CRISTO HOMEM (1Tm 2, 5). Além disto, S. Paulo na sua Epístola aos Colossenses previne os fiéis contra o culto dos anjos (Cl 2, 18). E o Apocalipse nos narra duas vezes que S. João quis adorar o anjo, mas o anjo expressamente se recusou dizendo: Vê não faças tal: eu sou servo contigo e com teus irmãos que têm o testemunho de Jesus. ADORA A DEUS (Ap 19, 10; 22, 9). Logo, só Deus deve ser cultuado; só jesus é Mediador e, portanto, é contrário às Escrituras o culto dos anjos e dos santos. E, não contente com isto, a Igreja presta culto às imagens, adora-as, praticando uma idolatria que é tão insistentemente condenada pela bíblia, a qual também proíbe fazer imagens e prestar-lhes culto, mesmo que não seja de adoração: Não farás para ti imagem de escultura [. . ..] Não as adorarás, NEM LHES DARÁS CULTO (Ex 20, 4-5). Logo, a Igreja está em completo desacordo com a BÍBLIA.

Primeiro responderemos às objeções sobre o culto dos anjos; depois falaremos sobre Jesus Mediador, o que requer uma exposição um pouco mais extensa. E nos artigos seguintes falaremos então sobre o culto das imagens.

E verão vocês, protestantes, como estão completamente enganados em todos estes pontos.

NAVARRO, Lúcio, Legítima interpretação da Bíblia

Continua.

 
 
 

COMO SURGIU A TRADIÇÃO DA ÁRVORE DE NATAL

Os Pinheiros luminosos decorados com bolas coloridas são os primeiros sinais de que o ano está acabando. Este é o Tema da maioria dos comerciais, das músicas de fina de amo, a árvore de Natal é apresentada, muitas vezes, como símbolo máximo das festividades, vamos entender o real significado da Árvore de Nata. Vamos entender como e por que surgiu e se isso era apenas fruto do sincretismo católico medieval no início da Idade Média.

Ao longo da história, a Igreja em sua missão evangelizadora deu um signo cristão, purificando e batizando as celebrações pagãs e dando um sentido totalmente cristão a costumes populares. Os cânticos natalinos, por exemplo, eram originalmente músicas para comemorar colheitas ou a metade do verão, até serem incorporadas pelos religiosos. Elas se tornaram uma tradição natalina no final do período medieval.

Do ponto de vista histórico, alguns historiadores falam de festividades que lembram o Natal, a referência é São Gregório Nazianzo, lembrando que estávamos no início da Igreja e muitos pagãos haviam se convertido, esse é um dos momentos em que se inicia a purificação de tradições pagãs e folclóricas, e são dadas uma visão totalmente cristã. São Gregório Nazianzeno (um dos quatro patriarcas da Igreja Grega) advertiu contra “os excessos nas festividades, nas danças e decorações nas portas”. Nessa época, a Igreja já trabalhava sobre os traços de paganismo que estava nas sociedades e fazia o trabalho de eliminar os traços pagãos dos festivais de inverno.

Ainda que essa tradição realmente mescle objetos de culto e crença pagãos com a celebração cristã, – algo básico para o sucesso da expansão cristã entre os povos “bárbaros” no início da Idade Média -, há uma história muito interessante de como especificamente a árvore vai ser inserida no culto natalino.

Tudo começou com São Bonifácio, conhecido como o “Apóstolo dos Germânicos”. Bonifácio nasceu na Inglaterra, em 680. Aos sete anos ingressou em um mosteiro beneditino, estudando e se destacando por sua devoção e inteligência. Bonifácio, porém, se sentia vocacionado para a vida missionária, sobretudo entre o povo frísio, nos Países Baixos.

Por volta de 723, estava percorrendo a Alemanha onde encontrou, na véspera do Natal, uma pequena vila próxima a Geismar (Turíngia) na qual os habitantes realizavam sacrifícios humanos. Eles tinham a tradição de sacrificar uma criança aos pés de um carvalho, conhecido como “Carvalho do Trovão”, em homenagem ao deus Thor (deus do trovão, na mitologia nórdica).

Bonifácio e os outros missionários que o acompanhavam chegaram na vila a tempo de impedir mais um infanticídio. No momento em que o carrasco levantou o pesado machado de pedra, Bonifácio, com seu báculo na mão exclamou:

“Aqui está o Carvalho do Trovão, e aqui a cruz de Cristo quebrará o martelo do falso deus, Thor.” (SEWELL, 2014).

Ao descer o machado para matar a criança, Bonifácio colocou a cruz do seu báculo como proteção, e o machado de pedra se quebrou. Bonifácio, então, exclamou:

“Ouvi, filhos da floresta! Nenhum sangue fluirá esta noite a não ser a pena que tenho tirado do seio de uma mãe. Pois esta é a noite de nascimento do Cristo, o filho do Todo-Poderoso, o Salvador da humanidade. Mais justo é Ele que Baldur, o Belo, maior que Odin, o Sábio, mais gentil que Freya, o Bom. Desde que Ele veio, o sacrifício terminou. O escuro, Thor, em quem vocês têm chamado em vão, está morto. Nas profundezas de Niffelheim ele está perdido para sempre. E agora, nesta noite de Cristo, vocês começarão a viver. Esta árvore de sangue não escurecerá mais a sua terra. Em nome do Senhor, eu vou destruí-lo.” (SEWELL, 2014).

O missionário, então, desferiu um grande e único golpe de machado contra a árvore. O povo do vilarejo esperava que Thor destruiria aquele sacrílego. Porém, o que aconteceu foi que um forte vento soprou, derrubando a árvore, arrancando até suas raízes.

Atônitos diante disso, ouviram Bonifácio mais uma vez exclamar, apontando para um pinheiro na floresta:

“Esta pequena árvore, uma criança da floresta, será sua árvore sagrada esta noite. É a madeira da paz […] É o sinal de uma vida sem fim, pois suas folhas são sempre verdes. Veja como aponta para o céu. Que isso seja chamado de a árvore do filho de Cristo; reúnam-se sobre ela, não na floresta selvagem, mas em suas próprias casas; ali não abrigará atos de sangue, mas dons amorosos e ritos de bondade.” (SEWELL, 2014).

Com a madeira do carvalho derrubado, Bonifácio construiu uma capela e todo aquele povo se converteu ao cristianismo. Desde então, sobretudo em solo germânico, começou e se expandiu a tradição de, na véspera do Natal, se cortar um pinheiro, colocar em casa, como se fosse a árvore do Salvador Jesus Cristo, simbolizando que nenhuma criança precisa ser sacrificada, pois o Filho de Deus morreu para cessar todo o sacrifício. Lutero foi um daqueles que tinha essa tradição oriunda de sua família e a legou para o posterior protestantismo.

Prof. Lucas Gesta – Filigranas de História da Igreja.

Referências Bibliográficas:

-GONZÁLEZ, J. L. História Ilustrada do Cristianismo. A era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2011.

-SEWELL, M. Thor, St. Boniface, and the Origin of the Christmas Tree. Retirado de:https://mtncatholic.com/ thor-stboniface-and-the-ori gin-o…/. Acesso em 05/12/2018. Este artigo foi útil, pois o autor consultou uma fonte em inglês a qual não tenho acesso: o artigo “Celebrating a Merry Catholic Christmas: A Guide to the Customs and Feast Days of Advent and Christmas” do Dr. Rev. William Saunders.

-WILLIAMSON, J. M. The Life and Times of St. Boniface. London: Henry Frowde, 1904.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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