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A ARMA DO PADRE PIO

30 de jan. de 2019
1 min de leitura

Certa vez Padre Pio, necessitado que um frade lhe ajudasse a ir para a cama, pediu-lhe que tirasse sua arma do bolso do hábito. O frade, depois de garantir não haver arma alguma no bolso do Padre Pio, ouviu o santo insistir que ali havia, sim, uma arma. Ao que o frade, procurando mais uma vez, retrucou dizendo que ali só havia um terço, não uma arma.

— E o terço, o que é? Não é por acaso uma arma? — perguntou Padre Pio.

Era assim que Padre Pio via o Rosário: uma eficientíssima arma de defesa sobrenatural contra os ataques do demônio, que o acompanhou anos afora desde a mais remota infância. Os frades, que com ele conviveram no convento de San Giovanni Rotondo, mais de uma vez o ouviram referir-se ao Rosário dessa maneira.

Rezava essa oração mariana várias vezes ao dia. Sua intimidade com a Virgem Maria sempre foi muito grande: viu-a, pela primeira vez, aos cinco anos de idade, e, até o final da vida, aos oitenta e dois anos, foram incontáveis as vezes em que a mãe de Jesus lhe apareceria.

E esse homem, que provavelmente mais terços rezou no século XX, morreria em 1968 com as contas do Rosário entre os dedos. Ou seja, nos braços da Mãe de Deus.

 
 
 

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