A FUMAÇA DE SATANÁS ENTROU NA IGREJA

A
FUMAÇA DE SATANÁS ENTROU NA IGREJA
(A INQUISIÇÃO E A HISTÓRIA DA IGREJA SENDO DETURPADA)
Uma orientação aos católicos pacifistas e que tem vergonha do passado da igreja, que na verdade não conhecem, por isso fazem vergonha aos católicos que conhecem a história da igreja.
Vamos analisar algumas situações que ocorrem para o Católico car em erro.
Começaremos pela ignorância dos sacerdotes. Um jovem, começará por dirigir-se, naturalmente a sua Paróquia. Dificilmente encontrará respostas com o sacerdote, que é alheio em geral, à Trama destes assuntos espinhosos. Fora o sacerdote, a quem mais poderá recorrer, tendo em conta que a bibliografia existente, ao menos aquela que propõe este tema de forma objetiva, é difícil de encontrar, senão impossível? Poderá acontecer que o jovem, então, desiludido com a falta de respostas, e dando por verdadeiro o ditado que diz que “quem cala consente”, termina por aceitar aquilo que no princípio dava pouco crédito. Mas poderá ocorrer também que, pouco amigo do conformismo e das ideias vagas, persista na sua busca da verdade. É aqui que, cedo ou tarde, topará com o Católico despreparado.
O católico de boa vontade, mas equivocado. Assim se pode definir aquele que, em nome da Paz, levado por um confuso e mal compreendido ecumenismo, entende que a caridade Cristã sugere que se de crédito a tudo quanto que sejam as outras religiões, sem opor-se em nada; que se esqueça o passado e se desista de sua investigação, mesmo que isso pudesse significar a confirmação de antigos preconceitos contra a Igreja. Convida, festeja e exorta a um pedido de perdão indiscriminado e injustificado, Crendo que desta maneira será favorecida a imagem da igreja frente ao mundo, defendendo de forma uníssona que “o uso da força deve ser condenado categoricamente, sem distinções de tempo ou circunstâncias”. Em tal conceito percebe-se, antes de tudo, quatro gravíssimas faltas. Primeiro, que não se pode faltar à verdade a fim de agradar a outros, e mesmo ainda se a partir de tal gesto pudesse surgir uma condenação, implícita ou explícita, Total ou parcial, a uma instituição e a memória de todos os quantos nela procederam com retidão. Segundo, que este conceito – condenar a força por si mesma – é totalmente oposto à doutrina Universal e bimilenar do magistério da igreja, que reconhece a legitimidade, quando não há obrigação, em certos casos e sob certas condições e circunstâncias, da guerra justa e da legítima defesa. Recordemos que próprio “Papa da Paz”, João Paulo II, sempre reconheceu este direito. Terceiro, que o passado deve ser julgado dentro de seu próprio contexto histórico. Quarto e último, que não se deve temer o passado, ainda mais se não houver razão para isso. A igreja não faria nenhum favor a ninguém se se retratasse de 2.000 anos certamente ricos em frutos de santidade. Não se mente apenas pelo que se diz, mas também pelo que se cala. Nosso jovem, convencido da vontade autocrítica e conciliatória da igreja, Confirmará sua adesão e seu amor filial. Mas esse amor não é suficientemente legítimo se não for fundamentado, se nasce da ignorância e por razões equivocadas: não ama verdadeiramente aquele que só reconhece a grandeza, mas sim aquele que, informado e interessado por seus problemas, assiste ao Amado diante da Injustiça, e diante de seus erros insiste em que os corrija. Se este é o caso [um amor superficial], então será questão de tempo para que nossos jovens ceda à uma terceira escolha, se é que teve sorte de não haver encontrado antes do que ao despreparado.
O “católico de má vontade, informado de equivocado. Diferente dos primeiro, este costuma contar com os conhecimentos e a evidência suficiente para provar, justamente, o contrário do que afirma. Precisamente por isso denominamos “católicos” de má vontade. Encontram-se, em geral, envolvidos no assim chamado “movimento do terceiro mundo” ou na “teologia da libertação”, corretamente condenada terminantemente por João Paulo II e Bento XVI, ou para dize-lo de forma mais Ampla, em todas as variantes do progressismo. Tal é o caso do Cardeal – e teólogo – von balthasar, que em 1965 acusava Igreja Católica de “batismos forçados”, tribunais da Inquisição autos de fé, noites de São Bartolomeu, conquistas de continentes estrangeiros a sangue e fogo para levar, com o motivo de uma exploração brutal, a mensagem da religião da Cruz e do amor, interferências indesejadas e totalmente ignorantes em problemas derivados do avanço da ciência, ordens e excomunhões ditadas por uma autoridade espiritual que atua e quer ser reconhecida como política (…). Ações penosas sem fim. Coisas ainda mais inverossímeis, e logicamente infundadas, seriam afirmados pelo ainda atuante teólogo apóstata da Hans Küng, que chegaria sugerir o número de Bruxas queimadas pela inquisição como sendo de 9 milhões! Mesmos os mais exaltados Inimigos da Igreja Católica não chegaram a sugerir nem um centésimo dessa cifra. O caso do “católico” Küng é um dos mais evidentes dessa má vontade consciente. Basta dizer que recentemente, em entrevista ao jornal alemão frankfurter rundschau e a emissora Deutschlandfunk (recolhida pelo jornal espanhol El país em 21 de abril de 2010), este pediu, junto com outras organizações “católicas”, de forma explícita e enérgica a renúncia do Papa.
Embora estas vozes radicais sejam fáceis de rebater através de pesquisa científica, e até mesmo pelo senso comum mas elementar, representam um particular Perigo Para os católicos, justamente por virem de dentro da própria igreja. E reconheçamos a verdade, não são muitos os católicos que tem a capacidade ou o tempo para discernir apropriadamente entre o verdadeiro e o falso, nem tão pouco aqueles que sabem distinguir de maneira oportuna entre o magistério da igreja e as vozes particulares e isoladas. É suficiente que um bispo Cardeal ou teólogo entre 100 mil o diga para que lhe dêem crédito!
Para poder entender isso que a priori pareceria incompreensível – Isto é, como um bispo ou Cardeal atribui a sua própria igreja crimes piores do que os imaginados por seus adversários? É necessário compreender, primeiro, a existência de uma contra-igreja, de um “magistério paralelo” em seu próprio seio. Que isto foi, e continua sendo, uma realidade, não é algo que tenha sido observado e denunciado somente por setores que poderiam ser qualificados como propensos ao exagero.
O próprio Paulo VI havia reconhecido explicitamente um processo de auto demolição na igreja, alertando que a “fumaça de satanás” havia entrado nela, em Clara alusão ao progressismo que se ia acomodando por todos os lados, Especialmente na época do Concílio Vaticano II. A atualidade oferece exemplos concretos desta realidade; caso de teólogos, bispos, cardeais e sacerdotes que não apenas se atrevem a duvidar do magistério pontifício, desobedecendo-o sem nenhum tipo de escrúpulos, mas Inclusive a atacá-lo abertamente! Assim, encontram-se alguns deles apoiando, por ação ou omissão, a prática do aborto, os “casamentos” homoafetivos, a desnaturalização do sacerdócio, e aderindo a grupos ou organizações que desfendem postulados semelhantes, e contrários à doutrina católica. Há pouco tempo, em março de 2010, Monsenhor Gianpaolo Crepaldi, arcebispo de Trieste e presidente do Observatório Internacional cardinale Van Thuân, denunciou esta situação. Com certeza não foi o primeiro.
Para citar uma voz Inesperada, nenhuma melhor que a do Rabino yehuda Levin, líder religioso de um grupo de 800 rabinos ortodoxos. Há poucos meses, defendendo a posição de Bento XVI perante o tradicionalismo, disse: “Dou-me conta de que é muito importante encher os bancos da igreja católica não com católicos culturais ou esquerdistas, que contribuem para destruir a igreja e corromper seus valores (…). Esta corrupção tem um efeito Contagioso em todas e cada uma das Comunidades religiosas do mundo”. Tampouco é esta a primeira vez em que se encontram observações similares nas vozes honestas de autoridades de outras religiões.
O ceticismo com relação à religião é provavelmente maior do que nunca. Seria uma grave imprudência não tomar consciência de forma plena e imediata sobre a necessidade de instruir devidamente na verdade histórica a todos quantos formam parte do corpo Místico de Cristo. Nós como católicos temos de lutar para que a verdade prevaleça, a intenção do texto, a intenção do grupo é diminuir os católicos relativista e mostrar a verdadeira história.
Como já foi dito, não é obrigatório que o sacerdote seja um especialista em história da igreja, pois bastaria que soubesse os aspectos gerais do caso, e depois, se necessário encaminharsse aos estudiosos – que sem dúvida existem – para aprofundar os temas.
Da mesma forma, por exemplo, poderia ser conveniente que cada diocese organizar-se periodicamente seminários – de assistência obrigatória – sobre os temas mais comuns dessas lendas negras. Os participantes poderiam ser submetidos a uma avaliação anual a cargo de um legado designado pelo pontífice ou o magistério, e que decidiria, de acordo com os resultados, as medidas a tomar em cada caso particular.
Se não tomarem medidas a esse respeito, serão mais numerosas, certamente, as almas que se afastarão da salvação, acreditando que foram confirmados os preconceitos contra a sua igreja.
















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