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A IGREJA, A CIÊNCIA E O HELIOCENTRISMO

2 de fev. de 2018
4 min de leitura





Você por muitas vezes, já deve ter ouvido falar que a igreja era contra a teoria de Copérnico, mas na verdade quem era contra era o senhor Martinho Lutero, até ofensas proferiu contra Copérnico, vamos ver um pouco dessa história até Galileu Galilei, serão mais dois textos pra mostrar que os inimigos usam de mentiras pra difamar a igreja, diferente de blogs Protestantes, usamos de honestidade e de referência de historiadores.

O papel da Igreja medieval em fomentar a ciência e o progresso. Aqui, abordaremos primeiramente a história da teoria heliocêntrica e a atitude da Igreja no começo da era moderna com relação à ciência e aos cientistas. Em seguida, trataremos daquele que se tornou um dos casos de tribunal mais conhecidos e infames da História.

A principal questão em jogo no drama de Galileu Galilei referia-se ao que ocorre nos céus: se a Terra está parada no centro do universo e o Sol e os planetas orbitam ao seu redor, ou se é a própria Terra que orbita em torno de outros corpos celestes. Para nós, o assunto dificilmente parece ter tanta importância a ponto de inflamar uma furiosa controvérsia (que persiste até hoje). Certamente isso nunca tinha ocorrido antes do século XVI, mas naquela época de descobertas, as ciências naturais – incluindo a astronomia – haviam se tornado a paixão (ou hobby) de muitos intelectuais, incluindo monges, cardeais e papas.

Galileu não foi o primeiro a teorizar sobre os céus. Antigos astrônomos gregos haviam desenvolvido teorias sobre o movimento celeste. Ptolomeu, Aristóteles e outros adotaram versões da teoria geocêntrica, que situa a Terra como o centro fixo ao redor do qual os outros corpos do nosso sistema solar orbitam. A versão de Ptolomeu provou ser tão precisa na explicação sobre a posição das estrelas que ainda é útil para fins de navegação: foi uma teoria que teve aplicabilidade, 0 primeiro defensor conhecido da teoria heliocêntrica – a ideia de que o Sol é o centro do nosso sistema solar – foi Aristarco no século III a.C. O seu novo sistema, no entanto, não foi aceito no mundo grego. Não funcionava para fins práticos tão bem como a teoria de Ptolomeu, e lhe faltavam as órbitas perfeitamente circulares com centros imóveis, que o pensamento grego preferia.

Provavelmente alguns pensadores medievais não estavam satisfeitos com os sistemas de Ptolomeu e Aristóteles, e se encontra uma pista disso em um comentário de São Tomás de Aquino, citado no Capítulo 2, no qual ele diz que não somos obrigados a acreditar nas teorias dos astrônomos, pois poderia haver outras explicações para os movimentos dos corpos celestes. Os últimos físicos da Idade Média, como Jean Buridan, em cujo trabalho Newton se baseou, provavelmente tiveram as mesmas reservas.

Foi somente na época de Copérnico, no começo do século XVI, que a teoria heliocêntrica foi novamente trazida ã tona, elaborada e publicada. Nicolau Copérnico foi um clérigo polonês, um cônego envolvido em administração eclesiástica e também professor formado era direito e medicina. A teoria dele situava o Sol, e não a Terra, no centro do universo. Copérnico e seus superiores religiosos estavam conscientes de que certas referências bíblicas aos Céus pareciam ser baseadas na imobilidade da Terra e no movimento do Sol e das estrelas ao redor da Terra. Apoiar uma teoria científica que pudesse ser vista como contraditória às Escrituras era algo delicado; contudo, geralmente aceitava-se que boa parte das Escrituras possuía outros sentidos além daquele estritamente literal.

Um dos críticos mais virulentos de Copérnico foi Mar- tinho Lutero, que não mediu palavras em suas críticas. Chamando Copérnico de “tolo”, Lutero notava que, na Bíblia, Josué “ordenou que o Sol parasse, e não Terra.” Outros críticos defendiam que a Terra não podia se mover no espaço tão rápido como Copérnico dissera, por causa do seu tamanho, e que, se a Terra estivesse rodando, isso deveria resultar em movimento traseiro na queda de objetos, em vez de queda diretamente para baixo, partindo do ponto do qual os objetos foram jogados, Eles questionavam como a Lua podia orbitar a Terra e o Sol ao mesmo tempo, e se perguntavam por que as coisas simplesmente não caíam com a movimentação da Terra, Essas não eram perguntas estúpidas, e algumas delas só seriam respondidas no século seguinte, quando Newton analisou o conceito de gravidade e o aplicou à astronomia. Enquanto isso, Joahannes Kepler, baseando-se nas observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, refinaria a teoria de Copérnico para torná-la mais plausível (isso causou a ira de protestantes da Universidade de Tübingen, a ponto de Kepler ter de pedir refúgio aos jesuítas em 1596,)

Galileu

A controvérsia de Galileu centrou-se em torno do trabalho do astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Alguns estudiosos modernos de Copérnico afirmam que era padre, mas não existe nenhuma evidência direta de que tivesse chegado a receber as ordens maiores, embora tivesse sido nomeado cônego do cabido de Frauenburg no final da década de 1490. Fosse qual fosse o seu estado clerical, porém, o certo é que nasceu e se criou em uma família profundamente religiosa, na qual todos pertenciam à Ordem Terceira de São Domingos, a associação de fiéis vinculada à Ordem que estenderá aos leigos a oportunidade de participar da espiritualidade e da tradição dominicanas.

Como cientista, Copérnico era uma figura de renome nos meios eclesiásticos, tendo sido consultado pelo V Concílio de Latrão (1512-1517) sobre a reforma do calendário. A pedido dos amigos, de colegas acadêmicos e de vários prelados, que o insitavam a publicar o seu trabalho, Copérnico acabou por ceder e publicou seis livros sobre as Revoluções das Órbitas Celestes, que dedicou ao papa Paulo III, em 1543. Antes ainda, em 1531, tinha redigido para os amigos um sumário do seu sistema heliocêntrico que viris a atrair as atenções até do papa Clemente VII; este concordaria o humanista e advogado Johann Albert Widmanstadt a dar uma conferência pública no Vaticano sobre a terra, ficando muito bem impressionado com o que ouviu.

Continua

Bibliografia: Thomas Woods e Diane moczar

 
 
 

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