A IGREJA CRIOU E DESENVOLVEU AS UNIVERSIDADES

A IGREJA CRIOU E DESENVOLVEU AS UNIVERSIDADES
Vamos responder mais uma mentira dos banzoletes e outras caluniadores da igreja, essa é só o primeiro texto da resposta sobre a questão da igreja e as universidades, só lembrando, pra começar, cátedra vem de catedral, então podemos ver que essas pessoas, ou são desonestas ou nunca leram um livro de história, estão falando de duas supostas universidades criadas por mulçumanos, mal sabem eles que esse tipo de escola já existia antes de constantino, lugares que os mulçumanos usavam pra ensinar a ler e aprender sobre o alcorão, honestamente, você chamaria isso de universidade?
(Mentiras do catolicismo romano refutadas.
1 – “Quem Criou o Sistema Universitério foi a ICAR… só que não – As Universidades mais antigas do mundo foram Islâmicas: a primeira foi a Universidade de Al-Karaouine, no Marrocos, fundada em 859 D.C., seguida pela Universidade Al-Azhar, fundada entre 970 e 972 no Egito, e depois pela Universidade de Nizamyya, no Irã em 1065. Só lá pelo ano de 1088 é que a Europa teve a sua primeira Universidade em Bolonha na Itália, seguida pela Universidade de Paris em 1229 – e não eram nem vinculadas a Igreja e precisaram de aprovação do Clero para existir. (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343904-17770,00-AS+UNIVERSIDADES+MAIS+ANTIGAS+DO+MUNDO.html) )
CARLOS MAGNO E A EDUCAÇÃO(798)
Da Amonitio generalis, cão.72
…. Que os ministros do altar de Deus adornem o seu ministério mediante bom comportamento, bem como as outras ordens que observam uma regra e as congregações dos monges. Imploramos que levem uma vida que convenha à sua profissão, como Deus mesmo ordenou o evangelho: “Que vossa luz brilhe diante dos homens de modo que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso pai que está nos céus”, de modo que por nosso exemplo muitos sejam levados a servir a Deus. Que ajuntem e reúnam ao redor de si não só filhos de condição servil, mas também filhos de homens livres. Que sejam estabelecidas escolas em que os meninos aprendam a ler. Que corrijam cuidadosamente os salmos, os sinais de escrever, os sinos, o calendário, a gramática, em cada mosteiro ou diocese, bem como os livros católicos; pois Muitas vezes os homens desejam orar a Deus com propriedade, mas oram mal por causa dos livros incorretos. E não se permita que simples meninos os corrompam na leitura ou na cópia. Se o saltério, o evangelho e a missal devem ser copiados, que a cópia seja feita por homens de idade madura e com o máximo cuidado.
A Igreja e a educação
A Igreja estava tão distante de manipular seus fiéis dóceis e ignorantes para fins abomináveis que, desde o começo, fez da educação sua prioridade. 0 catolicismo sempre foi uma religião intelectual, e os fiéis certamente desejavam suas próprias escolas, apesar de as primeiras tentativas de organizá-las não terem dado certo. Como o Império Romano as fechava, os cristãos recorriam às escolas pagãs que lhes pareciam menos ofensivas, e estudavam retórica, gramática, literatura, filosofia e outras matérias ensinadas aos romanos. Havia mestres cristãos em algumas dessas escolas, assim como professores especializados para instrução religiosa. Ao mesmo tempo, a educação religiosa dos catecúmenos era responsabilidade do clero instruído e podia durar um ano ou dois, até que o tão aguardado cristão estivesse seguro quanto às doutrinas, aos princípios e preceitos morais da fé. Após a queda de Roma, o Império Oriental desenvolveu verdadeiras escolas cristãs, enquanto o Ocidente confiava primeiramente em tutores empregados por famílias ou em estudantes mais velhos, antes que os mosteiros tivessem capacidade para assumir a tarefa de educar. Em suma, desde os primeiros anos da história da Igreja, a educação foi prioridade.
No começo da Idade das média, após a queda do Império Romano do Ocidente, veio um período caótico de invasões estrangeiras em massa e o colapso em todas as áreas da vida e da cultura. Durante esse periodo conturbado, a civilização sobreviveu quase unicamente em uma instituição: a Igreja Católica. O clero educado era geralmente a única instituição capaz de cuidar da administração das cidades, que rapidamente ,se desintegravam, e fornecer serviços básicos á população. Foi o período no qual as cidades definharam-se em povoados, os povoados em vilas e a vida urbana desapareceu lentamente da Europa. Entre a grande quantidade de perdas deste “grande desmoronamento”, estava o conhecimento de várias discipli- nas escolares, assim como bibliotecas e criações artísticas do mundo clássico. Como é possível, então, que esse patrimônio se encontre conservado ainda hoje?
A resposta é que quase tudo o que sabemos atualmente foi preservado pela Igreja Católica.Poucos manuscritos originais sobreviveram ao período romano; o que temos são cópias, e essas cópias preciosas foram feitas nos mosteiros espalhados por todo o Império Romano. Conforme o nível de alfabetização declinava e as escolas desapareciam junto com a vida urbana, o conhecimento era transmitido por professores informais, da mesma maneira que os primeiros pais cristãos ensinaram seus filhos e uma geração de monges, a outra. As bibliotecas dos mosteiros foram criadas pelo esforço dos monges que passavam a vida inteira copiando pacientemente não apenas escritos cristãos, mas todos os manuscritos que encontravam. É até chocante ler alguns dos escritos pagãos que eles preservaram dentro dos mosteiros – o que pode indicar que alguns dos copistas não entendiam inteiramente o que estavam reproduzindo. Eles eram movidos por um desejo de preservar um patrimônio que viam como muito precioso para ser perdido, independentemente de qual fosse seu conteúdo. Longe de depreciar o conhecimento e a aprendizagem, os monges da Igreja dedicaram suas vidas a preservá-los.
Um dos primeiros a valorizar a necessidade de copiar os manuscritos foi o escritor e estadista romano Cassiodoro, que teve uma longa carreira a serviço de vários reis góticos na Itália do século VI. Ele concordava com a visão de São Clemente de .Alexandria e, quando se recolheu no mosteiro romano de Vivarium, encorajou a cópia de manuscritos religiosos e seculares. Cassiodoro também redigiu instruções para os escribas sobre como fazê-las; “para evitar que os copistas, no exercício deste grande serviço, escrevam palavras erradas, e evitar que um revisor despreparado não saiba corrigi-las, deixe que leiam as obras sobre ortografia dos autores antigos.” Cassiodoro também recomendava um tipo especial de lâmpada de longa queima para o trabalho noturno, assim como um relógio d’água para marcar as horas do dia e da noite (o que desmente a ideia de que as pessoas nunca souberam as horas até o surgimento de relógios mecânicos, no Renascimento).
Uma instituição na História
Embora muitos colegiais de hoje não sejam capazes de situar cronologicamente a Idade Média, estão convencidos de que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual. Nada mais longe da verdade, pois é a Idade Média que devemos a maior – e inigualável – contribuição intelctual da civilização ocidental para o mundo: o sistema universitário.
A Universidade foi um fenômeno completamente novo na história da Europa. Nada de parecido existia na Grécia ou na Roma antigas. A instituição que conhecemos atualmente, com as suas Faculdades, cursos, exames e títulos, assim como a distinção entre estudos secundários e superiores, chegaram-nos diretamente do mundo medieval. A igreja desenvolveu o sistema universitário porque, com palavras do historiador Lowrie Daly, era “a única instituição na Europa que manifestava um interesse constante pela preservação e cultivo do saber”.
Não podemos estabelecer com precisão as datas em que as universidades surgiram, em Paris e Bolonha, Oxford e Cambridge, visto que tiveram os seus primórdios nas escolas das catedrais e nas posteriores reuniões informais de professores e alunos. Mas podemos dizer com segurança que começaram a ganhar forma na segunda metade do século XII.
Para identificarmos determinada escola medieval como universidade, devemos atentar para algumas características. Uma universidade possuía um núcleo de textos obrigatório, com base nos quais os professores faziam as suas preleçoes e, ao mesmo tempo, expunham ideias próprias. Caracteriza-se também por estabelecer currículos acadêmicos bem definidos, que duravam um número de anos mais ou menos fixo, assim como por conferir diplomas. A concessão do título de “mestre” permitia quem o recebesse o acesso ao grêmio dos docentes, tal como um artesão elevado a mestre era admitido no grêmio da sua profissão. Embora muitas vezes as universidades tivessem de batalhar junto das autoridades externas pela sua autonomia, geralmente conseguiram-na, assim como o seu reconhecimento legal como corporações.
O papado desempenhou um papel capital na fundação e incentivo das universidades. Nos tempos de Reforma, havia oitenta e uma universidades. Trinta e três delas possuíam estatuto pontifício; quinze estatuto real ou Imperial; vinte gozavam de ambos, e treze não tinham nenhum credencial. Havia consenso em que uma universidade não podia conceder diplomas sem a aprovação do papa, do rei ou do imperador. O papa Inocêncio IV concedeu oficialmente esse privilégio à universidade de Orford em 1254. Como o pontífice (de fato) e o imperador (em teoria) possuíam autoridade sobre toda a Cristandade, era a eles que a universidade costumeiramente tinha de recorrer para obter o direito de emitir diplomas. Uma vez os diplomas universitários eram respeitados por toda a Cristandade. Já os diplomas conferidos apenas com a aprovação de monarcas nacionais eram considerados válidos unicamente no reino no qual eram emitidos.
Em certos casos, como o das Universidades de Bolonha, Oxford e Paris, o título de mestre dava a quem o possuía o direito de lecionar em qualquer lugar do mundo: era o ius ubique docendi. Vemo-lo pela primeira vez em um documento do papa Gregório IX, datado de 1233, relativo à Universidade de Toulouse, e que se tornou um modelo para o futuro. Em fins dos séculos XIII, o uis ubique dicendi tornou-se “o selo jurídico distintivo da Universidade”. Teoricamente esses professores podiam dar aulas em qualquer centro universitário da Europa Ocidental, mas, na prática, cada instituição preferia examinar o candidato antes de admiti-lo. De qualquer modo, esse privilégio concedidos pelos papas contribuiu significativamente para a disseminação do conhecimento e para a formação do conceito de uma comunidade acadêmica internacional.
Bibliografia: Diane moczar, sete mentiras contra a igreja católica
Thomas Woods, como a igreja católica constituiu a civilização ocidental
Documentos da igreja cristã
















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