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A IGREJA E A PERSEGUICÃO NA REVOLUÇÃO FRANCESA

29 de jan. de 2018
4 min de leitura



A IGREJA E A PERSEGUIÇÃO NA REVOLUÇÃO FRANCESA

Sem igualdade, sem liberdade, sem fraternidade

“Enquanto numa pequena aldeia desconhecida desenrolavam-se tais cenas de família, formidáveis acontecimentos sobrevieram na França. Mas nem o saque de S. Lázaro e a tomada da Bastilha (13 e 14 de julho de 1789), nem o decreto espoliador dos bens do clero (2 de novembro), nem a lei que suprimia os votos e os mosteiros ( 13 de fevereiro de 1790), causaram muita impressão à boa gente dos campos, que, ou estava mal informada ou ainda não compreendia o alcance dos acontecimentos, Permaneceram tranqüilos até o dia em que a Revolução pela Constituição civil do clero ameaçava os seus sacerdotes e altares (26 de novembro de 1790). Chegaram, porém, os dias da sangrenta perseguição. Todo sacerdote que não prestasse juramento se expunha a ser encarcerado e executado. sem recurso possível, dentro de 24 horas. Quem os denunciasse receberia cem libras de recompensa. Quem, ao contrário, lhes desse asilo, seria deportado. Assim rezavam as leis de 24 de abril, 17 de setembro e 20 de outubro de 1793. Apesar dessas ameaças terríveis, os sacerdotes fiéis andavam escondidos pelos arredores de Dardilly, e a casa dos Vianney ocultou a todos, um após outro. Em algumas ocasiões celebravam nela a santa missa. Foi um milagre o dono da casa não ter caído na suspeita de alguns jacobinos, pagando com a cabeça a sua santa audácia. Mas foi mesmo em Lião ou nos seus arrabaldes que os confessores da fé receberam, com mais freqüência, generoso abrigo. Mensageiros de confiança, enviados de Ecully, passavam em certos dias pelas casas das famílias católicas e lhes indicavam o esconderijo, onde na noite seguinte haveriam de ser celebrados os divinos mistérios. Os Vianney partiam, sem ruído, e andavam, muitas vezes, por longo tempo na escuridão da noite. João Maria, todo feliz por ir àquela festa, valentemente meneava as perninhas. “Os irmãos murmuravam de vez em quando, achando a distância demasiada, mas a mãe lhes dizia: “Imitem a João Maria que nunca se cansa”.

O Terror. Em Lião corria o sangue. Na Praça dos Terrores, a guilhotina não descansava. O proconsul Chalier havia inscrito 20 mil lioneses nas suas listas de proscrição. Uma revolta popular, chefiada por De Précy, fez subir ao cadafalso o próprio proscritor. Os católicos se limitavam a esperar, quando um exército da Convenção, sob o comando de Couthon e Dubois-Crance pôs sítio à cidade. De 8 de agosto a 9 de outubro, De Précy resistiu valentemente e só se rendeu pela fome. O pequeno de 7 anos não se podia dar conta exata de tais acontecimentos. Do campo da casa paterna, ouvia-se muito bem o ruído do combate. Dubois,-Crance estava acampado nos arredores de Limonet, alguns quilômetros ao norte de Dardilly, e os soldados da Revolução passavam de contínuo pelo povoado.” Mas os ruídos da guerra inquietavam menos ao piedoso menino do que o obstinado silêncio dos sinos. A igreja continuava fechada. Pelos caminhos havia só os pedestais dos cruzeiros: de Lião vieram homens para derrubar as cruzes.” Em casa era necessário esconder cuidadosamente os crucifixos e as imagens religiosas. Somente nos verdadeiros fiéis, o santuário dos corações permanecia inviolado. João Maria não se desfez da sua pequena imagem da Virgem; guardou-a com mais precauções do que nunca, levando-a ao campo num bolsinho do casaco”.

Vemos um momento de grande perseguição, continuo a perguntar, por que os Protestantes não sofreram igual perseguição? Vamos entender, a resposta é, porque olhavam para um mesmo horizonte, vejamos mais evidências.

O protestantismo fracassara; a França, após as guerras de religião, se mantivera católica. Mas um mal fermento fora depositado em seu seio. Sua fermentação, produziu além da corrupção dos costumes, três venenos de ordem intelectual: galicanismo, o jansenismo, e o filosofismo. A ação desses elementos sobre o organismo social acarretou a revolução: segundo e muito mais terrível assalto contra civilização cristã.

Com esse texto tento mostrar um pouco de todo movimento imprimido a cristandade pela Renascença, pela reforma e pela revolução é um esforço satânico para arrancar o homem da ordem Sobrenatural estabelecida por Deus na origem e restaurada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e confiná-lo no naturalismo.

Como tudo era Cristão na Constituição francesa tudo deveria ser destruído a revolução empenhou-se cuidadosamente nisso em alguns meses ela fez tábula rasa do governo da França de suas leis e instituições ela queria mudar um povo novo é a expressão que se encontra em cada página sobre a pena dos relatores da convenção mas ainda “refazer o próprio homem”.

Assim, os convencionais, em conformidade com a concepção que a Renascença dera aos destinos humanos, não limitaram sua ambição à França quiseram inocular a loucura revolucionária os povos vizinhos, em todo o universo. Sua ambição consistia em derrubar o edifício social para reconstruí-lo. “A revolução, dizia Thuriot à Assembleia Legislativa em 1792, não é somente para França; nós somos responsáveis perante a humanidade”. Siéyès dissera antes dele, em 1788: “Alcemo-nos bruscamente à ambição de querer, nós mesmos, servir de exemplo às nações”. E Barrère, no momento em que os estados-gerais se reuniam em Versailles: “vós sois, disse ele, chamados a recomeçar a história”.

vê-se o caminho que a ideia da renascença trilhou; o quanto ela se mostrava mais aperfeiçoado no seu desenvolvimento e mais audaciosa no seu empreendimento por ocasião da revolução, do que ela tinha parecido, dois séculos antes, por ocasião da reforma.

No seu número de abril de 1896, o Le Monde maçônico dizia: “quando aquilo que foi olhado durante muito tempo como um ideal se realiza, os horizontes mais largos de um novo ideal oferecem à atividade humana, sempre em marcha em direção a um futuro melhor, Novos campos de exploração, novas conquistas a realizar, novas esperanças a perseguir”.

Isto é verdadeiro no caminho do bem. Como diz o salmista, o justo Dispôs degraus em seu coração para se elevar até à perfeição que ambiciona. Isto é igualmente verdadeiro em relação ao mal.(salmo 83. 6-7).

Bibliografia:CÔNEGO FRANCIS TROCHU Doutor em Letras o Santo Cura D’Ars São· João Batista Maria Vianney Patrono Oficial dos Párocos (1786-1859)

Monsenhor HENRI DELASSUS Doutor em Teologia A C O N J U R A Ç Ã O A N T I C R I S T Ã .

 
 
 

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