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A INFALIBILIDADE PAPAL E A QUESTÃO DA SALVAÇÃO DOS NÃO CATÓLICOS

28 de jan. de 2018
2 min de leitura

Fiz esse texto com a ajuda do meu amigo Sérgio Muniz, acredito que ajudará à esclarecer dúvidas que alguns tem sobre o assunto, causada por confusões dos chamados radtrad, e dos Protestantes que estão fazendo livre interpretação dos documentos da igreja, foi uma resposta a um outro amigo, mas, pela relevância do assunto, e a constância das mesmas perguntas esse texto vai ajudar muitas pessoas.

Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 1441, ex cathedra:

“A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e prega que nenhum dos que estão fora da Igreja Católica, não só pagãos como também judeus, heréticos e cismáticos, poderá participar na vida eterna; mas que irão para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e os seus anjos, a não ser que a Ela se unam antes de morrer…”

(Esse foi o questionamento de um amigo Protestante)

“você sabe que o Vaticano II considera a possibilidade de salvação até do mulçumano”.

(Essa foi a resposta do meu amigo padre Sérgio Muniz).

O muçulmano não é salvo pelo Islã, mas pela ignorancia. A unicidade está em Abraão.

A igreja reconhece a possibilidade da salvação, através do batismo de desejo, e da ignorância invencível.

Essa declaração e todas as outras semelhantes pressupõem da parte dos não católicos em questão uma percepção de que a vontade de Deus seja que todos façam parte do rebanho de Cristo sob a direção dos legítimos pastores (sucessores dos Apóstolos) em comunhão combo Sucessor de Pedro. Nada do que aí está dito se aplicaria de forma alguma se não houvesse da parte desses não católicos essa percepção.

Nesse caso a condenação se daria em razão de uma má vontade ou ignorância afetada (artificial, procurada ou propositalmente cultivada).

Quem esteja de boa fé nessas situações, ignorando (ou não percebendo) sem culpa própria que a vontade de Deus é outra, obviamente não recai nessa situação Isso se deduz da regra geral segundo a qual:

1- o que leva à condenação é o pecado grave ou mortal

2- não existe pecado grave ou mortal onde não há plena advertência da inteligência/consciência a propósito do pecado.

Assim se conciliam plenamente as afirmações conciliares do Concílio de Florença, por exemplo, e do Vaticano II

Também há que considerar, na mesma linha, toda a antiqüíssima e tradicional doutrina da Igreja sobre a possibilidade de salvação dos pagãos ou não cristãos mediante o chamado batismo de desejo implícito.

 
 
 

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