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A LENDA NEGRA, DESTRUINDO A MENTIRA





Vejamos agora, o que circulava na época do apogeu da enciclopédia, os tipos de versos que circulavam por toda a Europa, este é um exemplo dos versos, de um anti-semita ilustrado que se chamava voltaire:

Aquele sangrento tribunal

Horrível monumento do poder monacal,

Que a Espanha recebeu, mais que a ela aborrece;

Que vinga os altares, e ao mesmo tempo os envolve;

Que, coberto de sangue, de chamas rodiado,

Degola os mortais com um ferro sagrado.

O mais conhecido e polêmico dos detratores da Santa Inquisição é, sem dúvida, o crápula chamado llorente (século XVIII:XIX). Sua principal obra foi a história crítica da Inquisição espanhola. Obra grande em malícia, repleta de especulações que assume como verdadeiras, e formada, em sua maior parte, por documentos e testemunhos truncados, como conheceram entre outros inimigos notáveis da Inquisição como Charles Lea e Cecil Roth. Mesmo assim, a obra deste pilantra, e desacreditado funcionário da Inquisição continuou sendo – e ainda o é – fonte obrigatória de consulta de não poucos historiadores, o que explica, em maior ou menor grau, as informações erradas que existem em torno do tema. A este respeito, opina menéndez y pelayo: Llorente tinha razão em muitas coisas, por mais que isso desagrade aos vascófilos > indivíduo que conhece e aprecia a língua e cultura basca’, empedernidos, porém procedeu Com tamanha má-fé, truncando e até mesmo falsificando textos e adulando servilmente ao poder real, que tornou sua causa odiosa e antipática”. Por isso mesmo diz o protestante Schafer “que não se pode acreditar em suas palavras sem antes examiná-las com cuidado”. É preciso dizer ainda mais algumas coisas sobre Llorente. Primeiro, note-se que embora o Tribunal conhecesse de sobra sua condição de jansenismo, só agiu contra sua pessoa quando ficou provado que havia vendido informações do tribunal a Condessa de Montijo, também jansenista, nas quais entre outras coisas e explicavam como burlar a vigilância do Santo Ofício. Considerando, por causa desse Episódio, que havia traído o segredo a que lhe obrigavam suas funções inquisitoriais, a Suprema condenou, em 12 de julho de 1801, à perda de seus títulos de secretário e comissário do Santo Ofício, uma multa de 50 ducatos e 1 mês de Retiro no convento de franciscanos recoletos do deserto de Santo Antônio De La Cabrera, a léguas a norte de Madrid. Nisto consistiu todo o seu castigo (o que deveria surpreender a ninguém, pois mesmo atualmente violar um segredo, tanto de um estado quanto em qualquer empresa, acarreta as mais duras penas). E é a partir desta condenação que Llorente se considera vítima de uma instituição à qual havia aceitado servir. Inexplicavelmente ressentido, converte-se-ia logo no maior inimigo da Inquisição.

“Se indignaria” pelas “torturas” da Inquisição; apesar de um detalhe, ninguém o torturou nem queimou, apesar do grave crime de traição. Pretendeu inclusive ter escrito uma monumental obra sobre o Santos ofício, embora, de maneira curiosa inexplicável, tenha queimado as evidências que dizia terem servido para aprovar os abusos do tribunal. Sem negar sua erudição, é preciso dizer que são certamente numerosas as incoerências que encontramos em seu trabalho. Como chegou ao incrível número de 349.000 vítimas, tendo apenas algumas atas de processos a mão? Não se sabe. É, além disso, pelo menos estranho que após 18 anos exercendo suas funções descobrisse de repente a crueldade do Santo Ofício. Parece mais, na verdade, a atitude de um homem ressentido – pois fez a denúncia após ter sido castigado, com toda a justiça, pela inquisição – do que a de alguém que age em reta consciência. Por último, deve-se considerar: quanto crédito merece o juízo de um inimigo Manifesto da Espanha e da igreja? Não se pode esquecer que Llorente foi maçom, carbonário e jansenista; e pior ainda, não teve escrúpulos em ocultá-lo. O histórico deste personagem é realmente considerável. Mesmo que não queira alongar-me demasiado, é necessário, pelo bem da história e da pesquisa científica, desmascarar esse embusteiro e as verdadeiras razões que impulsionaram suas ações. Se existe algo sobejamente provado, por parte de diversos historiadores, é uma coisa: Llorente mentira.

E se existe um sócio para Llorente, este é, sem dúvida, o historiador protestante norte-americano H. Charles Lea, inimigo feroz da conquista espanhola – a quem, apesar disso, menéndez pelayo reconhece certo esforço -, e sua obra repleta de preconceitos anti-católicos, embora moderada em comparação com a do apóstata espanhol. Sobre a obra de Lea, comenta o grande Historiador espanhol Bernardino Llorca: “em história da Inquisição espanhola há em toda a exposição um preconceito constante contra a Igreja Católica e a inquisição, tão evidente e exagerado que tira todo o valor da obra (…). Recortar os documentos; interpretá-los conforme sua ideia pré-concebida; torcer seu significado; estas e outras características semelhantes da exposição de Lea são suficientes para desacreditar de maneira definitiva. Assim opinião por exemplo, Pablo M. Baumgarten e o protestante Haebel. Haebel protestante, assinala que o ensaio de Lea tem por objetivo “lançar na cara da Inquisição o mais volumoso registro de crimes que seja possível”.

Mas o certo é que a Lenda Negra começou muito antes, na figura de González Montano (um pseudonemo), Frade apóstata fugido da Espanha, com seu “algumas Artes da Inquisição”, descobertas e trazidas à luz, publicado Em 1567. Sobre este, comenta Pérez Villanueva: “teve grande êxito na Europa, pois servia à luta político-ideológica que havia, e isto lhe garantiu repetidas versos populares, estampas, gravuras, livros imaginativos”, acrescentando que “serviu como pano de fundo à lenda, alimento dos dados que compunham a toda uma literatura hostil, até que Llorente publicou seu livro (…). Montano, que dispõe de sua própria experiência, Não utiliza a documentação, não conhece a questão jurídica e descreve de maneira prolixa a tortura e os tormentos. Ataca o Santo Ofício particularmente quando se trata de Protestantes, e Desculpa-o quando se trata de mouros e judeus.

Em 1559 havia sido publicada uma narrativa romanceada de um tal Francisco de la Mina, intitulada my escape from de auto de fé em Valladolid – referindo-se ao Auto de Fé mais famoso do século -, que teve várias reedições até o século XX. No mesmo ano, John Fox, um Protestante exilado da Inglaterra, publicou um panfleto chamado The Book of Martyrs – que o próprio historiador judeu Cecil Roth reconhece como “tremendamente exagerado” -, no qual incluía como Mártires homens reconhecidamente criminosos, e desconhecidos que nada tiveram a ver com o martírio.

Outro dos Pioneiros da Lenda Negra foi o agente inglês e protestante – ex-secretário de Felipe II – Guilherme de Orange, que publicou em 1580 sua Apologia. O grupo dos difamadores completar-se-ia com os trabalhos de bartolomé de Las Casas – suposto defensor dos índios – e Antônio Peres, outro antigo secretário de Felipe II. O que já não se disse sobre De Las Casas e sobre suas graves imprecisões, para não falar das Mentiras descaradas? É notável o descrédito universal de seu conhecido “brevíssimo relato da destruição das Índias”, que serviu de alimento à lenda negra na América. Tomemos a opinião do erudito francês Jean Dumont: “nenhum estudioso que se preze pode levar a sério suas denúncias extremas”. Luciano Perena, professor da universidade de Salamanca, diz: Las Casas perde-se sempre em afirmações Nebulosas e imprecisões. Nunca diz quando nem onde se consumaram os horrores que denuncia, nem tampouco se ocupa em verificar se suas denúncias constitui uma exceção. Ao contrário, contrariando de toda a verdade, dá a entender que as atrocidades eram o único modo habitual da Conquista”. Não é irrelevante a informação de que foi De Las Casas, paradoxalmente, quem lutou pela instauração do tribunal da Inquisição na América, sendo também um dos principais promotores do uso de escravos africanos. “Armas cínica de uma guerra psicológica”, é como define Pierre chaunu ao uso que as potências protestantes fizeram, muito especialmente da obra De Las Casas. Alec Mellor cita um caso interessante -antes de mais nada, por sua procedência: uma revista maçônica – o de um panfleto publicado no século XVIII por um maçom inglês chamado Coustos, no qual se queixava por ter sido torturado pela inquisição durante uma viagem a Portugal. O redator não apenas considera o relato exagerado como também observa que o autor havia sido investigado em razão de um roubo de joias (portanto, não havia sido torturado nem processados pela inquisição). O favor do Rei Maçom George II da Inglaterra permitiu que Coustos interessasse o público inglês em suas pretensas desgraças, e o escândalo levantou grande ruído.

Será empapado desta tradição llorentesca que Dostoiévski idealizar a seu feroz inquisidor, o norte-americano Edgar Allan fez seu poema o poço e o pêndulo, Federico Garcia Lorca seu a casa de Bernarda Alba, Vicente Fidel Lópes seu a noiva do herege, Umberto Eco seu o nome da rosa, e Marcos aguinis seu gesta do marrano, para mencionar alguns dos mais notórios. Por sua vez, por um efeito multiplicador, publicar-se-iam cada vez mais obras do mesmo estilo, algumas das quais prontamente se converteram em best-sellers.

Sem querer deter demasiado neste tópico, é necessário que digamos algo mais sobre a ficção como instrumento de propaganda. A insistência neste termo tão particular, que algumas pessoas poderão considerar entendiante irrelevante ou inclusive fora da temática proposta, justifica-se de sobra se se entende que a imagem equivocada que perdurou alguns séculos com relação a inquisição não corresponde à realidade ou à evidência científica.

Não se descobre nada de novo quando se percebe que as lendas negras devem mais êxito as ficções literárias que aos maus livros de história. A literatura, mais acessível e dinâmica, consegue penetrar no povo simples, ao qual não chegam, em geral, ensaios como os de Llorente, Amador de Los Rios ou Lea, que não provocam interesse se não em alguns círculos intelectuais contrários à Roma. O romance de ficção bem escrito atrai magneticamente a atenção do leitor comum, que nele encontra suspense, mistério, adrenalina, personagens extraordinárias e falsidades emocionantes, tecidas e entremeadas com precisão de ourives, composta de formas simétrica e discreta com proporções verdadeiras e falsas da história, inclusive com a pretensão de um certo cientificismo. O leitor é enganado a tal ponto que acaba por acreditar em seu íntimo que não leu uma simples história, e sim uma história verdadeira, mesmo que romanceada. Assim, através da literatura de ficção, é-lhe imposto um conhecimento enviesado, ideológico, dirigido, com frequência sem que ele mesmo se quer se dê conta disso.

Se a intenção desses romancistas fosse a difamação, poder-se-ia dizer que a eficácia do método é quase perfeita, pois não oferece muitos fracos descobertos. Permite tanto ao autor quanto à obra emergirem sempre vitoriosos diante de qualquer acusação ou observação que se lhes faça. Se o historiador profissional criticar suas inexatidões históricas, sempre poderão argumentar que se trata apenas de uma obra de ficção. Se o Fiel de determinada religião criticá-los por certa animosidade ou perseguição contra sua fé, responderão o mesmo que dizem àqueles moralistas que os acusaram tem incorrer na apologia ao crime ou à perversão: “é um romance”. em resumo, parece que tudo é válido sob o pretexto da ficção e da Liberdade literária. Sua impunidade não reconhece limites.

O problema a Rigor, não é tanto a mentira ou o erro em si, deste que se descubra; algo que, na realidade, não acontece com muita frequência. Além disso, ai de quem o fizer! levará sem dúvida a pior, tanto mais se tiver razão. Será no mínimo taxado de intolerante e retrógrado, acabando por aterrissar no ostracismo mais impopular (que para um escritor é algo pouco melhor que o inferno). Por isso mesmo, não são muitos os dispostos a “jogar fora” seu prestígio, merecido ou não, denunciando esta espécie de atropelos culturais e suas naturais consequências sociológicas.

O objetivo primordial daqueles que assim procedem é, sem dúvida, infundir no leitor um profundo sentimento de aversão pela igreja, e no católico, vergonha e rejeição. Mas há também um objetivo mínimo e básico, que é sempre o mesmo; semear confusão e inquietude sobre aqueles assuntos sobre os quais não deveria haver nenhuma dúvida ou discussão.

Um claro exemplo da influência e do efeito que esse tipo de obras pode suscitar na sociedade é, sem dúvida, o conhecido best-seller O Código Da Vinci de Dan Brown. Sobre este, a Foundation for a Christian Civilization, em um conhecido opúsculo em que o refuta sinteticamente, alerta para o que vínhamos dizendo: “pessoas que nunca flhoreariam um livro de instrução religiosa com frequência estão mais do que dispostas a ler um romance no qual, no meio do suspense, aventura e mistério,um escritor propaga os princípios e a história de uma religião. Capturados pela emoção da trama, tais leitores assimilam facilmente pelo menos parte da mensagem religiosa do livro (…). O Código Da Vinci é precisamente um destes livros (…). Sua mensagem é gnóstica e anticatólica”. Seus autores observam como a ficção tem servido de arma contra o cristianismo durante muito tempo, advertindo (especialmente aos católicos): “O fato de que o Código Da Vinci seja apresentado como uma ficção não diminui a gravidade de suas afirmações e falsidades Blasfemas contra a Igreja Católica.

“Consequências sociológicas”, foi dito algumas linhas atrás. Pois não se pode deixar de reparar no que este tipo de literatura pode gerar, já não na intimidade do homem, mas na sociedade. A história sabe bem que isso: de ficções inocentes se tornaram perseguições selvagens e matanças. Para prová-lo pode-se mencionar como exemplo a heresia dos cátaros, que se difundiu na idade média em boa medida graças as canções dos trovadores e aos romances de Cavalaria sobre o Santo Graal. Outro exemplo mais conhecido, a justificação do massacre perpetrado pela Revolução Francesa, conheceu sua origem e Plenitude en ficções como as de Voltaire, que empaparam de preconceitos anti-católicos toda Toda Uma Geração. “Esmagai a Infame!” era a primeira máxima voltariana. “A infâme”, para Voltaire, era a igreja católica. E casos como estes, a história oferece vários.

O que, em resumo, queremos fazer notar, é a eficácia do romance como arma revolucionária, cultural e forjadora de consciências. Antonio gramsci, conhecido comunista italiano, sabia-o melhor do que ninguém. Enfim, se existe alguma instituição católica que sofreu particularmente este embate, foi sem dúvida o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição.

Gustavo Martinez de Zuviría(com o pseudônimo de Hugo Wast), autoridade indiscutível no campo da literatura nacional e internacional, alertava em seu vocação de escritor sobre as obrigações e tarefas que se impõe a todos os Escritores, Isto é, a responsabilidade social da qual não podem desligar-se sem um grande dano a verdadeira cultura e ao bem comum. Wast pensava que o escritor, como agente da arte, devia permanecer sempre pronto e vigilante ao serviço da beleza, mas que esta exige, antes de tudo, a transmissão do valor e ideal mais alto: a verdade. uma literatura vazia de conteúdo, dizia wast, podia ser qualquer coisa menos arte.

Sob esta luz deve ver-se, concretamente, o tema da Inquisição. Um dado de suma importância, já mencionado, mas no qual vale a pena insistir, foi a abertura dos arquivos inquisitoriais ordenada a década de 1840 e – ocasião mais conhecida – em 1881, autorizada por Leão XIII. Nelas trabalharam infatigavelmente historiadores de primeira linha como Fidel fita, menéndez pelayo, Orti y Lara, e até mesmo Charles Lea. Este último, cumpre esclarecer, de forma desleal e sem se quer pôr os pés da Europa: sob a máscara da pesquisa científica, extraiu dos arquivos apenas aqueles processos que eram convenientes a sua tese, e ignorou, que forma ignominiosa e deliberada – assim como Llorente.

Não será se não no fim da década de 1970 que este estado geral de ignorância e desinformação sobre o Tribunal começará a reverter-se pouco a pouco, recobrando um interesse novo e atingindo o seu primeiro ápice em 1978, com o célebre simpósio sobre a inquisição em Cuenca. Participou dele um respeitado grupo de especialistas e intelectuais de diferentes nacionalidades e credos, destacando-se Principalmente as figuras de Juan Antônio Escudero, Pérez Villanueva, Escandell bonet, Jaime conteras, Tomás y Valiente, o dinamarquês Hennigsen e o francês jean-pierre Dedieu. Congresso responsável, entre outros afazeres, por revisar e analisar as coleções de documentos existentes sobre o grande tribunal espanhol, trabalho que até aquele momento ninguém havia entendido seriamente, ao menos não com a Constância que está exigente tarefa requeria. No entanto o maior acerto, sem dúvida, e ao qual se deve seu êxito, foi ter conseguido reunir uma verdadeira equipe de trabalho entre esses prestigiosos historiadores, livres de personalismos e agindo em comunhão, com vistas a mesmo fim. Estima-se que, até o dia de hoje, todas as datas dos processos tenham sido revisadas. A conclusão destas pesquisas será visto em outros textos.

Há alguns anos, lamentava-se com justa razão o laborioso Pérez Villanueva ao notar que apesar da abertura geral dos arquivos inquisitoriais – em particular ou de simancas -, a literatura inquisitorial em sua maior parte continua sendo alimentada pela tradição llorentiana, pela improvisação livresca, pelo impulso sectário, pelos juízos premeditados de segunda mão e pelo afã de polemizar. O experiente Historiador norte-americano William S. maltby dava testemunho de isto em seu grande ensaio a lenda negra na Inglaterra (1982): “Assim como muitos outros norte-americanos, também eu havia absorvido o anti hispanismo em filmes e na literatura Popular muito antes de que este preconceito fosse contrastando com um ponto de vista diferente nas obras de historiadores sérios, O que foi para mim uma grande surpresa; e quando cheguei a conhecer as obras dos hispanistas, Minha Curiosidade não teve limites. Os hispanistas atribuem há muito tempo este preconceito e sentimento Mundial antiespanhol às distorções de fatos históricos cometidos pelos Inimigos da Espanha”. Thomas walsh, outro reconhecido Historiador da mesma nacionalidade, em uma clara alusão ao seu colega protestante Prescott, afirma: “Não é do interesse dos inimigos do cristianismo que as celas escuras e calabouços Úmidos que descrevem jamais tenham existido. Não é de seu interesse a descoberta que se fez, quando a inquisição terminou em 1808, de que os prisioneiros estavam em aposentos decentes, com frequência em casas de Nobres, as quais haviam sido piedosamente presenteados por estes ao santo Ofício, sem nenhum calabouço; e que os porões nunca haviam sido ocupados, se não algumas vezes por barris de vinho e sacos de hortaliças.

Se existe algo que não admite muita discussão é sem dúvida o fato de que os inimigos da Espanha não poderiam ter Escolhido um século mais Inconveniente para criar a lenda negra do que o século XVI: foi o começo do século de ouro, ou idade dourada, como melhor definiu menéndez pelayo, o qual entendeu que as notáveis contribuições dos espanhóis e eclesiásticos nos terrenos da cultura e da ciência estender-se-iam bem além de um século, e influíram notavelmente no resto da Europa.

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