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A SAUDAÇÃO DE MARIA – Scott Hahn medita sobre o 4º Domingo do Advento

Neste último domingo antes do Natal, a Liturgia da Igreja revela a verdadeira identidade do nosso Redentor. Como diz a primeira leitura de hoje, Ele é o soberano, cuja “origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade”. Ele chegará em Belém, onde Davi nasceu de Jessé de Éfrata e foi ungido rei (Rute 4, 11-17; 1 Samuel 16, 1-13; 17, 1; Mateus 2, 6).

Deus prometeu que um herdeiro de Davi reinaria para sempre em seu trono (II Samuel 7, 12-13; Salmo 89; Salmo 132, 11-12).

Jesus é esse herdeiro: Aquele que, segundo a promessa dos profetas, restauraria as tribos dispersas de Israel, reunindo-as em um novo reino (Isaías 9, 5-6; Ezequiel 34, 23-25, 30; 37,35). Ele é “o pastor de Israel”, como se canta no salmo de hoje. De seu trono, no céu, Ele desceu para nos salvar.

A epístola de hoje nos diz que Ele é tanto o Filho de Davi, como o único Filho “gerado” de Deus, vindo “na carne” (Salmo 2, 7). Ele é, também, o nosso “sumo sacerdote”, nos moldes do misterioso Melquisedeque, o “sacerdote do Deus Altíssimo” que abençoou Abraão no alvorecer da história da salvação (Salmo 110, 4; Gênesis 14, 18-20).

Tudo isso é reconhecido por João, quando salta de alegria no ventre de sua mãe. Isabel também está cheia de alegria e do Espírito Santo. Ela reconhece que, em Maria, a mãe do seu Senhor veio visitá-la. Ouvimos, em suas palavras, um eco do Salmo citado na epístola de hoje (Salmo 2, 7). Isabel abençoa Maria por ter acreditado que a Palavra de Deus nela se cumpriria.

Maria é sinal não só do cumprimento da promessa do anjo para com ela, mas de todas as promessas de Deus, ao longo da história. Maria é aquela que eles esperavam na Primeira Leitura de hoje – a mãe que, chegado o tempo, iria dar à luz o Rei. Ela O dará à luz esta semana, no Natal. E o fruto do seu ventre deve nos trazer alegria, pois ela é a mãe do nosso Senhor.

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