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Aborto é incluído entre serviços essenciais pela OMS e não deve parar durante pandemia

5 de abr. de 2020
2 min de leitura

Por Lucas Henrique. No dia 30 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de um comunicado de imprensa, tornou pública algumas diretrizes para ajudar os países a manter serviços sanitários essenciais durante a pandemia de COVID 19[1].

A Seção 2, intitulada Identificar serviços essenciais por contexto e relevância, diz o seguinte:

Os países devem identificar os serviços essenciais que serão prioridades em seu esforço para manter a continuidade dos serviços prestados.

Entre as prioridades altas, logo após campanhas de vacinação, encontra-se:

Serviços relacionados à saúde reprodutiva, incluindo cuidados durante a gravidez e o parto.

A proposta, aparentemente inocente, só revela suas más intenções à luz da já conhecida ambiguidade dos textos publicados pelos Órgãos das Nações Unidas, onde saúde reprodutiva sempre inclui, entre outras coisas, a prática do aborto.

Prova disto é que em 2014, o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS elaborou um Manual de prática clínica para um aborto seguro[2], com orientações para assassinatos de crianças em diversos estágios da gravidez.

Entre os diversos disparates do documento destacamos os seguintes:

  1. Aborto para promover e proteger a saúde das mulheres, das adolescentes e seus direitos humanos (página 5);

  2. Não são conhecidas contraindicações para o aborto anterior a 12ª semana de gestação (página 12);

  3. Nos casos de aborto com gestação superior a 14 semanas, as mulheres permanecem nas instalações até a expulsão completa do “produto da gestação” (página 13);

Cabe ressaltar que no mesmo dia em que a OMS incluía o aborto entre os serviços essenciais, o hospital Perola Byington, administrado pelo Governo de São Paulo, e referência em assassinato de crianças voltou às atividades normais[3] anteriormente suspensas.

[2] https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/134747/9789243548715_spa.pdf?sequence=1 o guia para um aborto “seguro” de autoria da OMS pode ser consultado aqu

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