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Apostólica

3 de fev. de 2018
1 min de leitura
  1. Sucessão apostólica

A Apostolicidade é uma das marcas fundamentais da Igreja, extremamente importante no Novo Testamento. São Paulo escreve: ” já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, (Ef2,19-20). São João nos mostra que os Apóstolos são os “doze pilares da muralha da Jerusalém celeste”(Ap 21,14). A família de Deus, a cidade celeste _a Igreja_ repousa sobre a sólida fundação de sua apostolicidade. A Igreja é apostólica em mais de um sentido : primeiro porque é fundada sobre os Apóstolos, e também, porque preserva os seus ensinamentos e tradições e porque recebeu todo o patrimônio dos Apóstolos, através de uma sucessão legítima. Agora qualquer um que afirme que tais marcas são alheias a fé biblica, aparentemente, nunca leu a Bíblia. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento encontramos autores que se preocupam com a genealogia. Considere Gn10_11. Considere Mt 1. Considere Lc 3. E esta preocupação na vinda de Jesus Cristo continua . Como podemos ver os Apóstolos são cautelosos ao escolher seus sucessores. A citação de São Pedro do Salmo108,8: “…e outro ocupe seu ofício” é esclarecedora. A palavra “oficio” aqui é uma tradução da palavra grega EPISKOPEN (literalmente supervisor) , da qual deriva a palavra em português: “Bispo”. Lucas está colocando aqui o “ofício” do Apóstolo, que a Igreja entendia mesmo sob o título de “bispo”. Um colaborador próximo dos Santos Pedro e Paulo, São Clemente de Roma, descreveu como estes homens continuaram essa prática nos anos seguintes ao seu apostolado. “Pregando por todo o país e em todas as cidades, eles nomearam os seus primeiros frutos, após serem provados pelo Espírito Santo, para serem bispos e diáconos junto a eles, nos quais deveriam todos acreditar. Isso não era novidade, pois na verdade, já estava escrito sobre eles em tempos muito antigos…”Eu nomearei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé”(Isaías 60,17)[Clemente aos Coríntios 42,4-5]Clemente também explica porque seus predecessores agiam assim: “Nossos Apóstolos sabiam por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que haveria discórdia sobre o ofício do episcopado. Dai o porquê, após terem recebido uma completa presciência, eles nomearam as referidas pessoas a fim de que dessem continuidade,quando aqueles caíssem adormecidos, já a outros homens aprovados para sucedê-los no ministério”. [Clemente aos Coríntios 44,1-2]Desta forma a sucessão continuou intacta, a Igreja ainda hoje, passa sua autoridade apostólica, conforme nos mostram as Escrituras: através da imposição das mãos (1Tm 5,22; 2Tm 1,6) . Não é apenas questão de credenciais, embora sejam também importantes. É uma questão de “dom” _os carismas, a graça conferidos através da imposição das mãos divinamente qualificada (1Tm 4,14). De uma forma ordenada, o clero tornou-se: “Administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 4,1), com o poder dado por Cristo para exercer esta administração. E o que isso significa, falando em termos bem práticos? Significa exatamente o que Jesus disse aos Apóstolos que seria: “Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós.” (Mt 10,20). Reparem: Ele não disse a eles que eles que falariam de forma admirável. Ele disse que o Espírito é quem falaria através deles {confira Jo 20, 21-22}, apesar das fraquezas e das limitações de sua condição humana. E disse Jesus: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” (Lc 10,16) #SalveCristoRei #SalveRoma #SalveMaria

 
 
 

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