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AS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS  ATRAVÉS DOS SÉCULOS.

1 de fev. de 2018
3 min de leitura





Através deste textos, e outros, que já foram produzidos e ainda serão produzidos, temos apenas a intenção de mostrar as questões das perseguições, nem é preciso dizer, estiveram presentes, da mesma forma que as expulsões, em toda época e lugar, contra e entre diferentes povos.

Com relação às sofridas pelos judeus, devem-se colocar na vanguarda algumas seitas pagãs e muçulmanas, e certos hierarcas protestantes como Lutero, o qual, segundo o historiador judeu Poliakov, foi “provavelmente o maior antissemita da história”, embora nem sempre tenha sido assim. No princípio, o contraditório apóstata alemão manifestou-se como “amigo” dos judeus, aos quais deviam em boa parte a Reforma. Sua prosa, tão transbordante de servilismo e adulação dos judeus como de desprezo para com a Igreja, demonstra-o claramente, como cita Enciclopédia judaica

Nossos tolos, os papistas, os bispos, os sofistas e os monges trataram tão mal os judeus, que um bom cristão deveria, falando propriamente, converter-se em judeu; e se eu fosse israelita e visse aqueles que administram e ensinam a fé cristã, preferia converter-se em porco antes de chegar a ser cristão.

Esta situação mudou radicalmente quando a maioria dos judeus recusou converter-se ao luteranismo. O que o hierarca protestante não havia levado em conta, como observa Lazare, é que os judeus “continuavam a ser o povo obstinado da Escritura, o povo de cabeça dura, rebelde às solicitações, tenaz e intrepidamente fiel a seu Deus e sua Lei”. Por causa desta recusa, Lutero converteu-se em feroz inimigo dos judeus, publicando duas obras violentamente antissemitas que clamavam por seu extermínio, a queima das sinagogas, a perseguição, etc. O primeiro texto — ou libelo — foi sobre os judeus e suas mentiras (1542), e pouco depois foi publicado o Schem Hamephoras. Lutero, segundo relata seu apologista Seckendorff, destruir suas casas, tirar-lhes os livros de orações, o Talmude, e até mesmo os livros do Velho Testamento, proibir os rabinos de ensinarem, e obrigar–lhes a ganhar a vida por meio de trabalhos penosos”. Na sequência, referir-se-á aos judeus, turcos e “papistas” como “mentirosos e demônios”. Mais à frente falaremos um pouco mais sobre a intolerância protestante.

Por sua vez, a indignação popular e as revoltas contra judeus foram bastantes comuns nas regiões dominadas pelos reformistas. Poliakov relata o caso ocorrido na Inglaterra em 1753, quando “surgiu” uma revolta popular de uma violência inusitada, poucas vezes igualada nos anais da história inglesa”. É um caso particularmente significativo, se se observa que, desde muito tempo antes, não se registravam nas regiões católicas massacres contra os judeus.

Mencionamos também as crudelíssimas perseguições que os czares e membros fanáticos da Igreja Ortodoxa Russa e outros países eslavos perpetraram contras os católicos. André Bobola, depois canonizado pela igreja, foi martirizado de maneira sádica pelos cossacos em 1657. Apenas no ano de 1768, no reinado de Catarina II, foram assassinados mais de 200.000 católicos. Os massacres contra católicos por parte da igreja Ortodoxa Russa seguiram seu curso até bem depois do século XX. Finalizando este texto não queremos ofender ninguém com os relatos, mas simplesmente demonstrar que as perseguições houveram em muitos países, lugares e por diferentes credos e religiões, estamos apresentando o que na verdade era pra ser apresentado nas escolas e faculdades, onde a Igreja Católica e apresentada como uma instituição malvada e cruel, que perseguia todos e não tolerava diferenças, que possam fazer bom proveito das informações que estamos fornecendo.

 
 
 

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