Cavalo de troia na cidade de Deus: Os enganos das falsas salvações
Introdução
Vivemos períodos conturbados de polarização política. Essa polarização tem permeado todas as esferas da sociedade, desde as escolas até as famílias, tudo parece estar sendo tragado para o olho do furacão. Não é difícil presenciar discussões, ou até mesmo ser impelido a participar de algumas delas. Ainda mais em tempos de rede social, onde todos parecem possuir os segredos da salvação da humanidade e as chaves para acabar com o mal no mundo.
No meio dessa miríade de ideias, encontramos algumas soluções péssimas, ruins ou até razoáveis, algumas um tanto quanto bem conhecidas, como acabar com o capitalismo, o patriarcado, aumentar a liberdade individual, aumentar o controle o Estado e etc. Mas quase em sua totalidade, propostas não bíblicas.
Mas se todos buscam o bem da sociedade e o desenvolvimento humano, não deveríamos todos buscar as mesmas coisas? Qual a razão de tantas divergências?
Nesse ponto, vemos que cada pessoa tem um tipo de compromisso fundamental com suas crenças, que chamamos de cosmovisão. Para entender melhor o que é cosmovisão, James Sire nos traz uma boa definição:
“ [Cosmovisão] é um compromisso, uma orientação fundamental do coração, que pode ser expresso em uma história ou em um conjunto de pressuposições (suposições que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou totalmente falsas) que sustentamos (consciente ou subconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a constituição básica da realidade, e que fornece o fundamento no qual vivemos, nos movemos e existimos.” [1]
Como afirma o autor, essa cosmovisão pode ser verdadeira, falsa, ou conter elementos de ambas em suas premissas.
Na discussão das ideias políticas, poderíamos dizer, a grosso modo, que as ideias sobre questões político-sociais estão contidas numa cosmovisão. A tais ideias podemos chamar de ideologias.
Ideologia é muito constantemente confundida com cosmovisão, porém elas não são a mesma coisa. Existe um grande debate acerca da definição de ideologia, mas para fins didáticos, irei usar a do escritor Russel Kirk, que conseguiu capturar o que penso ser o núcleo desse conceito. Ele diz: “A ideologia é uma religião invertida, negando a doutrina cristã de salvação pela graça, após a morte, e pondo em seu lugar a salvação coletiva, aqui na terra. […] A ideologia oferece uma imitação da religião. ” [2]
Essa conexão das ideologias como uma religião imanente é descrita de modo prático por Orlando Figes, ao contar sobre a revolução russa: ” Os bolcheviques extraíram o máximo de capital político da ressonância religiosa do socialismo. Em 1917, num panfleto para os pobres rurais, S. G. Strumilin comparou o socialismo à obra de Cristo e afirmou que criaria um “reino terreno de fraternidade, igualdade e liberdade”. O culto de Lenin, que decolou em Agosto de 1918 depois que ele se feriu numa tentativa de assassinato, tinha matizes religiosos explícitos. Lenin era representado como figura crítica, disposto a morrer pela causa do povo e, como as balas não o mataram, ele foi abençoado com poderes milagrosos.” [3] E mesmo após a revolução, durante os anos de chumbo do regime stalinista, Figes diz: “Para mobilizar apoio, o regime stalinista chegou a abraçar a Igreja Russa, cuja mensagem patriótica tinha mais probabilidade de persuadir uma população rural que ainda se recuperava do efeito desastroso da coletivização. ” [4]
Ou seja, as ideologias se apresentam como ideias salvadoras, com propósito de redimir o homem, a sociedade e acabar com o mal.
O teólogo Joseph Ratzinger (Bento XVI) nos alerta sobre os perigos de tais promessas redentoras; ele afirma que: “Quando a política pretende ser redentora, promete demais. Quando pretende fazer a obra de Deus, não se torna divina, mas demoníaca. ”[5]
Essa proposta redentiva das ideologias é uma idolatria, pois busca substituir a eternidade com Deus, por um paraíso terreno. Como explica David Koyzis: “A ideologia se fundamenta que esse ídolo tem a capacidade de nos salvar de um mal, real ou imaginário, que há no mundo. ” [6] Koyzis continua: “Como idolatrias bíblicas, cada ideologia se fundamenta no ato de isolar um elemento da totalidade criada, elevando-o acima do resto da criação. ” [7] Mas se existe uma coisa que as Escrituras nos ensinam de Gênesis a Apocalipse é que “A salvação vem do Senhor”.[8] Sem reconhecer a soberania de Deus, as ideologias tendem a divinizar e atribuir soberania a algum elemento da criação. Por isso elas se tornam um tipo de religião, pois oferece as mesmas propostas escatológicas que o cristianismo oferece.
Os perigos das ideologias
As Ideologias são incompatíveis com o evangelho, no coração do homem só há espaço para um altar, pois como ensina Jesus, “Ninguém pode servir a dois senhores. ” [9] Não é por acaso, muitas dessas ideologias rejeitam o cristianismo, pois para elas o cristianismo é uma “ideologia” concorrente. Dessa forma, as ideologias apelam aos sensos religiosos para ganhar essa competição pela mente e o coração do homem. Elas oferecem um senso de pertencimento a um grupo, uma sensação de lutar por um mundo melhor e combater o mal. Ela busca refazer não somente as estruturas do governo, através da política, mas também a natureza do homem, através da educação e cultura.
Muitos autores apontaram uma relação estreita entre as ideologias modernas e a antiga heresia gnóstica. Assim como os gnósticos, as ideologias enxergam que o mundo é intrinsicamente mal, e devido a isso, precisa ser “consertado”. Eles, os seguidores das ideologias, são os únicos iluminados com o verdadeiro conhecimento [gnosis] capaz de explicar os males do mundo e liderar a implementação da verdadeira justiça.
Para eles, a salvação virá através de um processo histórico imanente, através das mudanças estruturais no mundo e no homem. Por isso as ideologias são anticristãs, pois ignoram a visão da Criação, Queda e Redenção em Cristo, substituindo esses aspectos por diferentes tipos de visões, em sua grande maioria, materialista.
Apenas para ilustrar com alguns exemplos, cito duas famosas visões ideológicas, o marxismo e feminismo.
O marxismo reduz toda a complexidade do mundo a causas materiais, para Karl Marx , “A história de todas as sociedades que já existiram até os nossos dias tem sido a história da lutas de classes.” [10] Para ele, o mundo é um conflito entre proletários e burgueses, onde os burgueses representam tudo que há de mal no mundo, e o proletário o povo a ser redimido. Para Marx, era preciso revolucionar todo o mundo existente e mudar o estado das coisas como se encontravam. [11] Por isso ele afirma que o comunismo seria o ” movimento real que acaba com o atual estado de coisas.”[12] E dentre o “atual estado de coisas” que era necessário acabar, encontrava-se a família, a propriedade privada e a religião, a qual Marx considerava o “ópio do povo” [13], que impedia o proletário de adquirir a consciência de classe, ou seja, ser iluminado pelo conhecimento verdadeiro de sua situação que o libertaria, rumo a utopia revolucionária de uma ditadura do proletariado.
O feminismo enxerga que as diferenças intrínsecas entre homem e mulher, que foram dadas por Deus, como uma construção social patriarcal, que deveria ser demolida. Simone de Beauvoir, uma das feministas mais famosas, traduz esse sentimento quando escreve: “ Enquanto ao mito da família, o mito da maternidade e o instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a viver sob opressão. ” [14] Ou seja, para libertar a mulher era necessário acabar com o “estado atual das coisas”, assim como a proposta marxista. Isso sem entrar no mérito da denominada terceira onda feminista, onde nomes como Judith Butler e Monique Wittig explicitamente buscam libertar a mulher dos próprios conceitos biológicos do sexo. Ou seja, uma completa ruptura com os padrões bíblicos e uma tentativa de transformação total da natureza humana, visando uma falsa libertação, através de propostas revolucionárias.
Todo tipo de ideologia, seja ela de direita, esquerda, liberal, anárquica, é idolatra, pois não se baseia nos conceitos bíblicos e não possui uma cosmovisão bíblica da realidade.
Perceba como as ideologias se comportam do mesmo jeito que Adão e Eva se comportaram ao pecar. Adão culpou sua mulher e a Deus, Eva por sua vez, culpou a serpente. [15] Eles insistiram em ser tratados como vítimas das circunstâncias, esquivando-se da responsabilidade e colocando a culpa em outro. Se eles, no paraíso, foram capazes de conceber assim o seu ambiente, quanto mais o homem moderno, em um ambiente nada favorável, se encontra inclinado a sempre culpar o ambiente, o sistema ou conspirações pela sua condição e os usa como justificativas para “acabar” com todo estado de coisa presente.
Relação entre os cristãos e a política
O problema do mundo não é político, econômico ou social. O problema do mundo sempre foi e sempre será o pecado. As ideologias não dominariam o coração do homem se ele já não tivesse doente e morto em seus próprios pecados (Ef 2:1–2). O homem sempre teve a tola esperança de que, através da mudança de governos, da derrubada de ditadores ou da construção de muralhas, as coisas se tornariam melhores e viveríamos tempos de plena paz e justiça.
O mundo é apenas o reflexo do que habita no nosso coração. O Senhor Jesus Cristo diz que “do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias”. (Mt 15:19). Muitos cristãos tendem a demonizar a política, como se ela fosse algo inerentemente mal. Ou se envolvem de modo apaixonado, sem nenhum discernimento bíblico sobre o assunto, cometendo todo tipo de idolatria política. Os cristãos devem estar conscientes da soberania de Deus em todas as esferas, inclusive política, para evitar assim, o perigo da idolatria.
A Igreja primitiva nos mostra alguns exemplos interessantes na relação com o politica da época. No conflito religioso entre Roma e o cristianismo, os cristãos eram acusados de “ateísmo”, por se recusarem a adorar os deuses romanos e prestar culto ao imperador. Isso levou a uma série de perseguições.
Alguns cristãos se posicionaram contra o Estado romano, em defesa da sua crença em um único Senhor. Aristides de Atenas (134 d.C.) escreveu ao imperador Adriano um tratado em defesa dos cristãos. Atenágoras (133-190 d.C.), também escreveu um tratado intitulado “Petição em favor dos cristãos” ao imperador Marco Aurélio. Podemos citar também as famosas Apologias de Justino de Roma (100-165 d.C.) ao imperador Antonino Pio. Todas essas tentativas cristãs de mostrar aos governadores que os cristãos eram bons cidadão, cumpriam seu dever civil, mas que tinham somente um Senhor, Cristo. A posição política desde os cristianismo primitivo era a mesma aprendida em Atos dos Apóstolos “mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”[16] Essa obediência foi a causa de muitos martírios, dentre um dos mais famosos, de Policarpo de Esmirna (69-155 d.C), quando levado preso e forçado a blasfemar contra Cristo pelo governador, respondeu: “Eu o sirvo há oitenta e seis anos, e ele não me fez nenhum mal. Como poderia blasfemar o meu rei que me salvou?” [17]
Avançando no tempo, a visão reformada sobre política também foge dos reducionismos das ideologias, e entende que Deus é soberano sobre todas as esferas da vida. Seja da Igreja, do Estado, da família, da política, ou questões sociais, tudo está debaixo da mão soberana do Senhor.
Uma das confissões batismais mais antigas, desde os tempos da Igreja primitiva é a que “Jesus Cristo é o Senhor”, onde o cristão ficava de pé diante de toda a congregação e declarava a total soberania de Cristo em sua vida.
Esses exemplos nos mostram que os cristãos longe de abster da política, eles viam que ela precisava ser redimida pelo evangelho.
Não foram as ideologias que inventaram as preocupações sociais
Muitos cristãos são engajados em causas sociais, e acham que para isso, é necessária uma visão ideológica. Como se o marxismo tivesse inventado a preocupação com o trabalhador, ou o comunismo com os pobres, ou o feminismo com a mulher e etc. De modo nenhum!
Como já vimos em outros estudos, foi a visão cristã de mundo, pautadas nos ensinos das Escrituras, que criou e desenvolveu tudo isso, e muito mais. Somente as Escrituras nos fornecem uma base moral para a verdadeira justiça. Algo que transcende o próprio ser humano, que é pecador, ou qualquer outra organização, como o Estado.
A Bíblia nos ensina que “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades. ” [18] Por isso vemos em Atos 6, uma comissão de “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” [19] para exercer exatamente ofício de servir as pessoas mais necessitadas.
Também nos diz para não oprimir o estrangeiro pois “fostes estrangeiros na terra do Egito.”[20]
A Bíblia nos mostra que todo ser humano foi criado digno, a imagem e semelhança de Deus, portanto, mesmo apesar do pecado do homem, eles possuem um mesmo Criador que os sustenta, porque Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. “ [21]
A preocupação com a injustiça e opressão é uma preocupação bíblica desde o início. E isso foi sendo desenvolvido através dos séculos, e conforme o cristianismo avançava, a cultura ao redor ia sendo transformada. Desde a preocupação com a educação, com criação das escolas monacais, que deram origem as universidades medievais, e posteriormente ao surgimento da ciência moderna. A criação de hospitais, leprosários, creches e hospedarias. Ações que elevaram a condição da mulher na sociedade, como santificação do casamento, a equalização do pecado de adultério, proibição do concubinato. O combate ao infanticídio e abandono de bebês, desde os tempos do império romano até hoje, no combate ao aborto. E no combate a escravidão, que desde o século IV foi lentamente sendo abolido pelo império romano, até os esforços recentes de Willian Wilberforce e outros no movimento abolicionista inglês, e em várias partes do mundo.
Tudo isso se resume a um dos maiores ensinamentos de Cristo: “Ame o seu próximo como a si mesmo.” [22]
Nenhuma ideologia política se baseia no amor, no sacrifício, no serviço, mas sempre no ódio, no conflito e na separação. E um cristão não pode se guiar por esses princípios na busca por justiça. As Escrituras já nos fornecem as armas necessárias para lutar contra o mal, pois o mal real não está no mundo, mas em nós, que é o pecado.
E o que as Escrituras podem nos ensinar sobre política?
A Bíblia nos traz diversos exemplos de reis, governadores, juízes e estadistas que o próprio Deus classificou como ímpios ou retos. Pois se dividiam entre aqueles que seguiam a lei de Deus, ou praticavam a iniquidade. Nos termos bíblicos, iniquidade é a tradução de anomia ‘ανομια’, que significa a negação da lei [ a-negação; nomos-lei], ou seja, iniquidade significa negar a lei de Deus e seguir outra lei.
Para um cristão enxergar a política de maneira sábia, ele deve estar debaixo da lei de Deus.
As Escrituras nos trazem bons exemplos. A história da rainha Ester, que através da confiança na soberania divina foi capaz de influenciar as políticas do governo do rei persa Assuero, para proteger o povo judeu de uma lei injusta, fruto de uma conspiração para dizimar o povo. Apesar do nome de Deus não ser mencionado nenhuma vez em todo o livro, a exortação de Mardoqueu a Ester revela que ambos estavam cientes da soberania divina: “ Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus. […] e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? “ [23]
Ester agiu como influência positiva no governo, obedecendo a lei de Deus. Ela sabia que precisava influenciar de modo que a justiça prevalecesse e o seu povo sobrevivesse.
Outro grande exemplo é o de João Batista. O profeta foi preso e decapitado por condenar o governador Herodes por seus atos imorais. João dizia a Herodes: “Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão.”[24]
Ester e João Batista são bons exemplos de uma atuação política pautada pela lei de Deus. Um teve êxito, o outro, encontrou a morte, mas ambos fizeram tudo para a glória do Senhor.
Se os cristãos se abstém da participação política, o governo fica sem um compasso moral sólido, ficando à deriva, podendo se tornar um mal governo. O teólogo R.J Rushdoony nos mostra que se a religião cristã não for a fonte da moralidade um governo, outra religião será. Ele diz: “ Toda moralidade representa uma forma de ordem teológica, isto é, um aspecto e expressão religiosos.”[25] Portanto, se o Estado possui um conceito moral que não é cristão, será de outra religião, como o humanismo, que vem se tornando a religião dos Estados modernos.
Por isso, ele vai nos dizer que os conflitos da Igreja primitiva com o império romano não eram conflitos entre Igreja e Estado, mas entre duas religiões rivais. Por isso a declaração de que “Jesus Cristo é o Senhor”, era uma grande afronta, pois implicava que César não era o senhor.
Rushdoony vai além e afirma: “ O Estado só pode exercer justiça quando ele mesmo está debaixo de Deus, e mais, quando o povo está debaixo de Deus. O Estado que nega a Deus, nega a justiça. […] A produção de leis é atributo da divindade. A fonte da lei de qualquer sistema é o deus desse sistema.” [26]
Através da moralidade que a lei de Deus nos ensina, podemos discutir tema sensíveis a sociedade e participar das decisões, buscando trazer a visão cristã sobre esses aspectos sociais.
Tópicos como guerra, aborto, pornografia, eutanásia, racismo e muitos outros, necessitam de fundamentos morais pare serem discutidos e solucionados. Como partindo de uma moral relativista, poderíamos condenar o racismo como mal? Como o assassinato poderia ser punido? Como discernir entre bem e mal, justo e injusto, se a lei moral é relativizada?
Se os cristãos não se posicionarem na esfera pública sobre tais questões, influenciando o debate a partir das perspectivas bíblicas, buscando obedecer a lei de Deus e reconhecendo sua soberania sobre todas as esferas da vida, quem irá?
Os cristãos foram chamados para ser sal e luz. Como Jesus nos ensina: “se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada. ” [27] A nossa luz de Cristo não é para ser escondida, mas para brilhar diante dos homens. Vivemos num mundo caído, e como cristãos, devemos proclamar o evangelho a todo tempo, pois somente através da Palavra de Deus existe verdadeira salvação.
O cristão não precisa cair no erro das ideologias, quando ele tem a Palavra de Deus como base. A visão bíblica já nos fornece tudo que precisamos para enfrentar as mazelas do mundo.
As ideologias buscam redenção, mas somente Jesus Cristo é o redentor desse mundo de pecado, e somente através dele temos verdadeira salvação. O nosso paraíso não é terreno, mas celeste. A nossa morada foi preparada por Cristo, que virá e nos levará com Ele.
Como afirma o salmista: “ Ao Senhor pertence a terra e tudoo que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” [28] Se tudo pertence a Deus, o Estado, as causas sociais e a política devem ser feitas seguindo o princípio do Coram Deo (Diante de Deus). Pois a palavra de Deus não poderia ser mais clara “ fazei tudo para glória de Deus. ” [29]
Portanto, nosso chamado não é para revolução social, mas para a restauração de todas as coisas em Cristo.
Autor: Ramon Serrano
[1] SIRE, James, Dando nome ao elefante: Cosmovisão como conceito p. 179
[2] KIRK, Russell, A política da Prudência
[3] FIGES, Orlando, Uma história cultural da Rússia p. 246
[4] Ibid p. 331
[5] RATZINGER, Joseph Fé, Cultura, Tolerância p.110
[6] KOYZIS, David, Visões e Ilusões Políticas p.18
[7] Ibid p.18
[8] Jonas 2:9
[9] Mateus 6:24
[10] ENGELS, Friedrich, MARX, Karl . O manifesto comunista p.7
[11] MARX, Karl, A Ideologia alemã p. 11
[12] Ibid p.20
[13] MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel p.145
[14] BEAUVOIR, Simone, Sex, Society, and the Female Dilema, em Saturday Review, 14 Junho de 1973.
[15] Gênesis 3
[16] Atos 5:29
[17] Padres Apostólicos, Coleção Patrística Vol 1. Editora Paulus.
[18] Tiago 1:27
[19] Atos 6:3
[20] Êxodo 23:9
[21] Mateus 5:45
[22] Mateus 27:39
[23] Ester 4:14
[24] Marcos 6:18
[25] RUSHDOONY Rousas J Cristianismo e Estado p.37
[26] RUSHDOONY Rousas J O ateísmo da igreja primitiva p.41
[27] Mateus 5 13:14
[28] Salmos 24:1
[29] 1 Coríntios 10:31
















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