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COMO AMAR A TANTOS INIMIGOS?

O filósofo católico espanhol Julián Marías escreveu, certa vez, que a globalização dos meios de comunicação teria criado uma fonte a mais de sofrimento na vida das pessoas, ao concentrar, num noticiário de poucos minutos, as principais tragédias mundiais que acontecem, num único dia, em todo o planeta. O que acabou gerando, de certa forma, uma visão algo catastrofista do mundo, em que o mal, de algum modo, parece amplificado, maior do que efetivamente é, e tudo provocado pelo acúmulo artificial de notícias ruins espremidas num mesmo pacote de informações, despejado de súbito na sensibilidade do público. O homem anterior à comunicação de massa não conhecia essa espécie de sofrimento.

Num certo sentido, também como consequência da expansão desses meios de comunicação, e, sobretudo hoje, com a proliferação das redes sociais na internet, houve um aumento assustador dos nossos inimigos, reais ou imaginários, cada vez mais poderosos, que antes eram locais e agora são nacionais e até internacionais.

O cristianismo é bem claro, e verdadeiramente revolucionário, sobre a forma como se deve tratar o inimigo: com caridade. Jesus ensina a amar o inamável e o desamável, que em termos práticos significa rezar pelos inimigos e desejar a sua salvação.

Contudo, como amar assim a tantos e tantos inimigos, agora virtuais, que as mídias colocam diante de nossa impotente estupefação, cada vez que ligamos o celular ou o notebook?

Não há outra saída. É preciso rezar e desejar a salvação eterna de todos os ministros da nossa suprema corte de Justiça, todas as vezes que determinam o cancelamento de tantos canais do youtube, só por exprimirem opiniões diferentes das politicamente corretas (segundo eles, produzem “discurso de ódio”), deixando de lado tantas letras de música “funk” ou “sertanejo universitário” que, elas sim, atentam contra tudo o que ainda há de decente no mundo.

É preciso rezar e desejar a salvação eterna de todos os políticos corruptos do país, especialmente os que, por parcialidade da Justiça, se habilitam novamente a concorrer a cargos públicos, com grandes chances de se reelegerem governadores de alguns estados ou até presidente da República. É preciso rezar e desejar a salvação da alma do falso cristão Putin, ameaçando o mundo com seu eurasianismo imperialista. É preciso rezar e desejar a salvação da alma de um Zelensky, que sonha transformar a Ucrânia em mais país típico da União Europeia, totalmente descristianizado. É preciso rezar e desejar a salvação da alma de um Biden, que defende o aborto e, ainda assim, apresenta-se com a maior desfaçatez para comungar nas Missas.

Seria infindável a lista dos inamáveis homens públicos a quem é preciso urgentemente amar, inimigos de Deus e do gênero humano.

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