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DA OBRIGAÇÃO QUE TÊM OS SACERDOTES DE TENDER À PERFEIÇÃO

15 de mar. de 2018
3 min de leitura

Em virtude de alguns escândalos que temos visto nos últimos anos, venho trazer um estudo para lembrar nossos Sacerdotes, talvez alguns se esqueceram da sua missão, mas estamos aqui para lembrá-los, se você ama seu Sacerdote, envie este texto para ele.

DA OBRIGAÇÃO QUE TÊM OS SACERDOTES DE TENDER À PERFEIÇÃO

Os sacerdotes, em virtude das suas funções e da missão que lhes incumbe de santificar as almas, são obrigados a uma santidade interior mais perfeita que o simples religioso, que não foram elevados ao sacerdócio. É esta a doutrina expressa de São Tomás, confirmada pelos documentos eclesiásticos mais autênticos: “quis per Sacrum ordinem aliquis deputatur ad dignissima ministeria, quibus ipsos Christo servitur in sacramento Altaris; ad quod requiritur maior sanctitas interior, quam requirat etiam i Religiones status ( pela ordem sacra, o clérigo é consagrado aos Ministérios mais dignos que existem, nos quais ele serve o Cristo no sacramento do altar, o que Exige uma santidade interior muito maior do que a exigida no estado religioso, Suma Teológica 2,2 quadra 184). Os concílios, em particular o de Trento(sessão XXII); os Santos pontífice especialmente Leão XIII e São Pio X, por ocasião do quinquagésimo aniversário do seu sucesso do seu sacerdócio, publicou uma carta dirigida ao clero católico, em que demonstraram à necessidade da santidade do sacerdote para o sacerdote, e indica com precisão os meios necessários para a alcançar, meios que para dizer de passagem, “são precisamente o que nós temos que espalhar nos nossos seminários na atualidade”. Depois de haver descrito a santidade interior ( vitae morumque sanctimonia), declara que só esta santidade torna o sacerdote tal qual exige a vocação Divina: homens crucificados ao mundo, revestidos do homem novo, que não aspiram senão aos bens celestes e se esforçam, por todos os meios possíveis, por inculcar aos outros os mesmos princípios: “Sanctitas una nos efficit quales vocatio divina exposcit: homines videlicet mundo crucifixos … homines in novitate vitae ambulantes…qui unice in caelestia tendant et allios eodem adducere Omni ope contendant”(somente a santidade nos tornar tais quais nos exige a vocação divina: homens verdadeiramente crucificados para o mundo… Homens que caminham numa vida nova… Que que tendam unicamente para as coisas celestiais e que lutem com todo o empenho por levar a outros para para lá)

O código sancionou estas ideias de São Pio X, insistindo, mais do que havia feito a legislação antiga, sobre a necessidade da santidade para o sacerdote e os meios de a alcançar. Declara sem rodeios que “os clérigos devem levar uma vida interior e exterior mais Santa que os leigos, e dar-lhes bons exemplos pela sua virtude e boas obras”. E acrescenta que os bispos devem procurar “que todos os clérigos se aproximem frequentemente do Sacramento da Penitência, para se purificarem das suas faltas: que consagrem todos os dias certo tempo à oração mental, visitem o Santíssimo Sacramento, recitem o terço em honra da virgem Mãe de Deus, e façam exame de consciência. Todos os três anos, ao menos, devem os sacerdote seculares fazer um Retiro durante o tempo determinado pelo seu Bispo, em uma casa pia ou religiosa: não podem ser dispensados dessa obrigação senão, em algum caso particular, por uma causa grave e com licença explícita do ordinário. Todos os clérigos, mas sobretudo os sacerdotes são especialmente obrigados a ter para com o seu ordinário respeito e obediência (cânon 123-127).

Além disso, a necessidade que tem o sacerdote de tender à perfeição: prova-se: primeiro pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo e de São Paulo; Segundo pelo pontifical; terceiro, pela mesma natureza das funções sacerdotais.

Compêndio de teologia ascética e mística, Adolphe Tanquerey

 
 
 

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