DA PARTE DE MARIA NA VIDA CRISTÃ

DA
PARTE DE MARIA NA VIDA CRISTÃ
FUNDAMENTO DA SUA MISSÃO. O PAPEL DE MARIA DEPENDE DA SUA ESTREITA UNIÃO COM JESUS, OU, POR OUTROS TERMOS, DO DOGMA DA MATERNIDADE DIVINA, QUE TEM POR COROLÁRIO A SUA DIGNIDADE E A SUA MISSÃO DE MÃE DOS HOMENS.
É no dia da internação que Maria é constituída mãe de Jesus, mãe de um filho-Deus, Mãe de Deus. Se bem repararmos no diálogo entre o Anjo e a Virgem, Maria é mãe de Jesus, não somente enquanto este é pessoa privada. Senão enquanto é Salvador e Redentor. O anjo não fala somente das grandezas pessoais de Jesus; é o Salvador é o messias esperado, é o rei eterno da humanidade regenerada, cuja maternidade se propõe a Maria… Toda obra Redentora está suspensa do Fiat de Maria. E disto tem a Virgem plena consciência. Sabe o que Deus lhe propõe; consente no que Deus lhe pede, sem restrição, nem condição; O seu Fiat responde à ampliação das proposições divinas, estende-se a Toda obra Redentora. Maria é, pois, a mãe do Redentor, e como tal, associada a sua obra Redentora; e, assim tem na ordem da reparação o lugar que Eva teve na ordem da nossa ruína espiritual, como os santos padres o farão notar como Santo Irineu.
Mãe de Jesus, Maria terá com as três divinas pessoas as relações mais íntimas: será a filha muito amada do pai, e sua associada na obra da encarnação; a mãe do filho com direito ao seu respeito, ao seu amor, e até mesmo na terra, à sua obediência; pela parte que terá nos seus mistérios, parte secundária, mas real, será a sua colaboradora na obra da salvação e Santificação dos homens; será enfim o Templo Vivo, o Santuário privilegiado do Espírito Santo, e numa acepção analógica, a sua É, neste sentido que, com ele e em dependência dele, trabalhará em regenerar almas para Deus.
















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