DE JERUSALÉM AO VATICANO: A PEREGRINAÇÃO DO PAPADO Parte II

Continuando o estudo sobre o desenvolvimento da igreja podemos ver claramente que a igreja não é organismo estático, é pulsante em cada época, e determina a levar a boa nova de uma forma sempre ortodoxa, mas com respostas aos problemas da humanidade em seu tempo e lugar, nunca esquecendo que a resposta está em Jesus Cristo. Vamos recapitular esses primeiros passos daquilo que a igreja se tornará. Falamos de alguns acontecimentos entre os anos 39-50, no primeiro texto, os resultados dessa primeira pregação, que foram localizados dentro da comunidade de Jerusalém e que avançou um pouco em direção a Galileia, Damasco, Gaza e Antióquia. Algumas centenas de quilômetros no máximo.
Mas no entanto, esse avanço meio que desordenado acaba trazendo muitas lições. A transmissão da mensagem efetua-se primeiro nas comunidades judaicas. São judeus que falam para judeus. Os pagãos pouco se interessam. Tudo se passa como se os judeus cristãos quisessem ser reconhecidos e admitidos pelos judeus ortodoxos. Quando os cristãos das origens pregam, é quase sempre nas sinagogas.
Em seguida, o eixo da pregação se modifica, ou os cristãos devem adaptar seu o discurso ao público que eles não esperavam: pagãos desconhecidos, em todo caso, homens e mulheres que se expressam em grego. Ou então alguns apóstolos privilegiavam esses desconhecidos. É o segundo passo que a igreja vai atravessar, conscientemente ou não, ela passa do aramaico ao grego, dos judeus aos não judeus; de Jerusalém a Antióquia, do centro inicial à periferia. Trata-se de uma evolução que era previsível; o anúncio da Ressurreição de Jesus segue a inclinação natural. Já que as comunidades judaicas estão implantadas nas cidades Gregas, passa-se das primeiras às segundas. A consequência será lógica: ou os convertidos devem aceitar os ritos rabínicos ou podem pular essa etapa. Depois de se apoiarem nas sinagogas, alguns dos Apóstolos procuram se afastar das Sinagogas. O que provoca um áspero debate no seio da igreja e marca profundamente a mentalidade dos cristãos dos primeiros séculos. Vai-se, em parte, apagar a raiz comum ou insistir na irredutível novidade da Encarnação. A igreja precisará de tempo para transpor esse obstáculo decisivo. Os judeus não são totalmente inocentes nessa ruptura: nas vésperas da Insurreição geral contra Roma, alguns judeus tentarão, através da Fidelidade aos ritos, convencer os Cristão a aderirem à revolta.
É nesse momento da história que o papel de Paulo torna-se importante. Ao contrário do que dizem os falsos sábios, não foi ele que fez o cristianismo. Paulo não existe Sem Jesus, a condenação à morte e a ressurreição. O primeiro não tem sentido sem o segundo. Mas é o primeiro que faz a pequena igreja quase desconhecida passar para o imenso Império Romano. Não foi por acaso que Pedro e Paulo foram morrer em Roma. A seta disparada do Gólgota irá gravar no coração da capital do império. Aos poucos, Roma vai se tornar a cidade eterna.
A EVOLUÇÃO DA DOUTRINA APOSTÓLICA:
Falamos de uma revolução na igreja, podemos nos perguntar; teria realmente Jesus dado o seu consentimento a toda a evolução tal como ocorreu após sua morte?
Teria ele aprovado que uma parte de seus seguidores logo abandonassem o sinal sagrado de Israel, a circuncisão, que suas comunidades se distanciassem das comunidades da Sinagoga para seguir caminhos separados, que surgissem estruturas de governo com superiores e subordinados? Em outros termos: a evolução até o surgimento da Igreja ocorreu o segundo os propósitos de Jesus?
Respondendo as questões acima.Não há nenhuma dúvida que o próprio Reino de Deus de forma visível é a igreja. Podemos entender que o ponto inicial da entrada de Jesus em cena no mundo terreno dos homens foi o senhorio de Deus, que era esse o tema central de suas palavras, e da configuração Geral de suas ações. Mas vamos observar dentro do Horizonte do Judaísmo primitivo, o senhorio de Deus equivale a uma cifra que se refere a um projeto sóciopolítico, entendido como realização terrena do axioma teológico: Deus domina Como Rei. trata-se, portanto da concreta convicção de Israel, que reivindica a visibilidade material da dominação real de Deus nas estruturas terrenas. Os judeus em grande maioria não suportavam as palavras de Jesus, ele mandava amar seus inimigos, não conseguiram compreender que o reino de Deus não é deste mundo. Vistas esta linha de tradição, as grandezas senhorio de Deus igreja estão no mesmo nível, não são contraditórias, não estão contrapostos, como uma alternativa que uma exclui a outra, mas se completam porque Deus se fez visível, e deixou-nos uma igreja visível a questão decisiva não é se Jesus quis a igreja, mas até que ponto as tentativas eclesiais de realização aparecem em consonância com a visão de Jesus, estamos falando dos Apóstolos ainda vivos.
Esta questão do senhorio de Deus ou podemos dizer a continuidade da vontade de Deus, que podemos afirmar que a vontade de Deus na história da humanidade através da Igreja, esta foi a questão que sempre trouxe grandes conflitos entre os judeus ortodoxos e cristãos.Quando os convertidos começaram a vir mais das fileiras pagãs que das judaicas, o rigor foi abrandando e o lado de observação da questão ficou mais marcante. Para os judeus cristãos, a questão da continuidade era a questão de sua relação com sua mãe; para os cristãos gentios, era a questão de sua relação com a sogra. O que, aos olhos dos gentios, era ofensivo no cristianismo, era o que tinha herdado do judaísmo. Celso e outros críticos pagãos ridicularizaram a declaração de que Deus, de todos os lugares existentes, fez uma aparição em “algum canto da judéia” (apologia de Orígenes contra Celso 6.78[GCS 3:149]; Orígenes contra Celso 5.50[GCS, 3:55]); e imperador Juliano registrou o conceito judaico e cristão de Deus como “essencialmente a divindade de um povo primitivo e inviabilizado” (Cochrane[1944], embora ele tenha repreendido os “galileus” por terem abandonado o judaísmo. Não só os críticos gentios do cristianismo, mas também os gentios convertidos ao Cristianismo uma decisão sobre quanto da tradição eles eram obrigados a seguir. A atitude de Marcião foi um exemplo herético do que, antes, pode ter sido um ressentimento disseminado também entre os crentes ortodoxos; pois a epístola de Barnabé ( pg. 95-97 adiante), embora não chegue ao mesmo ponto que Marcião chegou em sua rejeição do antigo testamento, afirmou que as tábuas originais da aliança do senhor foram quebradas no Sinai e que Israel nunca teve uma aliança autêntica com Deus (Barnabé 14. 3-4). A declaração de Tertuliano, em oposição à Marcião, de que “hoje” havia mais pessoas que aceitavam a autoridade do antigo testamento do que a rejeitavam levantou a questão de se o número de pessoas que a rejeitavam, em algum momento, chegou a ser considerável (Tertuliano contra Marcião 5.20.2[ CCSL 1: 724]).
Há de se considerar a pré-historia através do Judaísmo para entender a mensagem de Jesus. Em Israel sempre hoje a pontuação Acerca das tentativas de concretização do senhorio de Deus. Antes de tudo, tratava-se da questão de quem seria, para o povo de Israel, o soberano do senhorio de Deus sobre a terra: deveria ser um Rei em analogia ao rei Davi, como havia sido divulgado pelas forças monarquistas de Israel, ou um grupo aristocrático, com os sumos sacerdotes como representante, conforme o modelo que se estabeleceu após o exílio e que, na virada das eras, foi principalmente defendido pelos saduceus? outra questão controversa se referia seu trato com os inimigos de Israel, ou seja, com os ocupantes das terras: deveriam eles ser expulsos do país mediante a força militar ou se deveria lutar pela autonomia de Israel, como havia sido realizado com sucesso pelos hasmoneus, ou se deveria seguir a bandeira dos Saduceus, e mais tarde também dos herodianos,e entrar em acordo com o Roma, a potência de ocupação? uma vez que na realidade do dia a dia somente um modelo podia ser praticado, os diferentes grupos sociais em Israel não apenas discutiam de modo geral sobre a concepção do senhorio de Deus, mas lutavam sempre para impor sua própria opção. Os hasmoneus tornaram-se militarmente ativos, os saduceus e os herodianos faziam manobras políticas para concretizar seu modelo político.
O ENGANO DO DISPENSACIONALISMO
O outro grupo, os Apocalípticos, não apostavam na política e nem nos exércitos, mais tão somente na iniciativa de Deus: seria Ele próprio que com uma catástrofe acabaria com os inimigos de Israel, para fazer surgir um Israel novo, livre dos inimigos. Observe-se: os Apocalípticos esperavam tudo isso para o futuro. O Senhorio de Deus haveria somente no novo éon, após a ruptura da história que estava se encaminhando para o fim. Sabemos que houve uma ruptura da história a história antes de Cristo e a história depois de Cristo, com isso eles refutavam categoricamente a legitimidade dos modelos do senhorio praticados na época. De qualquer maneira, nessa opção fundamental comum, permaneciam ainda totalmente abertas as precisas estruturas constitucionais segundo Daniel 7, O “filho do homem”, a quem por Deus foram concedidos toda a força e todo poder, representa Israel com um todo; segundo Daniel 12, somente os mestres de Israel, que educaram para o agir correto, serão assinalados; conforme os oráculos sibilinos, os profetas exerceram o cargo de justo Juiz e soberanos (Oráculo III 781) bem parecido com alguns princípios que vemos hoje em dia com os Adventistas é os novos juadaizantes.
O conceito acerca do senhorio de Deus deve ser localizado principalmente nesta onda apocalíptica. Mas, segundo Jesus, o senhorio de Deus, esperado para o futuro, de fato já se iniciou com a pregação em Israel. Jesus espulsava os demônios, a derrota do antigo príncipe deste mundo começa tão logo o anjo anuncia o seu nascimento, mas com o início do seu ministério que veremos os indícios disso, Satanás como real maquinador por trás das ameaças provindas dos Inimigos de Israel, já está derrotado (Lucas 10,18; 11,20). Jesus não pensava de forma nacionalista, mas de forma totalmente espiritual e que é abrangente a todos os povos o senhorio de Deus começa em meio a este mundo não se expulsa os inimigos do país, mas as pessoas são libertadas do Poder demoníaco; o senhorio de Deus não se inicia universalmente, em um evento Universal num só golpe pontualmente, ele cresce e se desenvolve constantemente; de assunto de política externa (senhorio de Israel sobre os pagãos) ele passa a ser um tema político interno (pessoas que se abrem às possibilidades oferecidas por Deus). Soberanas do senhorio de Deus, como Jesus imagina, são as doze tribos de Israel. O ato simbólico da Escolha dos Doze está em função disso. Com esse símbolo real Jesus recorreu ao modelo constitucional pré-estatal: Israel, como Deus o queria no início (Josefo antiguidades 11, 107). Com essa concepção Jesus superou, por um lado, o jogo das intrigas políticas internas entre os grupos de maior influência e, por outro, as tentativas de políticas internas de rechaço dos samaritanos, por exemplo, embora estes se considerassem descendentes das duas tribos de Jacó Efraim e Manassés (Josefo antiguidades 11,341). Com referência a ideia profética do restabelecimento de Israel no fim dos tempos (Isaías 11,12; Miqueias 2,12), Jesus via no senhorio de Deus e reagrupamento dos perdidos de Israel: tanto os grupos que ao longo da história ficaram perdidos (os samaritanos, os espalhados na diáspora), como os indivíduos que, por sua história Pessoal, ficaram perdidos e, por essa razão, ficaram excluídos (os enfermos, os coletores de impostos, que trabalhavam em colaboração com Os herodianos dispostos a qualquer acordo).
O conceito do senhorio de Deus como Jesus ensinou podia ser percebido em seu comportamento. Ele culminou em refeições festivas, nas quais não só as vivenciava a refeição do fim dos tempos (Isaías 25,6-8), Mas também se reunia todo o Israel, quando ao lado de Galileus, participavam pescadores e coletores de impostos, e ao lado de pessoas sadias participavam enfermos. Com parábolas e imagens Jesus defende a sua visão das coisas – bem como sua práxis. Era ele próprio o ator principal, é ele mesmo o senhorio de Deus, o grande mediador na sua forma humana e futuramente em sua glorificação ao lado do Pai.
JESUS FUNDOU UMA IGREJA?
Vamos responder a questão sobre a fundação da Igreja, muitos perguntam, Jesus fundou a igreja? Se alguns não aceitam a fundação de uma igreja qual opção teremos de um projeto social do senhorio de Deus? Ele deu Uma Carta Magna que consolidou com sua própria vida. Ele não deu qualquer orientação a favor nem contra os pagãos. Mas, nas reduzidas circunstâncias da Galileia, fez a integração de judeus supostamente renegados. Temos várias opções na ação em relação com o povo de Deus, os discípulos de Jesus jamais podem ser desligados de Israel, tem podem reinvindicar exclusivamente para si esse título de honra. Mais ainda: como um projeto social o “senhorio de Deus”, a criação de estruturas de governo sempre estará submetida a decisão do Povo de Deus, como verdadeiro soberano não a outra instituição que podemos entender que esteja comprometida nesse sentido e sempre disposta a concretizar este senhorio de Deus dentro da história da humanidade que não seja a igreja, ela é completa em todos os requisitos, ela é a manifestação do senhorio de Deus através dos, é a promessa da nova aliança, não cabe nessa história o dispensacionalismo, a Igreja é quem foi dada a autoridade de dar ou reter a graça do senhorio de Deus. Pois, dentro do quadro referencial de Jesus, de sempre voltar a valer a maneira nova de palco e Ação aberto por Deus, então pode-se dizer com toda a seriedade ela leva adiante a intenção de Jesus, portanto, é a igreja fundada por Jesus.
Essa visão é confirmada por Mateus 16, 18 – nos deparamos com uma concretização ou talvez do ajustamento da Comunidade Cristã com a promessa em Mateus. eu te darei as chaves do Reino dos Céus tudo que ligares na terra será ligado nos céus e tudo que desligares na terra será desligado nos céus, concede-se a Pedro um poder impressionante: a última instância de decisão referente a todas as novas decisões a serem tomadas Acerca das prescrições religiosas. Lida na dinâmica de todo o evangelho só vamos confirmar a chefia do príncipe dos apóstolos, não um argumento relativizado, a confissão tu és o cristo o filho do Deus vivo (Mateus 16-16). A verdadeira base, Pedro retoma da Comunidade dos discípulos, à qual é concedida a ocasião de proclamar essa confissão, quando vivenciou a salvação de Pedro que se afundava em meio à tempestade e, diante de sua salvação aclama: “verdadeiramente és filho de Deus” (Mateus 14,33). A soberania da igreja entra em Ação quando em 18:18 lhe é concedido o mesmo poder que é concedido a Pedro em 16,19, especificando as medidas disciplinares. Quanto ao conteúdo, o poder da chave de Pedro é guiado pelo contraste de (Mateus 23, 13), em contraposição aos fariseus cabeças dirigentes do judaísmo na época de Mateus, Pedro (mediante suas decisões) deve abrir o reino de Deus para as pessoas e deixá-las entrar -portanto em sentido mais amplo, estabelece as bases legais para a integração. Justamente em Mateus 16,18, numa antiga tradição, portanto, que atribui amplos poderes a Pedro. Pode-se ver exemplarmente o processo de como concentrações unilaterais de poder, são corrigidas e reconduzidos para as intenções originais, esse processo de luta pela concepção a cada nova condição social ultrapassa a totalidade da história do cristianismo primitivo. As mais acaloradas discussões referem-se Justamente a pontos acerca dos quais Jesus não disse nada que são (circuncisão/ pagãos) ou disse apenas algo enigmático (questão da Pureza ritual) Marcos 7,15 ou ambivalente (templo Mateus 5 23).
A CHEGADA DE PAULO NA IGREJA
Sobre Paulo, um dos grandes personagens na história da igreja primitiva, temos muitas informações, graças as cartas que ele dirigia as diversas comunidades que chegaram Até nós. Mas, sobre o homem propriamente dito não temos muitas informações.
Provavelmente teria nascido como vimos, em Tarso, capital da cilícia, por volta do ano 10 ou 12. Sem dúvida foi em Jischala (na Galácia) que seus avós teriam vivido. Por que Paulo era romano? Talvez porque seu avô tenha comprado – ou ganhado – esse título ao lutar do lado do exército romano. Talvez quando Pompeu conquista e ocupa a região, antes de ir morrer em Alexandria. Foi em 63 AC.
Em todo caso, o recém-nascido recebe a educação tradicional dos fariseus. Não será portanto um moderado. A formação que ele recebe fortalece seu caráter. Encontraremos sinais disso no Tom e no texto das epístolas. Ele tem 20 anos. Seu pai queria que ele fosse Rabino. Paulo naturalmente não respondeu Nem sim nem não. Enquanto isso, aprende o Ofício de tapeceiro, que exercerá quando tiver tempo. A vida inteira. Terá ele estudado, feito cursos? Não é certo. No entanto, Tarso era na época um importante centro intelectual. Talvez o mais famoso no Oriente Médio. Ali podia-se aprender retórica, frequentar institutos científicos. Os especialistas estimam que Tarso era então uma cidade mais culta que Atenas ou Alexandria.
Portanto, é provável que Paulo não tenha estudado. Captou alguns rudimentos esparsos e com eles fará as bases de sua cultura. O procedimento poderia ter sido desastroso, mas acabou sendo de uma eficácia espantosa. Paulo falava grego, naturalmente. Mas era uma língua curiosa, recheada de Latim, hebraico e aramaico. Um grego Popular e local que a maioria dos judeus, dos mercados e do Povo compreendia bem. Era essa língua que ele escrevia; ou, mais exatamente ditava . Quase não há citações clássicas gregas nas epístolas. Mas háa um estilo, um tom, uma vibração, um equilíbrio das frases, um misto de violência e ternura que são só dele. Se os Evangelhos transmitem o essencial da mensagem cristã, Paulo consegue o incrível Casamento entre uma reflexão Religiosa e uma linguagem que domina Mediterrâneo oriental há mais de seis séculos. recordemos alguns de seus textos (I Coríntios, 13, 1-7):
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; Mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos Pobres, e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade isso nada me aproveita.
A caridade é paciente, a caridade é benigna, a caridade Não é invejosa, não se ufana, não se ensoberbece. A caridade nada faz de inconveniente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não se alegra com a injustiça, não se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A questão central Talvez seja a seguinte: Em que momento o Paulo compreendi que os não-judeus estão para se tornar os interlocutores privilegiados dos Apóstolos? Sem dúvida em Konya e em Listra. Nestas duas cidades, os judeus tentanram levantar o povo contra Paulo e Barnabé. No entanto, os dois homens haviam conseguido se fazer ouvir. Eles assistem ao nascimento de pequenas comunidades cristãs sem nenhum ponto em comum com as sinagogas. Isso sem dúvida é uma demonstração de que a igreja não Manteve laços com a Sinagoga, é uma questão que dá um basta final nas ponderações dois judaizantes daquela época, de hoje dia também, foi uma surpresa na época, quase um constrangimento para os dois apóstolos. Eles não procuraram provocar essa mutação de sua platéia. Mas aconteceu sobe suas vistas. Será necessário então administrar essa situação nova e imprevista. Isto será quase uma regra na igreja: administram-se, como se pode, usar conselho acontecimentos inesperados.
Continuaremos a falar das experiências de São Paulo no próximo estudo e tratar da questão da Igreja no mundo pagão, e entraremos na importância de Antióquia e chegaremos até Roma, e sua primazia final nas questões da Igreja.
#MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #históriadaigrejaprimitiva
















Comentários