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DESAPROVAÇÃO DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

31 de jan. de 2018
3 min de leitura

“Mas o homem na prosperidade não compreende, é como os animais que perecem” (Salmos 49,13).

Jesus não propôs riqueza nem prosperidade aos seus seguidores. Prometeu, sim, vida, e vida em abundância. Esta não é a vida mortal, sempre ameaçada, que o homem conhece na terra. Mas a vida Imortal em comunhão com o pai, o filho, e o Espírito Santo. O que Jesus previu para seus discípulos foi uma parcela de sua cruz, mediante a qual devem chegar à bem-aventurança Celeste: ‘Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’ (Mateus 16,23). Diz o senhor no Apocalipse: ‘repreendo e educo todos aqueles que amo’ (3,13). O autor da epístola aos hebreus explica o porquê dessa atitude divina: ‘e para vossa educação que sofreis: Deus vos trata como filhos. Qual é, como efeito, o filho cujo pai não educa? Se sois privados da educação da qual todos participam, então sois Bastardos e não filhos (Hebreus 12, 7-8). Você, pois, como é falso apregoar que Deus paga em dinheiro e Bens Materiais a quem lhe é fiel”.

Vejamos no início da igreja, nossos padres, alertando contra essa doutrina de demônios, colocarei alguns, pois, são muitos padres que falam desse problema.

Hermas de Roma

” vós, servos de Deus, sabeis que habitais em terra estrangeira. De fato, vossa cidade acha-se longe desta cidade. Portanto, se conheceis vossa cidade, aquela em que deveis habitar, porque correis assim atrás de Campos, instalações luxuosas, palácios e mansões inúteis? Quem procura tais coisas nesta cidade não espera retornar a sua própria cidade. Insensato, vacilante, homem infeliz! ignora E que tudo isso é estrangeiro e está em poder de outro (=Deus)? De fato, o dono desta cidade dirá: ‘não quero que habites na minha cidade. Vai embora daqui por que não obedece às minhas leis’, então tu que possuis Campos, casas e muitos bens, ao ser expulso por ele, o que farás com o teu Campo, tua casa e tudo o que te resta do que acumulaste?” (O pastor, parábola 1,50, 1-4).

Policarpo de Esmirna

“O princípio de todos os males e o amor ao dinheiro. sabendo, portanto, que nada trouxemos ao mundo e que nada podemos levar dele, armemo-nos com as armas da justiça e ensinemos primeiro a nós mesmos a caminhar conforme o Mandamento do Senhor (carta aos Filipenses 4,11).

Tertuliano de Cartago

“Mas, se compreendermos em sentido literal estas palavras (Dá-nos hoje o nosso pão cotidiano), não poderia ser à custa do seu caráter religioso e do ensino espiritual dado pelo senhor. Com efeito, ele manda que peçamos o pão com a única coisa necessária aos que têm fé. Dos outros bens, são os pagãos que vão em busca (Mateus 6, 32-33)” (da oração 6,3).

“Mas o senhor, que prevê as necessidades humanas, Depois de nos ensinar esta oração (o pai-nosso), apresenta em outro lugar: ‘pedi e recebereis’ Mateus 7,7; Lucas 11,9). com efeito, existem outras coisas a pedir, segundo as circunstâncias. Primeiro,porém, devemos proferir Essa oração do senhor (O pai-nosso), que representa o fundamento de nossos outros desejos. Tem, pois, o direito de acrescentar além desta oração, outros pedidos, sobre a condição de nos lembrarmos dos preceitos evangélicos. Se estivermos distanciados desses preceitos, estaremos outro tanto distantes dos ouvidos de Deus (da oração 10).

Papa Urbano I de Roma

Ora, amadíssimos, para o que nos leva a sabedoria deste mundo se não para buscar as coisas más, amar as coisas perecíveis, abandonar as coisas saudáveis e estimar como sem valor às coisas definitivas? Recomenda o amor ao dinheiro do qual se diz: ‘O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal’ (1Timóteo 6,10); e é isto que contém este mal de maneira especial, Pois ainda que imponha o transitório, esconde da nossa vista o eterno; e ainda que saia em busca de coisas externas, não observa as coisas interiores; ainda que busque coisas estranhas, Este é um mal que se faz estranho para consigo mesmo daquele que o faz (carta a todos os cristãos 6,3).

 
 
 

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