EIS AQUI O TEU DEUS – Scott Hahn medita sobre o Terceiro Domingo do Advento

João Batista, na cadeia, questiona Jesus no Evangelho de hoje, mas por causa de seus discípulos e por nós.
Ele sabe que Jesus está fazendo “as obras do Messias”, preditas na Primeira Leitura e no Salmo de hoje. Mas João quer que seus discípulos, e nós, saibamos que o Juiz está à porta; que, através de Jesus, nosso Deus veio para nos salvar.
A Liturgia do Advento nos leva ao deserto para ver e ouvir as maravilhosas obras e palavras de Deus: os coxos saltando como cervos, os mortos ressuscitando, a boa nova pregada aos pobres (Isaías 29, 18-20; 61, 1-2).
O propósito da Liturgia de hoje é nos dar coragem, fortalecer nossas frágeis mãos, firmar os nossos joelhos enfraquecidos. Nossos corações podem facilmente se assustar, quando sobrecarregados pelas dificuldades da vida. Podemos perder a paciência em nossos sofrimentos, enquanto aguardamos a vinda do Senhor.
Como Tiago aconselha na Epístola de hoje, devemos tomar como exemplo os profetas que falaram em nome do Senhor.
Jesus também nos aponta um profeta, apresentando-nos João como modelo. João sabia que a vida humana é mais do que a comida que ingerimos; o corpo é mais do que as roupas que usamos. Ele buscou primeiramente o reino de Deus, confiante de que Deus proveria o resto (Mateus 6, 25-34). João não reclamou. Não perdeu a fé. Mesmo acorrentado em sua cela, ele ainda enviava os seus discípulos — e também a nós — para junto de nosso Salvador.
Enviados, nós o encontramos agora na Eucaristia. Ele fez o deserto florescer, as areias ardentes se tornarem fontes de água viva. Abriu nossos ouvidos para as palavras do livro sagrado, libertou nossa língua para enchermos o mundo com cânticos de ação de graças (Isaías 30, 18).
Os que já estivemos submissos e cativos do pecado e da morte, fomos redimidos e devolvidos ao Seu Reino, coroados de uma alegria eterna. Reerguidos, agora estamos diante de Seu altar para ali encontrar Aquele que está por vir: “Eis aqui o teu Deus”.
















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