Encratitas proibição do casamento

QUEM PROIBIA O CASAMENTO NA PRIMEIRA EPÍSTOLA DE TIMÓTEO?
Respondendo a um membro do grupo sobre “Timóteo 4,3eles proibirão o casamento, exigirão a abstinência de certos alimentos, quando Deus os criou para serem recebidos, com ação de graças, pelos que têm fé e conhecem a verdade”. Essa é uma situação que a igreja enfrentou desde o início, ganhou força com a gnose de Basílides. Ele fazia a distinção entre o Deus supremo e o criador, presente também no ensino de Marcião, sustenta os mitos Valentinianos da emanação de éons e a doutrina basilidiana da criação a partir do nada. De acordo com Ptolomeu, entre o Deus supremo e o mundo criado havia um demiurgo, “o pai e Deus de tudo fora da pleroma” (Iren. Her. 1.5.2).
O criador deles, o demiurgo, “fez o céu sem conhecer o céu; formou o homem em ignorância do homem; trouxe a luz a terra sem entender a terra” (Iren. Her. 1.5.3). Essa foi uma das declarações mais explícitas da doutrina gnóstica de que a criação do homem ou pelo menos, de todos os homens abaixo do patamar do gnóstico totalmente espiritual, foi um ato de ignorância por parte de um ser divino que era menos que o Deus supremo e, portanto, que, em última instância, a criação e a queda do homem coincidem.
Essa rejeição da criação estava associada a uma repulsa ao processo de geração e do nascimento do ser humano, como também observa-se em Marcião. Outros cristãos gnósticos primitivos, como os ENCRATITAS, “pregavam contra o casamento deixando, assim, de lado a criação original de Deus e culpando indiretamente aquele que fez o homem e a mulher para a propagação da raça humana” (Iren. Her. 1.28.1). Bibliografia:Jaroslav pelikan e Daniel Rops
















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